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A substância do amor
Como funciona a oxitocina, responsável por estabelecer e reforçar os vínculos afetivos entre mãe e filho – e entre amigos,
namorados, amantes...
namorados, amantes...
Naiara Magalhães
Na definição do escritor francês Victor Hugo (1802-1885), ele é "pão maravilhoso que um deus divide e multiplica". Para James Joyce (1882-1941), um dos maiores gênios da literatura moderna, "tudo é incerto neste mundo hediondo, exceto ele". Sob a ótica da "dama do suspense" Agatha Christie (1890-1976), "diferente de qualquer outra coisa no mundo (...), ele ousa todas as coisas e extermina sem remorso tudo o que ficar em seu caminho". Na frase do para choque de caminhão, ele é simplesmente imortal. Não importa o momento histórico, tampouco o prestígio literário de quem o decanta, o amor de mãe é sempre celebrado como o mais sublime dos sentimentos. Mas o que explica afeto tão singular? Com certeza, não se trata de uma invenção dos homens para subjugar o sexo feminino, como defendeu, em 1980, a escritora francesa Elisabeth Badinter no livro Um Amor Conquistado: o Mito do Amor Materno. Para além de todos os fatores culturais que o refinaram, amor de mãe é uma questão bioquímica, movida a oxitocina. Produzida no cérebro, essa substância estava associada, até vinte anos atrás, a dois importantes processos fisiológicos envolvidos na maternidade – as contrações uterinas no momento do parto e a liberação de leite durante a amamentação.
Hoje, já se sabe que a oxitocina também atua no cérebro materno de modo a fortalecer os laços de carinho com o filho, os cuidados básicos e de proteção. Basta uma mulher olhar para seu rebento e o cérebro dela se inunda de oxitocina. Se houver contato físico entre os dois, os níveis da substância vão às alturas. Diz o neurocientista Renato Sabbatini, professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp): "Trata-se de uma questão evolutiva. O bebê depende muito da mãe para sobreviver, e a oxitocina é fundamental para fazer com que a mulher se dedique aos cuidados maternos". Com os avanços nos estudos da neuroquímica e o progresso dos exames de imagem, capazes de flagrar o cérebro em pleno funcionamento, os últimos estudos sobre o tema têm revelado que a importância da oxitocina vai muito além do berçário. As relações de amizade e do amor romântico também são alimentadas por oxitocina. Em mulheres e homens, ela é a substância do amor em todas as suas formas.
Produzida no hipotálamo, a molécula da oxitocina ativa as áreas relacionadas à afetividade, ajudando a estabelecer e a fortalecer os vínculos de afeição. Ela está, ainda, associada à produção de dopamina, o neurotransmissor responsável pelo controle do sistema de recompensa. Quanto maior a produção de oxitocina, mais intensa será a síntese de dopamina. Ou seja, maior será a vontade de repetir determinada experiência. No caso do sexo, imediatamente depois do orgasmo, os níveis de oxitocina sobem, em média, 40% – o que favorece a conexão emocional entre os parceiros. Se ele vai ligar ou não no dia seguinte, já é outra história. Um estudo publicado na revista científica americana Evolutionary Psychology, em 2007, mostrou que 66% das mulheres e 59% dos homens não se sentiam atraídos por seus parceiros até beijá-los. E o que os tornou atraentes aos olhos dos outros foi a oxitocina liberada durante o beijo. Em momentos como esse, quando aumenta a produção da substância, as áreas cerebrais associadas a sensações negativas, como estranhamento e medo, tendem a ficar mais apagadas. Ficam aguçadas, por sua vez, aquelas ligadas a empatia, cordialidade, confiança e generosidade.
Um dos estudos mais instigantes sobre o assunto foi coordenado pelo economista Ernst Fehr, da Universidade de Zurique. Duzentos homens foram divididos em dois grupos. Ao primeiro foi dada oxitocina, sob a forma de spray nasal. Ao segundo, placebo. A todos eles, Fehr propôs o "jogo da confiança". Por uma hora e meia, foram orientados a dividir ou doar dinheiro a seus pares – homens que eles não conheciam, com os quais nunca haviam trocado um olhar ou uma palavra. O grupo da oxitocina foi de longe o mais magnânimo. No fim da experiência, quase metade deles havia transferido todo (veja bem, todo) o dinheiro para um total desconhecido. É o que Fehr chamou de "confiança máxima". Em outro experimento, também usando spray de oxitocina, o psiquiatra René Hurlemann, da Universidade de Bonn, na Alemanha, e o neurocientista Keith Kendrick, do Instituto Babraham, na Inglaterra, testaram a empatia masculina diante de imagens como a de uma criança chorando ou a de uma menina abraçando um gato. O grupo de homens que inalou oxitocina demonstrou mais emoção ante as cenas que os "durões" do grupo placebo.
A oxitocina está em pelo menos duas frentes de investigação farmacológica bastante interessantes. A mais avançada delas é a da flibanserina, uma medicação originalmente desenvolvida como antidepressivo que tem se mostrado eficaz para o aumento da libido feminina. O remédio atua em sete neurotransmissores ligados ao desejo sexual, entre eles a oxitocina. A previsão é que o medicamento, já carimbado como o "Viagra feminino", chegue ao mercado até o fim do ano. Outros estudos examinam o uso da substância em crianças portadoras de autismo, transtorno que compromete a afetividade e as relações, cujas alternativas terapêuticas atuais são bem limitadas. Se comprovadas na prática as hipóteses dos especialistas, poderia até se falar, nesse caso, em cura pelo amor – pela química do amor.
(Revista Veja – 19/05/2010)
De acordo com o texto,
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Fingerprints, ou impressões digitais do DNA, é o termo utilizado na biotecnologia para a técnica que permite identificar um indivíduo através de análise do seu DNA. Tem sido bastante utilizado para a determinação de paternidade. Além disso, muitos casos policiais já foram esclarecidos com a identificação de criminosos que deixaram algum material (pelos, sangue, esperma, pedaço de pele) nas vítimas ou no local do crime.
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SILVA JR., C.S.; SASSON, S. Biologia. São Paulo: Ed. Saraiva, 2003. 640p. [adapt.]
SILVA JR., C.S.; SASSON, S. Biologia. São Paulo: Ed. Saraiva, 2003. 640p. [adapt.]
Com base em seus conhecimentos e no texto, é correto afirmar que a técnica envolve
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A substância do amor
Como funciona a oxitocina, responsável por estabelecer e reforçar os vínculos afetivos entre mãe e filho – e entre amigos,
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Naiara Magalhães
Na definição do escritor francês Victor Hugo (1802-1885), ele é "pão maravilhoso que um deus divide e multiplica". Para James Joyce (1882-1941), um dos maiores gênios da literatura moderna, "tudo é incerto neste mundo hediondo, exceto ele". Sob a ótica da "dama do suspense" Agatha Christie (1890-1976), "diferente de qualquer outra coisa no mundo (...), ele ousa todas as coisas e extermina sem remorso tudo o que ficar em seu caminho". Na frase do para choque de caminhão, ele é simplesmente imortal. Não importa o momento histórico, tampouco o prestígio literário de quem o decanta, o amor de mãe é sempre celebrado como o mais sublime dos sentimentos. Mas o que explica afeto tão singular? Com certeza, não se trata de uma invenção dos homens para subjugar o sexo feminino, como defendeu, em 1980, a escritora francesa Elisabeth Badinter no livro Um Amor Conquistado: o Mito do Amor Materno. Para além de todos os fatores culturais que o refinaram, amor de mãe é uma questão bioquímica, movida a oxitocina. Produzida no cérebro, essa substância estava associada, até vinte anos atrás, a dois importantes processos fisiológicos envolvidos na maternidade – as contrações uterinas no momento do parto e a liberação de leite durante a amamentação.
Hoje, já se sabe que a oxitocina também atua no cérebro materno de modo a fortalecer os laços de carinho com o filho, os cuidados básicos e de proteção. Basta uma mulher olhar para seu rebento e o cérebro dela se inunda de oxitocina. Se houver contato físico entre os dois, os níveis da substância vão às alturas. Diz o neurocientista Renato Sabbatini, professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp): "Trata-se de uma questão evolutiva. O bebê depende muito da mãe para sobreviver, e a oxitocina é fundamental para fazer com que a mulher se dedique aos cuidados maternos". Com os avanços nos estudos da neuroquímica e o progresso dos exames de imagem, capazes de flagrar o cérebro em pleno funcionamento, os últimos estudos sobre o tema têm revelado que a importância da oxitocina vai muito além do berçário. As relações de amizade e do amor romântico também são alimentadas por oxitocina. Em mulheres e homens, ela é a substância do amor em todas as suas formas.
Produzida no hipotálamo, a molécula da oxitocina ativa as áreas relacionadas à afetividade, ajudando a estabelecer e a fortalecer os vínculos de afeição. Ela está, ainda, associada à produção de dopamina, o neurotransmissor responsável pelo controle do sistema de recompensa. Quanto maior a produção de oxitocina, mais intensa será a síntese de dopamina. Ou seja, maior será a vontade de repetir determinada experiência. No caso do sexo, imediatamente depois do orgasmo, os níveis de oxitocina sobem, em média, 40% – o que favorece a conexão emocional entre os parceiros. Se ele vai ligar ou não no dia seguinte, já é outra história. Um estudo publicado na revista científica americana Evolutionary Psychology, em 2007, mostrou que 66% das mulheres e 59% dos homens não se sentiam atraídos por seus parceiros até beijá-los. E o que os tornou atraentes aos olhos dos outros foi a oxitocina liberada durante o beijo. Em momentos como esse, quando aumenta a produção da substância, as áreas cerebrais associadas a sensações negativas, como estranhamento e medo, tendem a ficar mais apagadas. Ficam aguçadas, por sua vez, aquelas ligadas a empatia, cordialidade, confiança e generosidade.
Um dos estudos mais instigantes sobre o assunto foi coordenado pelo economista Ernst Fehr, da Universidade de Zurique. Duzentos homens foram divididos em dois grupos. Ao primeiro foi dada oxitocina, sob a forma de spray nasal. Ao segundo, placebo. A todos eles, Fehr propôs o "jogo da confiança". Por uma hora e meia, foram orientados a dividir ou doar dinheiro a seus pares – homens que eles não conheciam, com os quais nunca haviam trocado um olhar ou uma palavra. O grupo da oxitocina foi de longe o mais magnânimo. No fim da experiência, quase metade deles havia transferido todo (veja bem, todo) o dinheiro para um total desconhecido. É o que Fehr chamou de "confiança máxima". Em outro experimento, também usando spray de oxitocina, o psiquiatra René Hurlemann, da Universidade de Bonn, na Alemanha, e o neurocientista Keith Kendrick, do Instituto Babraham, na Inglaterra, testaram a empatia masculina diante de imagens como a de uma criança chorando ou a de uma menina abraçando um gato. O grupo de homens que inalou oxitocina demonstrou mais emoção ante as cenas que os "durões" do grupo placebo.
A oxitocina está em pelo menos duas frentes de investigação farmacológica bastante interessantes. A mais avançada delas é a da flibanserina, uma medicação originalmente desenvolvida como antidepressivo que tem se mostrado eficaz para o aumento da libido feminina. O remédio atua em sete neurotransmissores ligados ao desejo sexual, entre eles a oxitocina. A previsão é que o medicamento, já carimbado como o "Viagra feminino", chegue ao mercado até o fim do ano. Outros estudos examinam o uso da substância em crianças portadoras de autismo, transtorno que compromete a afetividade e as relações, cujas alternativas terapêuticas atuais são bem limitadas. Se comprovadas na prática as hipóteses dos especialistas, poderia até se falar, nesse caso, em cura pelo amor – pela química do amor.
(Revista Veja – 19/05/2010)
Ao longo do texto são usados recursos coesivos, elementos estes que têm a função de criar relações e inferências no interior do texto, garantindo unidade de sentido entre as partes que o compõem. Analisa as afirmativas abaixo, referentes aos recursos coesivos empregados no 3º parágrafo do texto.
I) Em “...o que favorece a conexão emocional entre parceiros.” o termo sublinhado poderia ser substituído, sem prejuízo de sentido e de adequação à modalidade linguística padrão, por “o qual”.
II) Em “beijá-los”, o pronome “los” faz referência a “homens”.
III) O pronome “aquelas” retoma “áreas cerebrais” .
IV) A expressão “por sua vez” poderia ser substituída, sem prejuízo ao sentido original da frase e à adequação ao nível padrão linguístico, por “embora”.
Está(ão) corretas apenas
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O professor solicitou para o laboratorista que preparasse 2L de uma solução B a 3% de concentração a partir de uma solução A a 60% de concentração. Quantos mL da solução A o laboratorista precisará utilizar?
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Na aula prática sobre osmose, foi solicitado aos alunos que analisassem uma célula plasmolisada. Para tal, o técnico preparou uma solução salina
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Na definição do escritor francês Victor Hugo (1802-1885), ele é "pão maravilhoso que um deus divide e multiplica". Para James Joyce (1882-1941), um dos maiores gênios da literatura moderna, "tudo é incerto neste mundo hediondo, exceto ele". Sob a ótica da "dama do suspense" Agatha Christie (1890-1976), "diferente de qualquer outra coisa no mundo (...), ele ousa todas as coisas e extermina sem remorso tudo o que ficar em seu caminho". Na frase do para choque de caminhão, ele é simplesmente imortal. Não importa o momento histórico, tampouco o prestígio literário de quem o decanta, o amor de mãe é sempre celebrado como o mais sublime dos sentimentos. Mas o que explica afeto tão singular? Com certeza, não se trata de uma invenção dos homens para subjugar o sexo feminino, como defendeu, em 1980, a escritora francesa Elisabeth Badinter no livro Um Amor Conquistado: o Mito do Amor Materno. Para além de todos os fatores culturais que o refinaram, amor de mãe é uma questão bioquímica, movida a oxitocina. Produzida no cérebro, essa substância estava associada, até vinte anos atrás, a dois importantes processos fisiológicos envolvidos na maternidade – as contrações uterinas no momento do parto e a liberação de leite durante a amamentação.
Hoje, já se sabe que a oxitocina também atua no cérebro materno de modo a fortalecer os laços de carinho com o filho, os cuidados básicos e de proteção. Basta uma mulher olhar para seu rebento e o cérebro dela se inunda de oxitocina. Se houver contato físico entre os dois, os níveis da substância vão às alturas. Diz o neurocientista Renato Sabbatini, professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp): "Trata-se de uma questão evolutiva. O bebê depende muito da mãe para sobreviver, e a oxitocina é fundamental para fazer com que a mulher se dedique aos cuidados maternos". Com os avanços nos estudos da neuroquímica e o progresso dos exames de imagem, capazes de flagrar o cérebro em pleno funcionamento, os últimos estudos sobre o tema têm revelado que a importância da oxitocina vai muito além do berçário. As relações de amizade e do amor romântico também são alimentadas por oxitocina. Em mulheres e homens, ela é a substância do amor em todas as suas formas.
Produzida no hipotálamo, a molécula da oxitocina ativa as áreas relacionadas à afetividade, ajudando a estabelecer e a fortalecer os vínculos de afeição. Ela está, ainda, associada à produção de dopamina, o neurotransmissor responsável pelo controle do sistema de recompensa. Quanto maior a produção de oxitocina, mais intensa será a síntese de dopamina. Ou seja, maior será a vontade de repetir determinada experiência. No caso do sexo, imediatamente depois do orgasmo, os níveis de oxitocina sobem, em média, 40% – o que favorece a conexão emocional entre os parceiros. Se ele vai ligar ou não no dia seguinte, já é outra história. Um estudo publicado na revista científica americana Evolutionary Psychology, em 2007, mostrou que 66% das mulheres e 59% dos homens não se sentiam atraídos por seus parceiros até beijá-los. E o que os tornou atraentes aos olhos dos outros foi a oxitocina liberada durante o beijo. Em momentos como esse, quando aumenta a produção da substância, as áreas cerebrais associadas a sensações negativas, como estranhamento e medo, tendem a ficar mais apagadas. Ficam aguçadas, por sua vez, aquelas ligadas a empatia, cordialidade, confiança e generosidade.
Um dos estudos mais instigantes sobre o assunto foi coordenado pelo economista Ernst Fehr, da Universidade de Zurique. Duzentos homens foram divididos em dois grupos. Ao primeiro foi dada oxitocina, sob a forma de spray nasal. Ao segundo, placebo. A todos eles, Fehr propôs o "jogo da confiança". Por uma hora e meia, foram orientados a dividir ou doar dinheiro a seus pares – homens que eles não conheciam, com os quais nunca haviam trocado um olhar ou uma palavra. O grupo da oxitocina foi de longe o mais magnânimo. No fim da experiência, quase metade deles havia transferido todo (veja bem, todo) o dinheiro para um total desconhecido. É o que Fehr chamou de "confiança máxima". Em outro experimento, também usando spray de oxitocina, o psiquiatra René Hurlemann, da Universidade de Bonn, na Alemanha, e o neurocientista Keith Kendrick, do Instituto Babraham, na Inglaterra, testaram a empatia masculina diante de imagens como a de uma criança chorando ou a de uma menina abraçando um gato. O grupo de homens que inalou oxitocina demonstrou mais emoção ante as cenas que os "durões" do grupo placebo.
A oxitocina está em pelo menos duas frentes de investigação farmacológica bastante interessantes. A mais avançada delas é a da flibanserina, uma medicação originalmente desenvolvida como antidepressivo que tem se mostrado eficaz para o aumento da libido feminina. O remédio atua em sete neurotransmissores ligados ao desejo sexual, entre eles a oxitocina. A previsão é que o medicamento, já carimbado como o "Viagra feminino", chegue ao mercado até o fim do ano. Outros estudos examinam o uso da substância em crianças portadoras de autismo, transtorno que compromete a afetividade e as relações, cujas alternativas terapêuticas atuais são bem limitadas. Se comprovadas na prática as hipóteses dos especialistas, poderia até se falar, nesse caso, em cura pelo amor – pela química do amor.
(Revista Veja – 19/05/2010)
Partindo da ideia de que uma mesma palavra pode assumir diferentes significados e, consequentemente, diferentes funções de acordo com o contexto em que é empregada, analisa o emprego do vocábulo “como”, presente no subtítulo do texto.
Em qual das seguintes frases a palavra em questão assume a mesma função que no subtítulo do texto?
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Um microrganismo muito importante na natureza é o rizóbio. Ele é um fungo capaz de fixar nitrogênio após se estabelecer endosimbioticamente em nódulos radiculares das leguminosas (Fabaceae).
Existe um erro no parágrafo acima, pois o rizóbio NÃO
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A substância do amor
Como funciona a oxitocina, responsável por estabelecer e reforçar os vínculos afetivos entre mãe e filho – e entre amigos,
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Naiara Magalhães
Na definição do escritor francês Victor Hugo (1802-1885), ele é "pão maravilhoso que um deus divide e multiplica". Para James Joyce (1882-1941), um dos maiores gênios da literatura moderna, "tudo é incerto neste mundo hediondo, exceto ele". Sob a ótica da "dama do suspense" Agatha Christie (1890-1976), "diferente de qualquer outra coisa no mundo (...), ele ousa todas as coisas e extermina sem remorso tudo o que ficar em seu caminho". Na frase do para choque de caminhão, ele é simplesmente imortal. Não importa o momento histórico, tampouco o prestígio literário de quem o decanta, o amor de mãe é sempre celebrado como o mais sublime dos sentimentos. Mas o que explica afeto tão singular? Com certeza, não se trata de uma invenção dos homens para subjugar o sexo feminino, como defendeu, em 1980, a escritora francesa Elisabeth Badinter no livro Um Amor Conquistado: o Mito do Amor Materno. Para além de todos os fatores culturais que o refinaram, amor de mãe é uma questão bioquímica, movida a oxitocina. Produzida no cérebro, essa substância estava associada, até vinte anos atrás, a dois importantes processos fisiológicos envolvidos na maternidade – as contrações uterinas no momento do parto e a liberação de leite durante a amamentação.
Hoje, já se sabe que a oxitocina também atua no cérebro materno de modo a fortalecer os laços de carinho com o filho, os cuidados básicos e de proteção. Basta uma mulher olhar para seu rebento e o cérebro dela se inunda de oxitocina. Se houver contato físico entre os dois, os níveis da substância vão às alturas. Diz o neurocientista Renato Sabbatini, professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp): "Trata-se de uma questão evolutiva. O bebê depende muito da mãe para sobreviver, e a oxitocina é fundamental para fazer com que a mulher se dedique aos cuidados maternos". Com os avanços nos estudos da neuroquímica e o progresso dos exames de imagem, capazes de flagrar o cérebro em pleno funcionamento, os últimos estudos sobre o tema têm revelado que a importância da oxitocina vai muito além do berçário. As relações de amizade e do amor romântico também são alimentadas por oxitocina. Em mulheres e homens, ela é a substância do amor em todas as suas formas.
Produzida no hipotálamo, a molécula da oxitocina ativa as áreas relacionadas à afetividade, ajudando a estabelecer e a fortalecer os vínculos de afeição. Ela está, ainda, associada à produção de dopamina, o neurotransmissor responsável pelo controle do sistema de recompensa. Quanto maior a produção de oxitocina, mais intensa será a síntese de dopamina. Ou seja, maior será a vontade de repetir determinada experiência. No caso do sexo, imediatamente depois do orgasmo, os níveis de oxitocina sobem, em média, 40% – o que favorece a conexão emocional entre os parceiros. Se ele vai ligar ou não no dia seguinte, já é outra história. Um estudo publicado na revista científica americana Evolutionary Psychology, em 2007, mostrou que 66% das mulheres e 59% dos homens não se sentiam atraídos por seus parceiros até beijá-los. E o que os tornou atraentes aos olhos dos outros foi a oxitocina liberada durante o beijo. Em momentos como esse, quando aumenta a produção da substância, as áreas cerebrais associadas a sensações negativas, como estranhamento e medo, tendem a ficar mais apagadas. Ficam aguçadas, por sua vez, aquelas ligadas a empatia, cordialidade, confiança e generosidade.
Um dos estudos mais instigantes sobre o assunto foi coordenado pelo economista Ernst Fehr, da Universidade de Zurique. Duzentos homens foram divididos em dois grupos. Ao primeiro foi dada oxitocina, sob a forma de spray nasal. Ao segundo, placebo. A todos eles, Fehr propôs o "jogo da confiança". Por uma hora e meia, foram orientados a dividir ou doar dinheiro a seus pares – homens que eles não conheciam, com os quais nunca haviam trocado um olhar ou uma palavra. O grupo da oxitocina foi de longe o mais magnânimo. No fim da experiência, quase metade deles havia transferido todo (veja bem, todo) o dinheiro para um total desconhecido. É o que Fehr chamou de "confiança máxima". Em outro experimento, também usando spray de oxitocina, o psiquiatra René Hurlemann, da Universidade de Bonn, na Alemanha, e o neurocientista Keith Kendrick, do Instituto Babraham, na Inglaterra, testaram a empatia masculina diante de imagens como a de uma criança chorando ou a de uma menina abraçando um gato. O grupo de homens que inalou oxitocina demonstrou mais emoção ante as cenas que os "durões" do grupo placebo.
A oxitocina está em pelo menos duas frentes de investigação farmacológica bastante interessantes. A mais avançada delas é a da flibanserina, uma medicação originalmente desenvolvida como antidepressivo que tem se mostrado eficaz para o aumento da libido feminina. O remédio atua em sete neurotransmissores ligados ao desejo sexual, entre eles a oxitocina. A previsão é que o medicamento, já carimbado como o "Viagra feminino", chegue ao mercado até o fim do ano. Outros estudos examinam o uso da substância em crianças portadoras de autismo, transtorno que compromete a afetividade e as relações, cujas alternativas terapêuticas atuais são bem limitadas. Se comprovadas na prática as hipóteses dos especialistas, poderia até se falar, nesse caso, em cura pelo amor – pela química do amor.
(Revista Veja – 19/05/2010)
No 4º parágrafo do texto, o autor dirige-se ao leitor, usando a expressão entre parênteses “veja bem, todo”. Que finalidade expressa esse recurso?
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Para preparar uma aula de citogenética foi solicitado ao técnico que retirasse a extremidade da raiz de cebola para analisar as fases da divisão celular. Essa região foi escolhida por apresentar muitas células em divisão , pois aí se encontra(m) o(s) .
A alternativa, na ordem em que seus elementos se apresentam, que melhor completa a frase é:
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A flor, órgão reprodutivo das plantas angiospermas, é importante para identificação da família a que pertencem as espécies. Ao se analisar a exsicata de uma planta para identificar a que família pertence, é importante que se conheça as estruturas da flor.
A partir de seus conhecimentos sobre botânica e com base no texto, é correto afirmar que
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