Leia o texto, a seguir, atentamente para responder à questão.
Um estranho poder de cura
Meu filho, deficiente mental, Hikari, foi despertado pela voz dos pássaros para a música de Bach e Mozart e acabou produzindo suas próprias obras. As pequenas(A) e (C)peças que ele inicialmente compôs eram cheias de frescor e prazer. Pareciam gotas de orvalho brilhando sobre a relva. A palavra inocência é composta do prefixo “in”, que significa “não”, e de “nocere”, “ferir”. Ou seja, ela quer dizer “aquele que não fere”. A música de Hikari era uma manifestação natural de sua própria inocência. Conforme ele passou a criar mais obras, no entanto, não pude deixar de ouvir nelas também a voz de uma alma escura e atormentada. Apesar de deficiente, seus esforços extenuantes permitiram que ele descobrisse do fundo de seu coração uma massa de tristeza que até então ele fora incapaz(D) de expressar com palavras(B). O fato de expressá-la em música cura Hikari de sua tristeza, é um ato de recuperação. Mais ainda, seus ouvintes aceitaram essa música como algo que também os fortalece e restaura. Nesses fenômenos, eu encontro as razões para acreditar no estranho poder curativo da arte.
Trecho do discurso de aceitação do Prêmio Nobel de
Kenzaburo Oe. Disponível em: <http://veja.abril.com.br/050303/p_100.html>. Acesso em: 02 dez. 2014.
Carone (1995) aborda em seu livro Morfossintaxe termos como morfema e vocábulo.
A partir deles, é INCORRETO afirmar que
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Professor PEBTT - Português e Espanhol/Área 32
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