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A desindustrialização no Brasil tem sido um tópico de grande preocupação entre economistas e formuladores de políticas públicas. Desde a década de 1990, a indústria brasileira tem enfrentado desafios significativos, como a abertura econômica, oscilações cambiais e uma competitividade global crescente. A produtividade total dos fatores (PTF) é um indicador crucial para entender o desempenho econômico de um país, e no Brasil, a PTF tem mostrado uma tendência de queda desde os anos 1970. Estudos indicam que a queda na PTF é um dos principais fatores que explicam a perda de competitividade da indústria brasileira em relação a outras economias mais desenvolvidas. Além disso, a eficiência na utilização dos fatores de produção é outro aspecto fundamental, que pode ser mensurado através do modelo de fronteira estocástica de produção. Este modelo permite identificar a má-alocação dos recursos e propor políticas específicas para melhorar a eficiência dos setores industriais. Assim, a produtividade dos fatores de produção é um tema central no debate econômico do Brasil, especialmente, no contexto da estagnação da produtividade e a má-alocação de recursos produtivos (IPEA, 2022).
Avalie as seguintes afirmativas sobre a produtividade dos fatores de produção na indústria brasileira entre 2007 e 2019:
( )A produtividade total dos fatores (PTF) da indústria brasileira caiu aproximadamente 15,7% ao longo do período de 2007 a 2019.
( )Após 2016, os setores industriais brasileiros apresentaram um aumento na produtividade total dos fatores (PTF).
( )O setor de extração de petróleo e gás natural foi o único que apresentou um aumento expressivo na produtividade durante o período analisado.
( )A má-alocação dos recursos produtivos é apontada como uma das causas da baixa produtividade na indústria brasileira.
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A partir dos anos 80 do século passado, teve início nova onda de inovações técnicas que constituiu a Segunda Revolução Industrial. Ela produziu o acesso a novas formas de energia, como a elétrica e a produzida pelo motor à explosão, e a novas modalidades de consumo, desde o automóvel e os aparelhos domésticos até a radiodifusão, a televisão, a medicina científica, etc. Assim como a Primeira, também a Segunda Revolução Industrial encurtou as distâncias mediante novas formas de transporte aéreo, aquático e terrestre e de telecomunicações. É claro que a infraestrutura sofreu imenso impacto em função da Segunda Revolução Industrial, com inúmeros efeitos sobre produção, distribuição e consumo. Destes todos, interessa destacar um, que teve o condão de fazer o capitalismo entrar em uma nova etapa. Trata-se da produção e distribuição em massa. [...] Finalmente, técnicas de produção em massa foram inventadas também para as indústrias de montagem, a começar pela de armas, depois máquinas de escrever e, finalmente, automóveis. A invenção da linha de montagem, por Ford, já no começo do século passado, é a culminância de um processo iniciado cerca de 50 anos antes. Quando a produção em massa começou a revelar seu prodigioso potencial, estas técnicas se difundiram por outros continentes, a começar pela Europa e, em seguida, pela América Latina e Ásia. [...] O resultado foi uma imensa centralização de capitais. Muitas empresas se fundiam ou as maiores adquiriam as menores, sempre no intuito de ampliar a escala de produção e distribuição. Em cada ramo industrial, o número de empresas caía e o tamanho das que restavam era cada vez maior. Havia, é claro, dificuldades em controlar e gerir efetivamente empresas que se tornavam gigantescas. Mas estes problemas já estavam sendo enfrentados, havia décadas, pelas grandes prestadoras de serviços públicos, sobretudo as ferrovias. A estrutura administrativa desenvolvida por estas empresas foi adaptada pelas indústrias que resultavam da centralização do capital. Generalizava-se o capital monopólico. O caráter dos mercados modificavase, pois os capitais monopólicos tinham poder para determinar seus preços em vez de aceitar os praticados no mercado. Os setores em que a produção em massa ainda não era possível, como a agricultura, ficaram em posição de franca inferioridade em relação aos que se tornaram monopólicos. [...] A lógica da centralização é produzir o monopólio. A maximização do lucro em ramos de produção em que ganhos de escala são significativos leva os capitais a se centralizar até constituírem uma só empresa. [...] A preservação do capitalismo é vital para todos os capitais, pequenos, médios e grandes. Por isso, coletivamente, a classe capitalista deseja preservar alguma descentralização dos capitais e alguma competição entre eles, apoiando a ação governamental que impede a monopolização da economia. [...] Os efeitos centralizadores da produção em massa também atingiram os sindicatos de trabalhadores. As multiempresas trataram de impedir de todas as maneiras que seus trabalhadores fossem organizados por forças hostis ao capital. Algumas recorreram à repressão violenta, outras promoveram a formação de “sindicatos de empresas”, que elas controlavam [...] (PAUL, 1998). A partir da leitura do texto, marque qual das alternativas é capaz de explicar o impacto da Segunda Revolução Industrial na centralização de capitais e na formação de monopólios.
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As mudanças climáticas têm se mostrado um dos maiores desafios para o setor agrícola brasileiro, influenciando diretamente a produtividade e a sustentabilidade das culturas. A variabilidade climática e os eventos extremos, como secas e chuvas intensas afetam a disponibilidade de água e a fertilidade do solo, exigindo adaptações constantes dos agricultores para mitigar os impactos negativos. O desenvolvimento de políticas nacionais robustas em relação às mudanças climáticas é crucial para impulsionar a agenda internacional do clima, garantindo maior coesão e eficácia. Qual das seguintes estratégias é a mais eficaz para o setor agrícola brasileiro enfrentar os desafios impostos pelas mudanças climáticas?
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Uma massa de ar pode ser descrita como um grande corpo horizontal e homogêneo que se desloca de forma distinta, podendo ter origem tanto tropical quanto polar, se formando em locais onde as condições são propícias para o desenvolvimento de vastos corpos de ar homogêneos e horizontais, geralmente em áreas extensas e uniformes. Locais com terrenos acidentados ou onde a terra e a água se encontram são desfavoráveis para o surgimento de massas de ar. Quando uma massa de ar sai da sua região de origem, ela pode sofrer alterações térmicas ou dinâmicas, por isso, elas são classificadas de acordo com suas regiões de origem e possuem características distintas que influenciam o clima global. Cada tipo de massa de ar é formado em uma região específica e possui propriedades que afetam diretamente as condições meteorológicas das áreas que atravessam. Identifique a principal característica das massas de ar formadas na região dos Alísios do Atlântico Sul.

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As unidades geomorfológicas são definidas por arranjos de formas altimétrica e fisionomicamente semelhantes, influenciadas por fatores paleoclimáticos, litológicos e estruturais. Cada unidade apresenta processos originários, formações superficiais e tipos de modelados distintos, e o comportamento da drenagem é um referencial importante para entender as relações entre os ambientes climáticos e as condicionantes litológicas ou tectônicas. Identifique a característica que distingue as chapadas dos tabuleiros dentro das unidades geomorfológicas.

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O cenário mundial tem se caracterizado por uma forte tendência de globalização da economia internacional, com intensa conexão dos mercados cambiais, financeiros e de investimentos diretos estrangeiros (IDE), e com fluxos maciços e continuados de capitais entre as principais praças financeiras. Geralmente, o capital financeiro mobiliza trilhões de dólares por dia no sistema interligado do mercado cambial, enquanto o mercado de capitais, por sua vez, movimenta cifras assustadoras de aproximadamente, também, trilhões de dólares diariamente. Estas “nuvens” financeiras altamente voláteis são capazes de gerar, ao menor sinal de incerteza, grande instabilidade ou vulnerabilidade a qualquer governo ou economia nacional. Neste contexto, é também cada vez maior a centralização do avanço tecnológico e do fluxo comercial entre as grandes empresas transnacionais, que concentram cerca de dois terços do comércio mundial, basicamente no interior da tríade EUA-Japão-CEE. Entre 1980 e 1989, algo em torno de 96% das alianças tecnológicas estratégicas ocorreram entre empresas situadas nos países desenvolvidos, e 92% entre os países pertencentes à tríade. Alianças envolvendo países fora da tríade responderam por apenas 3,8% dos casos registrados no período. Com relação aos acordos de transferência de tecnologia, cerca de 90% dos contratos de transferência registrados durante os anos 80 foram feitos entre empresas da tríade e de outras economias desenvolvidas (PAUL, 1998). Neste aspecto, a preferência pelas inversões nos países desenvolvidos justificar-se-ia pelas dimensões de mercado, pela estabilidade macroeconômica e pelos esforços rumo à integração hemisférica. Como decorrência, presencia-se um acirramento das rivalidades concorrenciais entre as empresas e um movimento generalizado potencializando à globalização dos fluxos financeiros, informacionais, de bens e serviços e dos sistemas de produção tecnológica.
Diante do cenário mundial de globalização econômica, qual das alternativas a seguir traz a proporção aproximada das alianças tecnológicas estratégicas que ocorreram entre empresas situadas nos países desenvolvidos durante a década de 1980?
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A teoria da Deriva Continental, proposta por Alfred Wegener em 1915, sugere que há cerca de 600 milhões de anos existia um único supercontinente chamado Pangea. Este supercontinente começou a se fragmentar há aproximadamente 200 milhões de anos, formando Laurásia ao norte e Gondwana ao sul. Wegener baseou sua teoria na similaridade dos contornos dos continentes, em evidências fósseis e na correlação entre estruturas geológicas encontradas em diferentes continentes. No entanto, sua teoria não explicava satisfatoriamente as causas e os movimentos da deriva continental. Somente a partir dos anos 60, com técnicas inovadoras de prospecção e rastreamento dos oceanos, foi possível entender o mecanismo que movimenta os continentes, levando ao desenvolvimento da teoria da Tectônica de Placas, que integra a Deriva Continental em um contexto mais amplo e coerente (MANZIG, [s.d.]).
Desse modo, a tectônica de placas é um processo geológico que descreve o movimento das placas da litosfera terrestre, e esse fenômeno é responsável pela formação de montanhas, terremotos e vulcões, entre outros eventos geológicos significativos. A convergência de placas, em particular, é um processo em que duas placas tectônicas se movem uma em direção à outra, resultando em uma variedade de formações e atividades geológicas. Baseado nestes aspectos, analise as afirmações a seguir sobre a convergência de placas tectônicas, marcando a alternativa correta.

I - Afirmativa: A Cordilheira dos Himalaias é resultado da colisão entre a Placa Indiana e a Placa Eurasiana.
II - Razão: A convergência de placas continentais resulta na subducção de uma placa sob a outra, formando cadeias de montanhas.
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A localização de pontos no espaço é fundamental para a representação da superfície terrestre e das feições geográficas que a compõem. Para isso, utilizamos sistemas de coordenadas que definem pontos e eixos de referência, permitindo medir afastamentos e direções a partir de uma origem comum. Mediante o enunciado, pode se afirmar que o principal fator determinante da escolha de um sistema de coordenadas para o registro de feições geográficas é:

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Os mecanismos que originam e mantém esta Zona de Convergência não estão ainda totalmente definidos, contudo, os estudos indicam que essesistema sofre influências de fatores remotos e locais. Com isso, aparentemente as influências remotas modulam o início, duração e localização desta Zona de Convergência, enquanto os fatores locais são determinantes para a ocorrência desse. Quanto aos fatores remotos a simulação de uma onda estacionária associada a um modelo de circulação geral da atmosfera mostrou que a existência dessa onda estava vinculada à convecção na região tropical e nas próprias Zonas de Convergência. Há o único consenso que parece ser quanto ao papel da convecção na região Amazônica. Essa Zona de Convergência pode ser identificada, na composição de imagens de satélite, como uma banda de nebulosidade que se estende desde o sul da região Amazônica até a região central de um oceano.
Disponível em https://www.cptec.inpe.br/glossario.shtml#20
Diante das características descritas, como importante sistema meteorológico, podemos afirmar que esta Zona de Convergência é:
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A reprodução do capital passa pelos processos de urbanização via uma miríade de formas. Mas a urbanização do capital pressupõe a capacidade dos poderes da classe capitalista de dominar o processo urbano. Isto implica que a dominação da classe capitalista não é apenas sobre os aparatos do Estado (em particular aqueles aspectos do poder de Estado de administração e governo das condições sociais e de infraestrutura dentro das estruturas territoriais), mas, também, sobre o conjunto da população - seus estilos de vida, assim como sua força de trabalho, seus valores políticos e culturais, suas concepções mentais do mundo. Este nível de controle não ocorre facilmente. A cidade e o processo urbano que a produz tornam-se daí em diante locais centrais de luta política, social e de classe (HARVEY, D. Rebel Cities. Londres: Verso, 2012, p. 66).
Diante das questões urbanas anunciadas no texto, podemos afirmar que:
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