O texto a seguir é do renomado fotógrafo Sebastião Salgado:
Deveríamos todos admitir que a sociedade de consumo da qual participamos explora e pauperiza enormemente os habitantes do planeta. Todos deveriam se manter informados — por meio do rádio, da televisão, acompanhando a imprensa, vendo fotografias — a respeito das tragédias provocadas pelas desigualdades entre o Norte e o Sul, das calamidades em série geradas por ela. Este é nosso mundo, precisamos assumi-lo. Não são os fotógrafos que criam as catástrofes, elas são os sintomas da disfunção do mundo do qual todos participamos. Os fotógrafos existem para servir de espelho, como os jornalistas.
In: Sebastião Salgado com Isabelle Francq: Da minha terra à Terra. tradução Julia da Rosa Simões. 1ª ed., São Paulo: Paralela, 2014; 2ª ed., Cia das Letras, 2014.
Na passagem “Todos deveriam se manter informados — por meio do rádio, da televisão, acompanhando a imprensa, vendo fotografias — a respeito das tragédias provocadas pelas desigualdades entre o Norte e o Sul, das calamidades em série geradas por ela. Este é nosso mundo, precisamos assumi-lo (...)”, o termo em destaque recupera: