A respeito do trauma torácico, assinale a alternativa correta.
Por ser a hipoxemia a mais séria complicação do trauma torácico, o objetivo do manejo inicial será prevenir ou corrigir prontamente esse distúrbio, assim, cianose de pele ou mucosas precisa ser frequentemente verificada, permitindo um diagnóstico precoce de complicações que possam levar ao óbito.
Para diferenciar pneumotórax hipertensivo de hemotórax maciço, pode-se observar um som hiper-ressonante na percussão, desvio de traqueia, veias do pescoço distendidas e ausência de movimento do tórax, enquanto no hemotórax a percussão será um som “seco”, a traqueia permanece na linha média, as veias do pescoço estão colapsadas e o movimento do tórax ainda está presente.
Fratura de costela é uma frequente causa de pneumotórax hipertensivo, cujo diagnóstico no cenário do trauma pode ser difícil de verificar clinicamente, assim, o exame de raios X de tórax precoce é importante para evitar a punção por agulha de um tórax sadio devido ao erro diagnóstico.
A tríada clássica de bulhas abafadas, hipotensão e distensão das veias do pescoço está raramente presente no tamponamento cardíaco, mas o sinal de Kussmaul (aumento das veias jugulares apenas na inspiração na ventilação espontânea) quando presente, ajuda bastante minimizando as chances de tamponamento.
Na contusão pulmonar, a insuficiência respiratória costuma ser máxima logo no início devido ao grande edema pulmonar, melhorando lentamente ao longo dos dias, sendo as crianças as mais acometidas devido à fragilidade óssea, levando a fraturas escalonadas e necessidade de suporte em ventilação mecânica precoce.
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