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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FGV
Orgão: Câm. Deputados
Assinale o segmento que, por suas características linguísticas, pertence ao escritor Mário de Andrade.
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FGV
Orgão: Câm. Deputados
A segunda geração modernista introduziu em nossa literatura um tipo de romance, que se tornou conhecido sobretudo pelas obras de Clarice Lispector.
Esse novo romance é o:
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FGV
Orgão: Câm. Deputados
O texto abaixo, retirado do romance O Cortiço, que exemplifica a ideologia naturalista na literatura brasileira, é:
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FGV
Orgão: Câm. Deputados
Observe o seguinte segmento:
“Eu dizendo que a Mulher ia lavar o corpo dele. Ela rezava rezas da Bahia. Mandou todo o mundo sair. Eu fiquei. E a Mulher abanou brandamente a cabeça, consoante deu um suspiro simples. Ela me mal-entendia. Não me mostrou de propósito o corpo. Diadorim nu de tudo. E ela disse: "A Deus dada. Pobrezinha..."
E disse. Eu conheci! Como em todo o tempo antes eu não contei ao senhor e mercê peço: mas para o senhor divulgar comigo, a par, justo o travo de tanto segredo, sabendo somente no átimo em que eu também só soube... Que Diadorim era o corpo de uma mulher, moça perfeita... Estarreci. A dor não pode mais do que a surpresa. A coice d'arma, de coronha...”
Esse segmento permite que se identifique a obra de onde foi retirado, que é:
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FGV
Orgão: Câm. Deputados
Assinale a opção que indica romance que surgiu na época romântica, mas, por suas características, se filia preferencialmente ao realismo antecipado.
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
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Observe o seguinte segmento poético, que retrata a morte da índia Lindoia:
Leva nos braços a infeliz Lindóia
O desgraçado irmão, que ao despertá-la
Conhece, com que dor no frio rosto
Os sinais do veneno, e vê ferido
Pelo dente sutil o brando peito.
Os olhos, em que o Amor reinava, um dia.
Cheios de morte: e muda aquela língua.
Que ao surdo vento, e aos ecos tantas vezes
Contou a larga história de seus males.
Esse famoso trecho pertence a um famoso poema épico do arcadismo brasileiro, que é:
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FGV
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Esse segmento de texto foi escrito em 1930 – o primeiro romance de Rachel de Queiroz.
“Encostado a uma jurema seca, defronte ao juazeiro que a foice dos cabras ia pouco a pouco mutilando. Vicente dirigia a distribuição de rama verde ao gado. Reses magras, com grandes ossos agudos furando o couro das ancas, devoravam confiadamente os rebentões que a ponta dos terçados espalhava pelo chão.
Era raro e alarmante, em março, ainda se tratar de gado. Vicente pensava seriamente no que seria de tanta rês, se de fato não viesse o inverno.
[....] O compadre já soube que a dona Maroca das Aroeiras deu ordem pra, se não chover até o dia de São José, abrir as porteiras do curral? E o pessoal dela que ganhe o mundo... Não tem mais serviço pra ninguém.”
Literariamente considerado, a afirmação adequada sobre ele é:
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Leusipo perguntou o que eu tinha ido fazer na aldeia. Preferi achar que o tom era amistoso e, no meu paternalismo ingênuo, comecei a lhe explicar o que era um romance. Ele não estava interessado. Queria saber o que eu tinha ido fazer na aldeia. Os velhos estavam preocupados, queriam saber por que eu vinha remexer no passado, e ele não gostava quando os velhos ficavam preocupados. Eu tentava convencê-lo de que não havia motivo para preocupação. Tudo o que eu queria saber já era conhecido. E ele me perguntava: “Então, por que você quer saber, se já sabe?”. Tentei lhe explicar que pretendia escrever um livro e mais uma vez o que era um romance, o que era um livro de ficção (e mostrava o que tinha nas mãos), que seria tudo historinha, sem nenhuma consequência na realidade. Ele seguia incrédulo. Fazia-se desentendido, mas na verdade só queria me intimidar. Eu estava entre irritado e amedrontado. Tinha vontade de mandar o índio à puta que o pariu, mas não podia me indispor com a aldeia. Se é que havia alguma coisa a descobrir (e Leusipo a me intimidar punha ainda mais lenha nessa minha fantasia), era preciso ser diplomático.
CARVALHO, Bernardo. Nove noites. São Paulo: Companhia das Letras, 2006. p. 85.
Com base no fragmento acima transcrito e na leitura integral de Nove noites, assinale a alternativa correta.
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1. A obra possui caráter explicitamente confessional, o que se materializa na forma dos poemas, que simulam registros de um diário pessoal.
2. O livro está dividido em quatro partes, “Livro”, “Cartografias”, “Visitas ao lugar-comum” e “O livro das semelhanças”, sendo a última a mais longa delas.
3. A seção intitulada “Livro” possui um aspecto metaliterário, organizando-se conforme a estrutura de um livro de poemas.
4. Os poemas desta obra se caracterizam pelo emprego de métrica e de esquemas de rimas regulares.
Assinale a alternativa correta.
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Lira XIV
Minha bela Marília, tudo passa; A sorte deste mundo é mal segura; Se vem depois dos males a ventura, Vem depois dos prazeres a desgraça, Estão os mesmos Deuses Sujeitos ao poder do ímpio Fado: Apolo já fugiu do céu brilhante Já foi Pastor de gado.
A devorante mão da negra Morte Acaba de roubar o bem que temos Até na triste campa não podemos Zombar do braço da inconstante sorte; Qual fica no Sepulcro, Que seus avós ergueram, descansado; Qual no campo, e lhe arranca os frios ossos Ferro do torto arado.
Ah! enquanto os Destinos impiedosos Não voltam contra nós a face irada, Façamos, sim, façamos, doce amada, Os nossos breves dias mais ditosos. Um coração que, frouxo, A grata posse de seu bem difere, A si, Marília, a si próprio rouba, E a si próprio fere.
Ornemos nossas testas com as flores E façamos de feno um brando leito; Prendamo-nos, Marília, em laço estreito, Gozemos do prazer de sãos Amores, Sobre as nossas cabeças, Sem que o possa deter, o tempo corre; E para nós o tempo, que se passa, Também, Marília, morre.
Com os anos, Marília, o gosto falta, E se entorpece o corpo já cansado; Triste, o velho cordeiro está deitado, E o leve filho sempre alegre salta. A mesma formosura É dote que só goza a mocidade: Rugam-se as faces, o cabelo alveja, Mal chega a longa idade.
Que havemos d’esperar, Marília bela? Que vão passando os florescentes dias? As glórias, que vêm tarde, já vêm frias; E pode enfim mudar-se a nossa estrela.
Ah! não, minha Marília, Aproveite-se o tempo, antes que faça O estrago de roubar ao corpo as forças, E ao semblante a graça.
GONZAGA, Tomás Antonio. Marília de Dirceu. Org.e edição de Melânia Silva de Aguiar. Rio de Janeiro: Garnier, 1992.
Considerando a lira, a integridade do livro e as características gerais do poeta, assinale a alternativa correta.
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