Sobre o delirium, assinale a alternativa correta.
A principal característica clínica do delirium é a agitação psicomotora com alucinações vivas de detalhes; em alguns pacientes, observam-se ainda déficit de atenção e distúrbios neurovegetativos, que incluem instabilidade da frequência cardíaca e da pressão arterial.
O padrão hiperativo, exemplificado pela abstinência alcóolica é o mais comum e com maior morbidade e mortalidade associada, enquanto o padrão hipoativo, exemplificado pela intoxicação por opioide ocorre em certa de 20% dos casos de delirium e apresenta menor morbidade entre as duas formas.
Os riscos hospitalares de delirium como restrição nutricional, contenção física e privação do sono podem ser minimizados com estratégias voltadas a preveni-lo, como dieta enteral precoce por SNE em posição pós-pilórica, uso de medicamentos benzodiazepínicos para induzir o sono à noite e um ambiente silencioso e calmo durante todo o dia.
O diagnóstico de delirium implica a presença de lesões assintomáticas ou subclínicas do SNC levando a um estado de confusão agudo na presença de fatores agressivos externos; essa teoria está fundamentada na observação de que indivíduos sadios não apresentam delirium mesmo a estímulos agressores externos intensos.
O delirium tremens na abstinência decorre de uma atividade excitatória neural após a retirada dos efeitos inibitórios do álcool sobre o SNC; assim, pacientes com essa forma de delirium apresentam também um risco aumentado para crises convulsivas nos 3 primeiros dias de abstinência.
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