No trauma, até 90% das mortes pré-hospitalares estão associadas ao trauma cranioencefálico. Conforme diretrizes do ATLS, assinale a alternativa que apresenta o manejo clínico dessa patologia.
Devido à importância do exame clínico neurológico, principalmente nas primeiras horas de assistência, paciente com TCE em coma deveria ser submetido à intubação para proteção de via aérea e garantia da oxigenação, sem o uso de sedativos ou no máximo com analgesia leve.
Algumas das metas fisiológicas a serem garantidas na assistência ao paciente com injúria cerebral são PAS acima de 140 mmHg, temperatura central ao redor de 36 ºC, glicose entre 80 e 110 mg/dL, hemoglobina acima de 9 g/dL, sódio sérico entre 130 e 140 mEq/L, saturação arterial acima de 95%, !$ PaCO_2 !$ entre 30 e 40 mmHg, plaquetas séricas acima de 110.000/!$ mm^3 !$ e PPC acima de 70 mmHg.
O TCE grave em pacientes com trauma abdominal fechado e instabilidade hemodinâmica torna obrigatória uma tomografia de crânio antes do encaminhamento para o centro cirúrgico para laparotomia, devido à possibilidade de tratamento simultâneo das lesões; de outra maneira, somente após a laparotomia, o diagnóstico tomográfico de injúrias no SNC resultaria em retorno ao centro cirúrgico e tratamento muito tardio dessas lesões.
O uso profilático de anticonvulsivantes pode facilitar a recuperação cerebral podendo prevenir o estabelecimento de crises epilépticas pós-traumáticas tardias e, assim, os antiepilépticos devem ser iniciados precocemente, sendo a fenitoína e o valproato as drogas atualmente mais utilizadas.
O uso de manitol não está indicado em pacientes com hipertensão intracraniana, quando hipotensos e que apresentam uma PPC baixa devido à perda do seu efeito sobre a PIC na presença de hipovolemia e, por ser um potente diurético osmótico, poderá ainda mais agravar essa condição, com piora da perfusão cerebral.
Olá, para continuar, precisamos criar uma conta! É rápido e grátis.