Durante o atendimento clínico de um animal silvestre, o
médico veterinário identifica que o paciente é um indivíduo de uma espécie listada como ameaçada de extinção
e que seu detentor não possui a autorização do órgão
ambiental competente para mantê-lo.
Segundo a Resolução CFMV no
829/2006, qual é a obrigação ético-profissional imediata do veterinário nesse
contexto?
A febre amarela (FA) e a dengue são arboviroses de
grande impacto no Brasil, transmitidas por mosquitos.
Uma diferença crucial entre os ciclos de transmissão da
FA silvestre (FAS) e da dengue, no contexto epidemiológico atual do país, é que
O estudo da relação entre a quantidade de agente tóxico
que atua sobre o organismo e a concentração do mesmo no plasma, relacionando os processos de absorção,
distribuição e eliminação do agente tóxico em função do
tempo é a fase da toxicologia que se chama
Um paciente idoso comparece ao serviço de emergência
com dor intensa no quadril após uma queda da própria
altura. A radiografia revela uma descontinuidade na cortical do fêmur proximal.
Qual termo patológico descreve radiograficamente essa
perda de integridade do osso?
A asma é definida como uma obstrução recorrente e
reversível das vias respiratórias, com crises intermitentes de sibilos, falta de ar, sensação de opressão torácica e tosse.
O tratamento de manutenção, no caso de pacientes
com sintomas de asma na maioria dos dias da semana,
deve ser feito com o uso combinado, em um primeiro
momento, de um beta-2 agonista de
Lactente de 9 meses, sexo masculino, que ainda não
deambula, é trazido ao pronto-socorro por sua avó
paterna. Ela relata que o bebê “caiu da mesa de trocar
fraldas” cerca de 12 horas antes, enquanto ela se virava para pegar uma fralda. A avó nega quaisquer outras
lesões ou incidentes prévios e expressa preocupação
com o “exagero” das enfermeiras ao questionar a história. Ao exame físico, o bebê está pálido e letárgico, com
equimoses bilaterais periorbitárias, um inchaço evidente no antebraço esquerdo e uma equimose na região
lombar. Chora intensamente ao toque suave no antebraço esquerdo. A radiografia do antebraço esquerdo
revela uma fratura em espiral da ulna. Uma radiografia
completa do esqueleto (solicitada pela equipe de enfermagem devido à suspeita) mostra, além da fratura
recente, uma fratura metafisária da tíbia direita em
estágio de consolidação avançada (antiga). A tomografia computadorizada de crânio (realizada devido à letargia) identifica um pequeno hematoma subdural crônico. Qual é a avaliação diagnóstica mais provável e a conduta
inicial mais adequada para esse lactente?
Adolescente, sexo feminino, de 12 anos, sem história
prévia de doenças, é trazida ao pronto-socorro pela mãe,
que relata poliúria, polidipsia e perda de peso há cerca
de 2 semanas. Nas últimas 12 horas, a paciente evoluiu
com dor abdominal intensa, náuseas e vômitos persistentes, e letargia crescente. Ao exame físico, apresenta-
-se com esforço respiratório acentuado, respiração de
Kussmaul, hálito cetônico, mucosas muito secas, tempo
de enchimento capilar de 3 segundos, FC: 130 bpm,
PA: 90 × 60 mmHg. A paciente está letárgica, mas
responsiva a estímulos verbais. Exames laboratoriais
iniciais revelam: glicemia: 780 mg/dL; pH arterial: 6.98;
HCO3: 4 mEq/L; pCO2: 18 mmHg; sódio: 136 mEq/L;
potássio: 5.8 mEq/L. Qual é a estratégia de manejo correta e segura para
essa adolescente?
Uma puérpera primípara de 18 anos, residente em uma
comunidade rural de difícil acesso e com ensino fundamental incompleto, deu à luz um recém-nascido (RN)
pré-termo tardio (36 semanas de idade gestacional),
com peso de 2.200g, por parto vaginal, em uma maternidade de alto risco. O RN permaneceu internado por
7 dias devido à dificuldade de ganho ponderal e icterícia, recebendo alta hospitalar em bom estado geral,
exclusivamente em aleitamento materno. Durante a
“alta qualificada” realizada pela equipe multiprofissional
da maternidade, a mãe foi orientada a procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) de sua referência para
o primeiro acompanhamento do bebê. No entanto, a
puérpera expressou à equipe médica da maternidade
sua apreensão quanto à dificuldade de acesso à UBS,
citando a distância significativa e a ausência de transporte público regular na região em que reside, além da
falta de rede de apoio familiar próxima para auxiliá-la.
O pediatra da UBS de referência, ao ser informado do
caso pela maternidade, precisa agir em conformidade
com as diretrizes da PNAISC. Considerando a situação descrita e os princípios e eixos
estratégicos da Política Nacional de Atenção Integral à
Saúde da Criança (PNAISC), qual é a conduta mais
adequada a ser adotada pelo pediatra da UBS, em conformidade com a Portaria MS/GM no
1.130/2015?
Lactente, sexo masculino, com 5 meses, é levado ao
pronto-socorro pelos pais que relatam que o bebê apresentou coriza e tosse leve por 3 dias, seguidos por um
aumento do esforço respiratório e chiado no peito nas
últimas 24 horas. O bebê não tem histórico de episódios anteriores de chiado, alergias ou doenças crônicas.
Ao exame físico, está com temperatura de 37,5 ºC, apresenta batimento de asa nasal, tiragens subcostais e, à
ausculta pulmonar, alguns roncos e sibilos expiratórios.
A saturação de oxigênio é de 94% em ar ambiente. Qual
é o diagnóstico mais provável para esse lactente?
Lactente, com 2 anos, sexo masculino, previamente
hígido, é trazido ao pronto-socorro com história de episódios recorrentes de sangramento retal indolor nas
últimas 48 horas. Os pais relatam que as fezes são
ora vermelho-vivo, em grande volume, ora melena.
O paciente está pálido e letárgico, mas sem queixas de dor abdominal significativa, febre ou vômitos.
Ao exame físico, apresenta-se com perfusão periférica normal, taquicardia leve (FC 120 bpm), palidez
cutâneo-mucosa acentuada e abdome flácido, indolor
à palpação, sem massas. O toque retal revela fezes
escurecidas e coágulos frescos. Hemograma de urgência mostra hemoglobina de 6,5 g/dL.
Com base no caso apresentado, quais são o diagnóstico
mais provável e a conduta inicial mais adequada?