A.A., 16 anos, sem comorbidades, apresenta história de dor abdominal há 24 h com piora recente. Familiares atribuem a piora a possível intoxicação alimentar durante a festa de aniversário de um colega na escola: “Foi em uma chácara, estava muito calor, eles jogaram futebol a tarde toda, comeram e beberam muito” (bolo, salgados e refrigerante, nada alcoólico). Ao exame, colaborativo com queixa de dor abdominal em mesogástrio, com piora à palpação profunda, mas sem piora à descompressão brusca, RHA presentes, refere estar em jejum desde ontem, por enjoo, conseguindo beber apenas água. Evacuou normalmente hoje cedo e nega diarreia. PA 100x60 mmHg, FC 115 bpm, T 36,2 ºC, FR 30 ipm e !$ SpO_2 !$ 98% em ar ambiente. Laboratório apresenta hemograma com Hb 13,5 g/dL, VG 40%, leucócitos 15200/!$ mm^3 !$, neutrófilos 10100/!$ mm^3 !$, bastões de 7%, sódio 138 mEq/L, potássio 3,6 mEq/L, creatinina 0,7 mg/dL, ureia 25 mg/dL, glicose 155 mg/dL, proteína C reativa 10 ng/L e gasometria com !$ pH !$ 7,05, !$ pO_2 !$ 75 mmHg, !$ pCO_2 !$ 15 mmHg, BIC 6 mEq/L, !$ SaO_2 !$ 96% e lactato 1,5 mmol/L. Qual é a proposta terapêutica inicial adequada para o caso?