Foram encontradas 10.141 questões.
Leia o Texto;
Ideias para adiar o fim do mundo
Quando se completaram quinhentos anos da travessia de Cabral e companhia, recusei um convite para vir a Portugal. Eu disse: “Essa é uma típica festa portuguesa, vocês vão celebrar a invasão do meu canto do mundo. Não vou, não”. Porém, não transformei isso numa rixa e pensei: “Vamos ver o que acontece no futuro”.
Em 2017, ano em que Lisboa foi capital ibero-americana de cultura, ocorreu um ciclo de eventos muito interessante, com performances de teatro, mostra de cinema e palestras. Fui convidado a participar, e, dessa vez, nosso amigo Eduardo Viveiros de Castro faria uma conferência no teatro Maria Matos, chamada “Os involuntários da pátria”. Então, pensei: “Esse assunto me interessa, vou também”. No dia seguinte ao da fala do Eduardo, tive a oportunidade de encontrar muita gente que se interessou pela estreia do documentário Ailton Krenak e o sonho da pedra, dirigido por Marco Altberg. O filme é uma boa introdução ao tema de que quero tratar: como é que, ao longo dos últimos 2 mil ou 3 mil anos, nós construímos a ideia de humanidade? Será que ela não está na base de muitas das escolhas erradas que fizemos, justificando o uso da violência?
A ideia de que os brancos europeus podiam sair colonizando o resto do mundo estava sustentada na premissa de que havia uma humanidade esclarecida que precisava ir ao encontro da humanidade obscurecida, trazendo-a para essa luz incrível. Esse chamado para o seio da civilização sempre foi justificado pela noção de que existe um jeito de estar aqui na Terra, uma certa verdade, ou uma concepção de verdade, que guiou muitas das escolhas feitas em diferentes períodos da história.
Agora, no começo do século XXI, algumas colaborações entre pensadores com visões distintas, originadas em diferentes culturas, possibilitam uma crítica dessa ideia. Somos mesmo uma humanidade?
Pensemos nas nossas instituições mais bem consolidadas, como universidades ou organismos multilaterais, que surgiram no século XX: Banco Mundial, Organização dos Estados Americanos (OEA), Organização das Nações Unidas (ONU), Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Quando a gente quis criar uma reserva da biosfera em uma região do Brasil, foi preciso justificar para a Unesco por que era importante que o planeta não fosse devorado pela mineração. Para essa instituição, é como se bastasse manter apenas alguns lugares como amostra grátis da Terra. Se sobrevivermos, vamos brigar pelos pedaços de planeta que a gente não comeu, e os nossos netos ou tataranetos — ou os netos de nossos tataranetos — vão poder passear para ver como era a Terra no passado. Essas agências e instituições foram configuradas e mantidas como estruturas dessa humanidade. E nós legitimamos sua perpetuação, aceitamos suas decisões, que muitas vezes são ruins e nos causam perdas, porque estão a serviço da humanidade que pensamos ser.
Como justificar que somos uma humanidade se mais de 70% estão totalmente alienados do mínimo exercício de ser ? A modernização jogou essa gente do campo e da floresta para viver em favelas e em periferias, para virar mão de obra em centros urbanos. Essas pessoas foram arrancadas de seus coletivos, de seus lugares de origem, e jogadas nesse liquidificador chamado humanidade. Se as pessoas não tiverem vínculos profundos com sua memória ancestral, com as referências que dão sustentação a uma identidade, vão ficar loucas neste mundo maluco que compartilhamos.
Em Ideias para adiar o fim do mundo, Ailton Krenak questiona o que se convencionou chamar “humanidade”, em especial a partir do século XVI.
Esse questionamento deve-se principalmente ao fato de o sentido dessa palavra poder ser associado, na perspectiva de Krenak, à ideia de:
Provas
BUDWEISER RECRIA ANÚNCIOS

Com base na análise dos anúncios de 1958 e de 2019, verifica-se que as mudanças implementadas procuram atingir o seguinte objetivo:
Provas
- Teorias Sociológicas e AutoresSociologia do Trabalho
- Teorias Sociológicas e AutoresSociologia ClássicaÉmile Durkheim
De fato, uma regra não é apenas uma maneira habitual de agir, é, antes de mais nada, uma maneira de agir obrigatória, isto é, que escapa em certa medida do arbítrio individual.
Émile Durkheim. Da divisão do trabalho social. São Paulo: Martins Fontes, 1999, p. 10 (com adaptações).
Com base na compreensão de Durkheim exposta no texto precedente, é correto afirmar que a norma
Provas
A imaginação sociológica nasceu quando revoluções modernas levaram à reflexão novas formas da vida em sociedade. A esse respeito, é correto afirmar que o pensamento sociológico forja-se com base
Provas
- Sociologia AplicadaReligiões e a experiência do Sagrado
- Teorias Sociológicas e AutoresSociologia ClássicaMax Weber
Segundo Max Weber, a ética religiosa pode influenciar significativamente o comportamento econômico dos indivíduos. Considerando as ideias desse autor, assinale a opção correta acerca de religião e sociedade.
Provas
Com referência a identidades culturais e étnicas, assinale a opção correta.
Provas
Com relação ao contexto social, político e econômico da globalização nos Estados nacionais, assinale a opção correta.
Provas
Acerca de sociedade, trabalho, emprego e de relações sociais e transformações do trabalho, assinale a opção correta.
Provas
No que concerne ao tema violência e Estado, assinale a opção correta.
Provas
No que se refere à cultura e ao consumo, assinale a opção correta.
Provas
Caderno Container