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4272025 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: AGATA
Orgão: Pref. Barcarena-PA
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A

partir do Texto I, abaixo, leia-o com atenção para responder à questão.

Texto I
    O uso de Inteligência Artificial na educação é um problema, algo que se constata desde que o ChatGPT surgiu. Podemos discutir os prós e contras de seu uso em diferentes atividades – estou profundamente convencido de que os contras superam largamente os prós em todos os ramos que exigem criatividade, incluída aí a pesquisa, mas entendo que é um debate ainda em aberto. Parece óbvio, porém, que, no processo de formação, é importante que os estudantes desenvolvam habilidades próprias. Caso se escorem na IA, perderão a capacidade até mesmo de avaliar aquilo que a IA lhes entrega.
    Antes que alguém venha falar da calculadora eletrônica, cabe lembrar que uma equação matemática tem uma única resposta correta – ao contrário de um ensaio sobre o conceito de natureza humana em Kant ou de um poema sobre o pôr do sol em Brasília. E, antes de passar para calculadora, os estudantes devem aprender a fazer contas.
    Como muitos colegas, passei a aplicar provas em sala de aula, o que é o fim da picada, como alternativa a receber montes de trabalhos feitos por IA. Mas há situações em que não é possível adotar este caminho. A pesquisa mais elaborada e a redação pensada, que não ocorrem no intervalo de duas horas de uma prova, são competências importantes para formação de um estudante universitário.
    Apesar de meus inúmeros alertas, neste semestre, na minha turma de graduação, mais da metade dos trabalhos finais foi feita por IA. Incluindo, aliás, trabalhos bastante ruins, que seriam reprovados ainda que a autoria fosse humana. Alguns estudantes reconheceram o erro, outros espernearam. Cheguei a receber uma longa justificativa que basicamente dizia que era impossível detectar o trabalho feito por IA. A justificativa, obviamente, também se mostrou redigida por IA. (Na pós-graduação, felizmente, o problema apresentou uma dimensão bem menor.)
    Estou usando o Pangram, um software de detecção de IA que se mostra muito confiável. Segundo vários testes realizados, sua taxa de falsos positivos é inferior a um em cada 10 mil textos, chegando virtualmente a zero em textos longos. A taxa de falsos negativos é um pouco maior, mas ainda assim pequena, e não chega a ser um problema: é muito menos grave deixar passar um aluno picareta do que punir injustamente um estudante honesto.

 Eu o testei de várias maneiras, com resultados sempre corretos. Em relação ao trabalho dos alunos, houve um alinhamento quase perfeito entre minha percepção inicial e o resultado do software. A prova dos nove ainda está para ser feita, com a arguição sobre o material suspeito, mas os resultados já são bastante sólidos.

O principal problema do Pangram é que é caro – para o volume da minha necessidade, preciso assinar um plano de 65 dólares mensais.

Aproveitei e apliquei a ferramenta aqui no Substack. Descobri o segredo daqueles que publicam textos muito longos, muito elaborados, aparentemente com muita pesquisa, inéditos, toda semana, às vezes com frequência ainda maior. Tudo feito por IA.

Não vai rolar, é claro, mas a plataforma deveria incorporar o detector de IA e colocar um alerta. Não quero perder meu tempo, muito menos pagar assinatura para ler algo que é produzido sinteticamente.

ADAPTADO. Luis Felipe Miguel - @lfmiguel - Professor de Ciência Política da Universidade de Brasília. Coodenador do Grupo de Pesquisa sobre Democracia e Desigualdades (Demodê). Texto disponível em: https://substack.com/@lfmiguel/note/c-288532710?r=56xf9d




TEXTO II

A IA gera um problema ambiental. Veja o que o mundo pode fazer a respeito

        (...) Quando se trata do meio ambiente, há um lado negativo na explosão da IA e de sua infraestrutura associada, de acordo com um crescente corpo de pesquisas. A proliferação de data centers que abrigam servidores de IA produz lixo eletrônico. Eles são grandes consumidores de água, que está se tornando escassa em muitos lugares. Eles dependem de minerais essenciais e elementos raros, que muitas vezes são extraídos de forma insustentável. Além disso, usam grandes quantidades de eletricidade, estimulando a emissão de gases de efeito estufa que aquecem o planeta. “Ainda há muito que não sabemos sobre o impacto ambiental da IA, mas alguns dos dados que temos são preocupantes”, disse Golestan (Sally) Radwan, diretora digital do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). “Precisamos ter certeza de que o efeito líquido da IA no planeta é positivo antes de implantarmos a tecnologia em escala.” 

        Esta semana, o PNUMA lançou uma nota sobre a pegada ambiental da IA e considera como a tecnologia pode ser implementada de forma sustentável. Ela segue um importante relatório do PNUMA, Navigating New Horizons (Navegando Novos Horizontes), que também examinou as promessas e os perigos da IA. Veja a seguir o que essas publicações revelaram. [...]

Por que as pessoas estão entusiasmadas com o potencial da IA no que diz respeito ao meio ambiente? 

        O grande benefício da IA é que ela pode detectar padrões nos dados, como anomalias e semelhanças, e usar o conhecimento histórico para prever com precisão os resultados futuros. Isso poderia tornar a IA inestimável para monitorar o meio ambiente e ajudar governos, empresas e indivíduos a fazer escolhas mais favoráveis ao planeta. Ela também pode aumentar a eficiência. O PNUMA, por exemplo, usa a IA para detectar quando as instalações de petróleo e gás liberam metano, um gás de efeito estufa que impulsiona as mudanças climáticas. Avanços como esses estão alimentando a esperança de que a IA possa ajudar o mundo a enfrentar pelo menos alguns aspectos da crise ambiental que inclui mudanças climáticas, perdas da natureza e da biodiversidade e poluição e resíduos. 

Então, como a IA é problemática para o meio ambiente?

        A maioria das instalações de IA em grande escala tem ocorrido em data centers, inclusive aqueles operados por provedores de serviços em nuvem. Esses data centers podem causar um grande impacto no planeta. Os componentes eletrônicos que eles abrigam dependem de uma quantidade impressionante de grãos: para fabricar um computador de 2 kg, são necessários 800 kg de matérias-primas. Além disso, os microchips que alimentam a IA precisam de elementos de terras raros, que muitas vezes são extraídos de maneiras destrutivas para o meio ambiente, observou a Navigating New Horizons.

O segundo problema é que os data centers produzem lixo eletrônico, que geralmente contém substâncias perigosas, como mercúrio e chumbo.

        Em terceiro lugar, os data centers usam água durante a construção e, quando entram em operação, usam a água para resfriar os componentes elétricos. Globalmente, a infraestrutura relacionada à IA poderá em breve consumir seis vezes mais água do que a Dinamarca, um país de 6 milhões de habitantes, de acordo com uma estimativa. Isso é um problema quando um quarto da humanidade já não tem acesso à água limpa e ao saneamento.

        Por fim, para alimentar seus eletrônicos complexos, os data centers que hospedam a tecnologia de IA precisam de muita energia, que na maioria dos lugares ainda vem da queima de combustíveis fósseis, produzindo gases de efeito estufa que aquecem o planeta. Uma solicitação feita por meio do ChatGPT, um assistente virtual baseado em IA, consome 10 vezes mais eletricidade do que uma pesquisa no Google, informou a Agência Internacional de Energia. Embora os dados globais sejam escassos, a agência estima que, no centro tecnológico da Irlanda, a ascensão da IA poderá fazer com que os data centers respondam por quase 35% do uso de energia do país até 2026. (...). 

Como o mundo pode controlar as consequências ambientais da IA?

Na nova nota sobre a questão, o PNUMA recomenda cinco coisas principais. Em primeiro lugar, os países podem estabelecer procedimentos padronizados para medir o impacto ambiental da IA; no momento, há uma escassez de informações confiáveis sobre o assunto. Em segundo lugar, com o apoio do PNUMA, os governos podem desenvolver regulamentações que exijam que as empresas divulguem as consequências ambientais diretas dos produtos e serviços baseados em IA. Em terceiro lugar, as empresas de tecnologia podem tornar os algoritmos de IA mais eficientes, reduzindo sua demanda por energia, reciclando água e reutilizando componentes quando possível. Em quarto lugar, os países podem incentivar as empresas a tornar seus data centers mais ecológicos, inclusive usando energia renovável e compensando suas emissões de carbono. Por fim, os países podem inserir suas políticas relacionadas à IA em suas regulamentações ambientais mais amplas.

ADAPTADO. Disponível em: https://www.unep.org/pt-br/noticias-e-reportagens/reportagem/ia-gera-um-problema-ambiental-veja-o-que-o-mundo-podefazer

À luz da análise do textual, julgue os itens a seguir em V (verdadeiro) ou F (falso).
I. Embora tratem do mesmo objeto discursivo: a Inteligência Artificial, os textos são produzidos em diferentes formações discursivas: o Texto I constrói-se a partir de uma posição enunciativa marcada pela experiência individual e pela argumentação opinativa, ao passo que o Texto II se ancora em uma formação discursiva técnico-institucional, sustentada por dados científicos e organismos internacionais.
II. Os dois textos apresentam o enunciador da mesma forma, uma vez que ambos fundamentam seus argumentos exclusivamente em evidências científicas, eliminando marcas de subjetividade e de posicionamento ideológico.
III. A relação entre os textos evidencia um processo de interdiscursividade, pois ambos dialogam com discursos contemporâneos sobre os impactos da Inteligência Artificial, ainda que privilegiem diferentes objetos de problematização e distintas condições de produção.
IV. No Texto I, predominam estratégias de modalização subjetiva, como avaliações, experiências pessoais e marcas explícitas da primeira pessoa; no Texto II, observa-se predominância de estratégias de apagamento enunciativo, mediante o emprego de dados estatísticos, citações institucionais e argumentos de autoridade, produzindo efeito discursivo de objetividade.
V. Sob a perspectiva discursiva, os textos defendem teses incompatíveis entre si, pois o Texto I condena integralmente a Inteligência Artificial, enquanto o Texto II sustenta que a tecnologia deve ser utilizada sem qualquer restrição ambiental ou regulatória.
Assinale a alternativa com a sequência CORRETA.
 

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4272024 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: AGATA
Orgão: Pref. Barcarena-PA
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TEXTO II

A IA gera um problema ambiental. Veja o que o mundo pode fazer a respeito

        (...) Quando se trata do meio ambiente, há um lado negativo na explosão da IA e de sua infraestrutura associada, de acordo com um crescente corpo de pesquisas. A proliferação de data centers que abrigam servidores de IA produz lixo eletrônico. Eles são grandes consumidores de água, que está se tornando escassa em muitos lugares. Eles dependem de minerais essenciais e elementos raros, que muitas vezes são extraídos de forma insustentável. Além disso, usam grandes quantidades de eletricidade, estimulando a emissão de gases de efeito estufa que aquecem o planeta. “Ainda há muito que não sabemos sobre o impacto ambiental da IA, mas alguns dos dados que temos são preocupantes”, disse Golestan (Sally) Radwan, diretora digital do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). “Precisamos ter certeza de que o efeito líquido da IA no planeta é positivo antes de implantarmos a tecnologia em escala.” 

        Esta semana, o PNUMA lançou uma nota sobre a pegada ambiental da IA e considera como a tecnologia pode ser implementada de forma sustentável. Ela segue um importante relatório do PNUMA, Navigating New Horizons (Navegando Novos Horizontes), que também examinou as promessas e os perigos da IA. Veja a seguir o que essas publicações revelaram. [...]

Por que as pessoas estão entusiasmadas com o potencial da IA no que diz respeito ao meio ambiente? 

        O grande benefício da IA é que ela pode detectar padrões nos dados, como anomalias e semelhanças, e usar o conhecimento histórico para prever com precisão os resultados futuros. Isso poderia tornar a IA inestimável para monitorar o meio ambiente e ajudar governos, empresas e indivíduos a fazer escolhas mais favoráveis ao planeta. Ela também pode aumentar a eficiência. O PNUMA, por exemplo, usa a IA para detectar quando as instalações de petróleo e gás liberam metano, um gás de efeito estufa que impulsiona as mudanças climáticas. Avanços como esses estão alimentando a esperança de que a IA possa ajudar o mundo a enfrentar pelo menos alguns aspectos da crise ambiental que inclui mudanças climáticas, perdas da natureza e da biodiversidade e poluição e resíduos. 

Então, como a IA é problemática para o meio ambiente?

        A maioria das instalações de IA em grande escala tem ocorrido em data centers, inclusive aqueles operados por provedores de serviços em nuvem. Esses data centers podem causar um grande impacto no planeta. Os componentes eletrônicos que eles abrigam dependem de uma quantidade impressionante de grãos: para fabricar um computador de 2 kg, são necessários 800 kg de matérias-primas. Além disso, os microchips que alimentam a IA precisam de elementos de terras raros, que muitas vezes são extraídos de maneiras destrutivas para o meio ambiente, observou a Navigating New Horizons.

O segundo problema é que os data centers produzem lixo eletrônico, que geralmente contém substâncias perigosas, como mercúrio e chumbo.

        Em terceiro lugar, os data centers usam água durante a construção e, quando entram em operação, usam a água para resfriar os componentes elétricos. Globalmente, a infraestrutura relacionada à IA poderá em breve consumir seis vezes mais água do que a Dinamarca, um país de 6 milhões de habitantes, de acordo com uma estimativa. Isso é um problema quando um quarto da humanidade já não tem acesso à água limpa e ao saneamento.

        Por fim, para alimentar seus eletrônicos complexos, os data centers que hospedam a tecnologia de IA precisam de muita energia, que na maioria dos lugares ainda vem da queima de combustíveis fósseis, produzindo gases de efeito estufa que aquecem o planeta. Uma solicitação feita por meio do ChatGPT, um assistente virtual baseado em IA, consome 10 vezes mais eletricidade do que uma pesquisa no Google, informou a Agência Internacional de Energia. Embora os dados globais sejam escassos, a agência estima que, no centro tecnológico da Irlanda, a ascensão da IA poderá fazer com que os data centers respondam por quase 35% do uso de energia do país até 2026. (...). 

Como o mundo pode controlar as consequências ambientais da IA?

Na nova nota sobre a questão, o PNUMA recomenda cinco coisas principais. Em primeiro lugar, os países podem estabelecer procedimentos padronizados para medir o impacto ambiental da IA; no momento, há uma escassez de informações confiáveis sobre o assunto. Em segundo lugar, com o apoio do PNUMA, os governos podem desenvolver regulamentações que exijam que as empresas divulguem as consequências ambientais diretas dos produtos e serviços baseados em IA. Em terceiro lugar, as empresas de tecnologia podem tornar os algoritmos de IA mais eficientes, reduzindo sua demanda por energia, reciclando água e reutilizando componentes quando possível. Em quarto lugar, os países podem incentivar as empresas a tornar seus data centers mais ecológicos, inclusive usando energia renovável e compensando suas emissões de carbono. Por fim, os países podem inserir suas políticas relacionadas à IA em suas regulamentações ambientais mais amplas.

ADAPTADO. Disponível em: https://www.unep.org/pt-br/noticias-e-reportagens/reportagem/ia-gera-um-problema-ambiental-veja-o-que-o-mundo-podefazer

Analise as afirmativas a seguir.
I. Embora apresente predominância da sequência expositiva, o texto incorpora sequências argumentativas ao mobilizar dados estatísticos, argumentos de autoridade, exemplificações e relações de causa e consequência, com a finalidade de orientar a interpretação do leitor acerca dos impactos ambientais da Inteligência Artificial.
II. A recorrência de orações subordinadas adjetivas, adverbiais e substantivas não desempenha apenas função sintática, mas também função pragmática, ao hierarquizar informações, estabelecer relações lógico-semânticas entre os enunciados e controlar a progressão argumentativa do texto.
III. As perguntas que estruturam parte do texto, como “Por que as pessoas estão entusiasmadas com o potencial da IA no que diz respeito ao meio ambiente?” e “Como o mundo pode controlar as consequências ambientais da IA?”, configuram exclusivamente um diálogo efetivo entre interlocutores reais, caracterizando o gênero como conversacional.
IV. Ao recorrer a expressões como “de acordo com um crescente corpo de pesquisas”, “informou a Agência Internacional de Energia” e “o PNUMA recomenda cinco coisas principais”, o texto constrói seu percurso argumentativo mediante argumentos de autoridade e referências institucionais, estratégia que reforça o efeito de credibilidade e reduz a centralidade da opinião individual do enunciador.
V. No trecho “Embora os dados globais sejam escassos, a agência estima que, no centro tecnológico da Irlanda, a ascensão da IA poderá fazer com que os data centers respondam por quase 35% do uso de energia do país até 2026”, a oração subordinada introduzida por “embora” exerce apenas função sintática de adjunto adverbial concessivo, sem produzir qualquer efeito pragmático na orientação argumentativa do enunciado.
Assinale a alternativa CORRETA.
 

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4272023 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: AGATA
Orgão: Pref. Barcarena-PA
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A partir do Texto I, abaixo, leia-o com atenção para responder à questão.

Texto I

    O uso de Inteligência Artificial na educação é um problema, algo que se constata desde que o ChatGPT surgiu. Podemos discutir os prós e contras de seu uso em diferentes atividades – estou profundamente convencido de que os contras superam largamente os prós em todos os ramos que exigem criatividade, incluída aí a pesquisa, mas entendo que é um debate ainda em aberto. Parece óbvio, porém, que, no processo de formação, é importante que os estudantes desenvolvam habilidades próprias. Caso se escorem na IA, perderão a capacidade até mesmo de avaliar aquilo que a IA lhes entrega.

Antes que alguém venha falar da calculadora eletrônica, cabe lembrar que uma equação matemática tem uma única resposta correta – ao contrário de um ensaio sobre o conceito de natureza humana em Kant ou de um poema sobre o pôr do sol em Brasília. E, antes de passar para calculadora, os estudantes devem aprender a fazer contas.

Como muitos colegas, passei a aplicar provas em sala de aula, o que é o fim da picada, como alternativa a receber montes de trabalhos feitos por IA. Mas há situações em que não é possível adotar este caminho. A pesquisa mais elaborada e a redação pensada, que não ocorrem no intervalo de duas horas de uma prova, são competências importantes para formação de um estudante universitário.

Apesar de meus inúmeros alertas, neste semestre, na minha turma de graduação, mais da metade dos trabalhos finais foi feita por IA. Incluindo, aliás, trabalhos bastante ruins, que seriam reprovados ainda que a autoria fosse humana. Alguns estudantes reconheceram o erro, outros espernearam. Cheguei a receber uma longa justificativa que basicamente dizia que era impossível detectar o trabalho feito por IA. A justificativa, obviamente, também se mostrou redigida por IA. (Na pós-graduação, felizmente, o problema apresentou uma dimensão bem menor.)

Estou usando o Pangram, um software de detecção de IA que se mostra muito confiável. Segundo vários testes realizados, sua taxa de falsos positivos é inferior a um em cada 10 mil textos, chegando virtualmente a zero em textos longos. A taxa de falsos negativos é um pouco maior, mas ainda assim pequena, e não chega a ser um problema: é muito menos grave deixar passar um aluno picareta do que punir injustamente um estudante honesto.

    Eu o testei de várias maneiras, com resultados sempre corretos. Em relação ao trabalho dos alunos, houve um alinhamento quase perfeito entre minha percepção inicial e o resultado do software. A prova dos nove ainda está para ser feita, com a arguição sobre o material suspeito, mas os resultados já são bastante sólidos.

    O principal problema do Pangram é que é caro – para o volume da minha necessidade, preciso assinar um plano de 65 dólares mensais.

    Aproveitei e apliquei a ferramenta aqui no Substack. Descobri o segredo daqueles que publicam textos muito longos, muito elaborados, aparentemente com muita pesquisa, inéditos, toda semana, às vezes com frequência ainda maior. Tudo feito por IA.

    Não vai rolar, é claro, mas a plataforma deveria incorporar o detector de IA e colocar um alerta. Não quero perder meu tempo, muito menos pagar assinatura para ler algo que é produzido sinteticamente.

ADAPTADO. Luis Felipe Miguel - @lfmiguel - Professor de Ciência Política da Universidade de Brasília. Coodenador do Grupo de Pesquisa sobre Democracia e Desigualdades (Demodê). Texto disponível em: https://substack.com/@lfmiguel/note/c-288532710?r=56xf9d 

Considere o texto apresentado e analise as afirmativas a seguir.
I. Ao afirmar que “o uso de Inteligência Artificial na educação é um problema, algo que se constata desde que o ChatGPT surgiu”, o autor mobiliza um pressuposto segundo o qual a existência do problema decorre temporalmente do surgimento do ChatGPT, sem necessidade de demonstrá-lo explicitamente.
II. O trecho “Caso se escorem na IA, perderão a capacidade até mesmo de avaliar aquilo que a IA lhes entrega” produz uma inferência de natureza causal, segundo a qual a dependência tecnológica compromete progressivamente a autonomia intelectual dos estudantes.
III. A expressão “o que é o fim da picada”, empregada pelo autor ao comentar a necessidade de aplicar provas presenciais, constitui uma marca avaliativa que evidencia subjetividade discursiva e reforça o posicionamento argumentativo do enunciador.
IV. Ao afirmar que “é muito menos grave deixar passar um aluno picareta do que punir injustamente um estudante honesto”, o autor constrói um efeito de sentido baseado na comparação de consequências, estabelecendo uma hierarquia axiológica que orienta a interpretação do leitor.
V. A afirmação “Descobri o segredo daqueles que publicam textos muito longos [...] Tudo feito por IA” autoriza inferir, exclusivamente a partir do texto, que todos os produtores de textos longos e frequentes utilizam Inteligência Artificial.
Assinale a alternativa CORRETA.
 

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4272022 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: AGATA
Orgão: Pref. Barcarena-PA
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Leia o texto abaixo para responder à questão.


O Bicho


Vi ontem um bicho

Na imundície do pátio

Catando comida entre os detritos.

Quando achava alguma coisa,

Não examinava nem cheirava:

Engolia com voracidade.

O bicho não era um cão,

Não era um gato,

Não era um rato.

O bicho, meu Deus, era um homem.

(BANDEIRA, Manuel. Belo belo. Rio de Janeiro: José Olympio, 1948)



Observe o emprego dos artigos em “um bicho” (1º verso da 1ª estrofe) e “O bicho” (7º verso da 1ª estrofe e no único verso da 2ª estrofe). A alternância entre “um” e “o” contribui para
 

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4272021 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: AGATA
Orgão: Pref. Barcarena-PA
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Leia o texto abaixo para responder à questão.


O Bicho


Vi ontem um bicho

Na imundície do pátio

Catando comida entre os detritos.

Quando achava alguma coisa,

Não examinava nem cheirava:

Engolia com voracidade.

O bicho não era um cão,

Não era um gato,

Não era um rato.

O bicho, meu Deus, era um homem.

(BANDEIRA, Manuel. Belo belo. Rio de Janeiro: José Olympio, 1948)



Considerando uma análise Pragmática do poema, com foco na intenção do sujeito lírico e nos efeitos causados no leitor, avalie as assertivas abaixo:
I. Ao demonstrar que “o bicho” era um ser humano faminto e excluído, o sujeito lírico denuncia as condições de sofrimento e desumanidade da miséria.
II. A estratégia discursiva do sujeito lírico ao longo do poema promove a interpretação da cena da fome extrema apenas como uma parte do cotidiano.
III. A identificação final do “bicho” evidencia o espanto do sujeito lírico diante da descoberta e provoca no leitor compaixão pela terrível condição social dos famintos e excluídos.
IV. O poema parece ter a função de chocar o leitor sobre a situação das pessoas relegadas à miséria, para isso coloca o homem na condição de um animal faminto qualquer.
Selecione a alternativa correta.
 

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4272020 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: AGATA
Orgão: Pref. Barcarena-PA
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Leia o texto abaixo para a questão:


“[…] Quando chegaram ao Igarapé, enquanto as senhoras cuidavam da roupa, Anita e suas colegas adentraram o mato à procura de flores silvestres. E nesta brincadeira demoraram algum tempo.

E ato contínuo subiu o Igarapé até a cabeceira. Ali arremedando um ritual, levantou as flores silvestres em atitude de oferenda.

— Mãe d'Água, trouxe-lhe estas flores como presente...

Dizendo isto, jogou-as no Igarapé. As flores acompanharam a correnteza, e as mocinhas - agora apenas Anita e sua irmã - seguiram-nas. Na brincadeira, correndo sempre pelo leito do Igarapé, Anita acabou caindo.

Neste trecho, a corrente um pouco mais forte obrigou Anita a se debater com as águas, até conseguir acocorar-se. As senhoras, que a tudo assistiram, mandaram que saísse imediatamente de dentro d'água.

Ao levantar-se, parou. E permaneceu estática. Olhava, sem conseguir tirar a vista, para um determinado ponto do Igarapé. Ali estava uma cobra coral, vermelha, com os traços brancos e pretos como todas as cobras corais, só que, em cima da cabeça, ela tinha... uma cruz branca!

[…] as senhoras chamaram a atenção das mocinhas para não brincarem da maneira que haviam feito.

— A gente não deve nunca mexer com estas coisas. Cada lugar tem seu dono e, se a gente respeita, está tudo bem.

Mas, se irritá-los, eles podem muito bem malinar. Tu, Anita, não tinhas nada que estar com aquela história de aniversário da Mãe d'Água do Igarapé. E ainda vai se pôr a dar flores, fazendo graça. Queira Deus nada te aconteça...! Aquela cobra coral com a cruz branca na cabeça bem pode ser um aviso.

[…]

Mas Anita não respondeu. Ela já não se sentia bem, o corpo parecia que estava ardendo. E estava mesmo. Ao chegar em casa, tanto ela como a irmã estavam com febre alta […]

(Fonte: MONTEIRO, Walcyr. A Mãe d’água do Igarapé de São Joaquim. In: Visagens e Assombrações de Belém, Belém: Editota Paka Tatu 2007)

Considere o trecho: “Ela já não se sentia bem, o corpo parecia que estava ardendo. E estava mesmo. Ao chegar em casa, tanto ela como a irmã estavam com febre alta […]”. O emprego dos pontos para isolar a oração “E estava mesmo” tem como efeito principal
 

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4272019 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: AGATA
Orgão: Pref. Barcarena-PA
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Leia o texto abaixo para a questão:


“[…] Quando chegaram ao Igarapé, enquanto as senhoras cuidavam da roupa, Anita e suas colegas adentraram o mato à procura de flores silvestres. E nesta brincadeira demoraram algum tempo.

E ato contínuo subiu o Igarapé até a cabeceira. Ali arremedando um ritual, levantou as flores silvestres em atitude de oferenda.

— Mãe d'Água, trouxe-lhe estas flores como presente...

Dizendo isto, jogou-as no Igarapé. As flores acompanharam a correnteza, e as mocinhas - agora apenas Anita e sua irmã - seguiram-nas. Na brincadeira, correndo sempre pelo leito do Igarapé, Anita acabou caindo.

Neste trecho, a corrente um pouco mais forte obrigou Anita a se debater com as águas, até conseguir acocorar-se. As senhoras, que a tudo assistiram, mandaram que saísse imediatamente de dentro d'água.

Ao levantar-se, parou. E permaneceu estática. Olhava, sem conseguir tirar a vista, para um determinado ponto do Igarapé. Ali estava uma cobra coral, vermelha, com os traços brancos e pretos como todas as cobras corais, só que, em cima da cabeça, ela tinha... uma cruz branca!

[…] as senhoras chamaram a atenção das mocinhas para não brincarem da maneira que haviam feito.

— A gente não deve nunca mexer com estas coisas. Cada lugar tem seu dono e, se a gente respeita, está tudo bem.

Mas, se irritá-los, eles podem muito bem malinar. Tu, Anita, não tinhas nada que estar com aquela história de aniversário da Mãe d'Água do Igarapé. E ainda vai se pôr a dar flores, fazendo graça. Queira Deus nada te aconteça...! Aquela cobra coral com a cruz branca na cabeça bem pode ser um aviso.

[…]

Mas Anita não respondeu. Ela já não se sentia bem, o corpo parecia que estava ardendo. E estava mesmo. Ao chegar em casa, tanto ela como a irmã estavam com febre alta […]

(Fonte: MONTEIRO, Walcyr. A Mãe d’água do Igarapé de São Joaquim. In: Visagens e Assombrações de Belém, Belém: Editota Paka Tatu 2007)

Observe atentamente o fragmento: “Ali estava uma cobra coral, vermelha, com os traços brancos e pretos como todas as cobras corais, só que, em cima da cabeça, ela tinha... uma cruz branca!”. Na descrição da cobra, predomina qual função de linguagem?
 

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4272018 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: AGATA
Orgão: Pref. Barcarena-PA
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Leia o texto abaixo para a questão:


“[…] Quando chegaram ao Igarapé, enquanto as senhoras cuidavam da roupa, Anita e suas colegas adentraram o mato à procura de flores silvestres. E nesta brincadeira demoraram algum tempo.

E ato contínuo subiu o Igarapé até a cabeceira. Ali arremedando um ritual, levantou as flores silvestres em atitude de oferenda.

— Mãe d'Água, trouxe-lhe estas flores como presente...

Dizendo isto, jogou-as no Igarapé. As flores acompanharam a correnteza, e as mocinhas - agora apenas Anita e sua irmã - seguiram-nas. Na brincadeira, correndo sempre pelo leito do Igarapé, Anita acabou caindo.

Neste trecho, a corrente um pouco mais forte obrigou Anita a se debater com as águas, até conseguir acocorar-se. As senhoras, que a tudo assistiram, mandaram que saísse imediatamente de dentro d'água.

Ao levantar-se, parou. E permaneceu estática. Olhava, sem conseguir tirar a vista, para um determinado ponto do Igarapé. Ali estava uma cobra coral, vermelha, com os traços brancos e pretos como todas as cobras corais, só que, em cima da cabeça, ela tinha... uma cruz branca!

[…] as senhoras chamaram a atenção das mocinhas para não brincarem da maneira que haviam feito.

— A gente não deve nunca mexer com estas coisas. Cada lugar tem seu dono e, se a gente respeita, está tudo bem.

Mas, se irritá-los, eles podem muito bem malinar. Tu, Anita, não tinhas nada que estar com aquela história de aniversário da Mãe d'Água do Igarapé. E ainda vai se pôr a dar flores, fazendo graça. Queira Deus nada te aconteça...! Aquela cobra coral com a cruz branca na cabeça bem pode ser um aviso.

[…]

Mas Anita não respondeu. Ela já não se sentia bem, o corpo parecia que estava ardendo. E estava mesmo. Ao chegar em casa, tanto ela como a irmã estavam com febre alta […]

(Fonte: MONTEIRO, Walcyr. A Mãe d’água do Igarapé de São Joaquim. In: Visagens e Assombrações de Belém, Belém: Editota Paka Tatu 2007)

Analise o excerto: “— A gente não deve nunca mexer com estas coisas. Cada lugar tem seu dono e, se a gente respeita, está tudo bem”. A expressão estas coisas contribui para a coesão textual, porque
 

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4272017 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: AGATA
Orgão: Pref. Barcarena-PA
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Enunciado 4649458-1
(BECK, Alexandre. Armandinho. Disponível em: https://tirasarmandinho.tumblr.com/. Acesso em: 05 de julho, 2026.)
A tirinha é um gênero textual multimodal que aborda temas cotidianos, apresenta críticas sociais e reflexões ou cria efeito cômico. Nesse sentido, na tirinha do Armandinho, o humor decorre principalmente de
 

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4272016 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: AGATA
Orgão: Pref. Barcarena-PA
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Para a questão, leia atentamente o texto a seguir: 


“Sua casa ficava para trás da Serra do Mim, quase no meio de um brejo de água limpa, lugar chamado o Temor-deDeus. O Pai, pequeno sitiante, lidava com vacas e arroz; a Mãe, urucuiana, nunca tirava o terço da mão, mesmo quando matando galinhas ou passando descompostura em alguém. E ela, menininha, por nome Maria, Nhinhinha dita, nascera já muito para miúda, cabeçudota e com olhos enormes.


Não que parecesse olhar ou enxergar de propósito. Parava quieta, não queria bruxas de pano, brinquedo nenhum, sempre sentadinha onde se achasse, pouco se mexia. – “Ninguém entende muita coisa que ela fala...” – dizia o Pai, com certo espanto. Menos pela estranhez das palavras, pois só em raro ela perguntava, por exemplo: - “Ele xurugou?” – e, vai ver, quem e o quê, jamais se saberia. Mas, pelo esquisito do juízo ou enfeitado do sentido. Com riso imprevisto: - “Tatu não vê a lua...” – ela falasse. Ou referia estórias, absurdas, vagas, tudo muito curto: da abelha que se voou para uma nuvem; de uma porção de meninas e meninos sentados a uma mesa de doces, comprida, comprida, por tempo que nem se acabava; ou da precisão de se fazer lista das coisas todas que no dia por dia a gente vem perdendo. Só a pura vida.


Em geral, porém, Nhinhinha, com seus nem quatro anos, não incomodava ninguém, e não se fazia notada, a não ser pela perfeita calma, imobilidade e silêncios. Nem parecia gostar ou desgostar especialmente de coisa ou pessoa nenhuma. Botavam para ela a comida, ela continuava sentada, o prato de folha no colo, comia logo a carne ou o ovo, os torresmos, o do que fosse mais gostoso e atraente, e ia consumindo depois o resto, feijão, angu, ou arroz, abóbora, com artística lentidão. De vê-la tão perpétua e imperturbada, a gente se assustava de repente. – “Nhinhinha, que é que você está fazendo?” – perguntava-se. E ela respondia, alongada, sorrida, moduladamente: - “Eu... to-u... fa-a-zendo”. Fazia vácuos. Seria mesmo seu tanto tolinha?


Nada a intimidava. Ouvia o Pai querendo que a Mãe coasse um café forte, e comentava, se sorrindo: - “Menino pidão... Menino pidão...” Costumava também dirigir-se à Mãe desse jeito: - “Menina grande... Menina grande...” Com isso Pai e Mãe davam de zangar-se. Em vão. Nhinhinha murmurava só: - “Deixa... Deixa...” – suasibilíssima, inábil como uma flor. O mesmo dizia quando vinham chamá-la para qualquer novidade, dessas de entusiasmar adultos e crianças. Não se importava com os acontecimentos. Tranqüila, mas viçosa em saúde. Ninguém tinha real poder sobre ela, não se sabiam suas preferências. Como puni-la? E, baterlhe, não ousassem; nem havia motivo. Mas, o respeito que tinha por Mãe e Pai, parecia mais uma engraças espécie de tolerância. E Nhinhinha gostava de mim. [...]”


(Adaptado de ROSA, João Guimarães. A Menina de Lá. In: Primeiras Estórias. Rio de Janeiro: José Olympio, 1962)

Nos fragmentos “Com riso imprevisto: - “Tatu não vê a lua...” – ela falasse” e “E ela respondia, alongada, sorrida, moduladamente: - “Eu... to-u... fa-a-zendo”. Fazia vácuos.”, as expressões selecionadas contribuem para:
 

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