Para muitas mulheres, o climatério é um período
difícil devido às diversas alterações que podem
ocorrer, desde físicas a emocionais. Sendo assim, é
imprescindível uma abordagem integral da mulher
climatérica para amenizar os impactos dessas
alterações na sua qualidade de vida. O fisioterapeuta,
como membro da equipe multidisciplinar que atende
a mulher no climatério, deve ter conhecimento sobre
as alterações que ocorrem no climatério, pois assim
realizará sua intervenção de forma mais completa,
respeitando a individualidade de cada mulher. E,
embora a fisioterapia possa auxiliar em diferentes
tratamentos na mulher climatérica, ela deve ser
priorizada antes das primeiras manifestações, pois
assim, poderá atuar na prevenção da ocorrência
desses sinais e sintomas. Diante do exposto, assinale
a alternativa incorreta com relação às intervenções
fisioterapêuticas no climatério.
Inúmeros são os distúrbios e patologias que afetam o
sistema musculoesquelético. Pacientes com esse tipo
de problema geralmente apresentam uma ou mais
das seguintes queixas: dor, inchaço, perda de função
ou deformidade. Sendo de suma importância ter
conhecimento a respeito das patologias, para poder
realizar uma avalição de qualidade. Enquanto a
história clínica revela a perspectiva do paciente, o
exame físico e as imagens radiográficas são aspectos
de importância vital no diagnóstico. Assim sendo,
leia a descrição a seguir e assinale a alternativa que
apresenta o nome da patologia que acomete o sistema
musculoesquelético descrita: “É caracterizada pelo
deslizamento do colo do fêmur em relação à epífise
femoral, devido ao enfraquecimento da placa
epifisária. A cabeça do fêmur é geralmente deslocada
medial e posteriormente em relação ao colo do
fêmur. Essa doença é mais comumente observada em
adolescentes obesos do sexo masculino. Ela ocorre
quando o estresse sobre a placa epifisária proximal
aumenta ou quando a resistência ao cisalhamento é
reduzida. Os fatores que podem levar a esse aumento
do estresse ou diminuição da resistência incluem
distúrbios endócrinos ou renais, obesidade, coxa
profunda (uma cavidade acetabular profunda) e
retroversão femoral ou acetabular. Clinicamente, é
classificada como estável ou instável e, em relação ao
tempo, pode ser classificada como aguda ou crônica.
A dor pode ser referida na coxa ou na face medial do
joelho, tornando o exame da articulação do quadril
importante em qualquer criança obesa com queixa
de dor no joelho. O exame físico invariavelmente
revela uma limitação da rotação interna do quadril.
E, a investigação diagnóstica apropriada deve incluir
radiografias anteroposteriores e em perfil.”
Por ser uma doença articular inflamatória, crônica e
multissistêmica, que afeta as pequenas articulações
das mãos e dos pés, a artrite reumatoide (AR) têm
como característica principal, uma sinovite
inflamatória persistente de causa desconhecida e que
acomete mais as mulheres. E que apesar de poder ter
início em qualquer idade, existe uma predisposição à
ocorrência aproximadamente em torno dos 40 anos
de idade. A melhor forma de tratamento da artrite
reumatoide é quando se envolve uma equipe
multidisciplinar, para que seja possível fazer o
diagnóstico o mais precocemente possível; avaliar
regularmente a atividade da doença; e, reduzir ao
máximo o risco de incapacidades funcionais e
deformidades. Para tanto, a fisioterapia desempenha
um papel de suma importância em todas as fases da
doença, para que se possa diminuir a dor, recuperar
ou manter a mobilidade articular, e prevenir as
atrofias e deformidades. Diante do exposto, analise
as assertivas a respeito das condutas
fisioterapêuticas no tratamento de pacientes com
artrite reumatoide e assinale a alternativa correta.
I. A crioterapia é contraindicada nas fases agudas ou
inflamatórias e indicada em pacientes que
apresentem vasculite ou fenômeno de Raynaud. Já o
calor superficial pode ser usado no caso de
articulações agudamente inflamadas. Nas crises ou
na fase crônica, o tratamento é baseado em
orientação para repouso relativo e prevenção de
deformidades, o que pode ser feito com o uso de
órteses. Já nos estágios subagudos ou agudos, devemse estimular gradualmente os movimentos ativos. II. A cinesioterapia é parte fundamental do tratamento
fisioterapêutico de pacientes com artrite reumatoide.
Apesar da capacidade aeróbia, da resistência e da
força muscular ter uma tendência à diminuição
nestes indivíduos, a prática do exercício físico pode
levar à melhora do estado geral, para tanto,
exercícios respiratórios, mobilização articular,
exercícios isométricos e exercícios de amplitude de
movimento podem ser empregados. Já o treinamento
para obter aumento da força deve envolver a
cuidadosa aplicação de resistência, para evitar danos
aos ligamentos já afetados.
III. Os exercícios de marcha, equilíbrio e propriocepção
também fazem parte do tratamento fisioterapêutico
de pacientes com artrite reumatoide. E, se
necessário, pode-se fazer uso de dispositivos
auxiliares, além disso, deve-se reeducar a marcha
dirigida principalmente aos objetivos do paciente. O
condicionamento cardiovascular é muito importante
pois exerce um efeito positivo sobre a qualidade dos
indivíduos com artrite reumatoide. Além disso, nos
estágios posteriores da doença, é importante a
atenção individual para as grandes articulações,
tendo em vista a profilaxia e a correção das
deformidades.
IV. Quanto à coluna dos pacientes com artrite
reumatoide, estimulam-se períodos em posição
supina para corrigir as contraturas em flexão,
exercícios para glúteos, mobilização ativa oscilatória
e sobrecarga ilimitada de peso, quando as
articulações não estiverem ativas. Para os joelhos
não devem ser realizados exercícios de manutenção,
nem fortalecimento da musculatura do quadril e é
contraindicada o uso de talas mesmo que necessário.
V. Para os pés, são muito importantes o uso de suportes
em arco e sapatos adequados, além de banhos farádicos do pé e contração dos músculos intrínsecos
como medida preliminar para as atividades. O
segredo de controlar as dores e as inflamações está
em balancear corretamente o repouso nas fases mais
agudas, seguido de exercícios adequados, tão logo o
paciente melhore. E, quando há envolvimento grave
dos membros inferiores (que limite o movimento),
deve-se instruir o paciente a usar órteses que ajudem
na sustentação do peso do indivíduo. Além disso,
deve ser realizado o fortalecimento isométrico de
quadríceps.
VI. A hidrocinesioterapia é útil, pois a flutuação ajuda
muito o paciente reumático, que tem dificuldade de
movimentar-se, pois o peso precisa ser apoiado em
articulações dolorosas e instáveis. A temperatura da
água normalmente ao redor dos 36°C ajuda a relaxar
os espasmos musculares superficiais e alivia a dor.
Deve ser usada nos estágios crônicos para estimular
a marcha com sobrecarga limitada de peso e para
aumentar os movimentos articulares,
principalmente, se há contraturas. E, o programa de
exercícios deve ser estabelecido de forma gradual,
usando a flutuação e a turbulência para fazer o
fortalecimento muscular, sem, na realidade,
proporcionar impacto sobre as articulações.
A massoterapia é o conjunto de diversas técnicas
terapêuticas manuais não invasivas, é aplicada como
tratamento complementar, associada a outros
tratamentos fisioterapêuticos, nas disfunções
cinético-funcionais. E, para que os objetivos sejam
atingidos, o fisioterapeuta deve realizar uma boa
avaliação e levar em consideração todos os sinais e
sintomas apresentados pelo paciente. Diante do
exposto, são objetivos da massoterapia quando
aplicada em pacientes com disfunções cinéticofuncionais, exceto:
A ventilação mecânica (VM) ou o suporte
ventilatório mecânico tem como objetivo substituir o
ato natural de respirar, levando quantidade
suficiente de ar para os pulmões, propiciando ajuste
da ventilação alveolar e oxigenação do sangue
arterial. A forma como o ventilador mecânico libera
o ar depende do modo ventilatório programado e dos
ajustes necessários em cada modo. Portanto, o
conhecimento do funcionamento de cada modo
ventilatório permite melhor compreensão de como
realizar o ajuste mais adequado para cada paciente.
Assim sendo, leia a descrição a seguir e assinale a
alternativa que apresenta o nome do modo
ventilatório descrito: “É um modo que procura
complementar o esforço do paciente, permitindo que
as forças elásticas e resistivas sejam vencidas mais
facilmente. Quando o paciente inicia um esforço
ventilatório, o aparelho aumenta a pressão na via
aérea, gerando uma diferença de pressão entre o Y
do circuito do ventilador e o alvéolo, o que libera o
fluxo de ar para os pulmões. Da mesma forma que na
pressão controlada, quanto maior a diferença de
pressão (maior a pressão de suporte e/ou maior o
esforço do paciente), maior será o pico de fluxo
inicial. À medida que o alvéolo enche de ar, a pressão
alveolar aumenta, reduzindo o fluxo inspiratório.
Quando o fluxo inspiratório cai a um nível crítico
programado pelo operador, a válvula inspiratória
fecha e o aparelho cicla. Esse recurso é denominado
trigger ou sensibilidade expiratória. Nessa
modalidade, o paciente controla a frequência
respiratória e o tempo inspiratório e, dessa forma, o
volume de ar inspirado.”
A ataxia é definida como sintoma neurológico de
alteração na coordenação motora. Esse distúrbio do
movimento pode aparecer devido a alterações na
estrutura cerebelar e em estruturas que levam
informação sensorial ao cerebelo, como o sistema
vestibular, o sistema somatossensorial (corno
posterior da medula, principalmente) e o córtex
cerebral (área frontal e pré-motora). As ataxias
cerebelares podem ser classificadas em primárias ou
adquiridas. O diagnóstico da ataxia irá depender
principalmente da fenomenologia. Além disso, o
prognóstico das ataxias hereditárias não é favorável
do ponto de vista funcional devido à progressiva
perda de independência funcional e da mobilidade.
Diante do exposto, assinale a alternativa incorreta a
respeito dos sinais e sintomas das ataxias no âmbito
motor.
Independentemente da etiologia das amputações ou
se elas acometem membros superiores ou inferiores,
é importante lembrar que a realização de uma
amputação visa a garantir melhora da
funcionalidade da região amputada. Com a
realização desse procedimento, cria-se um novo
órgão de contato com o meio exterior, o coto de
amputação. E, com a formação desse novo órgão de
contato com o meio externo, é necessário que o
paciente se submeta a um processo de reabilitação
integral, considerando-se a nova condição do
paciente. A reabilitação nos casos de amputação
deverá ser realizada com apoio integral de uma
equipe multiprofissional. Desse modo, é de suma
importância que o fisioterapeuta esteja apto a
participar dessa equipe de atendimento, para que
possa realizar um atendimento e acompanhamento
integral do paciente. A respeito dos níveis de
amputação de membros inferiores e superiores,
informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) para o que se
afirma e assinale a alternativa com a sequência
correta.
( ) Quando a amputação acomete o retropé, é feita a
retirada de estruturas, como tálus e calcâneo, em
amputações de fileiras ósseas distais. Na amputação
de metatarso ou mediopé, as estruturas envolvidas
são: cinco metatarsianos, numerados do 1º ao 5º, no
sentido lateral para medial. Desses, o 5º metatarsal
corresponde ao hálux, e o 1º, ao dedo mínimo. Já as
amputações de antepé envolvem a retirada dos dedos
do pé, que pode ser do hálux e/ou dos demais dedos. ( ) A amputação de Lisfranc, também chamada de
amputação tarsometatarsiana, caracteriza-se pela
desarticulação entre os metatarsianos e os ossos
cuboide e cuneiforme. Já a amputação de Chopart é
um tipo de amputação em que é feita uma
desarticulação, realizada entre os ossos navicular e
cuboide com o tálus e o calcâneo, respectivamente.
Esse nível de amputação é também conhecido pelo
nome de amputação do retropé e, em geral, está
indicado para pacientes acometidos por patologias
vasculares, infecciosas, traumáticas e, em menor
número, patologias tumorais.
( ) Na amputação de tornozelo, o tipo mais comum de
técnica de amputação é a de Syme, relacionada com
uma verdadeira desarticulação do tornozelo e
associada à remoção total dos maléolos mediais e
laterais, de modo que se tenha uma superfície de
sustentação de peso nivelada sobre a cartilagem
articular fibular. Nessa amputação, o coxim do
calcanhar permanece íntegro e é colocado na
extremidade da fíbula, servindo como uma alavanca
para a protetização.
( ) A desarticulação de joelho é um tipo de amputação
em que se preconiza a preservação da patela, estando
indicada em casos de amputação de causa
traumática, e não de causa vascular. O nível de
amputação chamado de transfemoral é realizado
entre o joelho e o quadril. Assim como na amputação
transtibial, a amputação transfemoral pode ser
dividida em três níveis: terço proximal, médio e
distal. Na desarticulação do quadril, a amputação é
realizada na área da articulação coxofemoral e,
nesses casos, o controle da prótese de membro
inferior fica mais difícil. Nos tipos de amputações
chamados de hemipelvectomias, são retiradas a
perna inteira e parte da pelve, até a região do sacro. ( ) A desarticulação escapulotorácica é uma amputação
em que é feita a separação entre a escápula e o
peitoral maior, removendo parte da clavícula e a
escápula. A desarticulação glenoumeral, ou de
ombro, envolve a retirada parcial do úmero,
preservando a integridade da clavícula e da escápula,
sendo feita a retirada completa do membro superior.
A amputação chamada de transumeral, por sua vez,
consiste na amputação no âmbito do úmero, a qual
pode ser feita em diferentes níveis de proximidade. A
desarticulação de cotovelo consiste na retirada
parcial dos ossos do antebraço (rádio ou a ulna),
preservando a integridade proximal do úmero.
( ) A amputação de antebraço, também chamada de
amputação transradial, consiste na secção óssea
entre a articulação do cotovelo e do punho, podendo
ser proximal, média ou distal, a qual representa o
nível mais comum de amputação de membro
superior. A desarticulação de punho/ou radiocárpica
consiste na retirada total da mão, preservando a
integridade distal dos ossos do antebraço. Além
desses níveis de amputação de membro superior, as
amputações podem ocorrer na região da mão,
podendo ser feitas em diferentes níveis nessa região,
desde amputações que promovam a desarticulação
intercárpica, carpometacarpal, transmetacarpal,
amputações metacarpofalangeanas até amputações
de interfalangeanas distais ou proximais.
O ciclo da marcha corresponde à sequência de
movimentos que ocorre entre dois contatos iniciais
do mesmo pé. Cada ciclo da marcha é dividido em
duas fases, a de apoio, que compreende todo o
momento em que o pé está em contato com o solo, e a
de balanço, que tem início quando o pé perde o
contato com o solo. A marcha necessita da perfeita
integração dos sistemas central, vestibular e
musculoesquelético, permitindo o deslocamento livre
de um lugar a outro. A análise da marcha é de suma
importância e tem como auxiliares na avaliação
diversos equipamentos. O objetivo dessa análise é
compreender a cinemática atuante no sistema
musculoesquelético durante o ciclo da marcha. Além
disso, a marcha apresenta parâmetros de avaliação
cinemático que são conhecidos como temporais e
espaciais. As características espaciais por sua vez,
são facilmente visualizadas observando-se os pés
enquanto realizam a deambulação. Diante do
exposto, assinale a alternativa que não apresenta
características espaciais da marcha.
Órtese é um dispositivo que tem como objetivo
principal a reabilitação física voltada para a
recuperação de função, seja estabilizar/imobilizar,
corrigir e proteger estruturas do corpo e articulações.
Existem órteses dinâmicas, estáticas, articulada,
drop-out, estática progressiva e estática seriada.
Diante do exposto, é CORRETO afirmar que a órtese
dinâmica:
O paciente adulto que sofre Traumatismo Cranioencefálico (TCE), com a presença de reflexos primitivos além do tempo normal, terá indicativo de lesão cerebral moderada a grave. Considerando que o nível do reflexo primitivo que emerge depende do local da lesão e da interrupção dos sinais nervosos para o corpo, relacione a Coluna 1 com a Coluna 2:
Coluna 1
1) Reflexos ao nível da medula espinhal.
2) Reflexos ao nível do tronco cerebral.
3) Mesencéfalo.
4) Gânglios basais.
Coluna 2
( ) Reações de endireitamento.
( ) Flexão de retirada, reflexo de extensão e extensão cruzada.
( ) Extensão de proteção, reações de equilíbrio, reações corticais e endireitamento óptico.
( ) Tônico cervical assimétrico, tônico cervical
simétrico, tônico labiríntico, reação de
sustentação positiva e reações associadas.