Um paciente de trinta anos de idade deu entrada na sala de trauma, vítima de colisão moto X automóvel em alta velocidade. A colisão foi frontal e o motorista da moto foi ejetado, com queda ao solo com a região glútea e dorsal.
Apresentava-se estável hemodinamicamente na cena e negava perda da consciência, com queixa apenas de dor em membro inferior esquerdo e região glútea/perineal. A avaliação inicial na sala de trauma mostrou: via aérea pérvia, com colar cervical e prancha longa; ofertada a máscara de O2 10 L/min., foram observados murmúrios vesiculares presentes bilateralmente, sem ruídos adventícios; frequência respiratória de 18 ipm; saturação de oxigênio de 98%; boa perfusão periférica, sem sangramentos ativos aparentes; sínfise púbica fechada; frequência cardíaca de 100 bpm; pressão arterial de 130 x 80 mmHg; pupilas isofotorreagentes; ECG 15, sem deficits motores em membros superiores ou inferiores; escoriações em dorso; ferimento cortocontuso extenso na região glútea esquerda, que se estende para a região perineal e para a porção interna da coxa esquerda; membro inferior esquerdo com deformidade em porção proximal; toque retal sem alterações. À avaliação secundária: cabeça e pescoço – ausência de lesões, sem dor à palpação de coluna cervical; tórax – murmúrios vesiculares presentes bilateralmente, sem ruídos adventícios e com som claro pulmonar à percussão; frequência respiratória de 18 ipm; saturação de O2 de 98% em uso de máscara de O2; BRNF em dois tempos, sem sopros; FC de 100 bpm; PA de 120 x 80 mmHg; abdome – plano, flácido, indolor à palpação, DB-; dorso – coluna torácica e lombar indolor à palpação, presença de escoriações associadas ao ferimento cortocontuso extenso na região glútea esquerda, que se estende para a região perineal e para a porção interna da coxa esquerda; membros superiores – presença de leves escoriações em palmas das mãos, ausência de deformidades, alterações sensitivas e motoras, força muscular presente bilateralmente, pulsos presentes e simétricos; membros inferiores – encurtamento de membro inferior esquerdo, associado à deformidade em região proximal deste membro, com importante perda de pele, e subcutâneo em região interna da coxa, na região glútea e na região perineal; pulsos presentes e simétricos; e ausência de alterações sensitivas e motoras. Realizadas as primeiras medidas de suporte ao paciente e exames complementares, diagnosticou-se fratura de fêmur à esquerda.
Com base nesse caso hipotético, assinale a alternativa que apresenta a conduta cirúrgica mais adequada para o paciente.