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4249372 Ano: 2026
Disciplina: Psiquiatria
Banca: FUVEST
Orgão: HC-FMUSP
Você é solicitado para avaliar, como interconsultor da psiquiatria, uma mulher de 63 anos de idade, internada eletivamente em hospital geral para realizar colecistectomia por colecistopatia calculosa. Entretanto, a cirurgia foi suspensa, pois a paciente inicia, após 12 horas da internação, quadro de crises de ansiedade, inquietação psicomotora leve e intermitente, náuseas, palpitações (taquicardia sinusal, FC de 104 bpm), além de tremores leves em extremidades de mãos. Permanece bem orientada em tempo e espaço, atenção preservada, pensamento acelerado, com associação coerente entre as ideias, angustiada, com humor ansioso, sensações de formigamento nos braços, sem alterações de juízo de realidade. Sem alterações somáticas ao exame neurológico. Exame físico e exames complementares iniciais descartaram distúrbios metabólicos ou infecciosos que justificassem o quadro atual. Recebeu haloperidol 5 mg via intramuscular, com pouca eficácia. Antecedentes: transtorno de ansiedade generalizada (estava remitida com uso de sertralina 100 mg/dia e clonazepam 2 mg/dia, não conciliados na prescrição da internação), etilismo há 10 anos (refere consumo de 5 latas de cerveja por dia), cirurgia bariátrica com bypass, obesidade classe I, HAS. 
Sobre o tratamento principal do quadro neuropsiquiátrico agudo da paciente, assinale a alternativa correta.
 

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4249371 Ano: 2026
Disciplina: Psiquiatria
Banca: FUVEST
Orgão: HC-FMUSP
Você é solicitado para avaliar, como interconsultor da psiquiatria, uma mulher de 63 anos de idade, internada eletivamente em hospital geral para realizar colecistectomia por colecistopatia calculosa. Entretanto, a cirurgia foi suspensa, pois a paciente inicia, após 12 horas da internação, quadro de crises de ansiedade, inquietação psicomotora leve e intermitente, náuseas, palpitações (taquicardia sinusal, FC de 104 bpm), além de tremores leves em extremidades de mãos. Permanece bem orientada em tempo e espaço, atenção preservada, pensamento acelerado, com associação coerente entre as ideias, angustiada, com humor ansioso, sensações de formigamento nos braços, sem alterações de juízo de realidade. Sem alterações somáticas ao exame neurológico. Exame físico e exames complementares iniciais descartaram distúrbios metabólicos ou infecciosos que justificassem o quadro atual. Recebeu haloperidol 5 mg via intramuscular, com pouca eficácia. Antecedentes: transtorno de ansiedade generalizada (estava remitida com uso de sertralina 100 mg/dia e clonazepam 2 mg/dia, não conciliados na prescrição da internação), etilismo há 10 anos (refere consumo de 5 latas de cerveja por dia), cirurgia bariátrica com bypass, obesidade classe I, HAS. 
Assinale a alternativa que contém o diagnóstico etiológico mais provável para o quadro neuropsiquiátrico agudo da paciente descrita.
 

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4249370 Ano: 2026
Disciplina: Psiquiatria
Banca: FUVEST
Orgão: HC-FMUSP
Homem, 73 anos de idade, sem história psiquiátrica prévia, apresenta episódio de euforia, taquilalia, redução da necessidade de sono, hiperatividade motora e ideias grandiosas, com duração de 12 dias. Não há uso de substâncias. Ressonância mostra atrofia frontotemporal discreta, e eletrólitos estão normais. Qual das hipóteses diagnósticas apresentadas a seguir é mais provável?
 

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4249369 Ano: 2026
Disciplina: Psiquiatria
Banca: FUVEST
Orgão: HC-FMUSP
Homem, 75 anos de idade, com histórico de parkinsonismo leve e progressivo é avaliado por declínio cognitivo iniciado há 1 ano, com flutuação da atenção, alucinações visuais bem formadas, rigidez muscular, e episódios de queda. O paciente apresenta boa memória episódica nos estágios iniciais, mas importantes prejuízos visuoespaciais e executivos. Esposa relata que ele teve intensa sedação após uso de quetiapina. RM de crânio: atrofia leve difusa, preservação do hipocampo e SPECT com DaTscan: captação reduzida nos núcleos da base. Qual o diagnóstico mais provável e a principal implicação terapêutica?
 

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4249368 Ano: 2026
Disciplina: Psiquiatria
Banca: FUVEST
Orgão: HC-FMUSP
Mulher, 79 anos de idade, é trazida por familiares ao ambulatório de geriatria com queixa de isolamento social progressivo, lentidão psicomotora, dificuldade de iniciar tarefas e episódios de incontinência urinária nos últimos seis meses. Refere, também, prejuízo de memória recente. Ao exame, apresenta apatia, reatividade emocional reduzida e fala monótona. Aplicado o MEEM (com escolaridade compatível), a pontuação foi 22. O teste do relógio mostrou desorganização no planejamento. A ressonância magnética revela dilatação ventricular desproporcional à atrofia cortical. Qual a hipótese diagnóstica mais provável e sua principal implicação terapêutica?
 

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4249267 Ano: 2026
Disciplina: Psiquiatria
Banca: FUVEST
Orgão: HC-FMUSP

Quando era jovem, Carlos nunca tivera problemas para dormir. Mas depois que os cabelos começaram a branquear, por volta dos quarenta anos, tornou-se difícil desligar o cérebro ao se deitar. Pensava na filha, Beatriz, que nos últimos meses andava até alta madrugada no bar onde os traficantes do bairro faziam festa toda noite. Como ela vai cuidar do meu neto desse jeito? O Cauã precisa de um exemplo melhor, pensava. Preocupava-se com a mãe, cada vez mais frágil. Depois que quebrou a perna – o colo do fêmur, disse o médico, nunca mais voltou a andar direito, hoje só com bengala. Pelo menos agora ele estaciona na vaga especial quando a leva no mercado para as compras da semana. Notou que as sacolas estão ficando menores – o que estaria diminuindo, o apetite ou o dinheiro? A cabeça da Dona Maria ainda era boa, mas ela estava falando muito num tal missionário que sempre precisava de doação para as obras. Será que está gastando demais? Impossível dormir com tudo isso na cabeça. Hoje em dia, só com o zolpidem que o médico do posto indicou. No começo, um comprimido de 10 mg dava conta. Mas, quando a filha passou a responder um processo criminal por acompanhar o novo namorando num assalto, havia noites que precisava de dois, até três para dormir. Ela alegava que havia usado maconha, que não se lembrava, mas isso não parecia que iria convencer o juiz.

Numa dessas noites de mais preocupação, Carlos perdeu a conta de quantos comprimidos tomou. De manhã, encontrou a esposa, Cláudia, discutindo com a empregada, Tânia, que morava num quarto dos fundos com a filha pequena. Ainda zonzo, demorou a entender que a mulher o estava acusando de abusar da menina durante a noite. A menina, de quatro anos, fizera xixi na cama e acordara chorando. Quando a mãe acordou e foi atrás dela, encontrou-o no banheiro com a garota, tocando suas partes íntimas. Tânia dizia que iria chamar a polícia, mas a esposa afirmava que ele só deveria estar a ajudando a se limpar. Carlos não se lembrava de nada. De repente, se via na mesma situação da filha, alegando não lembrar. Durante a discussão, as duas entraram numa breve altercação física, quando Cláudia empurrou Tânia, que bateu a cabeça sofrendo um corte.

Embora sua esposa o defendesse publicamente, o relacionamento foi fortemente abalado. Cláudia se afastou e se fechou, parecia murchar a cada dia. Carlos a flagrava chorando. Ela não dormia, não conversava com mais ninguém. Deixou de ir à igreja. Mal saía da cama. O médico da família passou um antidepressivo para ela, fluoxetina 20 mg, dizendo que era depressão, e uma semana depois ela tomou todas as cartelas de fluoxetina de uma vez, sendo levada ao pronto-socorro, onde permaneceu internada por dois dias. Tânia deixou o emprego e voltou para sua cidade natal – além de processar os patrões – e Cláudia assumiu os cuidados com a casa, mas não conseguia manter as coisas em ordem, sequer preparava as refeições do neto.

Ao saber da situação toda, o pai de Cauã, neto de Carlos, pediu a guarda do filho. Afirmava que a mãe era doente mental, sem condições de cuidar do menino, e que a criança estava sendo negligenciada. Ele já tinha seis anos, e a mãe tentara algum tempo fazer a cabeça do menino contra o pai, só parando depois que começou a namorar.

Diante do delegado, Carlos pensava em tudo isso. Sobre a sua acusação? Queria lembrar, mas não conseguia. Todo o resto queria esquecer. Mas não poderia.

Numa perícia psiquiátrica no processo trabalhista, o perito deveria

 

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4249262 Ano: 2026
Disciplina: Psiquiatria
Banca: FUVEST
Orgão: HC-FMUSP

Quando era jovem, Carlos nunca tivera problemas para dormir. Mas depois que os cabelos começaram a branquear, por volta dos quarenta anos, tornou-se difícil desligar o cérebro ao se deitar. Pensava na filha, Beatriz, que nos últimos meses andava até alta madrugada no bar onde os traficantes do bairro faziam festa toda noite. Como ela vai cuidar do meu neto desse jeito? O Cauã precisa de um exemplo melhor, pensava. Preocupava-se com a mãe, cada vez mais frágil. Depois que quebrou a perna – o colo do fêmur, disse o médico, nunca mais voltou a andar direito, hoje só com bengala. Pelo menos agora ele estaciona na vaga especial quando a leva no mercado para as compras da semana. Notou que as sacolas estão ficando menores – o que estaria diminuindo, o apetite ou o dinheiro? A cabeça da Dona Maria ainda era boa, mas ela estava falando muito num tal missionário que sempre precisava de doação para as obras. Será que está gastando demais? Impossível dormir com tudo isso na cabeça. Hoje em dia, só com o zolpidem que o médico do posto indicou. No começo, um comprimido de 10 mg dava conta. Mas, quando a filha passou a responder um processo criminal por acompanhar o novo namorando num assalto, havia noites que precisava de dois, até três para dormir. Ela alegava que havia usado maconha, que não se lembrava, mas isso não parecia que iria convencer o juiz.

Numa dessas noites de mais preocupação, Carlos perdeu a conta de quantos comprimidos tomou. De manhã, encontrou a esposa, Cláudia, discutindo com a empregada, Tânia, que morava num quarto dos fundos com a filha pequena. Ainda zonzo, demorou a entender que a mulher o estava acusando de abusar da menina durante a noite. A menina, de quatro anos, fizera xixi na cama e acordara chorando. Quando a mãe acordou e foi atrás dela, encontrou-o no banheiro com a garota, tocando suas partes íntimas. Tânia dizia que iria chamar a polícia, mas a esposa afirmava que ele só deveria estar a ajudando a se limpar. Carlos não se lembrava de nada. De repente, se via na mesma situação da filha, alegando não lembrar. Durante a discussão, as duas entraram numa breve altercação física, quando Cláudia empurrou Tânia, que bateu a cabeça sofrendo um corte.

Embora sua esposa o defendesse publicamente, o relacionamento foi fortemente abalado. Cláudia se afastou e se fechou, parecia murchar a cada dia. Carlos a flagrava chorando. Ela não dormia, não conversava com mais ninguém. Deixou de ir à igreja. Mal saía da cama. O médico da família passou um antidepressivo para ela, fluoxetina 20 mg, dizendo que era depressão, e uma semana depois ela tomou todas as cartelas de fluoxetina de uma vez, sendo levada ao pronto-socorro, onde permaneceu internada por dois dias. Tânia deixou o emprego e voltou para sua cidade natal – além de processar os patrões – e Cláudia assumiu os cuidados com a casa, mas não conseguia manter as coisas em ordem, sequer preparava as refeições do neto.

Ao saber da situação toda, o pai de Cauã, neto de Carlos, pediu a guarda do filho. Afirmava que a mãe era doente mental, sem condições de cuidar do menino, e que a criança estava sendo negligenciada. Ele já tinha seis anos, e a mãe tentara algum tempo fazer a cabeça do menino contra o pai, só parando depois que começou a namorar.

Diante do delegado, Carlos pensava em tudo isso. Sobre a sua acusação? Queria lembrar, mas não conseguia. Todo o resto queria esquecer. Mas não poderia.

Com relação à disputa pela guarda de Cauã, neto de Carlos, na perícia psiquiátrica para verificar a alegação de que Beatriz é doente mental, é papel do perito avaliar

 

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4249259 Ano: 2026
Disciplina: Psiquiatria
Banca: FUVEST
Orgão: HC-FMUSP

Quando era jovem, Carlos nunca tivera problemas para dormir. Mas depois que os cabelos começaram a branquear, por volta dos quarenta anos, tornou-se difícil desligar o cérebro ao se deitar. Pensava na filha, Beatriz, que nos últimos meses andava até alta madrugada no bar onde os traficantes do bairro faziam festa toda noite. Como ela vai cuidar do meu neto desse jeito? O Cauã precisa de um exemplo melhor, pensava. Preocupava-se com a mãe, cada vez mais frágil. Depois que quebrou a perna – o colo do fêmur, disse o médico, nunca mais voltou a andar direito, hoje só com bengala. Pelo menos agora ele estaciona na vaga especial quando a leva no mercado para as compras da semana. Notou que as sacolas estão ficando menores – o que estaria diminuindo, o apetite ou o dinheiro? A cabeça da Dona Maria ainda era boa, mas ela estava falando muito num tal missionário que sempre precisava de doação para as obras. Será que está gastando demais? Impossível dormir com tudo isso na cabeça. Hoje em dia, só com o zolpidem que o médico do posto indicou. No começo, um comprimido de 10 mg dava conta. Mas, quando a filha passou a responder um processo criminal por acompanhar o novo namorando num assalto, havia noites que precisava de dois, até três para dormir. Ela alegava que havia usado maconha, que não se lembrava, mas isso não parecia que iria convencer o juiz.

Numa dessas noites de mais preocupação, Carlos perdeu a conta de quantos comprimidos tomou. De manhã, encontrou a esposa, Cláudia, discutindo com a empregada, Tânia, que morava num quarto dos fundos com a filha pequena. Ainda zonzo, demorou a entender que a mulher o estava acusando de abusar da menina durante a noite. A menina, de quatro anos, fizera xixi na cama e acordara chorando. Quando a mãe acordou e foi atrás dela, encontrou-o no banheiro com a garota, tocando suas partes íntimas. Tânia dizia que iria chamar a polícia, mas a esposa afirmava que ele só deveria estar a ajudando a se limpar. Carlos não se lembrava de nada. De repente, se via na mesma situação da filha, alegando não lembrar. Durante a discussão, as duas entraram numa breve altercação física, quando Cláudia empurrou Tânia, que bateu a cabeça sofrendo um corte.

Embora sua esposa o defendesse publicamente, o relacionamento foi fortemente abalado. Cláudia se afastou e se fechou, parecia murchar a cada dia. Carlos a flagrava chorando. Ela não dormia, não conversava com mais ninguém. Deixou de ir à igreja. Mal saía da cama. O médico da família passou um antidepressivo para ela, fluoxetina 20 mg, dizendo que era depressão, e uma semana depois ela tomou todas as cartelas de fluoxetina de uma vez, sendo levada ao pronto-socorro, onde permaneceu internada por dois dias. Tânia deixou o emprego e voltou para sua cidade natal – além de processar os patrões – e Cláudia assumiu os cuidados com a casa, mas não conseguia manter as coisas em ordem, sequer preparava as refeições do neto.

Ao saber da situação toda, o pai de Cauã, neto de Carlos, pediu a guarda do filho. Afirmava que a mãe era doente mental, sem condições de cuidar do menino, e que a criança estava sendo negligenciada. Ele já tinha seis anos, e a mãe tentara algum tempo fazer a cabeça do menino contra o pai, só parando depois que começou a namorar.

Diante do delegado, Carlos pensava em tudo isso. Sobre a sua acusação? Queria lembrar, mas não conseguia. Todo o resto queria esquecer. Mas não poderia.

Caso Carlos se recusasse a mantê-la internada depois de afastado o risco iminente de morte,

 

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4249252 Ano: 2026
Disciplina: Psiquiatria
Banca: FUVEST
Orgão: HC-FMUSP

Quando era jovem, Carlos nunca tivera problemas para dormir. Mas depois que os cabelos começaram a branquear, por volta dos quarenta anos, tornou-se difícil desligar o cérebro ao se deitar. Pensava na filha, Beatriz, que nos últimos meses andava até alta madrugada no bar onde os traficantes do bairro faziam festa toda noite. Como ela vai cuidar do meu neto desse jeito? O Cauã precisa de um exemplo melhor, pensava. Preocupava-se com a mãe, cada vez mais frágil. Depois que quebrou a perna – o colo do fêmur, disse o médico, nunca mais voltou a andar direito, hoje só com bengala. Pelo menos agora ele estaciona na vaga especial quando a leva no mercado para as compras da semana. Notou que as sacolas estão ficando menores – o que estaria diminuindo, o apetite ou o dinheiro? A cabeça da Dona Maria ainda era boa, mas ela estava falando muito num tal missionário que sempre precisava de doação para as obras. Será que está gastando demais? Impossível dormir com tudo isso na cabeça. Hoje em dia, só com o zolpidem que o médico do posto indicou. No começo, um comprimido de 10 mg dava conta. Mas, quando a filha passou a responder um processo criminal por acompanhar o novo namorando num assalto, havia noites que precisava de dois, até três para dormir. Ela alegava que havia usado maconha, que não se lembrava, mas isso não parecia que iria convencer o juiz.

Numa dessas noites de mais preocupação, Carlos perdeu a conta de quantos comprimidos tomou. De manhã, encontrou a esposa, Cláudia, discutindo com a empregada, Tânia, que morava num quarto dos fundos com a filha pequena. Ainda zonzo, demorou a entender que a mulher o estava acusando de abusar da menina durante a noite. A menina, de quatro anos, fizera xixi na cama e acordara chorando. Quando a mãe acordou e foi atrás dela, encontrou-o no banheiro com a garota, tocando suas partes íntimas. Tânia dizia que iria chamar a polícia, mas a esposa afirmava que ele só deveria estar a ajudando a se limpar. Carlos não se lembrava de nada. De repente, se via na mesma situação da filha, alegando não lembrar. Durante a discussão, as duas entraram numa breve altercação física, quando Cláudia empurrou Tânia, que bateu a cabeça sofrendo um corte.

Embora sua esposa o defendesse publicamente, o relacionamento foi fortemente abalado. Cláudia se afastou e se fechou, parecia murchar a cada dia. Carlos a flagrava chorando. Ela não dormia, não conversava com mais ninguém. Deixou de ir à igreja. Mal saía da cama. O médico da família passou um antidepressivo para ela, fluoxetina 20 mg, dizendo que era depressão, e uma semana depois ela tomou todas as cartelas de fluoxetina de uma vez, sendo levada ao pronto-socorro, onde permaneceu internada por dois dias. Tânia deixou o emprego e voltou para sua cidade natal – além de processar os patrões – e Cláudia assumiu os cuidados com a casa, mas não conseguia manter as coisas em ordem, sequer preparava as refeições do neto.

Ao saber da situação toda, o pai de Cauã, neto de Carlos, pediu a guarda do filho. Afirmava que a mãe era doente mental, sem condições de cuidar do menino, e que a criança estava sendo negligenciada. Ele já tinha seis anos, e a mãe tentara algum tempo fazer a cabeça do menino contra o pai, só parando depois que começou a namorar.

Diante do delegado, Carlos pensava em tudo isso. Sobre a sua acusação? Queria lembrar, mas não conseguia. Todo o resto queria esquecer. Mas não poderia.

Com relação à simulação de amnésia, durante a perícia psiquiátrica, assinale a alternativa correta.

 

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4249250 Ano: 2026
Disciplina: Psiquiatria
Banca: FUVEST
Orgão: HC-FMUSP
Gabriela, 10 anos de idade, foi encaminhada para avaliação psiquiátrica por dificuldades persistentes no desempenho escolar, linguagem pobre, e dificuldades com habilidades adaptativas, especialmente relacionadas à comunicação e autonomia. Foi avaliada por neuropsicólogo, que identificou QI total de 65 em escala padronizada para a população brasileira. A família relata atrasos em alguns marcos do desenvolvimento. Nega agravos perinatais significativos. Com base nos critérios diagnósticos do DSM-5, assinale a alternativa correta.
 

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