Foram encontradas 45 questões.
- Psicologia da SaúdePsicologia Hospitalar
- Psicologia da SaúdeEquipes de Saúde, Multidisciplinaridade e Interdisciplinaridade
No contexto hospitalar, a escuta terapêutica feita pelo psicólogo, com pacientes e familiares, é imprescindível para o trabalho da equipe de saúde. Pode-se dizer que a atuação do psicólogo junto à equipe e pacientes é importante porque é ele que:
1) volta-se para observar e escutar outras situações e sentimentos, além das preocupações apenas com o quadro orgânico;
2) trabalha os conteúdos emocionais que emergem, as fantasias, os medos, as dúvidas sobre o quadro clínico avaliado ou em avaliação pelo médico e demais membros da equipe;
3) assiste os familiares que vivem junto com o paciente, auxiliando-os a se reorganizarem e iniciarem a readaptação das rotinas domésticas e de visitas frequentes ao hospital (FOSSI e GUARESCHI, 2004; SALDANHA et al, 2013). Diante dessas atribuições, pode-se dizer que, para atuar em equipe multiprofissional de hospitais, o psicólogo:
I. exerce a função semelhante a um tradutor, junto ao grupo médico-paciente-família e enfermeiro-paciente-família, minimizando os atritos que porventura surjam entre a equipe e o paciente;
II. deve exigir, quando do seu ingresso na equipe hospitalar, respeito aos seus procedimentos técnicos e operacionais, não permitindo questionamentos sobre seu trabalho;
III. não precisa se preocupar com a prática clínica que exercia anteriormente em seu consultório particular, porque o paciente em contexto hospitalar é semelhante ao paciente em contexto de consultório ou clínica psicológica;
IV. deve compreender que suas ações e formas de comunicação necessitarão ser delimitadas pelo ambiente hospitalar, que interfere no desempenho técnico e na definição da tarefa psicológica;
V. considerar necessária a adoção de protocolos de atendimento e manutenção do diálogo com a equipe, através de discussões de casos, das evoluções de prontuários, com dados relevantes e pertinentes para os profissionais da equipe de saúde.
Dos itens, verifica-se que estão corretos apenas
Provas
Assinale a alternativa correta relativa à Política Nacional de Humanização, estabelecida pelo Ministério da Saúde em 2004.
Provas
O artigo de Medeiros et al. (2005) refere que “operamos com a ideia de que saúde não é um objeto que encontramos através dos tempos, independentemente da relação que se tem com ele e do modo como é acessado. Estamos falando de algo que está perenemente sendo forjado: as regras, as ações [...] A Psicologia, ao tornar-se parte do dispositivo da saúde, também cria ou recrudesce certos modos de viver, forjando subjetividades” (p. 264). Seguindo esse enfoque, dadas as afirmativas,
I. Não existe uma unidade do conceito de saúde, mas formas que o conceito vai assumindo de acordo com os campos que o atravessam.
II. Saúde pode estar ligada às políticas públicas e objetivada como uma questão plural, biopsicossocial, mas também pode estar relacionada ao culto do corpo.
III. A psicologia promove a noção de que acessar o ‘eu interior’ é um modo de produção de saúde, pois este se encontra em um estado de imperfeição, de incompletude, de incapacidade.
IV. O hospital representa uma tecnologia de controle dos coletivos a partir da separação da população que coloca em risco o espaço urbano.
verifica-se que estão corretas
Provas
No que diz respeito especificamente às relações de trabalho com profissionais de outras áreas do saber, os psicólogos estão respaldados pelo Código de Ética Profissional (2012) para
Provas
A pesquisa em psicologia e saúde é fundamental para o desenvolvimento de marcos teóricos autóctones, que falem do contexto brasileiro, sem deixar de dialogar com concepções estrangeiras. Pensando nessa questão, Mary Jane Spink (2003), examinando as bases existentes para o desenvolvimento de um marco teórico adequado à Psicologia da Saúde, constatou os seguintes problemas:
I. predomínio do modelo psicodinâmico no ensino da Psicologia no nível da graduação, com ênfase nas aplicações clínicas na área da saúde mental e total ausência das temáticas relacionadas à Saúde Pública;
II. que a Psicologia não ocupou nem ocupa lugar de relevo entre as profissões de saúde que apoiam a prática médica – seja pelo número de profissionais aí engajados ou pela especificidade de sua contribuição;
III. predomínio dos enfoques em que o indivíduo é tratado como ser abstrato e a-histórico, desvinculado de seu contexto social. É pouco frequente na formação em psicologia a introdução de temas macrossociais que possibilitem uma discussão das determinações econômico-sociais dos fenômenos psicológicos;
IV. a incorporação do social na formação em Psicologia dá-se de forma ampliada atendendo-se muitas vezes a categorias como classe social que permitem a manipulação estatística das variáveis, contribuindo para a compreensão do social como processo;
V. hegemonia do modelo médico na definição do objeto de investigação e a ausência de paradigmas verdadeiramente psicológicos para o estudo do processo saúde-doença. Ao adotar essa perspectiva, o comportamento do paciente passa a ser avaliado, antes de mais nada, em função de sua adequação ao saber médico oficial. Se o paciente não segue o tratamento proposto, seu comportamento será definido como rebelde, ou pior, como ignorante.
De acordo com Spink, dos itens, estão corretos apenas
Provas
No hospital, o trabalho do profissional de psicologia requer a necessidade da reconfiguração do espaço do atendimento, contemplando novas ações para além do modelo clínico tradicional. O sujeito confrontado com a doença vê-se diante da exigência de organizar uma nova forma de existência, de ressignificar a vida afetiva e relacional, a partir do diagnóstico e terapêutica estabelecida. Nesse contexto, a intervenção do psicólogo dá-se:
I. a partir da compreensão dos processos psíquicos em torno do sofrimento que surge com o diagnóstico e tratamento. A partir daí, estabelecer um espaço continente de escuta ao sujeito, legitimando seus sentimentos, a fim de que ele possa reconhecê-los;
II. numa realidade em que a multiplicidade de situações e agentes envolvidos exige do profissional a compreensão acerca do funcionamento do órgão doente, a fim de minimizar os sintomas físicos;
III. no momento do encontro com o traumático, impactante. É justamente nessa fragmentação que, paradoxalmente, há um favorecimento para a subjetivação, surgindo, então, a possibilidade da construção de novos caminhos para o enfrentamento da vivência de adoecimento;
IV. na interlocução com os pacientes, a partir do reconhecimento das ambivalências e singularidades do discurso e do desejo humano.
Dos itens, está(ão) correto(s)
Provas
O corpo é complexo, múltiplo em suas conceituações e envolvido por uma diversidade de perspectivas. Tanto o discurso da medicina, quanto o discurso da psicologia resultam de práticas distintas. Diferentes referências sustentam cada um dos seus discursos, daí a noção de corpo não é unívoca. Para compreendê-lo, há a existência de diversas dimensões com seus pressupostos. Nesse contexto, é correto afirmar:
Provas
A dimensão comunicativa do trabalho em equipe, seja ela uni, multi ou interprofissional, é citada pela maioria dos autores como a chave que permite que ele se efetive na prática, sendo ainda considerada como uma possibilidade de se efetuar o entendimento mútuo, que é essencial para exercer influência sobre os indivíduos e grupos a apresentarem determinados comportamentos (CARDOSO, 2010). São considerados elementos facilitadores da comunicação do trabalho em equipe multiprofissional ou interprofissional em saúde:
I. o esforço em transmitir de maneira clara, objetiva e através dos canais formais, as informações necessárias para a realização do trabalho, principalmente em situações críticas;
II. a disponibilidade para o entendimento com o outro, possibilitando o compartilhamento de informações técnicas sobre atividades, procedimentos e instrumentos necessários para se realizar o trabalho em saúde;
III. a preocupação em conhecer, reconhecer e considerar o trabalho dos demais profissionais, sejam da mesma área de atuação ou não;
IV. otimizar o tempo das reuniões da equipe, para evitar que se perca a objetividade das discussões e fiquem comprometidos os encaminhamentos necessários à realização do trabalho da equipe.
Dos itens, verifica-se que está(ão) correto(s)
Provas
De acordo com a Coordenação Geral de Saúde Mental do Ministério da Saúde, em documento produzido em 2005, três dos principais desafios da Reforma Psiquiátrica brasileira seriam:
Provas
Em pesquisa realizada nas bases de dados sobre Psicologia e Saúde, Geraldina Witter (2008) afirma que a psicologia da saúde é uma área que vem crescendo rapidamente em nível nacional e internacional, como se pode deduzir do número de trabalhos indexados na base PsycINFO. Entretanto, há necessidade de muitas melhorias no setor, tanto técnico-científicas quanto culturais, sendo as últimas mais lentas e difíceis de conseguir. Nesse contexto, Witter identificou as seguintes necessidades:
I. afirmar e aprofundar as concepções de saúde mantidas pela população em geral e pelos profissionais da área, pelos governos e mesmo pelos sistemas de saúde e empresas de seguro-saúde. Há necessidade de, a partir das concepções existentes (principalmente da Organização Mundial de Saúde), fixar o conceito hegemônico e criar bases consensuais mais válidas para definir os vários aspectos envolvidos;
II. mudanças nos sistemas de saúde-doença, seja na dimensão econômica, na inserção dos vários tipos de profissionais da área ou na ênfase em tópicos diversos. Mudanças na área são prementes e envolvem muitas questões além da financeira. Há certo comodismo na manutenção do estado vigente, embora as críticas sejam frequentes;
III. mudanças na própria psicologia, desde a sua concepção, passando por uma revisão de sua estruturação em áreas, particularmente da saúde. Há necessidade de rever suas ênfases temáticas, de olhar o ser humano globalmente e não apenas como portador de problemas biopsicossociais. Ao homem, devem-se oferecer programas de prevenção, além dos de remediação. No Brasil, tem-se privilegiado o segundo caso, o que requer correção;
IV. pequenos ajustes e mudanças nas universidades. Em termos de pesquisas e formação de recursos humanos, os cursos em Psicologia no país estão avançados. Entretanto, há que se rever os programas de extensão e de intervenção junto às comunidades, assim como é preciso que essas instituições revejam o que estão oferecendo em termos de saúde em seus serviços-escola;
V. no Brasil, há premente necessidade de mudanças curriculares de cunho técnico-científico na formação do psicólogo, para que esse profissional possa construir seus planos de ação junto a colegas de outras áreas. Há necessidade de o psicólogo desenvolver competências para atuar em saúde com pessoas que se consideram saudáveis. Também precisa saber trabalhar com pessoas com doenças diversas. O treino para atuação clínica psicológica é insuficiente, com sérios conflitos decorrentes, quando essa atuação é transportada para setores como hospitais, atendimento a doentes crônicos, empresas etc.
Dos itens, estão corretos apenas
Provas
Caderno Container