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Para que se possa fazer o julgamento de gosto, é preciso que o objeto desse julgamento gere em nós uma satisfação ou insatisfação totalmente desinteressada, isto é, não relacionada ao uso que o objeto possa ter para nós. Quando se diz que algo é belo, diz-se que ele produz satisfação. Pelo conceito de prazer desinteressado, Kant diferencia os juízos estéticos dos juízos morais, dos juízos sobre a utilidade e dos juízos com base no prazer dos sentidos. A experiência do belo se dá no sensível e independe de qualquer interesse de outro tipo. O gosto é a faculdade de julgar um objeto ou um modo de representação por uma satisfação ou insatisfação inteiramente independentes do interesse. Ao objeto dessa satisfação chama-se belo.
(KANT, Immanuel. Introdução à crítica do juízo. São Paulo: Abril Cultural, 1980. P. 253. Coleção – Os Pensadores.)
Segundo Kant, para que se possa fazer o julgamento de gosto, é preciso que o objeto desse julgamento gere, em nós, uma satisfação ou insatisfação totalmente desinteressada, isto é, não relacionada ao uso que o objeto possa ter para nós. Kant também defendia a ideia de que:
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Grandes acontecimentos históricos marcaram a Europa nos séculos XIII e XIV. Entre eles estão: a Guerra dos Cem Anos, entre a França e a Inglaterra; a epidemia da peste bubônica, que matou cerca de três quartos da população europeia; o cisma definitivo entre as Igrejas do Ocidente e do Oriente que, entre outros fatores, diminuiu a influência da Igreja Católica Romana sobre o poder temporal (o Estado) e sobre a população; a criação de novas universidades, que iniciam o desenvolvimento de questões relativas às ciências naturais e a autonomia da filosofia em relação à teologia. Esses são alguns dos fatores que levarão ao questionamento do pensamento escolástico bem como ao fim da Idade Média.
(Chauí, 2003.)
No período da escolástica pós-tomista, destacam-se os seguintes pensadores com suas respectivas teorias:
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Kant dedicou-se não apenas à formulação teórica de quais deveriam ser os princípios éticos a nortear o comportamento humano; ele também tentou determinar um caminho para que esses princípios pudessem ser postos em prática. É aí que aparece a Educação, inserida na questão da formação moral. A obra sobre a Pedagogia – na verdade, um conjunto de preleções formado por notas usadas no curso de Pedagogia que Kant devia lecionar em certas épocas, como professor de Filosofia da Universidade de Koenigsberg, é seu maior texto sobre o assunto.
(Disponível em: https://www.estantevirtual.com.br/livros/revista-discutindo-filosofia-ano-1-n-6?qau=revista-discutindo-filosofia-ano-1.)
O idealismo alemão foi um movimento filosófico, iniciado por Imannuel Kant, que tentava resgatar na filosofia a busca pelo pensamento transcendente ideal e as relações disso com o sujeito pensante. Em relação às questões educacionais, especificamente:
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As disjunções entre mito, religião e ciência fazem parte da modernidade. Segundo Auguste Comte (1798-1857), toda sociedade passa cronologicamente por estágios sucessivos na forma de pensar. De acordo com o artigo publicado no National Bureau of Economic Research, os países mais religiosos tendem a ser menos inovadores. O artigo “Frutos proibidos: a economia política da ciência, da religião e do crescimento”, Roland Benabou de Princeton e Davide Ticchi e Andrea Vindigni, do Instituto IMT de Estudos Avançados, encontram uma forte correlação entre a inovação, medida pelo registro de patentes e a religiosidade, medida pela parcela da população que se autoidentifica como religiosa.
(Países religiosos tendem a ser menos inovadores. Disponível em: ecodebate.com.br.)
Muitas discussões foram e são feitas acerca dos mitos e das suas concepções na Antiguidade, hoje e em outros momentos da história. Segundo Augusto Comte:
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Texto 1
Quantas vezes ocorreu-me sonhar, durante a noite, que estava neste lugar, que estava vestido, que estava junto ao fogo, embora estivesse inteiramente nu dentro de meu leito? […] Pensando cuidadosamente nisso, lembro-me de ter sido muitas vezes enganado, quando dormia, por semelhantes ilusões. E, detendo-me neste pensamento, vejo tão manifestamente que não há quaisquer indícios concludentes, nem marcas assaz certas por onde se possa distinguir nitidamente a vigília do sono, que me sinto inteiramente pasmado: e meu pasmo é tal que é quase capaz de me persuadir de que estou dormindo.
(René Descartes. Obra escolhida, 1973.)
Texto 2
O cientista Jeremy Bailenson, diretor-fundador do laboratório que estuda realidade virtual na Universidade Stanford, nos Estados Unidos, disse, em 2018, que o tempo passado com óculos de realidade virtual “é psicologicamente muito mais poderoso do que qualquer mídia já inventada e se prepara para transformar dramaticamente as nossas vidas. Nosso cérebro fica confuso o suficiente para entender esses sinais como realidade? Eu posso te garantir: a realidade virtual influencia. Para algumas pessoas, a ilusão é tão poderosa que o sistema límbico [região do cérebro envolvida com emoções e memória] delas entra em um estado de atividade intensa”.
(Shin Suzuki. “Vida no metaverso: como a realidade virtual poderá afetar a percepção do mundo ao redor”. www.bbc.com, 28.11.2021. Adaptado.)
Nesses dois textos, observa-se a problematização de uma questão clássica em filosofia, a qual corresponde à
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O homem que não tem a menor noção da filosofia caminha pela vida afora preso a preconceitos derivados do senso comum, das crenças habituais da sua época e do seu país, e das convicções que cresceram na sua mente sem a cooperação ou o consentimento deliberado de sua razão. Para tal homem, o mundo tende a tornar-se finito, definido, óbvio. Ao contrário, quando começamos a filosofar, imediatamente nos damos conta de que mesmo as coisas mais vulgares levantam problemas para os quais só podemos dar respostas muito incompletas. A filosofia livra-nos da tirania do hábito.
(Bertrand Russell. Os problemas da filosofia, 1972. Adaptado.)
De acordo com o filósofo Bertrand Russell nesse excerto, o enfrentamento da “tirania do hábito” pela filosofia contribui para
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O lugar que ocupamos socialmente nos faz ter experiências distintas e outras perspectivas. A teoria do ponto de vista feminista e lugar de fala nos faz refutar uma visão universal de mulher e de negritude, e outras identidades, assim como faz com que homens brancos, que se pensam universais, se racializem, entendam o que significa ser branco como metáfora do poder.
(Djamila Ribeiro. O que é: lugar de fala?, 2017. Adaptado.)
O excerto aborda um conceito que propõe uma nova perspectiva de análise filosófica, sobretudo em relação
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Leia o trecho da canção “O resto do mundo”, de Gabriel O Pensador.
Eu tô com fome
tenho que me alimentar
Eu posso não ter nome, mas o estômago tá lá
Por isso eu tenho que ser cara de pau
Ou eu peço dinheiro ou fico aqui passando mal
Tenho que me rebaixar a esse ponto porque
a necessidade é maior do que a moral.
(Gabriel O Pensador, 2000.)
No trecho, a fome tem como consequência ética a
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Também conhecidas como Organizações Intergovernamentais, essas instituições são criadas por países (Estados soberanos), regidas por tratados, que buscam por meio da cooperação a melhoria das condições econômicas, políticas e sociais dos associados. Buscam soluções em comum para resolver conflitos de interesses entre os Estados membros. A Organização das Nações Unidas (ONU), fundada em 1945, é a maior organização internacional do mundo. Tem como objetivos principais a manutenção da paz mundial, o respeito aos direitos humanos e o progresso social da humanidade.
(Benigno Núñez Novo. “Organizações internacionais”. www.direitonet.com.br, 08.02.2018. Adaptado.)
A organização política intergovernamental mencionada no excerto assemelha-se à concepção de Estado da abordagem contratualista de Hobbes, caracterizada pelo dever do soberano de
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