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Para Max Weber, a cultura capitalista moderna revela o “espírito de trabalho”. Na obra A ética protestante e o espírito do capitalismo (2004), Weber analisa aspectos da moderna vida capitalista na Alemanha e em outros países da Europa, e observa o fato das camadas superiores da sociedade, os proprietários do capital, diretores e ocupantes de postos de trabalho mais elevados serem, predominantemente, protestantes. Marque a alternativa correta da análise weberiana sobre confissão religiosa e estratificação social.
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"Crítica da razão negra, de Achille Mbembe, publicado em 2013, dificilmente será superada no século 21, seja por seu conteúdo, seja por seu caráter ético-político. Divisor de guas na história do pensamento, de agora em diante, toda a reflexão que se leve a sério está colada em uma posição inconciliável com a tradição da opressão que se constitui em nome da lógica da raça por ele analisada. Negar o diálogo com os argumentos de Mbembe, de agora em diante, implica a manutenção da mistificação branca que sustentou o poder e o capital no lugar que conhecemos. Crítica da razão negra puxa o fio da linha podre que sustentava a trama racista na história europeia, da qual nós, brasileiros, bem como todos os habitantes das Américas, somos herdeiros, ora como algozes, ora como vítimas. A história do racismo é a história do capitalismo, uma história de submissão dos corpos, de uso e abuso dos seres nele capturados, por meio de operações eminentemente teóricas e discursivas, com efeitos perversos na prática. Ao procedimento de definir alguém como um outro chamamos de marcação. Ao definir esse outro como um negativo, a marcação é o verdadeiro mal radical enquanto aniquilação da humanidade do outro. Marcos são os sujeitos da diferença, tratados constantemente como objetos, coisas, mercadorias. Assim é com aqueles que são marcados como Negros, reféns da lógica perversa da raça, criada para a manutenção de crenças e preconceitos que serve a uns em detrimento de outros. Pessoas e grupos marcados como Negros, assim como mulheres, índios e outras minorias políticas, atuam hoje por meio de uma "contramarcação" na intenção de confrontar o poder sustentado na lógica de aviltamento da qual a lógica da raça é um dos elementos mais importantes. Em nome desse dispositivo capitalista foram perpetrados crimes, catástrofes e carnificinas: a escravatura, a colonização e o apartheid são suas provas históricas."
(TIBURI, Marcia. Revista Cult, 223, maio de 2017.)
De acordo com a autora, avalie as afirmações a seguir.
I. Achille Nbembe problematiza o universo cognitivo ocidental pautado na noção de branquitude, subjacente à crítica do autor por via do conceito de raça.
II. Há, segundo o ponto de vista do autor, destacado pela autora, uma relação primordial de historicidade entre racismo e capitalismo.
III. Marcação e contramarcação são formas discursivas em disputa e diálogo nas relações de poder contemporâneas, sendo que a contramarcação consiste em atuação política e étnica-identitária de grupos considerados subalternos pelos discursos de marcação.
É correto o que se afirma em:
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Sobre os modelos clássicos utilizados para entender as relações entre o Estado e a Sociedade, assinale a alternativa correta.
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Em relação aos conceitos de instituição social, estrutura social e estratificação social elaborados pela Sociologia, NÃO é correto afirmar:
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Leia o texto, avalie as afirmações e assinale a alternativa correta.
De acordo com Candau (2008), a questão multicultural está no presente no debate em muitas sociedades, contudo, verifica-se que está mais presente nos Estados Unidos e na Europa.
Na América latina possuímos especificidades, pois somos de fato países que por base tem a multiculturalidade na sua formação. As relações Inter étnicas têm marcado a história. Ao mesmo tempo que tem, também, sido uma relação dolorosa e muitas vezes trágica, principalmente no que diz respeito aos indígenas e aos afrodescendentes. A história foi pautada na eliminação do "outro", ou por sua escravização, que também é uma forma de negação de sua alteridade. Esses outros que são "eus" na construção da identidade latino-americana.
Nesse sentido, o debate multicultural na América Latina nos coloca diante dessa questão, desses sujeitos, sujeitos históricos que foram massacrados, mas que souberam resistir e hoje continuam afirmando suas identidades fortemente nas nossas sociedades, mas numa situação de relações de poder assimétricas, de subordinação e exclusão ainda muito acentuadas.
Diante deste contexto no Brasil passou a adotar ações afirmativas, ou seja, a adoção de um conjunto de políticas públicas destinadas a proteger grupos sociais ou minorias que, no passado, tenham sido discriminados. Essas ações têm como desafio superar os obstáculos que impedem o acesso aos estudos, ao trabalho e aos direitos sociais, humanos de desses grupos.
CANDAU, Vera Maria. Direitos Humanos, Educação e Interculturalidade: as tensões entre igualdade e diferença. . Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, 2008. Disponível em http://www.scielo.br/pdf/rbedu/v13n37/05.pdf
Nessa perspectiva, as Políticas de Ações Afirmativas no Brasil relativas à educação estabelecem que deve-se:
I - Garantir aos grupos responsáveis pelas diversas manifestações culturais do país o acesso, a criação, a difusão e a promoção da Identidade e Diversidade Cultural Brasileira (Brasil Plural);
II - Garantir a concessão de bolsas de estudos em universidades privadas por meio do Programa Universidade para Todos (PROUNI);
III - Garantir aos estudantes egressos de escolas públicas, em especial negros e indígenas, previstas na Reforma da Educação Superior e adotadas em algumas instituições públicas federais de educação superior a partir Sistema Especial de Reserva de Vagas.
IV - Garantir a concessão de bolsas de estudos em universidades privadas aos descendentes indígenas por meio do Programa de Apoio a Educação Indígena.
Com base no texto e em relação às informações acima, pode-se afirmar que estão corretos os itens:
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"Na produção social da sua vida, os homens estabelecem relações determinadas, necessárias e independentes da sua vontade, relações de produção que correspondem a uma dada fase de desenvolvimento das suas forças produtivas materiais. A totalidade destas relações de produção constitui a estrutura econômica da sociedade, base real sobre a qual se ergue uma superestrutura jurídica e política e a que correspondem determinadas formas de consciência social. O modo de produção da vida material condiciona o processo da vida social, política e espiritual em geral. Não é a consciência do homem que determina o seu ser, mas, ao contrário, é o seu ser social que determina a sua consciência." (MARX, K. Contribuição à crítica da Economia Política. In: MARX, Karl. ENGELS, Friedrich. Cultura, Arte e Literatura: textos escolhidos. São Paulo: Expressão Popular, 2010.
De acordo com a tradição sociológica, é correto afirmar que a concepção sociológica de Karl Marx é definida como:
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“Tenha-se presente que sendo frequentemente forçoso, para manter um Estado, quebrar a palavra empenhada e infringir os preceitos da caridade, da clemência, da religião, não pode um príncipe, máxime, um príncipe novo, respeitar tudo quanto dá aos homens a reputação de bons. Por isso, é mister que ele tenha um espírito pronto a se adaptar às variações das circunstâncias e da fortuna e, como disse antes, a manter-se, tanto quanto possível no caminho do bem, mas pronto igualmente a enveredar pelo mal, quando for necessário.”
MAQUIAVEL, Nicolau. O príncipe. In: WEFFORT, Francisco. Os clássicos da Política. Volume 1.13ª ed. São Paulo: Ática, 2006. p. 39.
A partir da leitura do fragmento acima, assinale a alternativa que descreve a conduta do governante na conservação do poder e na manutenção da estabilidade política, conforme a análise de Nicolau Maquiavel em O príncipe:
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“Para Tocqueville, o mundo igualitário moderno seria, por necessidade, fortemente individualista. Uma vez obsoletos os laços aristocráticos de família e de comunidade, a sobrevivência dos indivíduos passava a depender sobretudo do esforço de cada um no mundo do trabalho e da competição. O que favorecia o isolamento social dos indivíduos e o seu confinamento à esfera da privacidade, resultando no definhamento da experiência prática da política e na alienação em relação à concretude das mazelas vividas por outrem.
Carentes de vigor, os valores e as práticas voltados para a realização do bem comum, sem controle efetivo por parte da experiência prática da cidadania, o governo da democracia, mesmo se no invólucro da boa institucionalização liberal, se transformava em mecanismo autônomo de distribuição de benesses e de sofrimentos, à mercê do interesse de seus eventuais ocupantes, conduzidos, pela ignorância da prática política, aos castelos do mando.”
JASMIN, Marcelo. O dilema da igualdade. In: FOLHA DE SÃO PAULO. São Paulo, domingo, 31 de julho de 2005.
Assim, segundo Tocqueville, uma das razões para o declínio dos regimes democráticos modernos seria:
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Leia a reportagem abaixo.
UNICEF alerta para necessidade de reverter evasão escolar no Brasil
31/01/2018
Mais de 180 mil escolas brasileiras iniciaram um novo ano letivo na segunda-feira (29) em todo o país. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2015, 6,5% das crianças e adolescentes com idade entre 4 e 17 anos, ou mais de 2,8 milhões de meninos e meninas, estão fora da sala de aula. “Reverter a exclusão escolar é urgente. A cada ano que passam fora da escola, crianças e adolescentes têm seu direito de aprender negado e ficam ainda mais longe da garantia de outros direitos. A exclusão afeta justamente meninos e meninas vindos das camadas mais vulneráveis da população”, explica Ítalo Dutra, chefe de Educação do UNICEF no Brasil.
Do total de crianças e adolescentes fora da escola, 53% vivem em domicílios com renda per capita de até meio salário mínimo. “Para eles, estar na escola pode ser a diferença entre vida e morte, entre ter seus direitos garantidos no presente, uma oportunidade no futuro, ou perpetuar um quadro de pobreza e vulnerabilidade. Enfrentar a exclusão escolar no Brasil é urgente, além de uma obrigação do país prevista nas metas do Plano Nacional de Educação (PNE, 2014-2024)”, completa Dutra.
(Disponível em: <https://nacoesunidas.org/unicef-alerta-para-necessidade-de-combater-evasao-escolar-no-brasil/>. Acesso em 04/02/2018).
Em relação à reportagem acima, NÃO é correto afirmar que
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O gráfico abaixo mostra o número de homicídios e a taxa de homicídios por 100 mil habitantes no Brasil, no período entre 2005 e 2015, segundo dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade do Ministério da Saúde. Os valores referentes ao número de homicídios variam entre 40 mil e 65 mil mortes e os valores referentes à taxa de homicídios variam entre 24,0 e 31,0 homicídios por 100 mil habitantes.
Analisando o gráfico acima, é CORRETO afirmar:
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