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1421335 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: FUMARC
Orgão: Pref. Belo Horizonte-MG
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Instruções: O texto abaixo transcrito, de Paulo Leminski,
servirá de base para as questões de número 11 a 16.


enunciado 1421335-1

Sabemos que O assassino era o escriba é um poema por sua própria organização gráfca: diferentemente de um texto em prosa, há versos, caracterizados pela descontinuidade das linhas. Por outro lado, uma história é contada e envolve suspense e mistério típicos de uma narrativa policial. O poeta cria um narrador em primeira pessoa (o aluno/aprendiz) que descreve, nos sete primeiros versos, um sujeito (o professor/torturador). Do oitavo ao décimo sexto verso, o narrador resume os fracassos desse sujeito. Do ponto de vista de tais refexões e da releitura do poema, considera-se que

I. o aluno/personagem revela-se como o escriba do título, isto é, o agente que, apesar de torturado pelo professor, domina a sintaxe e é capaz de manejá-la com destreza e criatividade.

II. o professor/personagem é apresentado como um profissional refexivo, que compreende o ensino da língua portuguesa como algo bem próximo do português que se usa no dia a dia.

III. o professor, na perspectiva do aluno, é visto positivamente como um profissional preocupado com o ensino da teoria gramatical, pois oferece a esse aluno a meta-língua, em forma de conceitos, regras, exceções.

IV. o último verso, uma espécie de fash, esclarece o epílogo da história de suspense, a partir da recomposição do desenlace: o assassino é o aluno, o assassinado é o professor, a arma do crime é um “objeto direto” e o motivo está mais que justifcado: a morte da escrita dura e formal.

Está CORRETO o que se afrma APENAS em:
 

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