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Raimunda, 62 anos, costureira aposentada, é acompanhada pelo médico de família há 2 anos por dor crônica generalizada, sem diagnóstico definido.Fez múltiplas consultas com ortopedistas e neurologistas. Possui uma pasta com “todos os exames possíveis” — todos sem alterações relevantes.Relata que “a dor anda pelo corpo” e que os médicos anteriores “nunca acreditaram em mim”. Dorme mal, sente-se cansada e ansiosa, e expressa sentimento de desesperança.Atualmente, usa quatro medicações: relaxante muscular, analgésico, antidepressivo tricíclico e benzodiazepínico, todos prescritos por diferentes profissionais.Durante a consulta, solicita encaminhamento para “fazer uma ressonância da cabeça e coluna inteira, porque deve ter algo grave escondido”.
Considerando os princípios da Atenção Primária e da Prevenção Quaternária, a melhor conduta seria:
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Ana, 16 anos, estudante do ensino médio, apresenta preocupação excessiva com o peso e o formato do corpo. Recentemente, começou a restringir alimentos, a se pesar várias vezes ao dia e a evitar refeições com familiares. Nas últimas semanas, perdeu cerca de 6 kg, está frequentemente cansada e apresenta irritabilidade. Sua mãe relata que Ana passa horas se exercitando e que já se recusou a comer em eventos sociais.
Qual abordagem inicial mais adequada para Ana na atenção primária à saúde?
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Joana, 58 anos, agricultora, comparece à Unidade Básica de Saúde com queixa de dor lombar há 8 meses, sem trauma desencadeante. Refere piora ao esforço, sem irradiação, e leve melhora com repouso. Já fez uso intermitente de anti-inflamatórios, com alívio temporário. Nega sintomas neurológicos, perda de peso ou febre. Durante a consulta, relata tristeza, dificuldade para dormir e que “a dor tirou seu ânimo de viver e trabalhar”.
Ao exame: bom estado geral, sem sinais de alarme, força e sensibilidade preservadas, leve contratura paravertebral lombar.
Considerando os princípios da APS e a abordagem da dor crônica lombar inespecífica, a conduta mais adequada é:
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Dona Severina, 82 anos, portadora de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) grave e insuficiência cardíaca congestiva, é acompanhada pela equipe de Saúde da Família. Em visita domiciliar, relata:
“Não quero ser entubada, doutor(a). Quero ficar em casa e partir com dignidade, se chegar a minha hora. Mas quero que tentem me aliviar, não quero morrer com dor.”
Dias depois, durante intercorrência respiratória aguda, o filho mais velho, muito emocionado, suplica:
“Por favor, leve minha mãe pro hospital e façam tudo o que for possível, mesmo que precise de aparelhos.”
A paciente encontra-se consciente, orientada, dispneica, mas comunicando suas preferências de forma consistente.
Nessa situação, com base nos fundamentos éticos e legais das diretivas antecipadas de vontade no Brasil, a conduta médica mais adequada é:
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José, 74 anos, portador de insuficiência cardíaca avançada (FEVE = 25%) e DPOC grave, é acompanhado pela equipe de Saúde da Família em regime de cuidado paliativo domiciliar.
Nos últimos dias, evoluiu com dispneia intensa em repouso, edema de membros inferiores e insônia devido à falta de ar.
A esposa relata grande sofrimento emocional e pergunta à médica:
“Doutora, ele vai morrer sufocado? Não tem algo mais forte pra ele dormir tranquilo até o fim?”
Na consulta, o paciente encontra-se consciente, orientado, com FR = 25 irpm, saturação = 92% em ar ambiente, uso de musculatura acessória. Diz:
“Não quero mais ser internado, só quero descansar em casa.”
Considerando princípios éticos, clínicos e legais no cuidado paliativo domiciliar, qual a conduta mais adequada?
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A equipe de Atenção Primária à Saúde acompanha a família Ferreira, residente em uma comunidade urbana de alta vulnerabilidade social, marcada por alagamentos frequentes, acúmulo de lixo e casas com ventilação precária.
Durante visitas domiciliares, a equipe observa:
• Mãe (36 anos): tosse persistente há 2 semanas, febre baixa e cansaço;
• Filho adolescente (15 anos): febre, dor de cabeça e manchas vermelhas pelo corpo;
• Filha (10 anos): febre leve e dor muscular;
• Avó (65 anos): hipertensa, com histórico prévio de tuberculose tratada;
• Condições ambientais: água parada, lixo próximo às casas, risco de proliferação de roedores e mosquitos Aedes aegypti;
• Família: pouco conhecimento sobre prevenção, medo de doenças e dificuldades de adesão a tratamentos.
Considerando MCCP, abordagem familiar, Educação Popular em Saúde (EPS), vigilância em saúde e coordenação multiprofissional, assinale a alternativa correta.
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A equipe de Atenção Primária à Saúde acompanha a família Santos, residente em uma comunidade urbana de alta vulnerabilidade social, com condições precárias de moradia e histórico de casos de tuberculose (TB) na vizinhança.
A família é composta por:
• Mãe (38 anos): hipertensa e com tosse persistente há três semanas;
• Filho adolescente (16 anos): assintomático, mas mora em quarto compartilhado com a mãe;
• Filha (12 anos): baixa imunidade devido a desnutrição leve;
• Avó (65 anos): sobrevivente de TB tratada há 10 anos.
Durante a visita domiciliar, a equipe identifica:
• Dificuldade de ventilação adequada nos quartos;
• Falta de adesão à vacinação de rotina;
• Baixo conhecimento da família sobre transmissão e prevenção da TB;
• Medo e estigma relacionados à doença.
Considerando MCCP, abordagem familiar, Educação Popular em Saúde (EPS), vigilância em saúde e notificação compulsória, qual a conduta mais adequada? Assinale a alternativa correta.
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Uma equipe de Atenção Primária à Saúde acompanha a família Silva, residente em uma comunidade urbana com alto índice de transmissão de doenças respiratórias e infecções gastrointestinais. Durante visitas domiciliares, a equipe identifica:
• Uma criança de 7 anos com febre, tosse intensa e manchas vermelhas pelo corpo;
• Um adolescente com diarreia persistente e sinais de desidratação leve;
• Adultos da casa com tosse ocasional, mas sem febre;
• Condições sanitárias precárias, incluindo acúmulo de lixo e água parada;
• Baixo conhecimento da população sobre prevenção e transmissão de doenças.
A equipe deseja integrar vigilância em saúde e medidas de prevenção, considerando MCCP, abordagem familiar e notificação compulsória de doenças.
Considerando os fundamentos de epidemiologia, vigilância em saúde e notificação compulsória, assinale a alternativa correta.
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Uma equipe de Atenção Primária à Saúde acompanha mulheres de uma comunidade urbana com baixa adesão a exames preventivos e barreiras socioeconômicas significativas, incluindo dificuldade de acesso a serviços de imagem. Durante consultas de rotina, a equipe percebe que algumas mulheres têm histórico familiar positivo para câncer de mama, enquanto outras apresentam fatores de risco como obesidade, tabagismo e uso prolongado de anticoncepcionais orais.
Considerando as diretrizes atuais de rastreamento do câncer de mama, qual a conduta mais adequada?
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Uma equipe de Atenção Primária à Saúde acompanha a família Costa, residente em uma comunidade de baixa renda com histórico recente de surtos de dengue e diarreia, associada a condições precárias de saneamento e vulnerabilidade social:
• Mãe (30 anos): diabética tipo 2, gestante de 26 semanas, sobrecarga de cuidados familiares.
• Pai (33 anos): hipertenso, com baixa adesão ao tratamento.
• Filho (15 anos): obesidade e sintomas de ansiedade.
• Filha (12 anos): anemia ferropriva e baixa adesão a vacinação.
• Avó (62 anos): hipertensa, artrose avançada, mobilidade reduzida.
Durante visita domiciliar, a equipe identifica:
• Acúmulo de lixo e água parada, favorecendo proliferação do mosquito Aedes aegypti;
• Baixa compreensão da família sobre prevenção de doenças transmitidas por água e vetores;
• Conflitos familiares e sobrecarga da mãe;
• Dificuldade de adesão a tratamentos e hábitos preventivos;
• Vulnerabilidade socioeconômica severa, com insegurança alimentar.
Diante desse cenário, considerando MCCP, abordagem familiar, EPS, vigilância em saúde e coordenação multiprofissional, assinale a alternativa correta.
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