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[…] não se sustenta o ponto de vista […] segundo o qual o primeiro grande conflito mundial do século XX representara um nítido exemplo de incentivo, ainda que involuntário, ao mercado interno, baseado essencialmente no crescimento da produção industrial.
Na realidade, a guerra provocou um profundo transtorno no comércio internacional, restringindo não só as exportações de produtos agrícolas como a importação de bens de capital necessários à infraestrutura e dos insumos de que se beneficiava a indústria.
(Boris Fausto e Fernando J. Devoto. Brasil e Argentina:
um ensaio de história comparada (1850-2002), 2004. Adaptado.)
O excerto aponta aspectos da economia brasileira durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918) e destaca
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As exposições universais da segunda metade do século XIX e princípios do XX constituem certamente um dos veios mais férteis para o estudo da ideologia articulada à imagem da “riqueza das nações”. Os catálogos e relatórios desses eventos iluminam de forma ímpar vários aspectos do otimismo progressista que impregnava a atmosfera da sociedade burguesa em formação. Encontram-se ali expostos o ideal obsessivo do saber enciclopédico e o não menos conhecido europocentrismo […].
(Francisco Foot Hardman.
Trem fantasma: a modernidade na selva, 1988.)
O excerto associa as exposições universais
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No intervalo de trinta anos entre 1860 e 1890, a cultura e a civilização do indígena americano foram destruídas e é dessa época que vieram praticamente todos os grandes mitos do Oeste Americano — histórias de negociantes de peles, homens das montanhas, pilotos de vapores, mineiros, jogadores, pistoleiros, soldados da cavalaria, vaqueiros, prostitutas, missionários, professores e colonizadores. Só ocasionalmente foi ouvida a voz de um indígena e, muito frequentemente, não registrada pela pena de um homem branco.
(Dee Brown. Enterrem meu coração na curva do rio, 2003. Adaptado.)
Ao apresentar aspectos da conquista do Oeste dos Estados Unidos, o excerto ressalta
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Os escravizados de propriedade de particulares só seriam incorporados ao Exército se seus proprietários se dispusessem a vendê-los. Em um contexto no qual os proprietários sofriam o impacto do fim do tráfico negreiro, poucos pareciam dispostos a fazê-lo.
(Miriam Dolhnikoff. História do Brasil império, 2019. Adaptado.)
A participação de escravizados nas tropas brasileiras que lutaram na Guerra do Paraguai
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Leia o excerto para responder à questão.
A associação dos indígenas ao que seria a nacionalidade brasileira é um assunto bastante caro à produção literária do século XIX. Essa relação foi construída através de um movimento literário que se utilizou de personagens e temáticas indígenas, denominado Indianismo. Havia uma idealização do indígena como um tipo mítico, que era lido naquele momento como o símbolo das origens do Brasil. No entanto, o discurso romântico indianista se aliava a um projeto de Estado que pretendia perpetuar esse modelo vitorioso de colonização, de subjugação dos povos indígenas no espaço que se tornava nacional.
(Fernanda Sposito. “Povos indígenas na independência”.
In : João Paulo Pimenta (org.). E deixou de ser colônia:
uma história da independência do Brasil, 2022. Adaptado.)
O excerto afirma que a idealização do indígena no século XIX representou
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Leia o excerto para responder à questão.
A associação dos indígenas ao que seria a nacionalidade brasileira é um assunto bastante caro à produção literária do século XIX. Essa relação foi construída através de um movimento literário que se utilizou de personagens e temáticas indígenas, denominado Indianismo. Havia uma idealização do indígena como um tipo mítico, que era lido naquele momento como o símbolo das origens do Brasil. No entanto, o discurso romântico indianista se aliava a um projeto de Estado que pretendia perpetuar esse modelo vitorioso de colonização, de subjugação dos povos indígenas no espaço que se tornava nacional.
(Fernanda Sposito. “Povos indígenas na independência”.
In : João Paulo Pimenta (org.). E deixou de ser colônia:
uma história da independência do Brasil, 2022. Adaptado.)
Segundo o excerto, no processo de formação do Estado Nacional brasileiro, os indígenas foram
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A quinta razão das que moveram o infante aos descobrimentos marítimos foi o grande desejo que havia o infante de acrescentar em a santa fé de nosso senhor Jesus Cristo, e trazer a ela todas as almas que se quisessem salvar, conhecendo que todo o mistério da encarnação, morte e paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo foi obrado a este fim, por salvação das almas perdidas, as quais o dito senhor queria, por seus trabalhos e despesas, trazer ao verdadeiro caminho.
(Gomes Eanes de Zurara. Crônica do descobrimento e da conquista
da Guiné. Apud : Laura de Mello e Souza. Inferno Atlântico:
demonologia e colonização: séculos XVI-XVIII, 1993. Adaptado.)
Extraído de um documento histórico de meados do século XV, o excerto trata dos motivos que teriam levado Portugal à expansão marítima e
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A concepção de realeza entre os germânicos estava impregnada de caráter religioso. Tácito já observava que, de modo diverso do que acontecia no caso dos chefes temporários de guerra, livremente escolhidos em razão de seu valor pessoal, os reis eram entre os germânicos escolhidos apenas em certas famílias nobres — sem dúvida, em determinadas famílias hereditariamente dotadas de uma virtude sagrada. Os reis eram considerados seres divinos ou, pelo menos, originados dos deuses.
(Marc Bloch. Os reis taumaturgos, 1993. Adaptado.)
Segundo o excerto, entre os povos germânicos da Idade Média,
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Observe as imagens, que indicam ocupações dos egípcios na Antiguidade.

As ocupações indicadas nas imagens são, respectivamente,
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Leia o Texto 01 e responda às questões 29 e 30.
Texto 01
“Não podemos imaginar que as comunidades indígenas estejam além das relações de poder. Apesar da não existência de um estrato de poder institucionalizado separado do corpo social, as relações de poder estão presentes no cotidiano das pessoas como práticas sociais de autoridade. [...] As relações de autoridade são vivenciadas no próprio cotidiano, entre os sujeitos, podendo envolver as amais diversas categorias de relações, dependendo da cultura da qual estejamos falando, disputas entre gerações, disputas entre homens e mulheres, entre homens e homens e entre mulheres e mulheres, tendo direções preferenciais, mas não predefinidas; durante esta disputa também vai ocorrendo a própria tessitura das atualizações culturais” (Caleffi, 2011, p. 37-38).
Fonte: CALEFFI, Paula. Educação autóctone nos séculos XVI ao XVIII ou Américo Vespúcio tinha razão? STEPHANOU, Maria. BASTOS, Maria Helena Camara In: (Orgs.). séculos XV – XVIII. Petrópolis–RJ: Vozes, 2011 (v. 1).
Leia os textos a seguir:
Texto 2
Tendo uma perspectiva efetivamente conservadora “[...] na equiparação entre os métodos das ciências naturais e sociais, na afirmação literal da rigorosa neutralidade do cientista social, e na busca de leis gerais e invariáveis que regeriam as sociedades humanas” (Barros, 2011) é que se consolida um sistema em favor de uma ordem estabelecida.
Texto 3
Na historiografia, somente em meados do século XIX, com Taine, Renan e Buckler, as ideias de progresso “[...] geralmente relacionadas aos avanços tecnológicos e ao conjunto das explicações científicas para os diversos fenômenos naturais e sociais - e também aparecem as referências aos 'estágios da civilização', estabelecendo-se uma hierarquia entre sociedades que situa a Europa no topo e rebaixa paternalisticamente os povos americanos e africanos” (Barros, 2011).
Nesse contexto é que se afirma essa nova corrente historiográfica.
Fonte: BARROS, José de D'Assunção. os primeiros paradigmas: positivismo e historicismos. Petrópolis-RJ: Vozes, 2011 (v. II). Teoria da História:
Ambos os textos nos remetem apenas ao:
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