As discussões sobre organização curricular e articulação entre saberes têm sido amplamente abordadas por Hilton Japiassu (1976), ao problematizar a fragmentação disciplinar, e por Ivani Fazenda (1994), ao sistematizar os conceitos de multidisciplinaridade e interdisciplinaridade. Já Edgar Morin (2000) propõe a superação das fronteiras rígidas do conhecimento por meio de uma perspectiva transdisciplinar. No contexto da educação básica brasileira, o Ministério da Educação (2018), por meio da BNCC, enfatiza a integração curricular e o desenvolvimento de competências articuladas.
FAZENDA, Ivani Catarina Arantes. Interdisciplinaridade: história, teoria e pesquisa. Campinas: Papirus, 1994.
JAPIASSU, Hilton. Interdisciplinaridade e patologia do saber. Rio de Janeiro: Imago, 1976.
MORIN, Edgar. Os sete saberes necessários à educação do futuro.2. Ed. São Paulo: Cortez, 2018.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018.
No contexto do ensino de música na educação básica e no ensino técnico, a organização curricular pode assumir diferentes perspectivas quanto à articulação entre saberes. Projetos que envolvem música e outras áreas — como História, Física acústica), Literatura, Artes Visuais ou estudos culturais — podem configurar distintos níveis de integração do conhecimento, variando desde a mera justaposição de conteúdos até a superação das fronteiras disciplinares tradicionais.
Considerando as concepções de organização curricular aplicadas ao ensino de música, relacione os termos da Coluna I às respectivas definições da Coluna II.
Coluna I
1- Fragmentação disciplinar.
2- Multidisciplinaridade.
3- Interdisciplinaridade.
4- Integração curricular.
5- Transdisciplinaridade.
Coluna II
( ) Organização do ensino de música de forma isolada, sem articulação com outros componentes curriculares, mantendo delimitações rígidas entre áreas do conhecimento.
( ) Desenvolvimento de projetos em que Música e outras disciplinas abordam um mesmo tema (por exemplo, “Música e Ditadura Militar”), porém cada área mantém seus referenciais teóricos e metodológicos próprios, sem construção conceitual conjunta.
( ) Planejamento colaborativo em que professores de Música e de outras áreas constroem conjuntamente abordagens sobre um objeto comum (como paisagem sonora, identidade cultural ou indústria cultural), promovendo trocas metodológicas e elaboração compartilhada de sentidos.
( ) Estruturação do currículo que articula conteúdos musicais, competências estéticas e contextos socioculturais, favorecendo conexões sistemáticas entre diferentes componentes formativos.
( ) Perspectiva formativa que ultrapassa os limites disciplinares escolares, integrando práticas musicais, saberes acadêmicos, experiências comunitárias e dimensões culturais amplas na produção do conhecimento.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA, de cima para baixo: