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Leia o texto a seguir.
[...] nenhuma criança nasce preconceituosa. Ela aprende a sêlo. Todos nós cumprimos uma longa trajetória de socialização que se inicia na família, vizinhança, escola, igreja, círculo de amizades e se prolonga até a inserção em instituições enquanto profissionais ou atuando em comunidades e movimentos sociais e políticos. Sendo assim, podemos considerar que os primeiros julgamentos raciais apresentados pelas crianças são frutos do seu contato com o mundo adulto.
GOMES, N. L. et al. Alguns termos e conceitos presentes no debate sobre relações raciais no Brasil: uma breve discussão. In: Secretaria de Educação Continuada (org.). Educação anti-racista: caminhos abertos pela Lei Federal nº 10.639/03. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade, 2005. (Coleção Educação para todos).
Segundo o autor do texto, o preconceito é algo que
[...] nenhuma criança nasce preconceituosa. Ela aprende a sêlo. Todos nós cumprimos uma longa trajetória de socialização que se inicia na família, vizinhança, escola, igreja, círculo de amizades e se prolonga até a inserção em instituições enquanto profissionais ou atuando em comunidades e movimentos sociais e políticos. Sendo assim, podemos considerar que os primeiros julgamentos raciais apresentados pelas crianças são frutos do seu contato com o mundo adulto.
GOMES, N. L. et al. Alguns termos e conceitos presentes no debate sobre relações raciais no Brasil: uma breve discussão. In: Secretaria de Educação Continuada (org.). Educação anti-racista: caminhos abertos pela Lei Federal nº 10.639/03. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade, 2005. (Coleção Educação para todos).
Segundo o autor do texto, o preconceito é algo que
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Leia o texto a seguir.
Quem fala
Está de malas prontas?
Aproveite bastante
Leia jornais; não ouça rádio de jeito nenhum
Tudo de bom
Não volte nunca
ALVIM, Francisco. Quem fala. In: HOLLANDA, Heloísa Buarque. 26 poetas hoje. 6. ed. Rio de Janeiro: Aeroplano, 2007. p.18.
O verso “Leia jornais; não ouça rádio de jeito nenhum” apresenta dois enunciados justapostos. Considerando o encadeamento sintático dessa construção, a relação estabelecida entre “Leia jornais” e “não ouça rádio de jeito nenhum”
Quem fala
Está de malas prontas?
Aproveite bastante
Leia jornais; não ouça rádio de jeito nenhum
Tudo de bom
Não volte nunca
ALVIM, Francisco. Quem fala. In: HOLLANDA, Heloísa Buarque. 26 poetas hoje. 6. ed. Rio de Janeiro: Aeroplano, 2007. p.18.
O verso “Leia jornais; não ouça rádio de jeito nenhum” apresenta dois enunciados justapostos. Considerando o encadeamento sintático dessa construção, a relação estabelecida entre “Leia jornais” e “não ouça rádio de jeito nenhum”
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Leia o Texto 3 para responder à questão.
Texto 3
Em um cenário polarizado, no qual discussões fundamentais
são reduzidas a disputas passionais comparáveis a torcidas de
futebol, a ideia de independência segue um valor ético
indispensável.
Não falo apenas da independência política ou econômica – as
quais, cada qual a seu modo, possuem imenso valor –, mas
daquela que se desdobra no campo do pensamento: a
autonomia para refletir sem subordinação a consensos fáceis,
para agir sem a necessidade de aprovação alheia.
A independência intelectual, essa condição tão rara quanto
preciosa, me remete aos versos de Sérgio Sampaio em
"Sinceramente", quando canta: "Não há nada mais bonito do
que ser independente. E poder se conquistar, sair, chegar,
assim, tão simplesmente. Não há nada mais tranquilo do que
ser o que se sente. E poder amar, perder, chorar, depois ganhar,
assim, tão livremente. Não há nada mais sozinho do que ser
inteligente e poder cantarolar, errar, desafinar, assim,
sinceramente".
É bonito bancar o que se é, ganhar, perder, mas ser fiel a si. Em
"Minhas palavras estarão lá", a poeta feminista negra Audre
Lorde também trouxe uma importante reflexão sobre
independência, quando escreveu linhas memoráveis, que me
fortalecem sempre que as leio: "Meus críticos sempre quiseram
me ver sob uma determinada ótica. As pessoas fazem isso. É
mais fácil lidar com um poeta, certamente com uma poeta
negra, quando você a categoriza, limitando-a tanto que ela
consegue preencher suas expectativas". E Lorde continua:
"mas eu sempre senti que não posso ser categorizada, e esse
sentimento tem sido tanto minha fraqueza quanto minha força.
Tem sido minha fraqueza porque minha independência me
custou o suporte de algumas pessoas. Mas, veja você, também
tem sido minha força porque me dá o poder para seguir em
frente".
Para mulheres negras em uma sociedade capitalista, racista e
patriarcal, ser independente é um jogo de capoeira, um
encontro entre a dança e a luta. Partindo de lugares vulneráveis
economicamente, é preciso ginga para seguir, saber a hora de
desviar do golpe, a hora de golpear, entender que o silêncio,
muitas vezes, não é consenso, mas estratégia de
sobrevivência. É uma dança que exige solitude, mas que
projeta solidariedade, porque ao se libertar das amarras do
pensamento hegemônico abre-se também espaço para que
outros respirem."
RIBEIRO, Djamila. Independência ou morte: pensar de forma independente é
recusar o mito da ordem e progresso. Folha de S. Paulo, 28 ago. 2025.
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Leia o Texto 3 para responder à questão.
Texto 3
Em um cenário polarizado, no qual discussões fundamentais
são reduzidas a disputas passionais comparáveis a torcidas de
futebol, a ideia de independência segue um valor ético
indispensável.
Não falo apenas da independência política ou econômica – as
quais, cada qual a seu modo, possuem imenso valor –, mas
daquela que se desdobra no campo do pensamento: a
autonomia para refletir sem subordinação a consensos fáceis,
para agir sem a necessidade de aprovação alheia.
A independência intelectual, essa condição tão rara quanto
preciosa, me remete aos versos de Sérgio Sampaio em
"Sinceramente", quando canta: "Não há nada mais bonito do
que ser independente. E poder se conquistar, sair, chegar,
assim, tão simplesmente. Não há nada mais tranquilo do que
ser o que se sente. E poder amar, perder, chorar, depois ganhar,
assim, tão livremente. Não há nada mais sozinho do que ser
inteligente e poder cantarolar, errar, desafinar, assim,
sinceramente".
É bonito bancar o que se é, ganhar, perder, mas ser fiel a si. Em
"Minhas palavras estarão lá", a poeta feminista negra Audre
Lorde também trouxe uma importante reflexão sobre
independência, quando escreveu linhas memoráveis, que me
fortalecem sempre que as leio: "Meus críticos sempre quiseram
me ver sob uma determinada ótica. As pessoas fazem isso. É
mais fácil lidar com um poeta, certamente com uma poeta
negra, quando você a categoriza, limitando-a tanto que ela
consegue preencher suas expectativas". E Lorde continua:
"mas eu sempre senti que não posso ser categorizada, e esse
sentimento tem sido tanto minha fraqueza quanto minha força.
Tem sido minha fraqueza porque minha independência me
custou o suporte de algumas pessoas. Mas, veja você, também
tem sido minha força porque me dá o poder para seguir em
frente".
Para mulheres negras em uma sociedade capitalista, racista e
patriarcal, ser independente é um jogo de capoeira, um
encontro entre a dança e a luta. Partindo de lugares vulneráveis
economicamente, é preciso ginga para seguir, saber a hora de
desviar do golpe, a hora de golpear, entender que o silêncio,
muitas vezes, não é consenso, mas estratégia de
sobrevivência. É uma dança que exige solitude, mas que
projeta solidariedade, porque ao se libertar das amarras do
pensamento hegemônico abre-se também espaço para que
outros respirem."
RIBEIRO, Djamila. Independência ou morte: pensar de forma independente é
recusar o mito da ordem e progresso. Folha de S. Paulo, 28 ago. 2025.
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Em um cenário polarizado, no qual discussões fundamentais
são reduzidas a disputas passionais comparáveis a torcidas de
futebol, a ideia de independência segue um valor ético
indispensável.
Não falo apenas da independência política ou econômica – as
quais, cada qual a seu modo, possuem imenso valor –, mas
daquela que se desdobra no campo do pensamento: a
autonomia para refletir sem subordinação a consensos fáceis,
para agir sem a necessidade de aprovação alheia.
A independência intelectual, essa condição tão rara quanto
preciosa, me remete aos versos de Sérgio Sampaio em
"Sinceramente", quando canta: "Não há nada mais bonito do
que ser independente. E poder se conquistar, sair, chegar,
assim, tão simplesmente. Não há nada mais tranquilo do que
ser o que se sente. E poder amar, perder, chorar, depois ganhar,
assim, tão livremente. Não há nada mais sozinho do que ser
inteligente e poder cantarolar, errar, desafinar, assim,
sinceramente".
É bonito bancar o que se é, ganhar, perder, mas ser fiel a si. Em
"Minhas palavras estarão lá", a poeta feminista negra Audre
Lorde também trouxe uma importante reflexão sobre
independência, quando escreveu linhas memoráveis, que me
fortalecem sempre que as leio: "Meus críticos sempre quiseram
me ver sob uma determinada ótica. As pessoas fazem isso. É
mais fácil lidar com um poeta, certamente com uma poeta
negra, quando você a categoriza, limitando-a tanto que ela
consegue preencher suas expectativas". E Lorde continua:
"mas eu sempre senti que não posso ser categorizada, e esse
sentimento tem sido tanto minha fraqueza quanto minha força.
Tem sido minha fraqueza porque minha independência me
custou o suporte de algumas pessoas. Mas, veja você, também
tem sido minha força porque me dá o poder para seguir em
frente".
Para mulheres negras em uma sociedade capitalista, racista e
patriarcal, ser independente é um jogo de capoeira, um
encontro entre a dança e a luta. Partindo de lugares vulneráveis
economicamente, é preciso ginga para seguir, saber a hora de
desviar do golpe, a hora de golpear, entender que o silêncio,
muitas vezes, não é consenso, mas estratégia de
sobrevivência. É uma dança que exige solitude, mas que
projeta solidariedade, porque ao se libertar das amarras do
pensamento hegemônico abre-se também espaço para que
outros respirem."
RIBEIRO, Djamila. Independência ou morte: pensar de forma independente é
recusar o mito da ordem e progresso. Folha de S. Paulo, 28 ago. 2025.
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Leia o Texto 2 para responder à questão.
Texto 2
Disponível em:
https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2022/09/chargistas-fazemreleituras-de-pedro-americo.shtml. Acesso em: 28 nov. 2025.
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Leia o Texto 2 para responder à questão.
Texto 2
Disponível em:
https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2022/09/chargistas-fazemreleituras-de-pedro-americo.shtml. Acesso em: 28 nov. 2025.
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Leia o Texto 1 para responder à questão.
Texto 1
A carne
A carne mais barata do mercado
É a carne negra
(Tá ligado que não é fácil, né, mano?)
Se liga aí
[...]
Que vai de graça pro presídio
E para debaixo do plástico
E vai de graça pro subemprego
E pros hospitais psiquiátricos
[...]
Que fez e faz história
Segurando esse país no braço, meu irmão
O cabra que não se sente revoltado
Porque o revólver já está engatilhado
E o vingador eleito
Mas muito bem intencionado
JORGE, Seu; YUKA, Marcelo; CAPPELLETTI, Ulisses. A carne. Letra da
canção. Disponível em: https://www.letras.mus.br/elza-soares/a-carne/. Acesso
em: 28 maio 2025. [Adaptado].
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Texto 1
A carne
A carne mais barata do mercado
É a carne negra
(Tá ligado que não é fácil, né, mano?)
Se liga aí
[...]
Que vai de graça pro presídio
E para debaixo do plástico
E vai de graça pro subemprego
E pros hospitais psiquiátricos
[...]
Que fez e faz história
Segurando esse país no braço, meu irmão
O cabra que não se sente revoltado
Porque o revólver já está engatilhado
E o vingador eleito
Mas muito bem intencionado
JORGE, Seu; YUKA, Marcelo; CAPPELLETTI, Ulisses. A carne. Letra da
canção. Disponível em: https://www.letras.mus.br/elza-soares/a-carne/. Acesso
em: 28 maio 2025. [Adaptado].
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Leia o excerto a seguir:
Autora de obras diversas em gênero, em forma − que vão da crônica ao ensaio, passando pela dramaturgia e por livros __________ −, Cidinha da Silva confirma a cada publicação sua relevância na literatura brasileira contemporânea.
Entre as publicações recentes, destacam-se Vamos falar de relações raciais?: Crônicas para debater o __________ (Autêntica, 2024) e Só bato em cachorro grande, do meu tamanho ou maior: 81 lições do método Sueli Carneiro (Rosa dos Tempos, 2025) − e a autora de Belo Horizonte acaba de lançar, pela Relicário, a __________ Quando borboletas furiosas se tornam mulheres negras: Nós e os livros.
Cidinha da Silva conversa com a Cult sobre o novo livro − que tem como proposta "explicitar e exemplificar situações frequentes de exploração e __________ das escritoras negras".
(Disponível em: https://acesse.one/2v41sri. Acesso em 15 mai. 2026. Adaptado.)
A respeito da ortografia e do uso ou não do hífen, assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas no excerto:
Autora de obras diversas em gênero, em forma − que vão da crônica ao ensaio, passando pela dramaturgia e por livros __________ −, Cidinha da Silva confirma a cada publicação sua relevância na literatura brasileira contemporânea.
Entre as publicações recentes, destacam-se Vamos falar de relações raciais?: Crônicas para debater o __________ (Autêntica, 2024) e Só bato em cachorro grande, do meu tamanho ou maior: 81 lições do método Sueli Carneiro (Rosa dos Tempos, 2025) − e a autora de Belo Horizonte acaba de lançar, pela Relicário, a __________ Quando borboletas furiosas se tornam mulheres negras: Nós e os livros.
Cidinha da Silva conversa com a Cult sobre o novo livro − que tem como proposta "explicitar e exemplificar situações frequentes de exploração e __________ das escritoras negras".
(Disponível em: https://acesse.one/2v41sri. Acesso em 15 mai. 2026. Adaptado.)
A respeito da ortografia e do uso ou não do hífen, assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas no excerto:
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