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Foram encontradas 50 questões.

3232988 Ano: 2022
Disciplina: Biologia
Banca: FDQ
Orgão: UFERSA

Durante o preparo de soluções, quando se deseja diminuir o pH da solução, qual das substancias abaixo deve ser adicionada até se obter o pH desejado.

 

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3232987 Ano: 2022
Disciplina: Biologia
Banca: FDQ
Orgão: UFERSA

Em atividades práticas de ensino é comum o uso de técnicas de coloração para identificação de estruturas celulares. Dentre as opções de corantes e reagentes utilizados, o método de coloração sucessiva de núcleo e citoplasma através do uso dos corantes hematoxilina e eosina é amplamente difundido. Após proceder com o método em sala de aula, os estudantes recebem explicação sobre o resultado da coloração alcançada. Identifique a afirmativa CORRETA quanto ao processo utilizado.

 

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3232986 Ano: 2022
Disciplina: Biologia
Banca: FDQ
Orgão: UFERSA

Ao assumir o cargo de técnico de laboratório lotado no laboratório de microscopia do departamento de biociências, o(a) servidor(a) identificou que o manual de boas práticas para uso e manuseio dos microscópios, o qual os estudantes recebem no início de cada semestre letivo, apresentava informações incorretas que poderiam comprometer a integralidade do equipamento, além de gerar erros nas observações das atividades práticas durante as aulas. Analise os procedimentos abaixo e marque a alternativa que contenha somente o(s) procedimento(s) que necessita(m) de correção(ões).

I. Recomendamos utilizar condensador em nível alto e o diafragma aberto em material biológico corado e utilize condensador no nível baixo ou o diafragma fechado em material fresco.

II. Aplique óleo de imersão somente na observação de material biológico quando utilizarem as objetivas de aumento 40X e 100X.

III. Utilize o parafuso macrométrico para obtenção de ajuste fino do foco, em especial nas objetivas de aumento 40X e 100X.

IV. Ao proceder com a observação de lâmina microscópica, recomendamos a focalização inicial nas objetivas de menor aumento (4X e 10X) e progressivamente passar aos maiores aumentos disponíveis.

 

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3232985 Ano: 2022
Disciplina: Biologia
Banca: FDQ
Orgão: UFERSA

Após procedimento de eutanásia de camundongos realizado em um biotério, foi retirado o fígado dos animais para preparação de lâminas histológicas. Com o objetivo de reduzir o excesso de sangue para não afetar a qualidade dos cortes histológicos, o órgão foi colocado em solução fisiológica. Assinale a alternativa CORRETA sobre qual tipo de solução deve ser utilizada para não afetar a qualidade do órgão para o processamento histológico.

 

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3232984 Ano: 2022
Disciplina: Biologia
Banca: FDQ
Orgão: UFERSA

A água é amplamente utilizada na rotina diária de laboratórios para a preparação de reagentes, na dissolução de liofilizados e nas diluições de amostras. Entretanto, é necessário que ela esteja dentro de especificações técnicas que permitam seu uso. Sobre procedimentos de obtenção de água com padrões para uso laboratoriais, assinale a alternativa INCORRETA.

 

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3232983 Ano: 2022
Disciplina: Biologia
Banca: FDQ
Orgão: UFERSA

Autoclave é um dispositivo selado de amplo uso em ambientes laboratoriais que utiliza como método de esterilização o calor úmido sob pressão no qual o processo ocorre após pelo menos 20 minutos a 121°C, em pressão de 1 ATM. Embora seu uso seja comum, é importante que sejam respeitadas as regras de uso e preparação de material e do equipamento. Assinale a afirmativa INCORRETA quanto aos procedimentos necessários ao processo de autoclavagem.

 

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Marque a alternativa em que todas as palavras são regidas pela mesma regra de acentuação.

 

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Considere os pares de palavras dispostos de I a IV. Em seguida, assinale a alternativa que explica corretamente o processo de formação dessas palavras.

I. liberdade e vulnerabilidade.

II. formados e mudanças.

III. legislação e legalmente.

IV. financeiras e emocional.

 

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Leia o texto abaixo para responder às questões.

QUEM PODE ESCOLHER?

Jéssica Eufrásio

À luz do “mês das mães” no Brasil, das mudanças recentes que países da América Latina promoveram na legislação para ampliar o direito ao aborto e da rediscussão desse tema nos Estados Unidos, este texto poderá chover no molhado em alguns aspectos. Mas não há como fugir das mesmas indagações. A primeira delas: a quem interessa controlar a liberdade de as mulheres decidirem sobre o próprio corpo?

Ao longo de séculos, assuntos que afetam as vidas delas, em especial, ficaram sujeitos à validação em espaços de poder formados exclusiva ou majoritariamente por homens. No caso do aborto, há décadas, conservadores tentam atrapalhar o avanço dos debates, que envolvem uma questão de saúde pública. Nada disso impediu, contudo, que a interrupção da gravidez continuasse a existir no país. Todos os dias. Legalmente ou à margem da lei.

Não é mentira que, com melhores condições financeiras, pode-se garantir o acesso ao procedimento de maneira segura, independentemente de ser no Brasil ou fora daqui. O que deve interessar aos governantes, contudo, não é se posicionar contra essa ação ou a favor dela — até porque, se são homens, isso não diz respeito a seus corpos. Às figuras eleitas compete pensar coletivamente e despertar para o fato de que há mulheres, principalmente em condição de vulnerabilidade, colocando a própria vida em risco para se submeter ao aborto. Os motivos para isso são inúmeros e não cabem ser levantados neste espaço. Cada uma vive uma situação particular.

No fundo, resta a impressão de que a necessidade de manter o disposto atualmente no Código Penal não tem relação com os efeitos do aborto sobre uma ou mais vidas. E mais: parece pairar um pavor de que a descriminalização dele geraria uma procura massiva pelos serviços de saúde para esse fim. Por outro lado, não parece provocar o mesmo incômodo a quantidade de crianças à espera de adoção em abrigos nem o número de meninas e meninos sem o nome do pai nos documentos por abandono paterno intencional.

Pelos moldes da sociedade patriarcal que se impõem até hoje, a responsabilidade de assumir uma gestação recai sobre as mulheres, enquanto, para os homens, há a “opção” de se eximir da paternidade. Na semana passada, o Correio noticiou que, em média, 5,6% dos recém-nascidos no Distrito Federal não têm o nome do pai na certidão (10/5/2022, p. 16). Também não são raros casos de homens que negligenciaram os filhos — com bastante naturalidade, diga-se de passagem — física, emocional, afetiva ou financeiramente, mesmo tendo-os registrado.

A indignação deveria partir do fato de esses cenários terem se naturalizado. Significa que o caminho para transformar as estruturas não é curto. Não adiantará apenas cobrar a presença de mais mulheres em espaços de poder se elas não estarão comprometidas com causas que afetam suas iguais de maneira coletiva. A decisão de interromper uma gravidez, certamente, não é fácil. E, para além de qualquer discussão moralista, deve-se lembrar que métodos contraceptivos também falham, e gestações indesejadas acontecem. Caso isso ocorra, você terá “opção”?

Texto publicado no jornal Correio Braziliense em 16 de maio de 2022. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2022/05/5008074-artigo-quem-pode-escolher.html. Acesso em 27 Junho 2022.

No trecho: “Pelos moldes da sociedade patriarcal que se impõem até hoje, a responsabilidade de assumir uma gestação recai sobre as mulheres, enquanto, para os homens, há a ‘opção’ de se eximir da paternidade”, a palavra destacada em negrito:

 

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Leia o texto abaixo para responder às questões.

QUEM PODE ESCOLHER?

Jéssica Eufrásio

À luz do “mês das mães” no Brasil, das mudanças recentes que países da América Latina promoveram na legislação para ampliar o direito ao aborto e da rediscussão desse tema nos Estados Unidos, este texto poderá chover no molhado em alguns aspectos. Mas não há como fugir das mesmas indagações. A primeira delas: a quem interessa controlar a liberdade de as mulheres decidirem sobre o próprio corpo?

Ao longo de séculos, assuntos que afetam as vidas delas, em especial, ficaram sujeitos à validação em espaços de poder formados exclusiva ou majoritariamente por homens. No caso do aborto, há décadas, conservadores tentam atrapalhar o avanço dos debates, que envolvem uma questão de saúde pública. Nada disso impediu, contudo, que a interrupção da gravidez continuasse a existir no país. Todos os dias. Legalmente ou à margem da lei.

Não é mentira que, com melhores condições financeiras, pode-se garantir o acesso ao procedimento de maneira segura, independentemente de ser no Brasil ou fora daqui. O que deve interessar aos governantes, contudo, não é se posicionar contra essa ação ou a favor dela — até porque, se são homens, isso não diz respeito a seus corpos. Às figuras eleitas compete pensar coletivamente e despertar para o fato de que há mulheres, principalmente em condição de vulnerabilidade, colocando a própria vida em risco para se submeter ao aborto. Os motivos para isso são inúmeros e não cabem ser levantados neste espaço. Cada uma vive uma situação particular.

No fundo, resta a impressão de que a necessidade de manter o disposto atualmente no Código Penal não tem relação com os efeitos do aborto sobre uma ou mais vidas. E mais: parece pairar um pavor de que a descriminalização dele geraria uma procura massiva pelos serviços de saúde para esse fim. Por outro lado, não parece provocar o mesmo incômodo a quantidade de crianças à espera de adoção em abrigos nem o número de meninas e meninos sem o nome do pai nos documentos por abandono paterno intencional.

Pelos moldes da sociedade patriarcal que se impõem até hoje, a responsabilidade de assumir uma gestação recai sobre as mulheres, enquanto, para os homens, há a “opção” de se eximir da paternidade. Na semana passada, o Correio noticiou que, em média, 5,6% dos recém-nascidos no Distrito Federal não têm o nome do pai na certidão (10/5/2022, p. 16). Também não são raros casos de homens que negligenciaram os filhos — com bastante naturalidade, diga-se de passagem — física, emocional, afetiva ou financeiramente, mesmo tendo-os registrado.

A indignação deveria partir do fato de esses cenários terem se naturalizado. Significa que o caminho para transformar as estruturas não é curto. Não adiantará apenas cobrar a presença de mais mulheres em espaços de poder se elas não estarão comprometidas com causas que afetam suas iguais de maneira coletiva. A decisão de interromper uma gravidez, certamente, não é fácil. E, para além de qualquer discussão moralista, deve-se lembrar que métodos contraceptivos também falham, e gestações indesejadas acontecem. Caso isso ocorra, você terá “opção”?

Texto publicado no jornal Correio Braziliense em 16 de maio de 2022. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2022/05/5008074-artigo-quem-pode-escolher.html. Acesso em 27 Junho 2022.

Considerando os propósitos comunicativos, os indícios de autoria, as condições de produção, a socialização do texto e o suporte textual, pode-se chegar à conclusão de que o gênero discursivo do texto é

 

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