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3731963 Ano: 2025
Disciplina: História
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Itatiba-SP
A propriedade sobre escravos não se limitava a grandes senhores de engenho, fazendeiros e mineradores. Tanto no campo como na cidade era grande o número de pequenos escravistas, donos de um, dois, três escravos, trabalhadores na pequena lavoura, nos serviços de rua ou no de casa. Por todas essas características, os escravos marcaram em profundidade os costumes, o imaginário, a cultura [...] de nossa população. Tendo sido o Brasil o último país do hemisfério a abolir a escravidão, em 1888, pode-se dizer que a história do século XIX brasileiro, que viu esse imenso território formar-se enquanto nação independente, se confunde com a história do apogeu e da queda do regime escravista.

(João José Reis, “’Nos achamos em campo a tratar da liberdade’: a resistência negra no Brasil oitocentista”. In: Carlos Guilherme Motta (org.) Viagem incompleta. A experiência brasileira (1500 – 2000). Formação: histórias. São Paulo: Editora SENAC, 2000)

O excerto refere-se
 

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3731962 Ano: 2025
Disciplina: História
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Itatiba-SP
A opção de Maria Quitéria de Jesus pela causa da independência é exemplar. Não sabia ler ou escrever, mas ouviu histórias na pequena propriedade de seu pai no interior da Bahia, sobre a opressão de Portugal, fazendo seu coração “arder de amor à Pátria”. Fugiu para a casa da irmã casada, que a ajudou a vestir-se de homem para assim poder entrar para o exército patriótico. Participou de algumas batalhas, distinguiu-se em ação e finalmente foi recebida pelo imperador, em agosto de 1823, que a condecorou com a ordem do Cruzeiro e a promoveu a alferes.

(Maria Lígia Coelho Prado, América Latina no século XIX - Tramas, telas e textos. São Paulo, 2014)

A biografia de Maria Quitéria de Jesus revela a
 

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3731961 Ano: 2025
Disciplina: História
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Itatiba-SP
Não se pode negar que tal denominação [América Latina], no presente, é hegemônica, sendo adotada internacionalmente por historiadores, cientistas sociais e pela imprensa em geral. Assim, aqui também adotamos a noção de América Latina, cientes das implicações políticas de sua invenção e dos problemas que sua utilização pode gerar. Não propomos apresentar interpretações generalizantes para toda a região. No decorrer de nossas análises, enfatizaremos as especificidades nacionais conectadas a contextos latino-americanos mais amplos.

(Maria Lígia Prado e Gabriela Pellegrino, História da América Latina, 2014)

As historiadoras entendem que o conceito de América Latina
 

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3731960 Ano: 2025
Disciplina: História
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Itatiba-SP
O advento da Renascença propriamente dita – trazendo consigo novas ciências, como a arqueologia, a epigrafia e a crítica textual, para iluminar o passado clássico – de repente estendeu a lembrança e a emulação da Antiguidade até uma escala enorme e explosiva. Arquitetura, pintura, escultura, poesia, filosofia, teoria política e militar, todas se esforçaram em recuperar a liberdade e beleza das obras antes destinadas ao esquecimento.

(Perry Anderson, Linhagens do Estado absolutista, 1998)
A afirmação “recuperar a liberdade e beleza das obras antes destinadas ao esquecimento” implicava, para os contemporâneos do Renascimento,
 

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3731959 Ano: 2025
Disciplina: História
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Itatiba-SP
As catástrofes eram entendidas, dentro da tradição judaica, em termos de martirologia, o que por sua vez tinha base histórica tanto nos primeiros séculos de nossa era, quando judeus e cristãos desafiaram o poder do Império Romano, quanto nas condições medievais, quando se oferecia aos judeus o batismo como alternativa para se livrarem das perseguições, mesmo se a causa da violência fosse política e econômica, e não religiosa.

(Hannah Arendt, Origens do totalitarismo, 1997)

O excerto analisa a questão das perseguições aos judeus no final do Império Romano e na Idade Média Ocidental, acentuando
 

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3731958 Ano: 2025
Disciplina: História
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Itatiba-SP
Os povos de língua tupi-guarani que vasculharam e fizeram migrações sucessivas e progressivas por milhões de quilômetros quadrados do território tropical e subtropical da América do Sul caracterizam-se por forte adaptabilidade aos domínios de florestas, ao uso dos rios, incluindo moradias e tabas construídas em pontos de diques marginais e sítios de baixos terraços. [...] os tupis incorporaram pela primeira vez, na pré-história brasileira, toda a faixa litorânea frontal do país, tendo por preferência barras de rios e riachos encostados em morrotes ou maciços costeiros florestados. E chegaram até a Amazônia.

(Aziz Nacib Ab’Sáber, “Incursões à pré-história da América tropical”. In: Carlos Guilherme Mota (Org.) Viagem incompleta: a experiência brasileira (1500 – 2000). Formação: histórias, 2000)

A ocupação do litoral pelos tupis, mencionada pelo excerto,
 

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3731957 Ano: 2025
Disciplina: História
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Itatiba-SP
Cinco séculos de história podem representar muito, considerada a história das civilizações americanas, sobretudo no que diz respeito à experiência particular afro-luso -brasileira. Experiência de uma cultura já miscigenada na Península Ibérica, que viria a predominar nessas partes do globo, gerando interpretações inéditas, muito difundidas e discutíveis sobre a “adaptabilidade” dos portugueses nos trópicos, e que marcariam [fundamentalmente] o pensamento no Brasil do século XX.

(Carlos Guilherme Mota, “Introdução”. In: Carlos Guilherme Mota (0rg.) Viagem incompleta: a experiência brasileira (1500-2000). Formação: Histórias, 2000)

O excerto faz uma espécie de balanço dos quinhentos anos da história do Brasil, referindo-se à
 

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3731956 Ano: 2025
Disciplina: História
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Itatiba-SP
De qualquer modo, os historiadores são tradutores entre o passado e o presente, e nesse livro eu tentava fazer o Renascimento inteligível aos leitores do século XXI. Já está sendo traduzido em quatro línguas – francês, alemão, italiano e espanhol.

(“Entrevista com Peter Burke”, In: Maria Lúcia Garcia Pallares-Burke. As muitas faces da história. Nove entrevistas, 2000)

O historiador alude, na entrevista,
 

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3731955 Ano: 2025
Disciplina: História
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Itatiba-SP
Tinha a ideia de ler os processos [da Inquisição] nas entrelinhas e também a contrapelo, desvirtuando, por assim dizer, as intenções das evidências; indo contra ou além das razões pelas quais elas foram construídas. É o que Marc Bloch sugeriu quando falou sobre a estratégia de leitura tortuosa, lendo, por exemplo, a hagiografia medieval não para conhecer a vida dos santos, mas como evidência da história da agricultura medieval.

(“Entrevista de Carlo Ginsburg”. In: Maria Lúcia Garcia Pallares – Burke. As muitas faces da história. Nove entrevistas, 2000)

O historiador refere-se
 

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3731954 Ano: 2025
Disciplina: História
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Itatiba-SP
Analise o excerto, que aproxima a especialização do trabalho industrial ao filme Tempos Modernos, lançado em 1936, dirigido e protagonizado por Charles Chaplin.

A manufatura, diz Marx, “estropia o trabalhador e faz dele uma espécie de monstro, favorecendo, como numa estufa, o desenvolvimento de habilidades parciais, suprimindo todo um mundo de instintos e capacidades”. [...] Em Tempos Modernos são excelentes as cenas em que o corpo alcança uma condição automatizada, com movimentos precisos e ritmo regular. Procurando mostrá-lo como mais uma peça da engrenagem, o personagem de Chaplin perde o controle, tornando-se puro movimento automático das mãos. [...] Carlitos, enlouquecido, puro movimento automático, [persegue] uma mulher pela rua, ao confundir botões de seu vestido com os parafusos que deve apertar.

(Carlos Alberto Vesentini, “História e ensino: o tema do sistema de fábrica visto através de filmes”. In: Circe Maria Fernandes Bittencourt (org.) O saber histórico na sala de aula, 1998)

A comparação, veiculada pelo excerto,
 

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