Para o filósofo estoico, uma vida significativa é
aquela em que nos comprometemos a cumprir
nosso dever, seja ele qual for. Limitar-se a
cumprir o seu dever (independentemente do
que isso implique) significa:
A herança da filosofia pré-socrática nos chegou
por meio de pequenos e poucos fragmentos, os
quais, agora, estão preservados e são de
domínio público. A maioria desses filósofos
escreveu pelo menos um “livro” (pequenos
textos em prosa ou, em alguns casos, poemas),
mas nenhuma dessas obras completas
sobreviveram. Devido a isso, dependemos de
filósofos, historiadores e compiladores
posteriores de coleções de sabedoria antiga
para citações desconexas (fragmentos) e
relatórios sobre suas opiniões (testemunhos).
Em alguns casos, essas próprias fontes
puderam consultar diretamente as obras dos
pré-socráticos. Em muitos outros, a linha é
indireta e muitas vezes depende do trabalho de
Hípias, Aristóteles, Teofrasto, Simplício e
outros filósofos antigos que tiveram acesso
direto aos textos. Todas as fontes dos
fragmentos e testemunhos fizeram uso seletivo
do material disponível para eles, de acordo com
seus próprios interesses especiais e variados
nos primeiros pensadores. Embora qualquer
descrição dos pensadores pré-socráticos deva
ser uma reconstrução, não devemos ser
excessivamente pessimistas quanto à
possibilidade de alcançar uma compreensão
historicamente responsável deles.
Com base no texto e nos conhecimentos sobre
os fundamentos da filosofia nascente, ou seja,
os filósofos pré-socráticos, analise as
afirmativas abaixo.
I. Anaximandro identificou o apeiron como a
origem de todas as coisas. II. Heráclito rejeita a ideia de um princípio
organizador do universo. III. Parmênides distingue entre aparência e
realidade.
IV. Na teoria atômica de Demócrito, os átomos
contêm em si a capacidade de se moverem e
por meio da sua combinação por associação ou
dissociação é possível a formação dos diversos
compostos atômicos que constituem o cosmo e
tudo que o que há nele, inclusive o homem. Para
Demócrito, o homem pode ser educado, porém
essa educação não pode transformar sua
natureza, que já está formada pelos átomos.
Estão corretas as afirmativas:
“Se o sujeito moral é aquele que encontra em
sua consciência as normas da conduta
virtuosa, submetendo-se apenas ao bem e
jamais a poderes externos à consciência, como
falar em comportamento ético por dever? Este
não seria o poder externo de uma vontade
externa (Deus), que nos domina e nos impõe
suas leis, forçando-nos a agir em conformidade
com regras vindas de fora de nossa
consciência? [...]. Um dos filósofos que
procurou resolver essa dificuldade foi.
Para ele, a consciência moral e o sentimento do
dever são inatos, são ‘a voz da natureza’ e o
‘dedo de Deus’ em nosso coração. Apesar do
pecado do primeiro homem, conservamos em
nosso coração vestígios da bondade original e
por isso nascemos puros e bons, dotados de
generosidade e de benevolência para com os
outro”.
(CHAUÍ, 2009).
Assinale a alternativa que preencha
corretamente a lacuna.
Hoje, uma das problemáticas mais discutidas é a chamada pós-verdade. Trata-se da crescente dificuldade de estabelecer o que é verdadeiro ou não, o que tem consequências graves quando é preciso decidir qual a melhor forma de agir.
A respeito do problema da pós-verdade, analise as afirmativas a seguir.
I. É característica da pós-verdade que as afirmativas transmitidas por certos emissores tomadas como juízos de valor sejam verificadas e confirmadas como juízos de fato.
II. É característica da pós-verdade que os juízos de fato sejam reconhecidos ou rejeitados em função das preferências pessoais de cada indivíduo ou grupo.
III. É característica da pós-verdade que a indistinção da fronteira entre juízos de fato e juízos de valor torne-os equivalentes em certos casos.
O filósofo alemão Immanuel Kant, no seu texto seminal, Resposta à pergunta: que é ‘Esclarecimento’?, afirma que a emancipação do público em geral é favorecida quando se observa a distinção entre o uso público e o uso privado da razão.
Assinale a opção que, segundo Kant, define corretamente um desses conceitos.
Na obra “Necropolítica”, após examinar o funcionamento do necropoder no contexto da ocupação colonial contemporânea, o
pensador Achille Mbembe discorre sobre as características das guerras da época da globalização. Considerando essas características, segundo o autor, tais guerras visam forçar
Para o filósofo Jean Jacques Rousseau, o progresso, o nascimento da agricultura e
da metalurgia foi configurando os seres humanos menos dóceis, inocentes e mais desiguais, levando
alguns a possuírem mais bens do que outros. Nesse sentido, em sua reflexão sobre o tema, o filósofo
afirma que a origem da desigualdade social foi estabelecida quando o homem
Analise a seguinte afirmação do filósofo Merleau-Ponty: “nascer é ao mesmo tempo
nascer do mundo e nascer no mundo. O mundo já está constituído, mas também não está nunca
completamente constituído”. Considerando o pensamento do filósofo e sua relação com demais
pensadores sobre o tema da liberdade, analise as assertivas abaixo e assinale a alternativa correta.
I. Quando o pensador fala que “nascemos do mundo”, quer dizer que, desde cedo, existe um campo
aberto de possibilidades à nossa disposição, que pode nos permitir sermos livres ou não.
II. Podemos compreender que o filósofo está buscando explicar o significado e o conceito de liberdade
com base em dois aspectos: o da construção e o da liberdade situada. Em ambos os aspectos, o
mundo abre caminhos, mas também impõem limites para a vivência da liberdade.
III. Pode-se compreender a nossa existência com base em dois fundamentos: que nunca há
determinismo e que nunca há escolhas absolutas, “pois nunca somos consciência nua”, algo
pronto, acabado, somos seres abertos a uma infinidade de possibilidades.
IV. O pensador está concordando com o pensamento de Rousseau, que afirma: “o homem no seu
estado natural não é livre”, porque já nasce pronto. Segundo o filósofo, o homem é “o lobo do
próprio homem”. Para ambos os pensadores, é a sociedade que torna o homem livre bondoso e
virtuoso. Em outras palavras, é a sociedade que constrói a essência humana.
Em sua reflexão filosófica, a existência assume um caráter especial, considerando o
homem como indivíduo cuja condição existencial é marcada por “angústia, desespero e paradoxo”. Na
visão do filósofo, o homem como indivíduo tem diante de si um conjunto de realidades possíveis, nas
quais deve realizar escolhas e determinar o seu modo de existir. Portanto, o filósofo explica essa
configuração existencial a partir da existência de três estágios: estético, ético e religioso. A qual
filósofo e a qual contexto filosófico o contexto apresentado se refere?