A imunoterapia contra o câncer
O ser humano surgiu há 250 mil anos e passou a maior parte deles sem nada parecido com um hospital. Se nós chegamos até aqui é porque viemos com o pronto socorro mais eficiente do mundo instalado de fábrica: o sistema imunológico. Nossos glóbulos brancos, que são defensores em escala microscópica, seguram quase qualquer tranco, da gripe à malária. Todavia, não conseguem nos proteger do câncer. Por quê?
Câncer é o nome genérico para um conjunto de doenças em que uma de nossas células sofre uma mutação e começa a se multiplicar descontroladamente. Ou seja: ele é um erro de digitação no DNA, um tropeço, e não um problema causado diretamente por um parasita, como um vírus ou uma bactéria. Algumas dessas mutações podem ser herdadas dos pais, outras induzidas por fatores externos, como tabagismo e má alimentação. O sistema de segurança do nosso corpo não é capaz de lidar com esse problema de origem interna. Esse sistema são os glóbulos brancos, os linfócitos T, que seriam, na teoria, os responsáveis por lidar com tumores.
O Prêmio Nobel de Fisiologia e Medicina de 2018 foi concedido ao americano James Allison e ao japonês Tasuku Honjo, dois pioneiros da imunoterapia, que pensaram num tipo de treinamento contra o câncer, que envolve tirar as rédeas dos linfócitos T e permitir que eles partam para cima dos tumores sem dó. Allison teve a ideia na década de 1990, quando muitos cientistas estavam tentando colocar mais freios nos linfócitos T para evitar que eles atacassem os corpos que deveriam proteger (as famosas doenças autoimunes). Ele inverteu o raciocínio: imaginou que linfócitos com menos freios também poderiam ser úteis em certos casos.
Como tirar os freios? Colocando uma “tampa” no receptor em que eles se encaixam. Allison descobriu uma tampa chamada CTLA-4, e Honjo, uma chamada PD-1. Essas tampas são remédios, e quatro deles já foram aprovados pela FDA, a Anvisa americana. E foi assim que os dois pesquisadores viraram história.
https://super.abril.com.br/ciencia/... - adaptado.
Considerando-se seus sentidos no texto, os termos “genérico” e “induzidas” (segundo parágrafo) encontram sinônimos, respectivamente, em:
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