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Filhas da democracia, as ciências sociais – obviamente
malvistas pelos regimes conservadores e erradicadas
pelos regimes ditatoriais – servem (à) democracia e são
preocupantes. Porque a democracia partiu ligada, na história, com as “Luzes” e, notadamente, com a produção
de “verdades sobre o mundo social”: verdade dos fatos
objetiváveis, mensuráveis, que é, infelizmente, a verdade das desigualdades, das dominações, das opressões,
das explorações, das humilhações... Na falta de ciências
sociais fortes, e cujos resultados são o mais amplamente
difundidos, os cidadãos ficariam totalmente desprovidos
face a todos os provedores (produtores ou difusores) de
ideologia, multiplicados ao longo das últimas décadas
numa sociedade na qual o lugar do simbólico (ou seja, do
trabalho sobre as representações) é consideravelmente
apagado.
(Bernard Lahire. Adaptado)
Para o autor, o ensino da Sociologia
(Bernard Lahire. Adaptado)
Para o autor, o ensino da Sociologia
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O desenvolvimento do estamento é essencialmente uma
questão de estratificação que se baseia na usurpação,
que é a origem normal de quase toda honra estamental.
Mas o caminho dessa situação puramente convencional
para o privilégio local, positivo ou negativo, é percorrido
com facilidade tão logo uma certa estratificação da ordem
social tenha, na verdade, sido “vivida” e tenha conseguido a estabilidade em virtude de uma distribuição estável
do poder econômico. Onde as suas consequências se
realizaram em toda a extensão, o estamento evolui para
uma “casta” fechada.
(Weber, 1982)
Segundo Weber (1982), quando a estratificação social se radicaliza, surgem “castas”. Para ele, o componente adicional que propicia o surgimento de castas inclui aspectos
(Weber, 1982)
Segundo Weber (1982), quando a estratificação social se radicaliza, surgem “castas”. Para ele, o componente adicional que propicia o surgimento de castas inclui aspectos
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Em seus estudos sobre as vantagens da burocracia,
Max Weber (1982) considera: “A razão decisiva para o
progresso da organização burocrática foi sempre a superioridade puramente técnica sobre qualquer outra forma
de organização. O mecanismo burocrático desenvolvido
plenamente compara-se às outras organizações exatamente da mesma forma pela qual a máquina se compara
aos modos não mecânicos de produção”.
Segundo Weber, a organização burocrática
Segundo Weber, a organização burocrática
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Mas o que é uma associação “política”, do ponto de vista sociológico? O que é um “Estado”? Sociologicamente,
o Estado não pode ser definido em termos de seus fins.
Dificilmente haverá qualquer tarefa que uma associação
política não tenha tomado em suas mãos, e não há tarefa
que se possa dizer que tenha sido sempre, exclusiva e peculiarmente, das associações designadas como políticas:
hoje o Estado, ou, historicamente, as associações que
foram predecessoras do Estado moderno. Em última análise, só podemos definir o Estado moderno sociologicamente em termos dos meios específicos peculiares a ele.
(Weber, 1982)
O meio específico a que o autor se refere é
(Weber, 1982)
O meio específico a que o autor se refere é
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Não é necessária muita probidade para que um governo monárquico ou um governo despótico se mantenham
ou se sustentem. A força das leis no primeiro, o braço
sempre erguido do príncipe no segundo regram e contêm
tudo. Mas num Estado popular se precisa de um motor
a mais.
(Montesquieu)
Para o autor, o “motor a mais” necessário para a preservação de um Estado republicano é
(Montesquieu)
Para o autor, o “motor a mais” necessário para a preservação de um Estado republicano é
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As leis, em seu significado mais extenso, são as relações necessárias que derivam da natureza das coisas; e,
neste sentido, todos os seres têm suas leis; a Divindade
possui suas leis, o mundo material possui suas leis, os
animais possuem suas leis, o homem possui suas leis.
Os seres particulares inteligentes podem ter leis que eles
próprios elaboraram; mas possuem também leis que não
elaboraram. Entretanto, falta muito para que o mundo inteligente seja tão bem governado quanto o mundo físico.
Pois, embora aquele também possua leis que, por sua
natureza, são invariáveis, ele não obedece a elas com a
mesma constância com a qual o mundo físico obedece
às suas.
(Montesquieu, 2000. Adaptado)
Para Montesquieu, os seres humanos não obedecem às leis que elaboram porque
(Montesquieu, 2000. Adaptado)
Para Montesquieu, os seres humanos não obedecem às leis que elaboram porque
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Outra tendência operada pelo capital, na fase da reestruturação produtiva, no que concerne à relação entre
trabalho e valor, é aquela que reduz os níveis de trabalho improdutivo dentro das fábricas. A eliminação de
várias funções, como supervisão, vigilância, inspeção,
gerências intermediárias etc., medida que se constitui
em elemento central da empresa capitalista moderna,
visa a transferir e incorporar ao trabalho produtivo atividades que eram anteriormente feitas por trabalhadores
improdutivos.
(Antunes, 2009)
A tendência referida no texto constitui um aspecto próprio do
(Antunes, 2009)
A tendência referida no texto constitui um aspecto próprio do
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Para Ricardo Antunes (2009), a expressão “classe que
vive do trabalho” tem como primeiro objetivo conferir validade contemporânea ao conceito marxiano de classe
trabalhadora. Quando tantas formulações vêm afirmando
a perda da validade analítica da noção de classe, essa
designação pretende enfatizar o sentido atual da classe
trabalhadora, sua forma de ser.
Para o autor, a expressão “classe que vive do trabalho” designa
Para o autor, a expressão “classe que vive do trabalho” designa
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Com o avanço da tecnologia no mundo do trabalho, têm
se intensificado também novas formas de exploração do
trabalho, inclusive, utilizando-se da divisão sexual do
trabalho, como afirma Anna Pollert com base em seus
estudos sobre o trabalho fabril.
(Ricardo Antunes, 2009)
Considerando as pesquisas de Anna Pollert, Ricardo Antunes ressalta que
(Ricardo Antunes, 2009)
Considerando as pesquisas de Anna Pollert, Ricardo Antunes ressalta que
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Estivemos, na verdade, ao longo das últimas décadas,
participando de um processo fundamental de ruptura de
um dos principais – talvez o mais importante – pilares
de sustentação do racismo no Brasil: o silêncio. Silêncio
tão conhecido de negros, mulatos, morenos, afrodescendentes ou qualquer outra denominação atribuída à
tonalidade da pele – que sofrem ao longo das suas vidas
com as consequências do racismo. Muito da história da
luta contra o racismo no Brasil, desde o início do século
passado, tem a ver com esse esforço de romper o silêncio envergonhado, visto por alguns como um aspecto
positivo – a vergonha de ser racista – em uma sociedade
que produziu fenômeno dos mais peculiares na história
da humanidade, o do “racismo sem racistas”.
(Roque, A. Construção e desconstrução do silêncio: reflexões sobre o racismo e o antirracismo na sociedade brasileira. In: Paula, M. de e Heringer, R. Caminhos convergentes: estado e sociedade na superação das desigualdades raciais no Brasil, 2009)
Segundo o autor, o racismo brasileiro caracteriza-se
(Roque, A. Construção e desconstrução do silêncio: reflexões sobre o racismo e o antirracismo na sociedade brasileira. In: Paula, M. de e Heringer, R. Caminhos convergentes: estado e sociedade na superação das desigualdades raciais no Brasil, 2009)
Segundo o autor, o racismo brasileiro caracteriza-se
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