No início, cidade e indústria se confundem na fase da primeira revolução industrial. A cidade é o produto da indústria. A indústria é o fundamento e a gênese da cidade. Quando, entretanto, o espaço urbano atinge a escala de grande proporção da metrópole, a cidade terceiriza a cidade e a indústria. Sufocada no espaço complexificado da cidade, a indústria migra para ir alojar-se na circundância rural, cria nela novos polos e retorna historicamente ao campo, junto com a autoestrada, os trevos e os viadutos. E se estabelece a unidade entre a cidade e o campo, agora sob face urbana, antes quebrada pela própria indústria. Campo e cidade se aproximam ao redor da cultura e da paisagem da cidade. As paisagens voltam a ser indistintas. E a civilização humana se torna urbana.
Fonte: MOREIRA, R. Pensar e ser em Geografia. Ensaios de história, epistemologia e ontologia do espaço geográfico. 2ª edição. São Paulo: contexto, 2015, pág. 55.
Com base no trecho acima, quais são os dois fenômenos urbanos tratados no texto?