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2885002 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: KLC
Orgão: Pref. Itanhangá-MT
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A queda do céu

Mito gavião-ikolen

O céu já caiu uma vez, era para ser o fim do mundo. Trovejou, trovejou, foi um estrondo, o céu foi caindo no chão.

Vinha devagarzinho, devagarzinho. Na terra, todos choravam apavorados. Fugiram para debaixo do mamoeiro.

Antes de cair o céu, apareceram sinais. Caiu o cupim da árvore, prenúncio do desastre. Em pouco tempo o céu, que ficava altíssimo, muito longe da terra, começou a tremer.

O céu já estava bem baixinho, roçando um coqueiro, quando um menino pequeno, de uns 5 anos, tentou impedir a queda.

Fez flechas de penas de mawir, uma espécie de nambum, que criança pequena não pode comer, senão fica aleijada, não consegue andar. É um nambu bem redondinho, não tem penas no rabo, parece um favo de mel. Tanto os favos como o pássaro mawir são redondos, à semelhança da abóbada celeste.

O menino flechou o céu, que era duríssimo. Atirou flechas enfeitadas com plumas de mawir. O céu começou a voltar para cima só porque a criança deu uma flechada com penas de mawir no céu. O céu subia devagarzinho, descia outra vez, subia com mais vigor. O menino jogou as flechas três vezes até o céu subir.

O coqueiro e o mamoeiro é que seguraram o céu. Quando o menino flechou, o céu resolveu voltar para cima. Retomou seu lugar nas alturas, ninguém morreu,

(MINDLIN, Betty. Mitos indígenas. São Paulo: Ática, 2006, p.13.)

Assinale a alternativa em que a palavra não apresenta plural metafônico.

 

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