Magna Concursos

Foram encontradas 4.896 questões.

2855511 Ano: 2022
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UFPR
Orgão: PM-PR
Provas:

Assinale a alternativa que reúne informações corretas a respeito do enredo e de personagens do romance Casa de Pensão (1884), de Aluísio Azevedo.

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2855510 Ano: 2022
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UFPR
Orgão: PM-PR
Provas:

O livro Últimos Cantos, de Gonçalves Dias, reúne poemas de gêneros e temáticas variados. Há elegia, idílio, poema épico, lírico, de temática nacionalista, indianista, amorosa, etc. Em cada alternativa abaixo, há uma estrofe de um poema desse livro; entre parênteses está o título do poema. Citam-se estrofes de poemas narrativos e apenas uma estrofe de poema não narrativo. Assinale a alternativa que contém uma estrofe não narrativa.

(DIAS, Gonçalves. Poesia e prosa completas. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1998.)

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2854192 Ano: 2022
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: MS CONCURSOS
Orgão: Pref. Jaú-SP

Romance narrado por Luís da Silva, um funcionário público e escritor fracassado; caracterizado pela autoanálise e pelo encadeamento narrativo, centrado na interioridade do protagonista.

Luís volta-se ao passado buscando reestabelecer o desarranjo interior causado pelo rompimento de seu noivado com Marina, agora comprometida com Julião Tavares. Entretanto a insatisfação permanente com o presente tem do passado apenas conclusões amargas a respeito de si mesmo, dos outros personagens e do mundo em geral.

Surgem na narrativa lembranças de uma infância de afetos distantes, de frustrações sexuais e profissionais, delineando uma completa falta de horizonte e um desencanto perpétuo do personagem com relação a si mesmo e ao estado de coisas. Apaixonar-se por sua vizinha, Marina, o que lhe traz lampejos de satisfação. Marcam casamento, contudo, seus planos são frustrados ao descobrir que Marina estava traindo-o com Julião Tavares, sujeito rico, eufórico, eloquente, com aspirações literárias e constante ar de superioridade. O ciúme passa, então, a tomar posse de Luís, que, enganado e humilhado, mergulha em si mesmo e no transtorno da derrota.

Estando numa condição financeira miserável, sem condições de pagar as próprias contas, revivendo seus fantasmas do passado, Luís é incapaz de afastar Marina e Julião Tavares do pensamento. Segue a moça, vigia o rival, até descobrir que Julião estava envolvido com uma outra mulher.

A obsessão com as lembranças e a fragmentação subjetiva angustiante de Luís levam-no a planejar o assassinato de Julião Tavares. Até que, em uma de suas perseguições, Luís encontra a oportunidade perfeita e estrangula Julião. Tomado de euforia e de súbita felicidade, sentiu-se repentinamente forte, não mais insignificante — naquele momento, seus sofrimentos terminam.

No entanto, esse lapso de alegria e reconciliação consigo dura muito pouco: rapidamente a angústia volta a instalar-se em Luís, tomado pelo desespero de ser descoberto. Ele volta para casa, completamente perturbado, toma uma garrafa de cachaça e adormece. Não comparece ao trabalho no dia seguinte. Livra-se dos vestígios que o ligariam à cena do crime e deita-se, adoentado e transtornado mais uma vez pelas lembranças, sufocado pela angústia.

Tal resumo refere-se à obra:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2854191 Ano: 2022
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: MS CONCURSOS
Orgão: Pref. Jaú-SP
Provas:

Sobre características das escolas literárias, relacione a Coluna I com a Coluna II e marque a alternativa correta.

COLUNA I.

A- Quinhentismo.

B- Barroco.

C- Arcadismo.

D- Romantismo.

E- Realismo.

COLUNA II.

1- O dualismo, o bifrontismo, o fusionismo, o feísmo, religiosidade mesclada com a sensualidade.

2- Imposição do “eu”, subjetivismo, individualismo, predomínio da emoção, da imaginação, escapismo, religiosidade, ilogismo, idealização, nacionalismo.

3- Objetivismo, impassibilidade, observação e análise, temas contemporâneos, preocupação formal.

4- Simplicidade, clareza, equilíbrio, pastoralismo, bucolismo, poesia descritiva e objetiva.

5- Textos informativos, textos propagandísticos, textos catequéticos, textos de viajantes estrangeiros.

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas

Leia o texto a seguir para responder às questões de 1 a 6.

-

Escravidão e o mito da benevolência

-

01--Certa vez um etnologista disse que "o caminho do progresso é cheio de aventuras, rupturas e escândalos".

02--Devemos, assim, começar examinando o maior de todos os escândalos, aquele que ultrapassou qualquer

03--outro na história da humanidade: a escravização dos povos negro-africanos.

04--No Brasil, é a escravidão que define a qualidade, a extensão e a intensidade da relação física e espiritual

05--dos filhos de três continentes que aqui se encontraram, confrontando um ao outro no esforço épico de

06--edificar um novo país, com suas características próprias, tanto na composição étnica do seu povo quanto

07--na especificidade do seu espírito.

08--A chamada "descoberta" do Brasil pelos portugueses, em 1500, nos assinala o ponto de partida. A

09--exploração da nova terra se iniciou com o aparecimento da raça negra fertilizando o solo brasileiro com

10--suas lágrimas, seu sangue, seu suor e seu martírio na escravidão. Por volta de 1530, os africanos, trazidos

11--sob correntes, já aparecem exercendo seu papel de "força de trabalho". Em 1535, o comércio escravo para

12--o Brasil estava regularmente constituído e organizado e, rapidamente, aumentaria em proporções

13--enormes. Como primeira atividade significativa da colônia portuguesa, as plantações de cana-de-açúcar se

14--espalhavam pelas costas do nordeste, especialmente nos estados da Bahia e Pernambuco. Só a Bahia, lá

15--por 1587, tinha cerca de 47 engenhos de cana-de-açúcar, fato que bem ilustra a velocidade expansionista

16--da indústria açucareira desenvolvida com o uso da força muscular africana. Uma canção de trabalho

17--incluída no artigo de Zora Seljan, “A poesia negra popular no Brasil”, nos fornece o sentido do ritmo dos

18--engenhos de açúcar:

19----------Solo: Engenho novo está p'ra moer!

20----------Côro: Trabalhar até morrer!

21----------Ô trabalhar, ô trabalhar, olé! Trabalhar até morrer!

-------[...]

22--O papel do negro escravizado foi decisivo para o começo da história econômica de um país fundado, como

23--era o caso do Brasil, sob o signo do parasitismo imperialista. Sem o escravo, a estrutura econômica do

24--país jamais teria existido. O africano escravizado construiu as fundações da nova sociedade com a flexão e

25--a quebra da sua espinha dorsal, quando ao mesmo tempo seu trabalho significava a própria espinha dorsal

26--daquela colônia. Ele plantou, alimentou e colheu a riqueza material do país para o desfrute exclusivo da

27--aristocracia branca. Tanto nas plantações de cana-de-açúcar e café e na mineração, quanto nas cidades, o

28--africano incorporava as mãos e os pés das classes dirigentes que não se “autodegradavam” em ocupações

29--vis como aquelas do trabalho braçal. A nobilitante ocupação das classes dirigentes - os latifundiários, os

30--comerciantes, os sacerdotes católicos - consistia no exercício da indolência, no cultivo da ignorância, do

31--preconceito, e na prática da mais licenciosa luxúria.

32--Durante séculos, por mais incrível que pareça, esse duro e ignóbil sistema escravocrata desfrutou a fama,

33--sobretudo no estrangeiro, de ser uma instituição benigna, de caráter humano. Isso graças ao colonialismo

34--português que permanentemente adotou formas de comportamento muito específicas para disfarçar sua

35--fundamental violência e crueldade. A mentira e a dissimulação foram recursos utilizados nesse sentido. A

36--consciência do mundo guarda bem viva a lembrança do colonialista Portugal encobrindo sua natureza

37--racista e espoliadora através de estratagemas como: a) designação de "Províncias de Ultramar" para

38--Angola, Moçambique e Guiné-Bissau; b) as leis do chamado indigenato, proscrevendo, entre outras

39--indignidades, a assimilação das populações africanas à cultura e identidade portuguesas. Essa rabulice

40--colonizadora pretendia imprimir o selo de legalidade, benevolência e generosidade civilizadora à sua

41--atuação no território africano. Porém, todas essas e outras dissimulações oficiais não conseguiram encobrir

42--a realidade, que consistia no saque de terras e povos e na repressão e negação de suas culturas - ambos

43--sustentados e realizados, não pelo artifício jurídico, mas sim pela força militar imperialista.

-

NASCIMENTO, Abdias do. O genocídio do negro brasileiro: processo de um racismo mascarado. 3. ed. São Paulo: Perspectivas,

2016. p. 57-60. (Adaptado).

O trecho “o aparecimento da raça negra fertilizando o solo brasileiro com suas lágrimas, seu sangue, seu suor e seu martírio na escravidão” (linhas 9-10) é construído a partir do seguinte recurso estilístico:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2847500 Ano: 2022
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FCC
Orgão: UNILUS
Provas:

− Sabe que quantas naus esta viagem

Que tu fazes, fizerem de atrevidas,

Inimiga terão esta paragem

Com ventos e tormentas desmedidas.

E da primeira armada que passagem

Fizer por estas ondas insofridas,

Eu farei d’improviso tal castigo,

Que seja mor o dano que o perigo.

(CAMÕES, Luís Vaz de. Os Lusíadas. Canto V, estrofe 43)

Nesse momento da narrativa, em que os navegantes se dirigiam ao Cabo das Tormentas, Vasco da Gama depara com as ameaças proferidas

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2847499 Ano: 2022
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FCC
Orgão: UNILUS
Provas:

Enfunando os papos,

Saem da penumbra,

Aos pulos, os sapos.

A luz os deslumbra.

Em ronco que aterra,

Berra o sapo-boi:

− “Meu pai foi à guerra!”

− “Não foi!” − “Foi!” − “Não foi!”.

O sapo-tanoeiro,

Parnasiano aguado,

Diz: − “Meu cancioneiro

É bem martelado.

Vede como primo

Em comer os hiatos!

Que arte! E nunca rimo

Os termos cognatos.

[...]

Vai por cinquenta anos

Que lhes dei a norma:

Reduzi sem danos

A fôrmas a forma.

Clame a saparia

Em críticas céticas:

Não há mais poesia,

Mas há artes poéticas...

Urra o sapo-boi:

− “Meu pai foi rei!”− “Foi!”

− “Não foi!” − “Foi!” − “Não foi!”.

Brada em um assomo

O sapo-tanoeiro:

− A grande arte é como

Lavor de joalheiro.

[...]

Longe dessa grita,

Lá onde mais densa

A noite infinita

Veste a sombra imensa;

Lá, fugido ao mundo,

Sem glória, sem fé,

No perau profundo

E solitário, é

Que soluças tu,

Transido de frio,

Sapo-cururu

Da beira do rio...

(BANDEIRA, Manuel. In: Estrela da vida inteira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1993, 20.ed.)

O sapo-tanoeiro afirma: “E nunca rimo / Os termos cognatos."

No poema, são exemplos de “termos cognatos”:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2847498 Ano: 2022
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FCC
Orgão: UNILUS
Provas:

Enfunando os papos,

Saem da penumbra,

Aos pulos, os sapos.

A luz os deslumbra.

Em ronco que aterra,

Berra o sapo-boi:

− “Meu pai foi à guerra!”

− “Não foi!” − “Foi!” − “Não foi!”.

O sapo-tanoeiro,

Parnasiano aguado,

Diz: − “Meu cancioneiro

É bem martelado.

Vede como primo

Em comer os hiatos!

Que arte! E nunca rimo

Os termos cognatos.

[...]

Vai por cinquenta anos

Que lhes dei a norma:

Reduzi sem danos

A fôrmas a forma.

Clame a saparia

Em críticas céticas:

Não há mais poesia,

Mas há artes poéticas...

Urra o sapo-boi:

− “Meu pai foi rei!”− “Foi!”

− “Não foi!” − “Foi!” − “Não foi!”.

Brada em um assomo

O sapo-tanoeiro:

− A grande arte é como

Lavor de joalheiro.

[...]

Longe dessa grita,

Lá onde mais densa

A noite infinita

Veste a sombra imensa;

Lá, fugido ao mundo,

Sem glória, sem fé,

No perau profundo

E solitário, é

Que soluças tu,

Transido de frio,

Sapo-cururu

Da beira do rio...

(BANDEIRA, Manuel. In: Estrela da vida inteira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1993, 20.ed.)

No poema,

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2847497 Ano: 2022
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FCC
Orgão: UNILUS
Provas:

Quem seguir passo a passo o Romanceiro verá que nele convergem as notícias do ouro, que faz a opulência de poucos, e a fala dos oprimidos, do negro nas catas, dos povos vexados pelos tributos abusivos.

(BOSI, Alfredo. Céu, inferno. São Paulo: Duas Cidades/Editora 34, 1988, p. 143)

No Romanceiro da Inconfidência, um trecho em que sobressai a fala do oprimido está em:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2847496 Ano: 2022
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FCC
Orgão: UNILUS
Provas:

Dizem os antigos que a lebre e o camaleão resolveram ir pelos caminhos das caravanas levando borracha para permutar pelos belos tecidos vindos de Oriente e Ocidente. Muitas vezes a acelerada lebre ultrapassou e cruzou o lento camaleão nos longos caminhos do mato, levando produtos e trazendo panos, gritando-lhe enquanto desaparecia: – Cá vou eu! Ao desafio respondia o camaleão: – Chegarei a meu tempo. Finalmente, a lebre, assim como adquiriu bonitos panos, também os perdeu, nos percalços da desordenada pressa, e anda para aí vestida dum cinzento escuro e sem cor. O lento e pautado camaleão juntou farta fazenda, e tanta e tão diferente, que ainda hoje muda, a todo o instante, panos de variado colorido.

(Tavares, Ana Paula. “A Lebre e o Camaleão”. In: Um rio preso nas mãos. São Paulo: Kapulana, 2019, edição digital)

Extrai-se do conto um preceito moral semelhante ao do provérbio:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas