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Texto: ECOANSIEDADE COMO RESPOSTA À
CRISE AMBIENTAL
Vinícius de Avelar São Pedro e Danielle Gonzalez
“Temperatura média global é a maior
desde o início das medições”. “Perda de
biodiversidade se aproxima do ponto de não
retorno”. “Incêndios batem recorde no Pantanal e
na Amazônia”. “Temporada de tornados será a
mais devastadora em décadas”. Manchetes como
essas se tornaram cotidianas e, se por um lado,
deixam clara a gravidade e urgência da atual
crise ambiental, por outro, apontam para um
cenário apocalíptico e desesperançoso.
Por se tratar de uma crise global, cuja
solução demanda transformações profundas nos diferentes setores da sociedade, é de suma
importância que a população seja devidamente
esclarecida e sensibilizada sobre os problemas
ambientais.
No entanto, tão importante quanto
divulgar os dados científicos é possibilitar às
pessoas o devido preparo emocional e a força de
vontade para o enfrentamento da degradação
ambiental. Nesse sentido, a comunicação da crise
ecológica, seja ela feita pelos noticiários,
relatórios técnicos ou livros didáticos, tem se
mostrado eficiente como alerta, mas pouco
promissora em seu potencial de mobilização.
A atual crise ambiental já é um fator
reconhecidamente impactante sobre a saúde
mental das pessoas. A iminência de catástrofes
climáticas, a perda gradativa dos recursos
naturais e dos serviços ecossistêmicos e a
incerteza da manutenção da vida no planeta tal
como a conhecemos são alguns dos fatores que
geram emoções como medo, ansiedade e
desespero.
Esse mal-estar causado pela crise
ambiental se tornou um interesse específico da
psicologia há menos de duas décadas.
Classificada como um tipo de emoção
moral, decorrente do cuidado inspirado pela crise
ecológica, a ecoansiedade não se caracteriza
necessariamente como um quadro patológico e
sequer é considerada um transtorno mental. Na
verdade, ela pode até agir como força motivadora
de condutas pró-ambientais ou, contrariamente,
pode atuar como fator paralisante e
desmotivador.
Diversos fatores psicossociais podem
influenciar os efeitos da ecoansiedade sobre o
indivíduo, e compreendê-los pode ajudar a
minimizar seus impactos negativos e potencializar
os positivos. Como é de se esperar, a
ecoansiedade é mais frequente em pessoas que
vivem em maior contato com a natureza,
sobretudo aquelas afetadas diretamente por
problemas ambientais, como enchentes,
queimadas e escassez de recursos naturais.
Outro grupo particularmente propenso à
ecoansiedade é o de profissionais e militantes
que atuam na área ambiental. A proximidade
destes com os impactos ambientais, a frequência
e profundidade com que acessam os dados
científicos e uma tendência a maior sensibilidade
em relação à temática ambiental são vistos como
principais fatores de vulnerabilidade desse
público à ecoansiedade.
A faixa etária é outro importante fator de
propensão à ecoansiedade, sendo mais frequente
em crianças, adolescentes e jovens.
Vale lembrar que outros fatores, como
desigualdade intergeracional, precarização do
trabalho e efeitos colaterais das redes sociais,
agravam o quadro mental desse público, levando
a índices atuais de ansiedade e depressão sem
precedentes entre adolescentes e jovens adultos
mundo afora.
Por se tratar de um fenômeno
relativamente recente, com consequências gerais
ainda pouco compreendidas, ainda há pouca
informação na literatura sobre como lidar com a
ecoansiedade e, sobretudo, como evitar seu
potencial efeito desmotivador na luta contra a
crise ambiental.
Estudiosos da ecoansiedade afirmam que
o otimismo e a esperança realistas – isto é,
quando não baseados em negação da realidade –
estão entre os fatores que mais contribuem para
a prática de comportamentos pró-ambientais.
Nesse sentido, garantir que se mantenha uma
perspectiva positiva no horizonte de
possibilidades para o futuro é tarefa fundamental
na luta contra a degradação ambiental.
Adaptado de:
https://cienciahoje.org.br/artigo/ecoansiedade-comoresposta-a-crise-ambiental/
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CRISE AMBIENTAL
Vinícius de Avelar São Pedro e Danielle Gonzalez
“Temperatura média global é a maior
desde o início das medições”. “Perda de
biodiversidade se aproxima do ponto de não
retorno”. “Incêndios batem recorde no Pantanal e
na Amazônia”. “Temporada de tornados será a
mais devastadora em décadas”. Manchetes como
essas se tornaram cotidianas e, se por um lado,
deixam clara a gravidade e urgência da atual
crise ambiental, por outro, apontam para um
cenário apocalíptico e desesperançoso.
Por se tratar de uma crise global, cuja
solução demanda transformações profundas nos diferentes setores da sociedade, é de suma
importância que a população seja devidamente
esclarecida e sensibilizada sobre os problemas
ambientais.
No entanto, tão importante quanto
divulgar os dados científicos é possibilitar às
pessoas o devido preparo emocional e a força de
vontade para o enfrentamento da degradação
ambiental. Nesse sentido, a comunicação da crise
ecológica, seja ela feita pelos noticiários,
relatórios técnicos ou livros didáticos, tem se
mostrado eficiente como alerta, mas pouco
promissora em seu potencial de mobilização.
A atual crise ambiental já é um fator
reconhecidamente impactante sobre a saúde
mental das pessoas. A iminência de catástrofes
climáticas, a perda gradativa dos recursos
naturais e dos serviços ecossistêmicos e a
incerteza da manutenção da vida no planeta tal
como a conhecemos são alguns dos fatores que
geram emoções como medo, ansiedade e
desespero.
Esse mal-estar causado pela crise
ambiental se tornou um interesse específico da
psicologia há menos de duas décadas.
Classificada como um tipo de emoção
moral, decorrente do cuidado inspirado pela crise
ecológica, a ecoansiedade não se caracteriza
necessariamente como um quadro patológico e
sequer é considerada um transtorno mental. Na
verdade, ela pode até agir como força motivadora
de condutas pró-ambientais ou, contrariamente,
pode atuar como fator paralisante e
desmotivador.
Diversos fatores psicossociais podem
influenciar os efeitos da ecoansiedade sobre o
indivíduo, e compreendê-los pode ajudar a
minimizar seus impactos negativos e potencializar
os positivos. Como é de se esperar, a
ecoansiedade é mais frequente em pessoas que
vivem em maior contato com a natureza,
sobretudo aquelas afetadas diretamente por
problemas ambientais, como enchentes,
queimadas e escassez de recursos naturais.
Outro grupo particularmente propenso à
ecoansiedade é o de profissionais e militantes
que atuam na área ambiental. A proximidade
destes com os impactos ambientais, a frequência
e profundidade com que acessam os dados
científicos e uma tendência a maior sensibilidade
em relação à temática ambiental são vistos como
principais fatores de vulnerabilidade desse
público à ecoansiedade.
A faixa etária é outro importante fator de
propensão à ecoansiedade, sendo mais frequente
em crianças, adolescentes e jovens.
Vale lembrar que outros fatores, como
desigualdade intergeracional, precarização do
trabalho e efeitos colaterais das redes sociais,
agravam o quadro mental desse público, levando
a índices atuais de ansiedade e depressão sem
precedentes entre adolescentes e jovens adultos
mundo afora.
Por se tratar de um fenômeno
relativamente recente, com consequências gerais
ainda pouco compreendidas, ainda há pouca
informação na literatura sobre como lidar com a
ecoansiedade e, sobretudo, como evitar seu
potencial efeito desmotivador na luta contra a
crise ambiental.
Estudiosos da ecoansiedade afirmam que
o otimismo e a esperança realistas – isto é,
quando não baseados em negação da realidade –
estão entre os fatores que mais contribuem para
a prática de comportamentos pró-ambientais.
Nesse sentido, garantir que se mantenha uma
perspectiva positiva no horizonte de
possibilidades para o futuro é tarefa fundamental
na luta contra a degradação ambiental.
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- SintaxePalavras com Múltiplas FunçõesFunções da Palavra “como”
- Interpretação de TextosCoesão e Coerência
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desde o início das medições”. “Perda de
biodiversidade se aproxima do ponto de não
retorno”. “Incêndios batem recorde no Pantanal e
na Amazônia”. “Temporada de tornados será a
mais devastadora em décadas”. Manchetes como
essas se tornaram cotidianas e, se por um lado,
deixam clara a gravidade e urgência da atual
crise ambiental, por outro, apontam para um
cenário apocalíptico e desesperançoso.
Por se tratar de uma crise global, cuja
solução demanda transformações profundas nos diferentes setores da sociedade, é de suma
importância que a população seja devidamente
esclarecida e sensibilizada sobre os problemas
ambientais.
No entanto, tão importante quanto
divulgar os dados científicos é possibilitar às
pessoas o devido preparo emocional e a força de
vontade para o enfrentamento da degradação
ambiental. Nesse sentido, a comunicação da crise
ecológica, seja ela feita pelos noticiários,
relatórios técnicos ou livros didáticos, tem se
mostrado eficiente como alerta, mas pouco
promissora em seu potencial de mobilização.
A atual crise ambiental já é um fator
reconhecidamente impactante sobre a saúde
mental das pessoas. A iminência de catástrofes
climáticas, a perda gradativa dos recursos
naturais e dos serviços ecossistêmicos e a
incerteza da manutenção da vida no planeta tal
como a conhecemos são alguns dos fatores que
geram emoções como medo, ansiedade e
desespero.
Esse mal-estar causado pela crise
ambiental se tornou um interesse específico da
psicologia há menos de duas décadas.
Classificada como um tipo de emoção
moral, decorrente do cuidado inspirado pela crise
ecológica, a ecoansiedade não se caracteriza
necessariamente como um quadro patológico e
sequer é considerada um transtorno mental. Na
verdade, ela pode até agir como força motivadora
de condutas pró-ambientais ou, contrariamente,
pode atuar como fator paralisante e
desmotivador.
Diversos fatores psicossociais podem
influenciar os efeitos da ecoansiedade sobre o
indivíduo, e compreendê-los pode ajudar a
minimizar seus impactos negativos e potencializar
os positivos. Como é de se esperar, a
ecoansiedade é mais frequente em pessoas que
vivem em maior contato com a natureza,
sobretudo aquelas afetadas diretamente por
problemas ambientais, como enchentes,
queimadas e escassez de recursos naturais.
Outro grupo particularmente propenso à
ecoansiedade é o de profissionais e militantes
que atuam na área ambiental. A proximidade
destes com os impactos ambientais, a frequência
e profundidade com que acessam os dados
científicos e uma tendência a maior sensibilidade
em relação à temática ambiental são vistos como
principais fatores de vulnerabilidade desse
público à ecoansiedade.
A faixa etária é outro importante fator de
propensão à ecoansiedade, sendo mais frequente
em crianças, adolescentes e jovens.
Vale lembrar que outros fatores, como
desigualdade intergeracional, precarização do
trabalho e efeitos colaterais das redes sociais,
agravam o quadro mental desse público, levando
a índices atuais de ansiedade e depressão sem
precedentes entre adolescentes e jovens adultos
mundo afora.
Por se tratar de um fenômeno
relativamente recente, com consequências gerais
ainda pouco compreendidas, ainda há pouca
informação na literatura sobre como lidar com a
ecoansiedade e, sobretudo, como evitar seu
potencial efeito desmotivador na luta contra a
crise ambiental.
Estudiosos da ecoansiedade afirmam que
o otimismo e a esperança realistas – isto é,
quando não baseados em negação da realidade –
estão entre os fatores que mais contribuem para
a prática de comportamentos pró-ambientais.
Nesse sentido, garantir que se mantenha uma
perspectiva positiva no horizonte de
possibilidades para o futuro é tarefa fundamental
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desde o início das medições”. “Perda de
biodiversidade se aproxima do ponto de não
retorno”. “Incêndios batem recorde no Pantanal e
na Amazônia”. “Temporada de tornados será a
mais devastadora em décadas”. Manchetes como
essas se tornaram cotidianas e, se por um lado,
deixam clara a gravidade e urgência da atual
crise ambiental, por outro, apontam para um
cenário apocalíptico e desesperançoso.
Por se tratar de uma crise global, cuja
solução demanda transformações profundas nos diferentes setores da sociedade, é de suma
importância que a população seja devidamente
esclarecida e sensibilizada sobre os problemas
ambientais.
No entanto, tão importante quanto
divulgar os dados científicos é possibilitar às
pessoas o devido preparo emocional e a força de
vontade para o enfrentamento da degradação
ambiental. Nesse sentido, a comunicação da crise
ecológica, seja ela feita pelos noticiários,
relatórios técnicos ou livros didáticos, tem se
mostrado eficiente como alerta, mas pouco
promissora em seu potencial de mobilização.
A atual crise ambiental já é um fator
reconhecidamente impactante sobre a saúde
mental das pessoas. A iminência de catástrofes
climáticas, a perda gradativa dos recursos
naturais e dos serviços ecossistêmicos e a
incerteza da manutenção da vida no planeta tal
como a conhecemos são alguns dos fatores que
geram emoções como medo, ansiedade e
desespero.
Esse mal-estar causado pela crise
ambiental se tornou um interesse específico da
psicologia há menos de duas décadas.
Classificada como um tipo de emoção
moral, decorrente do cuidado inspirado pela crise
ecológica, a ecoansiedade não se caracteriza
necessariamente como um quadro patológico e
sequer é considerada um transtorno mental. Na
verdade, ela pode até agir como força motivadora
de condutas pró-ambientais ou, contrariamente,
pode atuar como fator paralisante e
desmotivador.
Diversos fatores psicossociais podem
influenciar os efeitos da ecoansiedade sobre o
indivíduo, e compreendê-los pode ajudar a
minimizar seus impactos negativos e potencializar
os positivos. Como é de se esperar, a
ecoansiedade é mais frequente em pessoas que
vivem em maior contato com a natureza,
sobretudo aquelas afetadas diretamente por
problemas ambientais, como enchentes,
queimadas e escassez de recursos naturais.
Outro grupo particularmente propenso à
ecoansiedade é o de profissionais e militantes
que atuam na área ambiental. A proximidade
destes com os impactos ambientais, a frequência
e profundidade com que acessam os dados
científicos e uma tendência a maior sensibilidade
em relação à temática ambiental são vistos como
principais fatores de vulnerabilidade desse
público à ecoansiedade.
A faixa etária é outro importante fator de
propensão à ecoansiedade, sendo mais frequente
em crianças, adolescentes e jovens.
Vale lembrar que outros fatores, como
desigualdade intergeracional, precarização do
trabalho e efeitos colaterais das redes sociais,
agravam o quadro mental desse público, levando
a índices atuais de ansiedade e depressão sem
precedentes entre adolescentes e jovens adultos
mundo afora.
Por se tratar de um fenômeno
relativamente recente, com consequências gerais
ainda pouco compreendidas, ainda há pouca
informação na literatura sobre como lidar com a
ecoansiedade e, sobretudo, como evitar seu
potencial efeito desmotivador na luta contra a
crise ambiental.
Estudiosos da ecoansiedade afirmam que
o otimismo e a esperança realistas – isto é,
quando não baseados em negação da realidade –
estão entre os fatores que mais contribuem para
a prática de comportamentos pró-ambientais.
Nesse sentido, garantir que se mantenha uma
perspectiva positiva no horizonte de
possibilidades para o futuro é tarefa fundamental
na luta contra a degradação ambiental.
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“Temperatura média global é a maior
desde o início das medições”. “Perda de
biodiversidade se aproxima do ponto de não
retorno”. “Incêndios batem recorde no Pantanal e
na Amazônia”. “Temporada de tornados será a
mais devastadora em décadas”. Manchetes como
essas se tornaram cotidianas e, se por um lado,
deixam clara a gravidade e urgência da atual
crise ambiental, por outro, apontam para um
cenário apocalíptico e desesperançoso.
Por se tratar de uma crise global, cuja
solução demanda transformações profundas nos diferentes setores da sociedade, é de suma
importância que a população seja devidamente
esclarecida e sensibilizada sobre os problemas
ambientais.
No entanto, tão importante quanto
divulgar os dados científicos é possibilitar às
pessoas o devido preparo emocional e a força de
vontade para o enfrentamento da degradação
ambiental. Nesse sentido, a comunicação da crise
ecológica, seja ela feita pelos noticiários,
relatórios técnicos ou livros didáticos, tem se
mostrado eficiente como alerta, mas pouco
promissora em seu potencial de mobilização.
A atual crise ambiental já é um fator
reconhecidamente impactante sobre a saúde
mental das pessoas. A iminência de catástrofes
climáticas, a perda gradativa dos recursos
naturais e dos serviços ecossistêmicos e a
incerteza da manutenção da vida no planeta tal
como a conhecemos são alguns dos fatores que
geram emoções como medo, ansiedade e
desespero.
Esse mal-estar causado pela crise
ambiental se tornou um interesse específico da
psicologia há menos de duas décadas.
Classificada como um tipo de emoção
moral, decorrente do cuidado inspirado pela crise
ecológica, a ecoansiedade não se caracteriza
necessariamente como um quadro patológico e
sequer é considerada um transtorno mental. Na
verdade, ela pode até agir como força motivadora
de condutas pró-ambientais ou, contrariamente,
pode atuar como fator paralisante e
desmotivador.
Diversos fatores psicossociais podem
influenciar os efeitos da ecoansiedade sobre o
indivíduo, e compreendê-los pode ajudar a
minimizar seus impactos negativos e potencializar
os positivos. Como é de se esperar, a
ecoansiedade é mais frequente em pessoas que
vivem em maior contato com a natureza,
sobretudo aquelas afetadas diretamente por
problemas ambientais, como enchentes,
queimadas e escassez de recursos naturais.
Outro grupo particularmente propenso à
ecoansiedade é o de profissionais e militantes
que atuam na área ambiental. A proximidade
destes com os impactos ambientais, a frequência
e profundidade com que acessam os dados
científicos e uma tendência a maior sensibilidade
em relação à temática ambiental são vistos como
principais fatores de vulnerabilidade desse
público à ecoansiedade.
A faixa etária é outro importante fator de
propensão à ecoansiedade, sendo mais frequente
em crianças, adolescentes e jovens.
Vale lembrar que outros fatores, como
desigualdade intergeracional, precarização do
trabalho e efeitos colaterais das redes sociais,
agravam o quadro mental desse público, levando
a índices atuais de ansiedade e depressão sem
precedentes entre adolescentes e jovens adultos
mundo afora.
Por se tratar de um fenômeno
relativamente recente, com consequências gerais
ainda pouco compreendidas, ainda há pouca
informação na literatura sobre como lidar com a
ecoansiedade e, sobretudo, como evitar seu
potencial efeito desmotivador na luta contra a
crise ambiental.
Estudiosos da ecoansiedade afirmam que
o otimismo e a esperança realistas – isto é,
quando não baseados em negação da realidade –
estão entre os fatores que mais contribuem para
a prática de comportamentos pró-ambientais.
Nesse sentido, garantir que se mantenha uma
perspectiva positiva no horizonte de
possibilidades para o futuro é tarefa fundamental
na luta contra a degradação ambiental.
Adaptado de:
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CRISE AMBIENTAL
Vinícius de Avelar São Pedro e Danielle Gonzalez
“Temperatura média global é a maior
desde o início das medições”. “Perda de
biodiversidade se aproxima do ponto de não
retorno”. “Incêndios batem recorde no Pantanal e
na Amazônia”. “Temporada de tornados será a
mais devastadora em décadas”. Manchetes como
essas se tornaram cotidianas e, se por um lado,
deixam clara a gravidade e urgência da atual
crise ambiental, por outro, apontam para um
cenário apocalíptico e desesperançoso.
Por se tratar de uma crise global, cuja
solução demanda transformações profundas nos diferentes setores da sociedade, é de suma
importância que a população seja devidamente
esclarecida e sensibilizada sobre os problemas
ambientais.
No entanto, tão importante quanto
divulgar os dados científicos é possibilitar às
pessoas o devido preparo emocional e a força de
vontade para o enfrentamento da degradação
ambiental. Nesse sentido, a comunicação da crise
ecológica, seja ela feita pelos noticiários,
relatórios técnicos ou livros didáticos, tem se
mostrado eficiente como alerta, mas pouco
promissora em seu potencial de mobilização.
A atual crise ambiental já é um fator
reconhecidamente impactante sobre a saúde
mental das pessoas. A iminência de catástrofes
climáticas, a perda gradativa dos recursos
naturais e dos serviços ecossistêmicos e a
incerteza da manutenção da vida no planeta tal
como a conhecemos são alguns dos fatores que
geram emoções como medo, ansiedade e
desespero.
Esse mal-estar causado pela crise
ambiental se tornou um interesse específico da
psicologia há menos de duas décadas.
Classificada como um tipo de emoção
moral, decorrente do cuidado inspirado pela crise
ecológica, a ecoansiedade não se caracteriza
necessariamente como um quadro patológico e
sequer é considerada um transtorno mental. Na
verdade, ela pode até agir como força motivadora
de condutas pró-ambientais ou, contrariamente,
pode atuar como fator paralisante e
desmotivador.
Diversos fatores psicossociais podem
influenciar os efeitos da ecoansiedade sobre o
indivíduo, e compreendê-los pode ajudar a
minimizar seus impactos negativos e potencializar
os positivos. Como é de se esperar, a
ecoansiedade é mais frequente em pessoas que
vivem em maior contato com a natureza,
sobretudo aquelas afetadas diretamente por
problemas ambientais, como enchentes,
queimadas e escassez de recursos naturais.
Outro grupo particularmente propenso à
ecoansiedade é o de profissionais e militantes
que atuam na área ambiental. A proximidade
destes com os impactos ambientais, a frequência
e profundidade com que acessam os dados
científicos e uma tendência a maior sensibilidade
em relação à temática ambiental são vistos como
principais fatores de vulnerabilidade desse
público à ecoansiedade.
A faixa etária é outro importante fator de
propensão à ecoansiedade, sendo mais frequente
em crianças, adolescentes e jovens.
Vale lembrar que outros fatores, como
desigualdade intergeracional, precarização do
trabalho e efeitos colaterais das redes sociais,
agravam o quadro mental desse público, levando
a índices atuais de ansiedade e depressão sem
precedentes entre adolescentes e jovens adultos
mundo afora.
Por se tratar de um fenômeno
relativamente recente, com consequências gerais
ainda pouco compreendidas, ainda há pouca
informação na literatura sobre como lidar com a
ecoansiedade e, sobretudo, como evitar seu
potencial efeito desmotivador na luta contra a
crise ambiental.
Estudiosos da ecoansiedade afirmam que
o otimismo e a esperança realistas – isto é,
quando não baseados em negação da realidade –
estão entre os fatores que mais contribuem para
a prática de comportamentos pró-ambientais.
Nesse sentido, garantir que se mantenha uma
perspectiva positiva no horizonte de
possibilidades para o futuro é tarefa fundamental
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“Temperatura média global é a maior
desde o início das medições”. “Perda de
biodiversidade se aproxima do ponto de não
retorno”. “Incêndios batem recorde no Pantanal e
na Amazônia”. “Temporada de tornados será a
mais devastadora em décadas”. Manchetes como
essas se tornaram cotidianas e, se por um lado,
deixam clara a gravidade e urgência da atual
crise ambiental, por outro, apontam para um
cenário apocalíptico e desesperançoso.
Por se tratar de uma crise global, cuja
solução demanda transformações profundas nos diferentes setores da sociedade, é de suma
importância que a população seja devidamente
esclarecida e sensibilizada sobre os problemas
ambientais.
No entanto, tão importante quanto
divulgar os dados científicos é possibilitar às
pessoas o devido preparo emocional e a força de
vontade para o enfrentamento da degradação
ambiental. Nesse sentido, a comunicação da crise
ecológica, seja ela feita pelos noticiários,
relatórios técnicos ou livros didáticos, tem se
mostrado eficiente como alerta, mas pouco
promissora em seu potencial de mobilização.
A atual crise ambiental já é um fator
reconhecidamente impactante sobre a saúde
mental das pessoas. A iminência de catástrofes
climáticas, a perda gradativa dos recursos
naturais e dos serviços ecossistêmicos e a
incerteza da manutenção da vida no planeta tal
como a conhecemos são alguns dos fatores que
geram emoções como medo, ansiedade e
desespero.
Esse mal-estar causado pela crise
ambiental se tornou um interesse específico da
psicologia há menos de duas décadas.
Classificada como um tipo de emoção
moral, decorrente do cuidado inspirado pela crise
ecológica, a ecoansiedade não se caracteriza
necessariamente como um quadro patológico e
sequer é considerada um transtorno mental. Na
verdade, ela pode até agir como força motivadora
de condutas pró-ambientais ou, contrariamente,
pode atuar como fator paralisante e
desmotivador.
Diversos fatores psicossociais podem
influenciar os efeitos da ecoansiedade sobre o
indivíduo, e compreendê-los pode ajudar a
minimizar seus impactos negativos e potencializar
os positivos. Como é de se esperar, a
ecoansiedade é mais frequente em pessoas que
vivem em maior contato com a natureza,
sobretudo aquelas afetadas diretamente por
problemas ambientais, como enchentes,
queimadas e escassez de recursos naturais.
Outro grupo particularmente propenso à
ecoansiedade é o de profissionais e militantes
que atuam na área ambiental. A proximidade
destes com os impactos ambientais, a frequência
e profundidade com que acessam os dados
científicos e uma tendência a maior sensibilidade
em relação à temática ambiental são vistos como
principais fatores de vulnerabilidade desse
público à ecoansiedade.
A faixa etária é outro importante fator de
propensão à ecoansiedade, sendo mais frequente
em crianças, adolescentes e jovens.
Vale lembrar que outros fatores, como
desigualdade intergeracional, precarização do
trabalho e efeitos colaterais das redes sociais,
agravam o quadro mental desse público, levando
a índices atuais de ansiedade e depressão sem
precedentes entre adolescentes e jovens adultos
mundo afora.
Por se tratar de um fenômeno
relativamente recente, com consequências gerais
ainda pouco compreendidas, ainda há pouca
informação na literatura sobre como lidar com a
ecoansiedade e, sobretudo, como evitar seu
potencial efeito desmotivador na luta contra a
crise ambiental.
Estudiosos da ecoansiedade afirmam que
o otimismo e a esperança realistas – isto é,
quando não baseados em negação da realidade –
estão entre os fatores que mais contribuem para
a prática de comportamentos pró-ambientais.
Nesse sentido, garantir que se mantenha uma
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- OrtografiaPontuaçãoAspas
- Interpretação de TextosTipos de Discurso: Direto, Indireto e Indireto Livre
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“Temperatura média global é a maior
desde o início das medições”. “Perda de
biodiversidade se aproxima do ponto de não
retorno”. “Incêndios batem recorde no Pantanal e
na Amazônia”. “Temporada de tornados será a
mais devastadora em décadas”. Manchetes como
essas se tornaram cotidianas e, se por um lado,
deixam clara a gravidade e urgência da atual
crise ambiental, por outro, apontam para um
cenário apocalíptico e desesperançoso.
Por se tratar de uma crise global, cuja
solução demanda transformações profundas nos diferentes setores da sociedade, é de suma
importância que a população seja devidamente
esclarecida e sensibilizada sobre os problemas
ambientais.
No entanto, tão importante quanto
divulgar os dados científicos é possibilitar às
pessoas o devido preparo emocional e a força de
vontade para o enfrentamento da degradação
ambiental. Nesse sentido, a comunicação da crise
ecológica, seja ela feita pelos noticiários,
relatórios técnicos ou livros didáticos, tem se
mostrado eficiente como alerta, mas pouco
promissora em seu potencial de mobilização.
A atual crise ambiental já é um fator
reconhecidamente impactante sobre a saúde
mental das pessoas. A iminência de catástrofes
climáticas, a perda gradativa dos recursos
naturais e dos serviços ecossistêmicos e a
incerteza da manutenção da vida no planeta tal
como a conhecemos são alguns dos fatores que
geram emoções como medo, ansiedade e
desespero.
Esse mal-estar causado pela crise
ambiental se tornou um interesse específico da
psicologia há menos de duas décadas.
Classificada como um tipo de emoção
moral, decorrente do cuidado inspirado pela crise
ecológica, a ecoansiedade não se caracteriza
necessariamente como um quadro patológico e
sequer é considerada um transtorno mental. Na
verdade, ela pode até agir como força motivadora
de condutas pró-ambientais ou, contrariamente,
pode atuar como fator paralisante e
desmotivador.
Diversos fatores psicossociais podem
influenciar os efeitos da ecoansiedade sobre o
indivíduo, e compreendê-los pode ajudar a
minimizar seus impactos negativos e potencializar
os positivos. Como é de se esperar, a
ecoansiedade é mais frequente em pessoas que
vivem em maior contato com a natureza,
sobretudo aquelas afetadas diretamente por
problemas ambientais, como enchentes,
queimadas e escassez de recursos naturais.
Outro grupo particularmente propenso à
ecoansiedade é o de profissionais e militantes
que atuam na área ambiental. A proximidade
destes com os impactos ambientais, a frequência
e profundidade com que acessam os dados
científicos e uma tendência a maior sensibilidade
em relação à temática ambiental são vistos como
principais fatores de vulnerabilidade desse
público à ecoansiedade.
A faixa etária é outro importante fator de
propensão à ecoansiedade, sendo mais frequente
em crianças, adolescentes e jovens.
Vale lembrar que outros fatores, como
desigualdade intergeracional, precarização do
trabalho e efeitos colaterais das redes sociais,
agravam o quadro mental desse público, levando
a índices atuais de ansiedade e depressão sem
precedentes entre adolescentes e jovens adultos
mundo afora.
Por se tratar de um fenômeno
relativamente recente, com consequências gerais
ainda pouco compreendidas, ainda há pouca
informação na literatura sobre como lidar com a
ecoansiedade e, sobretudo, como evitar seu
potencial efeito desmotivador na luta contra a
crise ambiental.
Estudiosos da ecoansiedade afirmam que
o otimismo e a esperança realistas – isto é,
quando não baseados em negação da realidade –
estão entre os fatores que mais contribuem para
a prática de comportamentos pró-ambientais.
Nesse sentido, garantir que se mantenha uma
perspectiva positiva no horizonte de
possibilidades para o futuro é tarefa fundamental
na luta contra a degradação ambiental.
Adaptado de:
https://cienciahoje.org.br/artigo/ecoansiedade-comoresposta-a-crise-ambiental/
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Texto: ECOANSIEDADE COMO RESPOSTA À
CRISE AMBIENTAL
Vinícius de Avelar São Pedro e Danielle Gonzalez
“Temperatura média global é a maior
desde o início das medições”. “Perda de
biodiversidade se aproxima do ponto de não
retorno”. “Incêndios batem recorde no Pantanal e
na Amazônia”. “Temporada de tornados será a
mais devastadora em décadas”. Manchetes como
essas se tornaram cotidianas e, se por um lado,
deixam clara a gravidade e urgência da atual
crise ambiental, por outro, apontam para um
cenário apocalíptico e desesperançoso.
Por se tratar de uma crise global, cuja
solução demanda transformações profundas nos diferentes setores da sociedade, é de suma
importância que a população seja devidamente
esclarecida e sensibilizada sobre os problemas
ambientais.
No entanto, tão importante quanto
divulgar os dados científicos é possibilitar às
pessoas o devido preparo emocional e a força de
vontade para o enfrentamento da degradação
ambiental. Nesse sentido, a comunicação da crise
ecológica, seja ela feita pelos noticiários,
relatórios técnicos ou livros didáticos, tem se
mostrado eficiente como alerta, mas pouco
promissora em seu potencial de mobilização.
A atual crise ambiental já é um fator
reconhecidamente impactante sobre a saúde
mental das pessoas. A iminência de catástrofes
climáticas, a perda gradativa dos recursos
naturais e dos serviços ecossistêmicos e a
incerteza da manutenção da vida no planeta tal
como a conhecemos são alguns dos fatores que
geram emoções como medo, ansiedade e
desespero.
Esse mal-estar causado pela crise
ambiental se tornou um interesse específico da
psicologia há menos de duas décadas.
Classificada como um tipo de emoção
moral, decorrente do cuidado inspirado pela crise
ecológica, a ecoansiedade não se caracteriza
necessariamente como um quadro patológico e
sequer é considerada um transtorno mental. Na
verdade, ela pode até agir como força motivadora
de condutas pró-ambientais ou, contrariamente,
pode atuar como fator paralisante e
desmotivador.
Diversos fatores psicossociais podem
influenciar os efeitos da ecoansiedade sobre o
indivíduo, e compreendê-los pode ajudar a
minimizar seus impactos negativos e potencializar
os positivos. Como é de se esperar, a
ecoansiedade é mais frequente em pessoas que
vivem em maior contato com a natureza,
sobretudo aquelas afetadas diretamente por
problemas ambientais, como enchentes,
queimadas e escassez de recursos naturais.
Outro grupo particularmente propenso à
ecoansiedade é o de profissionais e militantes
que atuam na área ambiental. A proximidade
destes com os impactos ambientais, a frequência
e profundidade com que acessam os dados
científicos e uma tendência a maior sensibilidade
em relação à temática ambiental são vistos como
principais fatores de vulnerabilidade desse
público à ecoansiedade.
A faixa etária é outro importante fator de
propensão à ecoansiedade, sendo mais frequente
em crianças, adolescentes e jovens.
Vale lembrar que outros fatores, como
desigualdade intergeracional, precarização do
trabalho e efeitos colaterais das redes sociais,
agravam o quadro mental desse público, levando
a índices atuais de ansiedade e depressão sem
precedentes entre adolescentes e jovens adultos
mundo afora.
Por se tratar de um fenômeno
relativamente recente, com consequências gerais
ainda pouco compreendidas, ainda há pouca
informação na literatura sobre como lidar com a
ecoansiedade e, sobretudo, como evitar seu
potencial efeito desmotivador na luta contra a
crise ambiental.
Estudiosos da ecoansiedade afirmam que
o otimismo e a esperança realistas – isto é,
quando não baseados em negação da realidade –
estão entre os fatores que mais contribuem para
a prática de comportamentos pró-ambientais.
Nesse sentido, garantir que se mantenha uma
perspectiva positiva no horizonte de
possibilidades para o futuro é tarefa fundamental
na luta contra a degradação ambiental.
Adaptado de:
https://cienciahoje.org.br/artigo/ecoansiedade-comoresposta-a-crise-ambiental/
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Texto: AS PRIMEIRAS EVIDÊNCIAS DE
LUDOPATIA NO BRASIL
Alexandre Agra Belmonte
Guilherme Guimarães Feliciano
O cenário brasileiro contemporâneo é
marcado pela onipresença das plataformas de
apostas de quota fixa, as bets. Presentes no
horário nobre da televisão, nos uniformes dos
clubes de futebol e até na tela do celular de cada
cidadão, essa expansão agressiva recai sobre
uma estrutura social já fragilizada. O perfil
majoritário dos apostadores é composto por
indivíduos das classes C, D e E – cerca de 80%
dos usuários –, na faixa dos 30 aos 49 anos,
público-alvo de uma indústria que opera com
margens elevadíssimas e estratégias de
marketing de alta precisão.
Nesse contexto, emerge o silêncio
doloroso da ludopatia. Longe de ser mera “falha
de caráter”, o vício em jogos é condição médica
severa, catalogada pela OMS como transtorno do
jogo (CID F63.0). A invisibilidade da doença é o
que permite que ela se alastre sem contenção
social e jurídica adequadas. O ludopata não é
consumidor comum com autonomia de vontade; é
paciente em estado de compulsão. Sua
vulnerabilidade é explorada por sistemas
tecnológicos desenhados para mantê-lo
conectado o maior tempo possível.
Diga-se, a propósito, que nem sempre o
hábito de apostar com frequência é caracterizado
como doença, que requer uma condição pessoal
de descontrole. De outra parte, mesmo nos casos
de doença é preciso avaliar a questão da quebra
da confiança, quando o trabalhador aposta com
dinheiro da empresa ou dos clientes dela.
A operação das casas de apostas online
repousa em infraestrutura que monitora cada
clique e padrão de aposta em tempo real. Essa
capacidade cria dever de cuidado proporcional ao
controle exercido. Quando o algoritmo identifica
sinais claros de ludopatia, a prática comum não é
proteger o vulnerável, mas gamificar, enviando
bônus agressivos e notificações persuasivas para
retê-lo no sistema. Essa conduta configura
omissão deliberada no dever de segurança,
atraindo a responsabilidade civil objetiva prevista
no art. 14 do CDC – pelo defeito do serviço,
independentemente de culpa.
A Lei 14.790/2023 inaugurou novo marco
regulatório. Impõe às operadoras obrigações
concretas: políticas de jogo responsável (art. 8º,
III), sistemas de monitoramento de padrões de
gastos e comportamento (art. 23, § 3º) e vedação
à participação de diagnosticados com ludopatia
(art. 26, VI). O descumprimento rompe a barreira
da legalidade e atinge a dignidade do apostador.
Para Foucault¹, o poder contemporâneo
exerce-se por vigilância minuciosa que penetra na
vida cotidiana. As plataformas operam como um
panóptico digital: tudo registram, transformando o
apostador em objeto de extração de valor. Essa
vigilância, que deveria servir à saúde do corpo
social, é frequentemente revertida para a captura
do desejo vulnerável. Há que inverter o placar
desse jogo.
Adaptado de:
https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2026/07/asprimeiras-evidencias-de-ludopatia-no-brasil.shtml
Vocabulário:
Foucault¹: refere-se a Michel Foucault, filósofo
francês.
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