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Leia o texto a seguir para responder à questão.
Vida na roça
Muitos, como eu, nasceram e viveram a infância na roça. Eu sinto orgulho de ser um filho da roça, porque a vida no "interior" me ensinou valores finos e refinados.
Na companhia de árvores frutíferas, animais, nascentes, riachos e lavouras, as pessoas que lá residem formam verdadeira comunidade. Comunidade quer dizer comunhão, integração, relação. Esta comunhão se perdeu na vida urbana atribulada e estressante.
O tempo na cidade tem de ser um tempo ocupado. O tempo na roça segue o ritmo da própria natureza. Só agora entendi razões pelas quais meu avô paterno, um agricultor das antigas, dizia que, quando fora mais jovem, os anos não tinham pressa para passar e que, de repente, o tempo foi "aligeirado" também na roça. Um tempo ocupado com mais coisas para fazer tem mais pressa. Acontece que nas cidades não temos mais tempo para curtir o próprio ritmo (do tempo) porque temos muitas coisas a fazer, o tempo todo.
Roça é um lugar de fartura, mas também de muito trabalho. Iludem-se aqueles que pensam que uma "chácara" é um lugar maravilhoso sem dar muito trabalho. Para quem não pode oferecer seu trabalho, terá de ofertar dinheiro para que alguém cuide, zele e organize o ambiente, para poder desfrutá-lo lindo, aconchegante e organizado.
Quantos, como eu, matam saudades de sua terra visitando propriedades que ainda resistem em levar adiante um estilo de vida interiorano! Colhem, no inverno abundante das frutas, o sabor de suas saudades e recordações. Visitam, no verão, matas, riachos, casas, salões comunitários, em busca de algo que um dia deixaram para trás: a simplicidade e a compaixão pela terra. (...)
A natureza nos permite a compreensão da própria existência. A vida na roça nos fornece importantes aprendizagens sobre os próprios desafios do ser humano. Valorizando a terra, estaremos sempre valorizando a nossa dimensão de humanidade e dignidade.
PIES, Nei Alberto. Vida na roça. Neipies. Disponível em
<https://www.neipies.com/vida-na-roca-2/>
"Só agora entendi razões pelas quais meu avô paterno, um agricultor das antigas, dizia que (...) o tempo foi ‘aligeirado` também na roça."
A expressão destacada no trecho acima pode ser substituída corretamente por:
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- MorfologiaPronomesPronomes PessoaisPronomes Pessoais Retos
- Interpretação de TextosTipologia e Gênero Textual
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Vida na roça
Muitos, como eu, nasceram e viveram a infância na roça. Eu sinto orgulho de ser um filho da roça, porque a vida no "interior" me ensinou valores finos e refinados.
Na companhia de árvores frutíferas, animais, nascentes, riachos e lavouras, as pessoas que lá residem formam verdadeira comunidade. Comunidade quer dizer comunhão, integração, relação. Esta comunhão se perdeu na vida urbana atribulada e estressante.
O tempo na cidade tem de ser um tempo ocupado. O tempo na roça segue o ritmo da própria natureza. Só agora entendi razões pelas quais meu avô paterno, um agricultor das antigas, dizia que, quando fora mais jovem, os anos não tinham pressa para passar e que, de repente, o tempo foi "aligeirado" também na roça. Um tempo ocupado com mais coisas para fazer tem mais pressa. Acontece que nas cidades não temos mais tempo para curtir o próprio ritmo (do tempo) porque temos muitas coisas a fazer, o tempo todo.
Roça é um lugar de fartura, mas também de muito trabalho. Iludem-se aqueles que pensam que uma "chácara" é um lugar maravilhoso sem dar muito trabalho. Para quem não pode oferecer seu trabalho, terá de ofertar dinheiro para que alguém cuide, zele e organize o ambiente, para poder desfrutá-lo lindo, aconchegante e organizado.
Quantos, como eu, matam saudades de sua terra visitando propriedades que ainda resistem em levar adiante um estilo de vida interiorano! Colhem, no inverno abundante das frutas, o sabor de suas saudades e recordações. Visitam, no verão, matas, riachos, casas, salões comunitários, em busca de algo que um dia deixaram para trás: a simplicidade e a compaixão pela terra. (...)
A natureza nos permite a compreensão da própria existência. A vida na roça nos fornece importantes aprendizagens sobre os próprios desafios do ser humano. Valorizando a terra, estaremos sempre valorizando a nossa dimensão de humanidade e dignidade.
PIES, Nei Alberto. Vida na roça. Neipies. Disponível em
<https://www.neipies.com/vida-na-roca-2/>
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Era uma casa
muito engraçada
Não tinha teto,
não tinha nada
Ninguém podia
entrar nela não
Porque na casa
não tinha chão
Ninguém podia
dormir na rede
Porque na casa
não tinha parede
Ninguém podia
fazer pipi
Porque penico
não tinha ali
Mas era feita
com muito esmero
Na rua dos bobos,
número zero
Vinicius de Moraes, "A Casa", em A Arca de Noé (1970).
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- OrtografiaGrafia e Emprego de Iniciais Maiúsculas
- OrtografiaPontuaçãoPonto de Exclamação e Interrogação
- OrtografiaPontuaçãoVírgula
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Era uma casa
muito engraçada
Não tinha teto,
não tinha nada
Ninguém podia
entrar nela não
Porque na casa
não tinha chão
Ninguém podia
dormir na rede
Porque na casa
não tinha parede
Ninguém podia
fazer pipi
Porque penico
não tinha ali
Mas era feita
com muito esmero
Na rua dos bobos,
número zero
Vinicius de Moraes, "A Casa", em A Arca de Noé (1970).
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- SemânticaSinônimos e Antônimos
- Interpretação de TextosCoesão e Coerência
- Interpretação de TextosTipologia e Gênero Textual
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"O diretor perguntou (I) ___________ os relatórios ainda não haviam sido entregues. Os servidores responderam que houve atraso (II) __________ o sistema apresentou instabilidade durante toda a manhã. Ao final da reunião, um dos presentes questionou: 'A auditoria foi adiada (III) ___________?'. Posteriormente, o presidente solicitou que fosse registrado, em ata, o (IV) __________ de tantos atrasos sucessivos."
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas.
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"Os pesquisadores estamos comprometidos com a qualidade científica do projeto."
Assinale a alternativa que identifica corretamente a figura de linguagem empregada:
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