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“Joaquim José da Silva Xavier confessa ser quem ideou tudo e afirma que os nacionais dessa América não sabiam os tesouros que tinham e que podiam aqui ter tudo se soubessem fabricar. Passou depois o respondente a falar dos governos, e como vexavam os povos, e que também ele era um dos queixosos, que pelas nações estrangeiras por onde tinha andado, ouvira falar com admiração de não terem seguido o exemplo da América Inglesa; com este dito entrou o respondente a lembrar-se da independência, que este país podia ter, entrou a desejá-la, e ultimamente cuidar no modo, porque poderia isso efetuar-se. Poderia assim suceder que essa terra se fizesse uma república, e ficasse livre dos governos, que só vêm aqui ensopar-se em riquezas de três em três anos, e que as potências estrangeiras se admiravam, de que a América Portuguesa não se subtraísse da sujeição de Portugal. E disse que a nova república que se estabelecesse deveria ter uma bandeira, que deveria ter um triângulo, representando as três pessoas da Santíssima Trindade.”
Adaptado de: Autos de Devassa da Inconfidência Mineira, V. 4. Brasília – Belo Horizonte: Câmara dos Deputados – Governo do Estado de Minas Gerais, 1982.
Com base na leitura do trecho, é correto afirmar que o documento sobre a Inconfidência Mineira
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“Minha pesquisa identifica os metalúrgicos negros da Jamaica como autores de uma das inovações mais importantes da Revolução Industrial britânica, a metalúrgica. Historiadores da tecnologia devem deslocar o foco da "inovação" para o "uso". Entre as várias implicações importantes dessa mudança, destacase o potencial de ampliar o escopo da história, indo além das disputas por patentes, geralmente dominadas por grupos hegemônicos, e, talvez, identificar ideias e aplicações verdadeiramente inovadoras com base em seu uso real. Os negros jamaicanos vieram de muitos lugares e experiências diferentes. Estima-se que 75% das pessoas transportadas da Baía de Biafra para as Américas entre 1640 e 1800 foram retiradas de Igboland, a maioria da região norte, mais conhecida pela habilidade na metalurgia.”
Adaptado de Bulstrode, Jenny. Black metallurgists and the making of the industrial revolution, History and Technology, 39:1, 2023, pp.
Com base na leitura, é correto afirmar que a novidade da abordagem da autora reside em
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“O ministério pombalino constitui um tema incontornável da historiografia portuguesa e internacional. De resto, à imagem do que acontece a outras figuras ligadas ao despotismo esclarecido, existe uma longa tradição de trabalho dedicado ao principal governante do século XVIII português.”
Fonte: Cruz, Miguel da. Pombal e o Império Atlântico: impactos políticos da criação do Erário Régio. Revista Tempo, v.20, 2014, p. 2.
Com base na leitura, assinale a opção que apresenta corretamente uma medida do Marques de Pombal que reflete seu despotismo esclarecido.
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I. Não havia nenhum único fenômeno cultural da Idade Média que não entrasse no conceito de Renascimento em pelo menos um dos seus aspectos. Gradualmente, tudo o que parecia espontâneo e singular na Idade Média tardia havia sido extraído dali para ser colocado entre as origens do Renascimento. Não havia um final à vista. Num exame mais detido, teria havido de fato qualquer Idade Média?
Fonte: Huizinga, J. Men and Ideas: History, the Middle Ages, the Renaissance. Nova York: Meridian Books, 1959, p. 264-265.
II. Na Idade Média, as duas faces da consciência, a face objetiva e a face subjetiva, estavam de alguma maneira veladas; a vida intelectual assemelhava-se a um meio sonho. O Véu que envolvia os espíritos era tecido de fé e de preconceitos, de ignorância e de ilusões; o mundo e a história apareciam com cores bizarras; quanto ao homem, apenas se conhecia como raça, povo, partido, corporação, família ou sob uma outra forma geral coletiva. Foi a Itália a primeira a rasgar o véu e a dar o sinal para o estudo objetivo do Estado e de todas as coisas do mundo; mas, ao lado desta maneira de considerar os objetos, desenvolve-se o aspecto subjetivo; o homem torna-se indivíduo espiritual e tem consciência deste novo estado.
Fonte: Burckhardt, Jacob. A Civilização do Renascimento Italiano. Lisboa: Editora Presença, 1983, p. 107.
Com base na leitura dos trechos, analise as afirmativas a seguir e assinale (V) para a verdadeira e (F) para a falsa.
( ) Ambos os trechos, independentemente da periodização adotada, reconhecem o Renascimento como uma categoria histórica significativa.
( ) O trecho I considera que o Renascimento representou uma ruptura radical com a Idade Média, evidenciando a possibilidade de estabelecer fronteiras cronológicas precisas na história.
( ) O trecho II afirma que, no Renascimento, o homem passa a reconhecer-se como indivíduo espiritual e consciente de sua própria subjetividade e fé, em contraste com a Idade Média, quando sua identidade estava ligada aos vínculos coletivos.
As afirmativas são, segundo a ordem apresentada, respectivamente,
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( ) A Reforma incentivou a alfabetização e a educação voltadas à leitura da Bíblia, enquanto a Contrarreforma reforçou a disciplina religiosa, a hierarquia e o controle moral da população.
( ) A Reforma eliminou os dízimos nas cidades protestantes, enquanto a Contrarreforma aumentou a arrecadação em cidades católicas como forma de fortalecer o controle da Igreja sobre os fiéis.
( ) Tanto a Reforma quanto a Contrarreforma impactaram a política europeia, ao fortalecer alianças regionais e influenciar decisões de monarcas em função de interesses religiosos e territoriais.
As afirmativas são, segundo a ordem apresentada, respectivamente,
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“Índios aldeados e índios considerados selvagens compunham a diversidade das populações indígenas presentes na América portuguesa, porém a barreira entre elas era muito menor do que se supunha e se apregoava, conforme a ideologia e a política indigenista, então vigentes. Índios e mestiços, selvagens e civilizados confundiam-se e relacionavam-se intensamente entre si e com outros segmentos da sociedade colonial, indo e voltando, com frequência de uma condição à outra.”
Adaptado de Celestino, Maria Regina. Índios mestiços e selvagens civilizados de Debret reflexões sobre relações interétnicas e mestiçagens. Varia História, vol. 25, nº 41, 2009, p. 88.
Com base na leitura do trecho, assinale a opção que apresenta corretamente a compreensão da autora sobre as categorias de indígenas na América portuguesa.
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Assinale a opção que apresenta corretamente um dos resultados desses tratados.
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I. Os capitães donatários, além de receberem amplos poderes administrativos e jurídicos sobre suas capitanias, assumiam também os encargos financeiros da colonização.
II. As capitanias foram administradas por agentes da Coroa portuguesa, que tinham autonomia para representar diretamente os interesses do rei.
III. O modelo das capitanias hereditárias foi adotado como medida temporária, restrita à região Norte do Brasil, onde se concentravam os principais interesses econômicos da Coroa.
Está correto o que se afirma em
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Observe a imagem e leia o trecho a seguir sobre ela.

Fonte: The University of Miami Libraries, Cuban Heritage Collection,
CHC0339, box 64.
“Na sala da Coleção de Patrimônio Cubano da Universidade de Miami, os pesquisadores podem examinar uma caixa rotulada como "pedras mágicas", que contém as pedras retratadas na imagem. Estudiosos de Ciência e Tecnologia desenvolveram diversos modelos para examinar objetos como essas pedras, cujo uso escapa à racionalidade científica convencional. Em vez de pensar os mundos dos povos caribenhos da era moderna que usavam essas pedras em seus rituais de cura como intrinsecamente incompreensíveis, a abordagem aqui considera que é a história das nossas formas de pensar sobre esses mundos o que os tornou assim. Não é que mundos como os dos povos caribenhos do século XVII sejam inevitavelmente incomensuráveis, mas que nós, ocidentais, não prestamos atenção de forma adequada à natureza peculiar das nossas próprias práticas epistemológicas. Pois são essas mesmas práticas que tornaram os mundos dos caribenhos tão ostensivamente estranhos para nós.”
Adaptado de: Pablo F. Gómez (2018) Caribbean stones and the creation of early-modern worlds, History and Technology, 34:1, 12-13.
Com base na leitura do trecho, é correto afirmar que o autor
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“O que as pessoas valorizavam na filosofia natural moderna era coerente com os valores embutidos no comércio. Comerciantes demonstravam profundo interesse pelos fatos naturais porque estes eram essenciais para os negócios. Os modos de vida associados ao comércio, que passavam a dominar cada vez mais a Europa, direcionavam o foco da atenção para os objetos da natureza. Não é coincidência, então, que a chamada Revolução Científica tenha ocorrido ao mesmo tempo que o desenvolvimento da primeira economia global. Esse mundo conectava as minas de prata do Peru à China e à Europa, as plantações de açúcar do Caribe e as regiões produtoras no sudeste asiático ao trabalho escravizado e aos produtos de luxo. À medida que as cidades comerciais e o capital financeiro que produziam se tornaram mais importantes para os sistemas políticos maiores dos quais faziam parte, os valores dos mercadores urbanos passaram a dominar cada vez mais a sociedade.”
Adaptado de: Cook, Harold. Matters of Exchange. Commerce, Medicine, and Science in the Dutch Golden Age. New Haven&London: Yale University Press, 2007, pp. 410-411
Com base na leitura do trecho, assinale a opção que descreve corretamente os elementos constitutivos da revolução cientifica de acordo com o autor.
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