Texto
O velho vestido de novo
Os processos de globalização geralmente se agilizam quando ocorre um sensível avanço tecnológico. A partir do século XIII, grandes descobertas científicas e tecnológicas possibilitaram uma fantástica globalização, que os portugueses completaram no século XVI. Esse processo começou com a invenção da bússola: uma agulha imantada sobre uma palha, flutuando em um copo com água. Talvez a bússola seja a última grande invenção que tenha influído, realmente, no destino da humanidade.
Quando o astronauta pisou na Lua, o dia seguinte na Terra foi igual. Quando a bússola apontou o rumo exato, o homem começou a conquistar o seu planeta. Depois da bússola, vieram o astrolábio e as caravelas. A caravela, um navio menor e mais ágil que os usados até então, possibilitou o uso do cadaste, uma peça em que se adaptava o leme, com dobradiças, mais no meio da embarcação, o que permitia navegar com segurança em alto-mar. E logo a seguir, os judeus e os árabes contratados pelos portugueses conseguiram a grande revolução tecnológica da época: a combinação de velas latinas e quadradas nas caravelas, o que possibilitou que se navegasse “contra o vento”. Assim, as caravelas podiam enfrentar os ventos contrários, atravessando-os em linha quase reta, sem os grandes desvios de antes.
A partir daí, o mundo globalizou-se.
Júlio José Chiavenato. Ética globalizada e sociedade de
consumo. São Paulo: Moderna, 1998, p. 6-7 (com adaptações).
Assinale a opção incorreta a respeito das expressões contidas no texto.