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Texto para as questões de 1 a 9
1 O envelhecimento é comumente acompanhado pelo declínio de diversas funções, inclusive a audição. Estima-se que, em 2050, a
4 perda auditiva incapacitante esteja presente em 10% da população. Em decorrência da perda auditiva, diversos prejuízos podem ocorrer, como
7 limitações na comunicação, na vida profissional e na interação social, assim como prejuízos para a cognição, o que afeta a qualidade de vida. Um
10 estudo publicado na revista Lancet em 2024 estimou que 7% dos casos de demência poderiam ter sido evitados caso a perda auditiva fosse
13 eliminada como fator de risco.
Um trabalho científico que faz parte do Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto avaliou
16 805 pessoas por oito anos. Inicialmente, os participantes tinham de 35 a 74 anos. Durante o período, a cada três ou quatro anos, os indivíduos
19 passaram por diversos exames, inclusive audiometria e avaliação da função cognitiva. Os resultados mostraram que, entre os indivíduos
22 avaliados, com média de idade de 51 anos na última avaliação, 7,7% apresentavam perda auditiva. Durante o seguimento de oito anos, verificou-se
25 que a perda auditiva esteve associada a um declínio cognitivo global mais rápido, o que reforça a necessidade de ações de prevenção e
28 enfrentamento da perda auditiva em adultos e idosos.
A perda auditiva pode ser causada por
31 diversos fatores, como a exposição ao ruído e o uso de medicamentos ototóxicos, bem como pode ser potencializada pela presença de doenças crônicas.
34 A relação entre a perda auditiva e o declínio cognitivo ainda não é totalmente compreendida. Entre as possíveis hipóteses, acredita-se que a
37 diminuição da entrada auditiva pode diminuir as informações para o cérebro, sobrecarregando outras áreas.
Alessandra Giannella Samelli. Revista Superinteressante. 20 out 2025. Internet:<https://super.abril.com.br> (com adaptações).
De acordo com o texto, a exposição ao ruído é
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Texto para as questões de 1 a 9
1 O envelhecimento é comumente acompanhado pelo declínio de diversas funções, inclusive a audição. Estima-se que, em 2050, a
4 perda auditiva incapacitante esteja presente em 10% da população. Em decorrência da perda auditiva, diversos prejuízos podem ocorrer, como
7 limitações na comunicação, na vida profissional e na interação social, assim como prejuízos para a cognição, o que afeta a qualidade de vida. Um
10 estudo publicado na revista Lancet em 2024 estimou que 7% dos casos de demência poderiam ter sido evitados caso a perda auditiva fosse
13 eliminada como fator de risco.
Um trabalho científico que faz parte do Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto avaliou
16 805 pessoas por oito anos. Inicialmente, os participantes tinham de 35 a 74 anos. Durante o período, a cada três ou quatro anos, os indivíduos
19 passaram por diversos exames, inclusive audiometria e avaliação da função cognitiva. Os resultados mostraram que, entre os indivíduos
22 avaliados, com média de idade de 51 anos na última avaliação, 7,7% apresentavam perda auditiva. Durante o seguimento de oito anos, verificou-se
25 que a perda auditiva esteve associada a um declínio cognitivo global mais rápido, o que reforça a necessidade de ações de prevenção e
28 enfrentamento da perda auditiva em adultos e idosos.
A perda auditiva pode ser causada por
31 diversos fatores, como a exposição ao ruído e o uso de medicamentos ototóxicos, bem como pode ser potencializada pela presença de doenças crônicas.
34 A relação entre a perda auditiva e o declínio cognitivo ainda não é totalmente compreendida. Entre as possíveis hipóteses, acredita-se que a
37 diminuição da entrada auditiva pode diminuir as informações para o cérebro, sobrecarregando outras áreas.
Alessandra Giannella Samelli. Revista Superinteressante. 20 out 2025. Internet:<https://super.abril.com.br> (com adaptações).
O objetivo central do texto é
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Texto para as questões de 1 a 9.
1 O sotaque tem diferenciações infinitesimais e
cada pessoa pode ser conhecida pela voz. Quem diz
isto é o sábio João Ribeiro, uma autoridade em
4 matéria de língua nacional e de estudos linguísticos.
Sabemos todos que um sotaque pode identificar a
origem de quem fala. A maneira de falar, por sua vez,
7 fala com eloquência de quem fala. A voz é, de fato,
reveladora de uma personalidade.
Hoje se acredita que pela voz se pode fazer o
10 diagnóstico de um paciente. Não apenas de males
emocionais, ou psicológicos, porque até aí nem é
preciso conhecimento especializado. A uma simples
13 palavra, mesmo ao telefone, pode-se ter notícia do
estado de espírito de quem fala. Se é, por exemplo, de
depressão, ou de euforia. Mas até doenças orgânicas,
16 psicossomáticas, se diagnosticam pela voz.
Deixando este plano pessoal e passando ao
interesse nacional, seria o caso de perguntar qual é, ou
19 deve ser, a fala padrão do brasileiro. É certo que temos
numerosos falares, ou sotaques, se quiserem, dentro
da mesma língua nacional. Mário de Andrade, que
22 tocou em tudo, já em 1936 reunia em São Paulo um
Congresso Nacional de Língua Cantada.
Em 1956, 20 anos depois, realizou-se na Bahia
25 um encontro para estudar a língua falada no teatro.
Tratava-se de indagar como conseguir a ilusão da
realidade dentro da assimetria de pronúncias
28 regionais, como disse Antônio Houaiss. Até onde é
possível representar Shakespeare de modo que não se
veja por trás de um Otelo um cearense, de uma
31 Desdêmona uma gaúcha, de uma Julieta uma
paulista.
Com tantos sotaques e tantos cacoetes
34 regionais, é curioso que nada se tenha feito até hoje
na linha dos congressos de São Paulo e da Bahia, em
1936 e em 1956, para servir aos que têm na palavra o
37 seu instrumento profissional. Uma iniciativa assim
caberia dentro do programa de comemoração dos 70
anos da Semana de Arte Moderna, a partir da qual, por
40 tantos meios e modos, se procurou redescobrir o
Brasil. Nada é mais típico da brasilidade, da nossa
identidade, do que a língua que falamos.
Otto Lara Resende. Qual é a fala padrão do brasileiro,
agora? In: Folha de S.Paulo. 6 set. 1992. Internet:
<https://cronicabrasileira.org.br/> (com adaptações).
Seriam mantidos os sentidos e a correção gramatical do último parágrafo do texto caso fosse realizada a
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Texto para as questões de 1 a 9.
1 O sotaque tem diferenciações infinitesimais e
cada pessoa pode ser conhecida pela voz. Quem diz
isto é o sábio João Ribeiro, uma autoridade em
4 matéria de língua nacional e de estudos linguísticos.
Sabemos todos que um sotaque pode identificar a
origem de quem fala. A maneira de falar, por sua vez,
7 fala com eloquência de quem fala. A voz é, de fato,
reveladora de uma personalidade.
Hoje se acredita que pela voz se pode fazer o
10 diagnóstico de um paciente. Não apenas de males
emocionais, ou psicológicos, porque até aí nem é
preciso conhecimento especializado. A uma simples
13 palavra, mesmo ao telefone, pode-se ter notícia do
estado de espírito de quem fala. Se é, por exemplo, de
depressão, ou de euforia. Mas até doenças orgânicas,
16 psicossomáticas, se diagnosticam pela voz.
Deixando este plano pessoal e passando ao
interesse nacional, seria o caso de perguntar qual é, ou
19 deve ser, a fala padrão do brasileiro. É certo que temos
numerosos falares, ou sotaques, se quiserem, dentro
da mesma língua nacional. Mário de Andrade, que
22 tocou em tudo, já em 1936 reunia em São Paulo um
Congresso Nacional de Língua Cantada.
Em 1956, 20 anos depois, realizou-se na Bahia
25 um encontro para estudar a língua falada no teatro.
Tratava-se de indagar como conseguir a ilusão da
realidade dentro da assimetria de pronúncias
28 regionais, como disse Antônio Houaiss. Até onde é
possível representar Shakespeare de modo que não se
veja por trás de um Otelo um cearense, de uma
31 Desdêmona uma gaúcha, de uma Julieta uma
paulista.
Com tantos sotaques e tantos cacoetes
34 regionais, é curioso que nada se tenha feito até hoje
na linha dos congressos de São Paulo e da Bahia, em
1936 e em 1956, para servir aos que têm na palavra o
37 seu instrumento profissional. Uma iniciativa assim
caberia dentro do programa de comemoração dos 70
anos da Semana de Arte Moderna, a partir da qual, por
40 tantos meios e modos, se procurou redescobrir o
Brasil. Nada é mais típico da brasilidade, da nossa
identidade, do que a língua que falamos.
Otto Lara Resende. Qual é a fala padrão do brasileiro,
agora? In: Folha de S.Paulo. 6 set. 1992. Internet:
<https://cronicabrasileira.org.br/> (com adaptações).
De acordo com o texto, o encontro realizado na Bahia em 1956 buscava
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Texto para as questões de 1 a 9.
1 O sotaque tem diferenciações infinitesimais e
cada pessoa pode ser conhecida pela voz. Quem diz
isto é o sábio João Ribeiro, uma autoridade em
4 matéria de língua nacional e de estudos linguísticos.
Sabemos todos que um sotaque pode identificar a
origem de quem fala. A maneira de falar, por sua vez,
7 fala com eloquência de quem fala. A voz é, de fato,
reveladora de uma personalidade.
Hoje se acredita que pela voz se pode fazer o
10 diagnóstico de um paciente. Não apenas de males
emocionais, ou psicológicos, porque até aí nem é
preciso conhecimento especializado. A uma simples
13 palavra, mesmo ao telefone, pode-se ter notícia do
estado de espírito de quem fala. Se é, por exemplo, de
depressão, ou de euforia. Mas até doenças orgânicas,
16 psicossomáticas, se diagnosticam pela voz.
Deixando este plano pessoal e passando ao
interesse nacional, seria o caso de perguntar qual é, ou
19 deve ser, a fala padrão do brasileiro. É certo que temos
numerosos falares, ou sotaques, se quiserem, dentro
da mesma língua nacional. Mário de Andrade, que
22 tocou em tudo, já em 1936 reunia em São Paulo um
Congresso Nacional de Língua Cantada.
Em 1956, 20 anos depois, realizou-se na Bahia
25 um encontro para estudar a língua falada no teatro.
Tratava-se de indagar como conseguir a ilusão da
realidade dentro da assimetria de pronúncias
28 regionais, como disse Antônio Houaiss. Até onde é
possível representar Shakespeare de modo que não se
veja por trás de um Otelo um cearense, de uma
31 Desdêmona uma gaúcha, de uma Julieta uma
paulista.
Com tantos sotaques e tantos cacoetes
34 regionais, é curioso que nada se tenha feito até hoje
na linha dos congressos de São Paulo e da Bahia, em
1936 e em 1956, para servir aos que têm na palavra o
37 seu instrumento profissional. Uma iniciativa assim
caberia dentro do programa de comemoração dos 70
anos da Semana de Arte Moderna, a partir da qual, por
40 tantos meios e modos, se procurou redescobrir o
Brasil. Nada é mais típico da brasilidade, da nossa
identidade, do que a língua que falamos.
Otto Lara Resende. Qual é a fala padrão do brasileiro,
agora? In: Folha de S.Paulo. 6 set. 1992. Internet:
<https://cronicabrasileira.org.br/> (com adaptações).
De acordo com o texto, no plano pessoal, a voz de um indivíduo
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O truque mental que promete ajudar a dormir melhor e o que a ciência diz sobre isso
Por Rachel Hosie
- De padrões de respiração até contar números para trás, já tentei inúmeros truques para
- dormir. Mas nenhum fez diferença, até que aprendi o embaralhamento cognitivo. ___ anos, a
- técnica consiste em pensar em uma palavra aleatória e emocionalmente neutra. “Bolo”, por
- exemplo. Você, então, pega a primeira letra da palavra, neste caso “B”, e pensa em quantos
- termos você puder começando com a mesma letra: “brinquedo”, “bota”, “batata”... e visualiza
- cada um deles, sucessivamente. Quando não conseguir pensar em mais nenhuma palavra
- começando com “B”, você prossegue para a segunda letra, “O”. E raramente chego acordada
- ___ terceira.
- Há vídeos recomendando o embaralhamento cognitivo que já foram postados nas redes
- sociais nos últimos anos. O embaralhamento cognitivo, ou “formação de imagens diversas em
- série”, foi desenvolvido há mais de 15 anos pelo professor Luc P. Beaudoin, da Universidade
- Simon Fraser, no Canadá.
- Beaudoin afirma ter desenvolvido o conceito de formação de imagens diversas em série
- (concentrando o cérebro em uma série de imagens neutras e aleatórias) por meio de “um longo
- processo de adivinhação dos mecanismos subjacentes ao início do sono”, ao lado de “tentativa
- e erro comigo próprio”. O embaralhamento cognitivo funciona porque desvia sua atenção dos
- pensamentos que interferem com o adormecer, segundo a psicóloga Eleni Kavaliotis,
- pesquisadora do sono da Universidade Monash, na Austrália, “ao fazê-lo, ele tenta imitar os
- padrões de pensamentos difusos, desconectados e aleatórios que o cérebro começa
- naturalmente a gerar quando adormecemos”. Desta forma, o embaralhamento cognitivo é
- projetado para reproduzir um processo natural denominado composição hipnagógica. Ela ocorre
- nos limites entre a vigília e o sono.
- Beaudoin explica: “a teoria é que, durante o embaralhamento cognitivo, o cérebro se
- encontra, em certos aspectos relevantes (mas nem todos), como no início do sono normal”.
- Beaudoin espera que a popularidade do embaralhamento cognitivo na internet signifique que a
- técnica está ajudando as pessoas. Ele gostaria de ver estudos comparando seu funcionamento
- entre ___ pessoas que enfrentam problemas ocasionais para dormir (o que ele chama de insônia
- não clínica) e pessoas que sofrem de insônia clínica. A insônia clínica crônica requer mais do que
- apenas jogos de palavras. Mas, para mim, o embaralhamento cognitivo foi revolucionário.
(Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cly69134nz3o – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, o motivo do uso do acento agudo na palavra “Canadá” e uma palavra acentuada pelo mesmo motivo.
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O truque mental que promete ajudar a dormir melhor e o que a ciência diz sobre isso
Por Rachel Hosie
- De padrões de respiração até contar números para trás, já tentei inúmeros truques para
- dormir. Mas nenhum fez diferença, até que aprendi o embaralhamento cognitivo. ___ anos, a
- técnica consiste em pensar em uma palavra aleatória e emocionalmente neutra. “Bolo”, por
- exemplo. Você, então, pega a primeira letra da palavra, neste caso “B”, e pensa em quantos
- termos você puder começando com a mesma letra: “brinquedo”, “bota”, “batata”... e visualiza
- cada um deles, sucessivamente. Quando não conseguir pensar em mais nenhuma palavra
- começando com “B”, você prossegue para a segunda letra, “O”. E raramente chego acordada
- ___ terceira.
- Há vídeos recomendando o embaralhamento cognitivo que já foram postados nas redes
- sociais nos últimos anos. O embaralhamento cognitivo, ou “formação de imagens diversas em
- série”, foi desenvolvido há mais de 15 anos pelo professor Luc P. Beaudoin, da Universidade
- Simon Fraser, no Canadá.
- Beaudoin afirma ter desenvolvido o conceito de formação de imagens diversas em série
- (concentrando o cérebro em uma série de imagens neutras e aleatórias) por meio de “um longo
- processo de adivinhação dos mecanismos subjacentes ao início do sono”, ao lado de “tentativa
- e erro comigo próprio”. O embaralhamento cognitivo funciona porque desvia sua atenção dos
- pensamentos que interferem com o adormecer, segundo a psicóloga Eleni Kavaliotis,
- pesquisadora do sono da Universidade Monash, na Austrália, “ao fazê-lo, ele tenta imitar os
- padrões de pensamentos difusos, desconectados e aleatórios que o cérebro começa
- naturalmente a gerar quando adormecemos”. Desta forma, o embaralhamento cognitivo é
- projetado para reproduzir um processo natural denominado composição hipnagógica. Ela ocorre
- nos limites entre a vigília e o sono.
- Beaudoin explica: “a teoria é que, durante o embaralhamento cognitivo, o cérebro se
- encontra, em certos aspectos relevantes (mas nem todos), como no início do sono normal”.
- Beaudoin espera que a popularidade do embaralhamento cognitivo na internet signifique que a
- técnica está ajudando as pessoas. Ele gostaria de ver estudos comparando seu funcionamento
- entre ___ pessoas que enfrentam problemas ocasionais para dormir (o que ele chama de insônia
- não clínica) e pessoas que sofrem de insônia clínica. A insônia clínica crônica requer mais do que
- apenas jogos de palavras. Mas, para mim, o embaralhamento cognitivo foi revolucionário.
(Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cly69134nz3o – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o contexto em que ocorre no trecho abaixo, retirado do texto, a palavra “clínica” é classificada gramaticalmente como:
“A insônia clínica crônica requer mais do que apenas jogos de palavras”.
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O truque mental que promete ajudar a dormir melhor e o que a ciência diz sobre isso
Por Rachel Hosie
- De padrões de respiração até contar números para trás, já tentei inúmeros truques para
- dormir. Mas nenhum fez diferença, até que aprendi o embaralhamento cognitivo. ___ anos, a
- técnica consiste em pensar em uma palavra aleatória e emocionalmente neutra. “Bolo”, por
- exemplo. Você, então, pega a primeira letra da palavra, neste caso “B”, e pensa em quantos
- termos você puder começando com a mesma letra: “brinquedo”, “bota”, “batata”... e visualiza
- cada um deles, sucessivamente. Quando não conseguir pensar em mais nenhuma palavra
- começando com “B”, você prossegue para a segunda letra, “O”. E raramente chego acordada
- ___ terceira.
- Há vídeos recomendando o embaralhamento cognitivo que já foram postados nas redes
- sociais nos últimos anos. O embaralhamento cognitivo, ou “formação de imagens diversas em
- série”, foi desenvolvido há mais de 15 anos pelo professor Luc P. Beaudoin, da Universidade
- Simon Fraser, no Canadá.
- Beaudoin afirma ter desenvolvido o conceito de formação de imagens diversas em série
- (concentrando o cérebro em uma série de imagens neutras e aleatórias) por meio de “um longo
- processo de adivinhação dos mecanismos subjacentes ao início do sono”, ao lado de “tentativa
- e erro comigo próprio”. O embaralhamento cognitivo funciona porque desvia sua atenção dos
- pensamentos que interferem com o adormecer, segundo a psicóloga Eleni Kavaliotis,
- pesquisadora do sono da Universidade Monash, na Austrália, “ao fazê-lo, ele tenta imitar os
- padrões de pensamentos difusos, desconectados e aleatórios que o cérebro começa
- naturalmente a gerar quando adormecemos”. Desta forma, o embaralhamento cognitivo é
- projetado para reproduzir um processo natural denominado composição hipnagógica. Ela ocorre
- nos limites entre a vigília e o sono.
- Beaudoin explica: “a teoria é que, durante o embaralhamento cognitivo, o cérebro se
- encontra, em certos aspectos relevantes (mas nem todos), como no início do sono normal”.
- Beaudoin espera que a popularidade do embaralhamento cognitivo na internet signifique que a
- técnica está ajudando as pessoas. Ele gostaria de ver estudos comparando seu funcionamento
- entre ___ pessoas que enfrentam problemas ocasionais para dormir (o que ele chama de insônia
- não clínica) e pessoas que sofrem de insônia clínica. A insônia clínica crônica requer mais do que
- apenas jogos de palavras. Mas, para mim, o embaralhamento cognitivo foi revolucionário.
(Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cly69134nz3o – texto adaptado especialmente para esta prova).
No trecho retirado do texto “De padrões de respiração até contar números para trás, já tentei inúmeros truques para dormir. Mas nenhum fez diferença, até que aprendi o embaralhamento cognitivo”, o vocábulo “nenhum” está retomando:
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O truque mental que promete ajudar a dormir melhor e o que a ciência diz sobre isso
Por Rachel Hosie
- De padrões de respiração até contar números para trás, já tentei inúmeros truques para
- dormir. Mas nenhum fez diferença, até que aprendi o embaralhamento cognitivo. ___ anos, a
- técnica consiste em pensar em uma palavra aleatória e emocionalmente neutra. “Bolo”, por
- exemplo. Você, então, pega a primeira letra da palavra, neste caso “B”, e pensa em quantos
- termos você puder começando com a mesma letra: “brinquedo”, “bota”, “batata”... e visualiza
- cada um deles, sucessivamente. Quando não conseguir pensar em mais nenhuma palavra
- começando com “B”, você prossegue para a segunda letra, “O”. E raramente chego acordada
- ___ terceira.
- Há vídeos recomendando o embaralhamento cognitivo que já foram postados nas redes
- sociais nos últimos anos. O embaralhamento cognitivo, ou “formação de imagens diversas em
- série”, foi desenvolvido há mais de 15 anos pelo professor Luc P. Beaudoin, da Universidade
- Simon Fraser, no Canadá.
- Beaudoin afirma ter desenvolvido o conceito de formação de imagens diversas em série
- (concentrando o cérebro em uma série de imagens neutras e aleatórias) por meio de “um longo
- processo de adivinhação dos mecanismos subjacentes ao início do sono”, ao lado de “tentativa
- e erro comigo próprio”. O embaralhamento cognitivo funciona porque desvia sua atenção dos
- pensamentos que interferem com o adormecer, segundo a psicóloga Eleni Kavaliotis,
- pesquisadora do sono da Universidade Monash, na Austrália, “ao fazê-lo, ele tenta imitar os
- padrões de pensamentos difusos, desconectados e aleatórios que o cérebro começa
- naturalmente a gerar quando adormecemos”. Desta forma, o embaralhamento cognitivo é
- projetado para reproduzir um processo natural denominado composição hipnagógica. Ela ocorre
- nos limites entre a vigília e o sono.
- Beaudoin explica: “a teoria é que, durante o embaralhamento cognitivo, o cérebro se
- encontra, em certos aspectos relevantes (mas nem todos), como no início do sono normal”.
- Beaudoin espera que a popularidade do embaralhamento cognitivo na internet signifique que a
- técnica está ajudando as pessoas. Ele gostaria de ver estudos comparando seu funcionamento
- entre ___ pessoas que enfrentam problemas ocasionais para dormir (o que ele chama de insônia
- não clínica) e pessoas que sofrem de insônia clínica. A insônia clínica crônica requer mais do que
- apenas jogos de palavras. Mas, para mim, o embaralhamento cognitivo foi revolucionário.
(Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cly69134nz3o – texto adaptado especialmente para esta prova).
No trecho retirado do texto “pensa em quantos termos você puder começando com a mesma letra: ‘brinquedo’, ‘bota’, ‘batata’...” o emprego das reticências tem qual função, no contexto em que ocorre?
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O truque mental que promete ajudar a dormir melhor e o que a ciência diz sobre isso
Por Rachel Hosie
- De padrões de respiração até contar números para trás, já tentei inúmeros truques para
- dormir. Mas nenhum fez diferença, até que aprendi o embaralhamento cognitivo. ___ anos, a
- técnica consiste em pensar em uma palavra aleatória e emocionalmente neutra. “Bolo”, por
- exemplo. Você, então, pega a primeira letra da palavra, neste caso “B”, e pensa em quantos
- termos você puder começando com a mesma letra: “brinquedo”, “bota”, “batata”... e visualiza
- cada um deles, sucessivamente. Quando não conseguir pensar em mais nenhuma palavra
- começando com “B”, você prossegue para a segunda letra, “O”. E raramente chego acordada
- ___ terceira.
- Há vídeos recomendando o embaralhamento cognitivo que já foram postados nas redes
- sociais nos últimos anos. O embaralhamento cognitivo, ou “formação de imagens diversas em
- série”, foi desenvolvido há mais de 15 anos pelo professor Luc P. Beaudoin, da Universidade
- Simon Fraser, no Canadá.
- Beaudoin afirma ter desenvolvido o conceito de formação de imagens diversas em série
- (concentrando o cérebro em uma série de imagens neutras e aleatórias) por meio de “um longo
- processo de adivinhação dos mecanismos subjacentes ao início do sono”, ao lado de “tentativa
- e erro comigo próprio”. O embaralhamento cognitivo funciona porque desvia sua atenção dos
- pensamentos que interferem com o adormecer, segundo a psicóloga Eleni Kavaliotis,
- pesquisadora do sono da Universidade Monash, na Austrália, “ao fazê-lo, ele tenta imitar os
- padrões de pensamentos difusos, desconectados e aleatórios que o cérebro começa
- naturalmente a gerar quando adormecemos”. Desta forma, o embaralhamento cognitivo é
- projetado para reproduzir um processo natural denominado composição hipnagógica. Ela ocorre
- nos limites entre a vigília e o sono.
- Beaudoin explica: “a teoria é que, durante o embaralhamento cognitivo, o cérebro se
- encontra, em certos aspectos relevantes (mas nem todos), como no início do sono normal”.
- Beaudoin espera que a popularidade do embaralhamento cognitivo na internet signifique que a
- técnica está ajudando as pessoas. Ele gostaria de ver estudos comparando seu funcionamento
- entre ___ pessoas que enfrentam problemas ocasionais para dormir (o que ele chama de insônia
- não clínica) e pessoas que sofrem de insônia clínica. A insônia clínica crônica requer mais do que
- apenas jogos de palavras. Mas, para mim, o embaralhamento cognitivo foi revolucionário.
(Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cly69134nz3o – texto adaptado especialmente para esta prova).
No trecho retirado do texto “formação de imagens diversas em série”, qual é a principal função das aspas duplas no contexto do segundo parágrafo, onde o excerto se encontra?
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