AS QUESTÕES DE 1 A 10 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO
TEXTO
1 Um trabalho científico precisa, necessariamente, ser construído dentro de diretrizes
2 metodológicas, primando por seriedade de métodos que asseverem pesquisas dotadas de espírito
3 científico. Para Cervo e Bervian (2003), “a formação do espírito científico tem seu ponto de partida na
4 curiosidade infantil, que passa pela inquietação da adolescência e pelos sonhos do jovem. Se bem
5 cultivados e administrados tais atributos, a coerência metodológica que se espera na maturidade pode
6 resultar em cientistas e pesquisadores produtivos, ou, no mínimo, em adultos capazes de tratar, analisar e
7 sintetizar os dados da realidade de maneira lógica e coerente”. (CERVO e BERVIAN, 2003, p.16)
8 Após a análise dos níveis de conhecimento científico e do trinômio estabelecido entre a verdade,
9 evidência e certeza do conhecimento científico, com suas margens de erro e veracidade, discorre-se a
10 impossibilidade de se efetivar um estudo de caráter científico, pois é essencial que se constitua
11 fundamentos e singularidades que versam como primordiais para a real solidificação de uma pesquisa.
12 Acredita-se que a formação do espírito científico pode ocorrer nas mais distintas situações e
13 faixa etária, onde o espírito científico é visualizado como uma atitude do pesquisador que investiga
14 resultados e recursos por meio de procedimentos adequados de pesquisa. Este tipo de comportamento é
15 aprendido ao longo da vida, através da realização constante de atividades que estimulem a mente crítica,
16 objetiva e racional do pesquisador.
17 A partir do momento que o pesquisador passa a ter maior consciência crítica, ele será capaz de
18 avaliar e discernir situações, sendo conduzido a um aperfeiçoamento de seus métodos de avaliação,
19 caminhando, por consequência direta, a uma maior capacidade de distinção entre o principal e o
20 superficial e do fundamental com o secundário. Quando se aprende a criticar, acredita-se que o
21 pesquisador passa a perceber o que é apto para a prova.
22 Já no que se refere à consciência objetiva, analisa-se que os aspectos a respeito da objetividade
23 compreendem na condição fundamental da ciência, que transforma um trabalho científico como
24 impessoal, o qual limita-se seu interesse ao problema e a solução, não admitindo análises incertas, ou que
25 não atendam às necessidades do saber.
26 Finalmente, o espírito científico é entendido como racional, onde as questões apenas podem ser
27 explicadas por métodos intelectuais ou racionais, justificando os domínios da ciência.
28 O processo para a formação do espírito científico também apresenta singularidades basilares,
29 com preceitos intelectuais e morais, onde o primeiro situa-se no senso de observação do pesquisador,
30 com conceitos evidentes, na necessidade da prova e discernimento de situações e fundamentos. Já o
31 segundo, de ordem moral, relaciona-se ao caráter modesto do espírito científico, demonstrando que é
32 passível de limitações e equívocos.
33 Para a formação do espírito científico é necessário entender que este é imparcial e que respeita a
34 verdade, e o pesquisador precisa agir de maneira responsável e honesta, sem produzir cópias, enfrentando
35 a pesquisa com os métodos adequados e pertinentes, com respeito e objetividade de ação.
36 Os domínios da pesquisa são intermináveis e as investigações científicas devem encontrar-se
37 embasadas, fundamentalmente, na verdade dos fatos. As qualidades do espírito científico são
38 consideráveis e dotadas de virtudes, e os estudos devem ser realizados por meio da obtenção de técnicas
39 verificáveis e exatas.
40 O que se extrai ante o exposto é que “é desnecessário encarecer a importância do espírito
41 científico. O universitário, por exemplo, consciente de sua função na universidade, vai procurar imbuir-se
42 desse espírito científico, aperfeiçoando-se nos métodos de investigação e aprimorando suas técnicas de
43 trabalho. Os conhecimentos científicos que vai adquirir, os bons ou maus mestres que vai enfrentar não
44 constituirão o essencial da vida acadêmica.
45 O essencial é aprender como trabalhar, como enfrentar e solucionar os problemas que se
46 apresentam não só na universidade, mas principalmente na vida profissional. E isso não é adquirir
47 conhecimentos científicos comprovados, fórmulas mágicas para todos os males, mas sim hábitos,
48 consciência e espírito preparado no emprego dos instrumentos que levarão a soluções de problemas.
49 Essas sempre se apresentarão, na carreira profissional, com novos matizes, de tal forma que as soluções,
50 porventura aprendidas na universidade serão inadequadas. Logo, faz-se necessário apelar para o espírito
51 de criatividade e de iniciativa que, aliadas ao conhecimento científico, adquirido no decorrer dos estudos
52 universitários, vai achar a solução mais indicada que as circunstâncias exigirem” (CERVO e BERVIAN,
53 2003, p.18).
54 O conhecimento científico e seus artifícios são partes integrantes da história, com sistemas para
55 formação, níveis e princípios basilares. Nesse sentido, salienta-se que o espírito científico se constitui
56 com leis e costumes, que o pesquisador torna-se membro de um grupo sendo iniciado em tradições e
57 consciência voltados para a ciência, fatores que não se aprendem de um dia para o outro. Os
58 pesquisadores devem ser principiados em procedimentos, manejo apropriado de equipamentos e
59 utensílios, fontes bibliográficas e todos os sistemas relacionados às técnicas de metodologia científica.
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