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Uma pitada de loucura aumenta o prazer da vida.
Veja o caso do cinema. Você vai lá, assenta-se e fica vendo
um jogo de luzes coloridas projetado em uma tela. Você sabe
que aquilo tudo é mentira. E, não obstante, você treme de
medo, tem taquicardia, pressão arterial alta, sua de medo, ri,
chora... É um surto de loucura. Você está tomando imagens
como se fossem realidade. M as, se você não se entregasse
por duas horas a essa loucura, o cinema seria tão
emocionante quanto ler uma lista telefônica. Passadas as
duas horas, as luzes se acendem, você sai da loucura e
caminha solidamente de volta para a realidade.
Quem não está louco é quem desconfia dos seus
pensamentos. Sabe que a cabeça é enganosa: sessão de
cinema. Nada garante que os pensamentos, aquilo que
aparece projetado na tela da consciência, sejam verdade.
A razão é desconfiada.
Rubem Alves. Sobre o tempo e a eternidade. Campinas: Papirus, 1998 (com adaptações).
Julgue os itens seguintes, relativos ao texto acima.
No texto, "medo", "taquicardia" e "pressão arterial alta" (L.5) são as causas das emoções que as pessoas costumam manifestar durante uma sessão de cinema.
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Uma pitada de loucura aumenta o prazer da vida.
Veja o caso do cinema. Você vai lá, assenta-se e fica vendo
um jogo de luzes coloridas projetado em uma tela. Você sabe
que aquilo tudo é mentira. E, não obstante, você treme de
medo, tem taquicardia, pressão arterial alta, sua de medo, ri,
chora... É um surto de loucura. Você está tomando imagens
como se fossem realidade. M as, se você não se entregasse
por duas horas a essa loucura, o cinema seria tão
emocionante quanto ler uma lista telefônica. Passadas as
duas horas, as luzes se acendem, você sai da loucura e
caminha solidamente de volta para a realidade.
Quem não está louco é quem desconfia dos seus
pensamentos. Sabe que a cabeça é enganosa: sessão de
cinema. Nada garante que os pensamentos, aquilo que
aparece projetado na tela da consciência, sejam verdade.
A razão é desconfiada.
Rubem Alves. Sobre o tempo e a eternidade. Campinas: Papirus, 1998 (com adaptações).
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No texto, a palavra "mentira" (L.4) é empregada como antônimo de "realidade" (L.7).
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Uma pitada de loucura aumenta o prazer da vida.
Veja o caso do cinema. Você vai lá, assenta-se e fica vendo
um jogo de luzes coloridas projetado em uma tela. Você sabe
que aquilo tudo é mentira. E, não obstante, você treme de
medo, tem taquicardia, pressão arterial alta, sua de medo, ri,
chora... É um surto de loucura. Você está tomando imagens
como se fossem realidade. M as, se você não se entregasse
por duas horas a essa loucura, o cinema seria tão
emocionante quanto ler uma lista telefônica. Passadas as
duas horas, as luzes se acendem, você sai da loucura e
caminha solidamente de volta para a realidade.
Quem não está louco é quem desconfia dos seus
pensamentos. Sabe que a cabeça é enganosa: sessão de
cinema. Nada garante que os pensamentos, aquilo que
aparece projetado na tela da consciência, sejam verdade.
A razão é desconfiada.
Rubem Alves. Sobre o tempo e a eternidade. Campinas: Papirus, 1998 (com adaptações).
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Não contraria o sentido do texto a substituição de "não obstante" (L.4) por contudo.
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Veja o caso do cinema. Você vai lá, assenta-se e fica vendo
um jogo de luzes coloridas projetado em uma tela. Você sabe
que aquilo tudo é mentira. E, não obstante, você treme de
medo, tem taquicardia, pressão arterial alta, sua de medo, ri,
chora... É um surto de loucura. Você está tomando imagens
como se fossem realidade. M as, se você não se entregasse
por duas horas a essa loucura, o cinema seria tão
emocionante quanto ler uma lista telefônica. Passadas as
duas horas, as luzes se acendem, você sai da loucura e
caminha solidamente de volta para a realidade.
Quem não está louco é quem desconfia dos seus
pensamentos. Sabe que a cabeça é enganosa: sessão de
cinema. Nada garante que os pensamentos, aquilo que
aparece projetado na tela da consciência, sejam verdade.
A razão é desconfiada.
Rubem Alves. Sobre o tempo e a eternidade. Campinas: Papirus, 1998 (com adaptações).
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Não haveria prejuízo para a concordância verbal se, em vez de "projetado" (L.3), estivesse expresso projetadas.
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- MorfologiaVerbosConjugaçãoFlexão Verbal de Modo
- MorfologiaVerbosConjugaçãoFlexão Verbal de TempoEmprego dos Tempos Verbais
Uma pitada de loucura aumenta o prazer da vida.
Veja o caso do cinema. Você vai lá, assenta-se e fica vendo
um jogo de luzes coloridas projetado em uma tela. Você sabe
que aquilo tudo é mentira. E, não obstante, você treme de
medo, tem taquicardia, pressão arterial alta, sua de medo, ri,
chora... É um surto de loucura. Você está tomando imagens
como se fossem realidade. M as, se você não se entregasse
por duas horas a essa loucura, o cinema seria tão
emocionante quanto ler uma lista telefônica. Passadas as
duas horas, as luzes se acendem, você sai da loucura e
caminha solidamente de volta para a realidade.
Quem não está louco é quem desconfia dos seus
pensamentos. Sabe que a cabeça é enganosa: sessão de
cinema. Nada garante que os pensamentos, aquilo que
aparece projetado na tela da consciência, sejam verdade.
A razão é desconfiada.
Rubem Alves. Sobre o tempo e a eternidade. Campinas: Papirus, 1998 (com adaptações).
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As formas verbais "Veja"e "vai", ambas na linha 2, estão conjugadas no mesmo tempo e modo verbal.
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Veja o caso do cinema. Você vai lá, assenta-se e fica vendo
um jogo de luzes coloridas projetado em uma tela. Você sabe
que aquilo tudo é mentira. E, não obstante, você treme de
medo, tem taquicardia, pressão arterial alta, sua de medo, ri,
chora... É um surto de loucura. Você está tomando imagens
como se fossem realidade. M as, se você não se entregasse
por duas horas a essa loucura, o cinema seria tão
emocionante quanto ler uma lista telefônica. Passadas as
duas horas, as luzes se acendem, você sai da loucura e
caminha solidamente de volta para a realidade.
Quem não está louco é quem desconfia dos seus
pensamentos. Sabe que a cabeça é enganosa: sessão de
cinema. Nada garante que os pensamentos, aquilo que
aparece projetado na tela da consciência, sejam verdade.
A razão é desconfiada.
Rubem Alves. Sobre o tempo e a eternidade. Campinas: Papirus, 1998 (com adaptações).
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De acordo com o texto, não confiar inteiramente nos próprios pensamentos é uma evidência de racionalidade.
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Veja o caso do cinema. Você vai lá, assenta-se e fica vendo
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que aquilo tudo é mentira. E, não obstante, você treme de
medo, tem taquicardia, pressão arterial alta, sua de medo, ri,
chora... É um surto de loucura. Você está tomando imagens
como se fossem realidade. M as, se você não se entregasse
por duas horas a essa loucura, o cinema seria tão
emocionante quanto ler uma lista telefônica. Passadas as
duas horas, as luzes se acendem, você sai da loucura e
caminha solidamente de volta para a realidade.
Quem não está louco é quem desconfia dos seus
pensamentos. Sabe que a cabeça é enganosa: sessão de
cinema. Nada garante que os pensamentos, aquilo que
aparece projetado na tela da consciência, sejam verdade.
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Rubem Alves. Sobre o tempo e a eternidade. Campinas: Papirus, 1998 (com adaptações).
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O assunto principal do texto é a descrição de uma sessão de cinema, em especial, das reações dos espectadores durante a projeção do filme.
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Veja o caso do cinema. Você vai lá, assenta-se e fica vendo
um jogo de luzes coloridas projetado em uma tela. Você sabe
que aquilo tudo é mentira. E, não obstante, você treme de
medo, tem taquicardia, pressão arterial alta, sua de medo, ri,
chora... É um surto de loucura. Você está tomando imagens
como se fossem realidade. M as, se você não se entregasse
por duas horas a essa loucura, o cinema seria tão
emocionante quanto ler uma lista telefônica. Passadas as
duas horas, as luzes se acendem, você sai da loucura e
caminha solidamente de volta para a realidade.
Quem não está louco é quem desconfia dos seus
pensamentos. Sabe que a cabeça é enganosa: sessão de
cinema. Nada garante que os pensamentos, aquilo que
aparece projetado na tela da consciência, sejam verdade.
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Rubem Alves. Sobre o tempo e a eternidade. Campinas: Papirus, 1998 (com adaptações).
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No texto, a impressão de realidade proporcionada pelo cinema é comparada à nossa apreensão da realidade, aos nossos pensamentos, que, nem sempre, correspondem à realidade.
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Veja o caso do cinema. Você vai lá, assenta-se e fica vendo
um jogo de luzes coloridas projetado em uma tela. Você sabe
que aquilo tudo é mentira. E, não obstante, você treme de
medo, tem taquicardia, pressão arterial alta, sua de medo, ri,
chora... É um surto de loucura. Você está tomando imagens
como se fossem realidade. M as, se você não se entregasse
por duas horas a essa loucura, o cinema seria tão
emocionante quanto ler uma lista telefônica. Passadas as
duas horas, as luzes se acendem, você sai da loucura e
caminha solidamente de volta para a realidade.
Quem não está louco é quem desconfia dos seus
pensamentos. Sabe que a cabeça é enganosa: sessão de
cinema. Nada garante que os pensamentos, aquilo que
aparece projetado na tela da consciência, sejam verdade.
A razão é desconfiada.
Rubem Alves. Sobre o tempo e a eternidade. Campinas: Papirus, 1998 (com adaptações).
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O autor do texto propõe que abandonemos a realidade e transformemos nossa vida em uma verdadeira ficção.
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Texto II – itens de 13 a 21
Eu me recordo de que há muitos anos se realizou
uma pesquisa sobre o significado da pintura. Fizeram tal
pergunta à minha irmã Norah, e ela respondeu que a pintura
é a arte de dar alegria mediante formas e cores. Eu diria que
a literatura é, igualmente, uma forma de alegria. Se lemos
algo com dificuldade, o autor fracassou. Um livro não deve
exigir esforço; a felicidade não deve exigir esforço.
Em uma conferência, Emerson disse que uma
biblioteca é uma espécie de gabinete mágico. Nele se
encontram, encantados, os melhores espíritos da
humanidade, mas que esperam nossa palavra para sair de sua
mudez. Temos de abrir o livro; aí eles despertam.
Jorge Luis Borges. Cinco visões pessoais. Tradução de Maria Rosinda Ramos da Silva. Brasília: Editora UnB, 2002 (com adaptações).
Julgue os itens a seguir, a respeito de estruturas gramaticais do texto II.
No trecho "aí eles despertam" (L.12), o pronome "eles" refere-se a "os melhores espíritos da humanidade" (L.10-11).
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