O Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior
(Sinaes) foi criado pela Lei n° 10.861, de 2004, e é formado por três componentes principais: a avaliação das instituições, dos cursos e do desempenho dos estudantes.
Quanto ao terceiro componente, o Art. 5° da referida Lei
dispõe que a avaliação do desempenho dos estudantes
dos cursos de graduação será realizada mediante aplicação do ENADE (Exame Nacional de Desempenho dos
Estudantes), o qual será aplicado periodicamente, admitida a utilização de procedimentos amostrais, aos alunos
de todos os cursos de graduação, ao final do primeiro e
do último ano de curso.
Assinale a alternativa que apresenta a periodicidade
máxima de aplicação do ENADE aos estudantes de cada
curso de graduação, conforme dispõe o § 3° do Art. 5° da
citada Lei.
O Sistema de Seleção Unificada – Sisu, sistema
informatizado gerenciado pela Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação, instituído
pela Portaria Normativa MEC n° 2, de 26 de janeiro
de 2010, passou a ser regido pela Portaria Normativa
n° 21/12, a qual dispõe que, no Sisu, por meio de processo autônomo, “são selecionados estudantes, com
base, exclusivamente, nos resultados obtidos por eles
no Exame Nacional do Ensino Médio – Enem, para
vagas em cursos de graduação, disponibilizadas
Pedro, candidato ao concurso público de Técnico em
Assuntos Educacionais da UFTM, procurando saber
o que constar do Plano de Desenvolvimento Institucional – PDI, leu o Decreto Federal n° 9.235/2017, em cujo
Art. 21 encontrou que, observada a organização acadêmica da instituição, o PDI deve conter dados de sua
estrutura e organização administrativa e pedagógica, de
seu corpo docente, de suas normas de funcionamento,
de sua missão, objetivos e metas da instituição em sua
área de atuação e seu histórico de implantação, documentando, sempre que for o caso
No “Guia para Elaboração e Atualização de Projetos
Pedagógicos dos Cursos de Graduação da UFTM”, 2018,
pondera-se que o PPC “precisa representar o coletivo que
o elaborou, seus princípios e valores” e, destaca-se que
“como bem afirma Freire (1996), diminuir a distância entre o que se diz e o que se faz é fundamental para garantir a coerência do trabalho desenvolvido”. Nesse sentido,
Antônia C. Bussmann, in Veiga (1995), afirma que esse
projeto “precisa ser obra comum dos envolvidos” e adverte que “elaborado o projeto pedagógico, sua existência não encerra o processo nem acarreta resultado final.
Ao contrário, sempre faz reiniciar a discussão no meio- termo entre ‘envolvimento e criatividade crítica’, ‘avaliação e aperfeiçoamento’”. Assim, essa implementação do
projeto, de acordo com a autora, “ao envolver de forma
criativa e prazerosa os vários segmentos da comunidade
escolar, com suas respectivas competências, num processo coletivo”, constitui-se, “em razão da necessidade e
das expectativas pela melhoria da qualidade dos serviços
educacionais e dos resultados desses serviços”, em
A Política Nacional de Extensão é pactuada pelas Instituições Públicas de Ensino Superior (IPES), tendo
como referencial o Plano Nacional de Extensão de 1999,
que estabelece o conceito de Extensão Universitária e
as diretrizes para realizá-la, as quais devem estar presentes em todas as ações dessa natureza e que podem ser, didaticamente, expressadas em quatro eixos,
a saber: impacto e transformação; indissociabilidade
ensino-pesquisa-extensão; interação dialógica e
“A Plataforma Lattes representa a experiência do
CNPq na integração de bases de dados de Currículos, de Grupos de pesquisa e de Instituições em um
único Sistema de Informações”. Nesse espaço virtual,
consta que as instituições de ensino podem acessar
diferentes serviços da Plataforma Lattes, dentre eles
o Espelhamento e a Extração de Currículos (CV), de
Grupos de pesquisa e Instituições de ensino. Consta,
também, no site em questão, que “A extração de dados
de CV e Grupos de Pesquisa está disponível a todas as
instituições de ensino e pesquisa e inovação do País,
que desejam obter os dados dos grupos de pesquisa,
professores, pesquisadores e alunos registrados na
Plataforma Lattes”, esclarecendo que “As instituições
interessadas devem encaminhar ofício à Presidência
do CNPq, devidamente assinado pelo seu Dirigente
máximo, contendo a exposição de motivos e
Angelina C. R. M. Matiskei (Educar, Curitiba n° 23, 2004)
argumenta que “apesar das limitações e possibilidades
que a conjuntura das políticas neoliberais presentes na
sociedade imputam à escola, ela segue ocupando papel
de destaque no contexto da inclusão social, cuja gestão
deve estar comprometida com a formação do sujeito
social, fortalecendo e construindo identidades locais.” A
autora analisa que a escola, como instituição social imersa nesse contexto, é sempre lembrada como uma promotora da inclusão ou da diminuição da exclusão social,
“pois tem seu cotidiano permeado pelas mesmas práticas, conflitos e teses presentes na sociedade em geral. É
na escola que a gestão educacional
O “Guia para Elaboração e Atualização de Projetos
Pedagógicos dos Cursos de Graduação da UFTM” –
Universidade Federal do Triângulo Mineiro, de fevereiro
de 2018, foi precedido das versões de 2013 e de 2011.
Em relação a elas, o Guia de 2018 inclui, em seu título,
o termo atualização, e, no item apresentação, esclarece
que suas orientações são necessárias porque todos os
projetos pedagógicos dos cursos de graduação da UFTM
devem ser elaborados e atualizados em conformidade
com o Projeto de Desenvolvimento Institucional – PDI,
e com o Projeto Pedagógico Institucional – PPI. Ou seja,
para atenderem a legislação educacional vigente e o
Instrumento de Avaliação do Sistema Nacional da Educação Superior – Sinaes, esses projetos pedagógicos de
curso devem estar em consonância com
Mariane, estudando para o concurso de Técnico em
Assuntos Educacionais, promovido pela Universidade
Federal do Triângulo Mineiro, constatou que o Capítulo IV da Lei n° 9.394/96 contempla, de um modo
particular, a avaliação da aprendizagem na Educação
Superior. Assim, lê-se no Art. 47, § 2°: “Os alunos que
tenham extraordinário aproveitamento nos estudos,
demonstrado por meio de provas e outros instrumentos
de avaliação específicos, aplicados por banca examinadora especial, poderão ter abreviada a duração dos
seus cursos, de acordo com as normas
Anastasiou e Pimenta (2010) relatam que a introdução
da Didática no Brasil “ocorreu como uma das disciplinas
nos cursos de formação de professores. Essa disciplina,
em suas origens, foi identificada com uma perspectiva
normativa e prescritiva de métodos e técnicas de ensinar,
que permanece arraigada no imaginário dos professores
ainda hoje”.
Na mesma obra, as autoras comentam que esse entendimento da Didática está ultrapassado, pois os avanços
da Psicologia Cognitiva e os avanços no campo da Didática, de um lado, aliados à própria formação dos professores de outro, permitiram a superação do falso dilema
entre ensinar e aprender. Não há momentos estanques
ou fragmentados. Aprende-se o tempo todo. “A esse processo compartilhado de trabalhar os conhecimentos, no
qual concorrem conteúdo, forma de ensinar e resultados
mutuamente dependentes”, Anastasiou e Pimenta denominam processo