Todavia, essas relações são prenúncio das transformações que entram em curso e logo se aceleram com a entrada das sociedades na era da terceira revolução industrial, na virada do século XX para o XXI. Três grandes mudanças aqui se entrecruzam: a globalização, a complexificação e a biorrevolução. A globalização é a escala geográfica segundo a qual a sociedade, acompanhando o desenvolvimento dos meios de transferência e a integração dos lugares em rede, uma vez torna mundial, passa a se organizar. A complexificação é a reunião numa só a organização empresarial de setores de atividades nos quais, antes, cada empresa se especializava dentro da divisão do trabalho e das trocas, e que nessa fusão são transformados num complexo empresarial, cada empresa virando um complexo de rede que no plano das relações de troca torna uma rede de complexos, cujo melhor exemplo são o complexo agroindustrial e o complexo produção-revendafinanciamento do consumo, hoje comum no âmbito das montadoras de automóveis. O todo da economia virando um complexo de complexos. E por fim, a biorrevolução, é a nova base material, uma forma nova de força e relação de produção dessa sociedade globalizada e estruturalmente complexificada. São o centro dessa base a engenharia genética e a informática -, a engenharia genética impactando os processos produtivos e a informática desde os processos produtivos até os meios de transferência -, a base comum de ambas sendo a microeletrônica.
Fonte: MOREIRA, R. Pensar e ser em geografia. 2ª edição. São Paulo: contexto, 2015. Pag 56 – 57.
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