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2566392 Ano: 2020
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UNICAMP
Orgão: UNICAMP
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Certas imagens literárias podem tornar-se nucleares para uma cultura. Assim, por exemplo, a figura do marinheiro em Portugal. Ela adquire significados diferentes em períodos históricos distintos, mas conserva um elemento permanente. A semelhança entre a imagem do marinheiro em Camões e em Fernando Pessoa reside

 

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Acerca da linguagem simbólica é correto afirmar, EXCETO:

 

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Dos precursores e seguidores da Literatura Infantil no Brasil, podemos citar o criador da obra “O Menino Maluquinho”. Quem é ele:

 

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2310491 Ano: 2020
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UEPB
Orgão: Pref. Campina Grande-PB
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O efeito e o defeito

Um amigo me convidou para apresentarmos juntos algo da cultura nordestina na escola israelita onde a filha dele estuda. Falamos sobre cordel, culinária, artesanato. Recitei, cantei e acompanhei ao violão, com certa surpresa, umas 50 crianças cariocas na faixa dos 6 anos cantando, bem ensaiadinhas, “Último pau de Arara” e “Lamento Sertanejo”. Na saída, eu e ele recebemos plaquetas com versinhos carinhosos feitos pelas crianças agradecendo nossa presença: “Ó seu moço cantador/ com a sua “sabilidade”/ veio aqui cantar pra gente/ e mostrar suas qualidade”.

A maioria das pessoas pensa que poesia popular tem que ser cheia de “erros de português”. Existe, de fato, uma poesia popular dedicada a explorar o linguajar do matuto, do beradeiro, do brocoió. É um linguajar engraçado, cheio de termos arrevesados, e que mantém com a gramática a mesma relação que a maioria dos zagueiros brasileiros mantém com a bola. [...]

Fonte: TAVARES, B. In: A Nuvem de Hoje. Campina Grande: EDUEPB, 2011, p. 47.

No enunciado “É um linguajar engraçado, cheio de termos arrevesados, e que mantém com a gramática a mesma relação que a maioria dos zagueiros brasileiros mantém com a bola” (linhas 7 e 8), a expressão "termos arrevesados" faz referência

 

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2310490 Ano: 2020
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UEPB
Orgão: Pref. Campina Grande-PB
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O efeito e o defeito

Um amigo me convidou para apresentarmos juntos algo da cultura nordestina na escola israelita onde a filha dele estuda. Falamos sobre cordel, culinária, artesanato. Recitei, cantei e acompanhei ao violão, com certa surpresa, umas 50 crianças cariocas na faixa dos 6 anos cantando, bem ensaiadinhas, “Último pau de Arara” e “Lamento Sertanejo”. Na saída, eu e ele recebemos plaquetas com versinhos carinhosos feitos pelas crianças agradecendo nossa presença: “Ó seu moço cantador/ com a sua “sabilidade”/ veio aqui cantar pra gente/ e mostrar suas qualidade”.

A maioria das pessoas pensa que poesia popular tem que ser cheia de “erros de português”. Existe, de fato, uma poesia popular dedicada a explorar o linguajar do matuto, do beradeiro, do brocoió. É um linguajar engraçado, cheio de termos arrevesados, e que mantém com a gramática a mesma relação que a maioria dos zagueiros brasileiros mantém com a bola. [...]

Fonte: TAVARES, B. In: A Nuvem de Hoje. Campina Grande: EDUEPB, 2011, p. 47.

A temática do texto versa sobre a

I- cultura nordestina realçada na poesia popular.

II- forma como os poetas populares usam a linguagem para criar um efeito literário. III- criação distorcida do poeta para evidenciar sua produção literária.

É CORRETO o que se afirma apenas em:

 

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2310480 Ano: 2020
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UEPB
Orgão: Pref. Campina Grande-PB
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A invenção do horizonte

Deu-me uma angústia danada a notícia de que, num futuro próximo, muito próximo, teremos toda a literatura do mundo na tela do computador. Angústia duplicada. Primeiro, pela minha intolerância figadal a esta maquinazinha dos infernos. Segundo, pela suspeita de desaparecimento dos livros, esses calhamaços impressos, cheirando a novo ou a mofo, roído pelo uso ou pelas traças, mas que são uma gostosura viajá-los pelas trilhas das letras como quem explora um mundo mágico, tanto mais novo quanto mais andado. Sem o gozo de um livro nas mãos, fico cego, surdo e mudo, fico aleijado, penso, torto, despovoado. Espiá-los enfileirados nas estantes, gordos e magros, novos e velhos, empaletozados e esfarrapados, cobertos de pó e de teias de aranha, essa visão me transporta para todos os mundos e para todas as idades [...].

As minhas mãos ficariam nuas e inúteis quando não pudessem mais sustentar um livro, que não fosse pela velhice dos dedos. Mesmo assim, eles estariam por ali, nas prateleiras, amontoados na mesa, espalhados pelo chão, sempre comungando com o meu tempo, meu espaço, minha vida. Eles são a expressão digital da minha alma [...].

Um livro não é um simples objeto, um amontoado de folhas impressas. Vai mais longe, intangivelmente longe. É corrimão, é degrau, é escada, é caminho, é horizonte. Por mais que sonhe a tecnologia, jamais será capaz de inventar um horizonte.

(MARACAJÁ, Robério. Cerca de Varas. Campina Grande: Latus, 2014, p. 57.

A linguagem desempenha determinada função, de acordo com a ênfase que se queira dar a cada um dos componentes do ato de comunicação. Nesse sentido, a função predominante do texto é:

 

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2306404 Ano: 2020
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: PUC-SP
Orgão: FICSAE
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As rosas amo dos jardins de Adônis1,
Essas volucres2 amo, Lídia, rosas,
Que em o dia em que nascem,
Em esse dia morrem.
A luz para elas é eterna, porque
Nascem nascido já o sol, e acabam
Antes que Apolo3 deixe
O seu curso visível.
Assim façamos nossa vida um dia,
Inscientes4, Lídia, voluntariamente
Que há noite antes e após
O pouco que duramos.

(Obra poética, 1997.)

1 Adônis: na mitologia grega, um jovem de notável beleza, o favorito da deusa Afrodite.
2 volucre: efêmero, transitório.
3 Apolo: na mitologia grega, o deus do Sol.
4 insciente: não ciente, ignorante.

No poema, o eu lírico recorre reiteradamente ao recurso estilístico denominado

 

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2306402 Ano: 2020
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: PUC-SP
Orgão: FICSAE
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As rosas amo dos jardins de Adônis1,
Essas volucres2 amo, Lídia, rosas,
Que em o dia em que nascem,
Em esse dia morrem.
A luz para elas é eterna, porque
Nascem nascido já o sol, e acabam
Antes que Apolo3 deixe
O seu curso visível.
Assim façamos nossa vida um dia,
Inscientes4, Lídia, voluntariamente
Que há noite antes e após
O pouco que duramos.

(Obra poética, 1997.)

1 Adônis: na mitologia grega, um jovem de notável beleza, o favorito da deusa Afrodite.
2 volucre: efêmero, transitório.
3 Apolo: na mitologia grega, o deus do Sol.
4 insciente: não ciente, ignorante.

No poema, o eu lírico aspira à

 

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2306401 Ano: 2020
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: PUC-SP
Orgão: FICSAE
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O Classicismo considerava o poeta como servidor da obra, elaborada segundo regras eternas e destinada a certos fins de ordem moral e catártica. Este novo movimento tende a se importar mais com a autoexpressão da subjetividade do poeta. A verdade poética não é mais obtida pela “imitação da natureza” e sim pela “sinceridade” e “autenticidade” da autoexpressão. A obra, antes válida enquanto objeto perfeito, vale agora sobretudo enquanto revelação da verdade íntima do criador. A “perfeição” é nociva na medida em que suprime a sinceridade e a espontaneidade.

(Anatol Rosenfeld. Texto/Contexto I, 1996. Adaptado.)

O novo movimento a que o texto se refere é o

 

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2306399 Ano: 2020
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: PUC-SP
Orgão: FICSAE
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Quando o dr. Café foi nomeado diretor do Serviço de Construção de Albergues e Hospedarias, anunciou aos quatro ventos que não atenderiaa a pistolões.

Sabe toda a gente em que consiste o pistolão ou o cartucho. É uma carta ou cartão de pessoa influente, de amigo ou amiga, de chefão político que faz as altas autoridades torcerem a justiça e o direito.

Café tinha anunciado que não atenderia absolutamente aos tais “cartuchos”; que ia decidir por si todos os casos e questõesb.

Firme em tal propósito, ele se trancara no gabinete e lia os regulamentos que inteiramente desconhecia, sobretudo os da sua repartição.

Naquele dia, o doutor teve notícia de que um moço o procurava.c

Deu ordem a um contínuo que o fizesse entrar.

— Que deseja?

— Vossa excelência há de perdoar-me o incômodo.d Eu desejava ser nomeado porteiro do albergue da ilha do Governador.

— Há albergue lá?

— Há sim, senhor.

Café pensou um tempo e disse com rapidez:

— Não conheço bem o senhor. Quem me garante a sua idoneidade para o cargo?

— Vossa excelência disse que não admitia empenhos...

— É verdade...

— Mas saberá vossa excelência que eu...

— É, é... O senhor deve fazer-se recomendar.e

— Tenho mesmo já a recomendação.

— De quem é?

— Do senador Xisto.

— Deixe-me ver.

Café leu a carta e lembrou-se de que esse senador tinha concorrido muito para a nomeação dele.

Leu e respondeu:

— Pode ir. Amanhã estará nomeado.

(Sátiras e outras subversões, 2016.)

Verifica-se expressão empregada em sentido figurado no seguinte trecho:

 

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