Ao considerar a noção de sofrimento, em Psicopatologia do Trabalho, sabemos que não se trata de uma noção puramente descritiva. De acordo com Dejours (1994), trata-se de um conceito possuidor de uma fonte empírica e dinâmica e uma consistência teórica e metapsicológica. Segundo o autor, conhecemos as condições sociais e psicológicas, em função das quais o sofrimento inaugura uma lógica essencialmente defensiva ou essencialmente criativa. Nessa perspectiva, podemos distinguir dois tipos de sofrimento: