Mulher de 55 anos, com miocardiopatia dilatada, refere apresentar, há cerca de 15 dias, piora da dispneia, tosse seca e dor tipo pleurítica, apesar de fazer uso de furosemida, enalapril, carvedilol, hidralazina e espironolactona. Estava dispneica e com exame físico de derrame pleural à esquerda. O exame de imagem mostrou algum grau de congestão pulmonar, cardiomegalia e derrame pleural do hemitórax esquerdo até o terço médio. Os exames laboratoriais mostraram: hemoglobina = 11g/dL, leucócitos = 9.000/mm3 , plaquetas = 280.000/mm3 , creatinina = 1,0mg/dL, proteína total = 6,2g/dL, LDH = 250UI/L. A análise do líquido pleural revelou cor amarelo citrino; proteína = 3,0g/dL; LDH = 125UI/L, 300 leucócitos/mm3 , sendo 90% mononucleares; glicose = 65mg/dL; pH = 7,35, adenosina deaminase = 30UI/L, interferon-gama de 120pg/mL (normal até 120pg/mL), pró-BNP de 1.600pg/mL e a pesquisa de células malignas foi negativa. Em relação ao derrame pleural, nesse caso, é correto afirmar que é um: