Magna Concursos
1150111 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: OBJETIVA
Orgão: Pref. Paraíba Sul-RJ
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O surpreendente lado positivo - e até social - da selfie
A palavra “selfie” pode trazer à mente a imagem de uma menina adolescente fazendo caretas para um iPhone e aparentando estar alheia ao seu entorno, ou alguém ousado se fotografando na beira de um arranha-céu momentos antes de morrer - sintomas de uma cultura obcecada por si mesma e, dizem alguns, do declínio da sociedade. Mas as selfies têm implicações culturais muito mais profundas, que complicam esses estereótipos. Em seu novo livro, A Geração da Selfie, a escritora Alicia Eler rompe com clichês para imaginar a selfie como uma faca de dois gumes, um fenômeno empoderador e vulnerável, característico da era digital.
Em oposição à premissa de que são apenas objetificadoras ou narcisistas, as selfies têm sido chave para o empoderamento de grupos marginalizados como mulheres, pessoas de cor, a comunidade LGBT, imigrantes e refugiados. Ter a mídia na palma da mão permitiu o acesso para todos os tipos de grupos, com uma nova geração de pessoas que não têm medo de ser diferentes ou únicas, criando por fim um espelho, diz Eler. “Houve alguma época em que adolescentes não eram obcecados com a sua própria imagem?”, pergunta ela.
Jovem ou velho, você não pode culpar as pessoas por querer aceitação, e agora isso está a um toque de distância. Além disso, por mais que postar selfies publicamente sempre acabe expondo as pessoas a discursos de ódio e assédio, isso também as conecta a uma rede global de apoio em potencial. Com a popularização da selfie, imagens de pessoas marginalizadas que antigamente ficavam de fora dos principais canais de comunicação se tornaram icônicas.
Desde 2013, quando “selfie” foi nomeada a palavra do ano pelo Dicionário de Oxford, esses auto-retratos contemporâneos se tornaram onipresentes em uma época em que visibilidade às vezes é considerada um sinônimo de poder político. Movimentos de resistência e protestos tomaram novas formas desde então. Eles são menos sobre marchar com placas ou organização de comunidades e mais sobre fluidez descentralizada ou ser visto em várias plataformas on-line. “Seu objetivo é ganhar visibilidade em uma lógica diferente - usando imagens comuns, táticas, hashtags, políticas de identidade e eventos icônicos”, escreveu a acadêmica Irmgard Emmelhainz.
http://www.bbc.com/... - adaptado.
Conforme as regras de acentuação gráfica, analisar os itens abaixo e, após, assinalar a alternativa CORRETA:
I - Prática: Acentuam-se as palavras paroxítonas terminadas em ditongo crescente.
II - Pulôver: Acentuam-se todas as palavras proparoxítonas.
III - Baiuca: Paroxítona não acentuada porque é ditongo decrescente.
Está(ão) CORRETO(S):
 

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