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Leia o texto abaixo para responder à questão.
A verdade e o sábio (conto popular)
Uma história antiga conta que enquanto escapava de um grupo de ladrões cruéis, um viajante encontrou um sábio
sentado sob uma árvore. Desesperado, ele se aproximou do sábio e implorou:
— Estou em grande perigo, esses homens querem me machucar. Por favor, ajude-me!
O sábio, sempre tranquilo, aconselhou:
— Continue correndo pela trilha, e não olhe para trás.
Assim que o viajante retomou a sua fuga, o sábio mudou a sua posição, sentando-se sob uma árvore diferente, com
vista para outra direção. Quando os salteadores se aproximaram, cientes da honestidade do sábio, descreveram o viajante e
perguntaram se ele o tinha visto.
O sábio repetiu por um instante e respondeu:
— Pela verdade que carrego em meu coração: desde que estou sentado sob esta árvore, nenhum homem passou
por mim.
Os salteadores, confiando na palavra do sábio, optaram por buscar em outra direção, e o viajante conseguiu escapar ileso.
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O emprego correto da acentuação gráfica segue
regras claras e sistemáticas da ortografia portuguesa, como a
acentuação de oxítonas terminadas em 'a', 'e', 'o' seguidas ou
não de 's', ditongos abertos e hiatos. Palavras como 'público',
'caráter' e 'também' são acentuadas por serem, respectivamente,
proparoxítona, paroxítona terminada em 'r' e oxítona terminada
em 'em'. A alteração de uma única letra, como em 'área' para
'áuria' (paroxítona terminada em ditongo), não interfere
necessariamente na regra de acentuação aplicável, desde que a
classificação quanto à tonicidade e terminação permaneça
inalterada.
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O conceito de gênero textual, ao reconhecer que os
textos se organizam de acordo com as situações comunicativas
e os propósitos a que se destinam, é fundamental para o ensino
de língua portuguesa. A abordagem de gêneros textuais orais e
escritos em sala de aula permite aos alunos compreender as
particularidades de cada um, como a entrevista, o debate ou o
e-mail, e desenvolver as competências necessárias para
produzi-los e interpretá-los de forma eficaz, sem que haja, no
entanto, a necessidade de se diferenciar as estratégias de ensino
para cada modalidade, visto que as habilidades linguísticas são
universalmente aplicáveis a todos os gêneros.
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Situação hipotética: Durante a leitura de um conto,
um aluno questiona o significado de certas palavras em desuso.
Assertiva: A compreensão do vocabulário arcaico, embora
possa parecer um entrave à fluidez da leitura, é fundamental
para o aprofundamento do repertório lexical e para a construção
de sentidos mais amplos do texto, especialmente em obras
literárias. A pesquisa do significado de palavras desconhecidas
e a contextualização de sua utilização no período em que a obra
foi escrita são estratégias que devem ser incentivadas pelo
professor, mesmo que demandem maior tempo e interrompam
o fluxo da leitura oral em sala de aula.
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O emprego dos tempos e modos verbais é crucial
para a construção do sentido de um texto, permitindo ao
enunciador situar os eventos no tempo e expressar sua atitude
em relação a eles. Em "Se ele viesse, eu o ajudaria", o pretérito
imperfeito do subjuntivo ('viesse') e o futuro do pretérito do
indicativo ('ajudaria') indicam uma hipótese e sua
consequência, respectivamente, enquanto que em "Quando ele
vier, eu o ajudarei", a mesma ideia é expressa com um tom de
maior certeza, embora o segundo caso se refira a um evento
futuro e o primeiro a uma condição irrealizada no passado, o
que torna a substituição entre eles semanticamente inviável sem
alteração da modalidade.
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Situação hipotética: Em uma aula de produção
textual, um professor propõe a escrita de um artigo de opinião
sobre um tema polêmico, orientando os alunos a utilizarem
argumentos fortes e bem fundamentados. Assertiva: A ênfase
na argumentação e na defesa de um ponto de vista específico
coaduna-se plenamente com a perspectiva da língua como
interação, pois a produção de um artigo de opinião não apenas
exige o domínio dos recursos linguísticos para persuadir o
interlocutor, mas também a capacidade de dialogar com
diferentes ideias e refutar contra-argumentos, promovendo o
desenvolvimento do senso crítico e ético dos estudantes.
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A coesão textual, que se manifesta por meio de
mecanismos gramaticais e lexicais, e a coerência, relacionada à
inteligibilidade e à plausibilidade semântica do texto, são
interdependentes. A ausência de coesão, exemplificada pelo
uso inadequado de pronomes ou conectivos, invariavelmente
leva à quebra da coerência, tornando o texto ininteligível.
Entretanto, um texto pode apresentar perfeita coesão gramatical
e ainda assim ser incoerente, se a lógica argumentativa ou a
progressão temática for comprometida, o que demonstra a
primazia da coerência sobre a coesão na construção do sentido
textual.
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A formação de palavras por derivação prefixal e
sufixal (parassíntese), como em 'empobrecer' ('en-' + 'pobre' +
'-ecer'), difere da combinação simples de um prefixo e um
sufixo a um radical, pois na parassíntese a supressão de um dos
afixos resultaria em uma palavra inexistente na língua
portuguesa. Tal distinção é crucial para a análise morfológica e
para o entendimento do processo de lexicalização, não se
aplicando a verbos formados por prefixação e sufixação que
são encontrados sem um dos afixos, como 'desligar' que existe
sem o prefixo ('ligar').
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A flexão das classes de palavras está diretamente
ligada à concordância nominal e verbal, uma vez que a
adequação morfológica entre os termos da oração garante a
coesão gramatical. A frase "Havia muitos problemas que
precisavam ser resolvidos" está gramaticalmente correta, pois o
verbo 'haver' no sentido de 'existir' é impessoal e portanto
invariável, enquanto o verbo 'precisar' concorda com o sujeito
'problemas', ratificando que a impessoalidade de um verbo não
se estende aos verbos que a ele se ligam em locução verbal,
salvo raras exceções já consolidadas na norma culta.
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A regência verbal e nominal, ao estabelecer a
dependência sintática entre um termo regente e seu termo
regido (complemento ou adjunto), é fundamental para a clareza
e precisão da comunicação. Em "Aspiro a uma vaga no
concurso", o verbo 'aspirar' é transitivo indireto com o sentido
de 'desejar', exigindo a preposição 'a'. No entanto, se o mesmo
verbo fosse utilizado no sentido de 'respirar', como em "Aspiro
o ar fresco", ele seria transitivo direto, dispensando a
preposição, o que demonstra a intrínseca relação entre a
semântica do verbo e sua predicação.
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