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Respondida
O profissional de atuação em fonoaudiologia deve possuir conhecimento anatomofisiológico definido como um conjunto de estruturas orais que funcionam de forma integrada com sistemas músculo-esquelético, nervoso, circulatório, digestivo e respiratório. Assinale a alternativa correta em relação às estruturas do sistema estomatognático.
Respondida
A respeito dos distúrbios miofuncionais orofaciais, é incorreto afirmar:
Respondida
Há respeito das funções Mastigatória e deglutição, é incorreto afirmar:
A
podem-se citar como fatores que alteram a função mastigatória: as malformações craniofaciais, os traumatismos de face, a ressecção de tumores decorrentes de doenças oncológicas, as falhas dentárias, a perda óssea alveolar, a má oclusão e as deformidades dentofaciais que alteram as estruturas estáticas do sistema mastigatório
B
a fase faríngea, inconsciente e voluntária, que dura em média 1 segundo. O bolo alimentar desencadeia o fechamento da nasofaringe pelo palato mole, para evitar a passagem do bolo alimentar para a cavidade nasal
C
o objetivo principal do fonoaudiólogo no trabalho com as funções estomatognáticas é promover a estabilidade funcional. A terapia com a função mastigatória deverá ser realizada sempre que as condições morfológicas possibilitarem
D
a deglutição é uma função extremamente complexa e envolve elementos dos sistemas estomatognático, digestório e respiratório. Está diretamente relacionada com condição anatômica e funcional orofacial, além do sistema nervoso central e periférico
E
a deglutição é um processo que, didaticamente, pode ser dividido em quatro fases: oral preparatória, oral propriamente dita, faríngea e esofágica
Respondida
A respeito dos distúrbios miofuncionais, é correto afirmar:
A
A deglutição atípica caracteriza-se pelo padrão inadequado da língua, como a interposição anterior, sem que haja qualquer alteração da morfologia da cavidade oral. Quando existe a presença de hábitos orais deletérios, respiração oral ou oronasal e alterações da mastigação, entre outros, em que a deglutição com interposição de língua é mais uma condição alterada, contudo não há o distúrbio miofuncional orofacial
B
As alterações do frênulo lingual não contribuem para a existência de distúrbios de fala, de origem fonética
C
A avaliação da força de mordida não serve para o diagnóstico e o tratamento dos distúrbios miofucionais orofaciais da mastigação, tendo em vista que as fraquezas musculares não costumam afetar o desempenho mastigatório
D
A disfagia orofaríngea diz respeito à dificuldade secundária pela perda sensorial e/ou muscular de estruturas responsáveis pela deglutição fisiológica normal e pode trazer prejuízo aos aspectos nutricionais, de hidratação, ao estado pulmonar, ao prazer alimentar e social do indivíduo
E
A disfagia orofaríngea refere-se a um distúrbio de mastigação com sinais e sintomas específicos caracterizados por alterações em qualquer etapa e/ou entre as etapas da mastigação. Tal distúrbio está associado à senilidade ou a problemas neurológicos, psicogênicos ou mecânicos, sendo os últimos frequentemente originados por traumatismos de face, câncer da cabeça e pescoço, sondas nasoenterais e traqueostomia, entre outras causas
Respondida
As palavras iugoslavo, rastaquera e introito são consideradas ditongos. Diante do exposto, assinale a alternativa que apresenta a respectiva classificação dos ditongos.
Respondida
Assinale a alternativa que apresenta uma afirmação incorreta sobre os conceitos da produção da fala.
A
Os desvios fonéticos, geralmente, estão relacionados com comprometimentos nas estruturas envolvidas na fala propriamente dita: centros da fala, vias e terminações nervosas, músculos e ossos
B
As alterações respiratórias causadas por problemas mecânicos, como tonsilas aumentadas e septo desviado, ou por problemas funcionais, como rinite e alergias, podem interferir na produção articulatória dos sons da fala
C
Pacientes com disfunção da articulação temporomandicular tenderão a apresentar: redução da amplitude do movimento mandibular; aumento da atividade da musculatura perioral; lateralização da mandíbula nos fones |s| e |z|; diminuição da velocidade da fala e, ainda, alterações de voz. Estudo sobre a fala e a dor por alterações musculares ou ósseas também estão presentes na literatura
D
Tem sido constatado que as alterações dentárias e oclusais têm aumentado muito e, por esse motivo, muitas pessoas, sejam crianças ou adultos, apresentam distorções nos sons |s| e |z|
E
Em adultos sem doenças neurológicas ou alterações mentais, uma das alterações mais comumente encontradas na produção da fala é a imprecisão. A imprecisão é uma alteração em um determinado som, ou em um grupo específico de sons
Respondida
Em relação ao conceito de prosódia, é correto afirmar:
Respondida
A respeito da disartria, é correto afirmar:
A
os sinais clínicos da disartria espástica seriam: redução dos tempos máximos de fonação (por falta de controle de saída do ar e pela redução dos volumes pulmonares), presença de ataque vocal brusco, maior facilidade na articulação dos fricativos do que dos plosivos; aumento da amplitude de movimento mandibular durante a articulação de fala; dificuldade em manter estabilidade durante a emissão quanto à qualidade vocal, à intensidade, à frequência e à características articulatórias
B
na disartria atáxica, a fala caracteriza-se por: alteração de prosódia, com ênfases inadequadas durante a emissão de palavras ou frases, encurtamento de vogais, distorção de fonemas, alteração na velocidade da fala e também na coordenação pneumofonoarticulatória
C
conceitualmente, as disartrias referem-se à alterações da produção da fala, envolvendo a linguagem
D
na disartria hipercinética, a fala apresenta-se em emissões longas; imprecisão de fonemas, sejam oclosivos ou fricativos; e flutuação dos marcadores de intensidade, duração e frequência, com alteração na velocidade de fala
E
o paciente com doença de Parkinson tende a ter uma redução da elevação laríngea. Além disso, verifica-se uma cifose torácica acentuada marcando a alteração postural e o paciente, para compensar o desalinho cervical
Respondida
A partir do texto abaixo é possível verificar recursos expressivos no plano fônico:
REGIME
(Millôr Fernandes)
Parlamentar,
Pra lamentar,
Pra ralentar
Pra elementar
Pra amamentar
Pra arrebentar
Ou pra militar?
(Veja 27/05/81)
O texto compõe-se de uma estrofe de sete versos, os dois primeiros tetrassílabos (4 sílabas métricas) e o último pentassílabo (5 sílabas métricas). Com efeito, qual leitura está incorreta .
A
Regime e militar são termos que se investem de ambiguidade e dinamismo, compondo, assim, o eixo restrição/ampliação
B
Trata-se de um texto de ‘humor’ e os fonemas (vogais e consoantes) atuam na sua estruturação respondendo nesse jogo ao efeito desejado, acumulando-se nos versos os segmentos fônicos mais relevantes para projetar auditivamente a ideia a exprimir
C
A indagação constitui-se em mais um elemento de coesão do texto e, por conseguinte, de unidade significativa. Essa indagação acionada pela vogal alta no título (Regime ) é retomada com uma mudança de entonação (curva ascendente) – característica da frase interrogativa – apenas no último verso (Ou pra militar? )
D
O quarto verso, tendo em vista as possíveis leituras: prae / le / men / tar ocorre uma sinalefa. Pre / le / men / tar ocorre uma ectlipse. Isto é responsável pela coesão, pois, se por um lado – no eixo vertical – ele se sintoniza com os versos cuja primeira vogal é sempre a, ele também se sintoniza – no eixo horizontal – com a singularidade concernente à natureza formal do vocábulo elementar
E
Do primeiro verso para o segundo há a utilização dos mesmos fonemas, embora agrupados diferentemente em vocábulos distintos (com a troca de posição de dois fonemas na primeira sílaba)
Respondida
De acordo com os conhecimentos em linguística, na oração: “o morro do cavalinho é perigoso e os garotos maldosos”, é incorreto afirmar:
A
de acordo com a Pragmática, o significado só pode ser apreendido se levarmos em consideração os seus usos, portanto não pode ser naturalmente polissêmico. A amostra apontada acima possui um significado que tenha vindo de propriedades da palavra e não de seu contexto comunicativo
B
a Semântica Cognitiva dá conta de relações lógicas desse tipo a partir do esquema imagético do recipiente. Levando-se em consideração a noção de que há recipientes em que entramos e saímos e que essa experiência corpórea é reproduzida na linguagem, assim, podemos entender que existe um recipiente de pessoas maldosas em que os garotos também se encontram
C
observando a relação existente entre “morro do cavalinho” e “perigoso” e entre “garotos” e “maldosos”, percebemos que o morro está contido em um conjunto de lugares perigosos e os garotos estão contidos em um conjunto de pessoas maldosas
D
é possível identificar na oração acima, uma metáfora do tipo gênero para espécie, pois não é o morro do cavalinho que é perigoso, e sim uma parte dos moradores do lugar; assim, o gênero, que é o morro, está no lugar da espécie, que são os moradores
E
a partir de uma visão cognitivista, é possível identificar uma metonímia. Entende-se que, no exemplo acima, “o morro do cavalinho” é uma categoria superordenada com relação à categoria de nível básico que são os moradores