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Texto para a questão.  


"Tenho apenas uma hora livre por semana

para estudar. Não tenho tempo para ler materiais

acadêmicos. Não sei enviar um e-mail e tenho

dificuldades básicas com a norma culta da língua

portuguesa."

Temos a oportunidade perfeita e que encaixa

no seu perfil. Oferecemos uma graduação

inteiramente on-line em direito, sem necessidade de

prova para ingressar e por apenas 200 reais por mês.

Embora fictício, o diálogo acima revela uma

tendência real e preocupante no ensino superior

brasileiro: a banalização da formação, guiada por uma

parte da indústria privada de ensino superior que se

tornou fábrica de diplomas, em nome da inclusão

aparente.

Tudo que envolve o oferecimento de um

diploma universitário é positivo? Não.

Acredito que a inclusão passa por políticas de

cotas e reserva de vagas, para que o acesso de grupos

minoritários seja possível; por políticas de

permanência, como auxílio-transporte, moradia e

programas de bolsa; e também, por exemplo, pelo

oferecimento de cursos de reforço, como matemática

básica, gramática e até mesmo tecnologias digitais,

dado que há discentes, já vi, que não sabem mandar

um e-mail.

Por outro lado, indo pelo extremo oposto, não

passa por oferecer um diploma de médico para

alguém que nunca assistiu a uma aula, pois fez uma

graduação remota, e que não sabe fazer uma simples

regra de três; tampouco passa por oferecer uma

formação sem a mínima infraestrutura, dado que a

preocupação é unicamente com a escala e,

consequentemente, com o lucro.

Perdoem-me a franqueza, mas não acho que

estamos diante de um cenário em que essas

instituições estão com boas intenções, mas apenas

errando o tom. A verdade é que estamos diante de

uma estratégia deliberada, que maquia a falta de

responsabilidade e ética de inclusão e

democratização.

Primeiramente, precisamos pensar no grande

público-alvo dessa indústria de diplomas. São pessoas

de baixa renda, boa parte já inserida no mercado de

trabalho e com baixa remuneração, com pouca

proximidade com o ensino superior e grandes déficits

na educação básica, como leitura e raciocínio lógico.

De modo geral, "presas fáceis". Indivíduos que

sonham em ter alguma mobilidade social e a vida,

minimamente, mais confortável. A associação entre

esse progresso e o ensino superior os motiva, mas a

verdade é que a maioria nem sabe que há

universidades públicas, ou simplesmente não se acha

capaz de entrar em uma, ou nem entende os meios

de ingresso. Outra parte, infelizmente, dadas as

grandes lacunas na educação básica, teria grandes

dificuldades com o Enem e demais vestibulares e

acaba desistindo de ingressar em uma pública ou

privada de excelência e séria — ainda bem, ainda

existem — via sistemas de bolsa.

O ensino superior precisa, sim, ser acessível e

ter seu acesso democratizado. Mas é covardia — e

também maldade e falta de ética — construir uma

narrativa falaciosa, em nome da inclusão, cujo único

objetivo é o lucro pelo lucro. Não há nada de inclusivo

em abandonar a responsabilidade com as

consequências de formar mal quem mais precisa de

uma educação de qualidade. A grande ironia é que a

falsa inclusão é, na verdade, uma sofisticada forma de

exclusão.

Vinícius de Andrade. Indústria de diplomas e a falácia da inclusão. 12/6/2025. Internet: https://amp.dw.com (com adaptações).


A respeito da pontuação empregada no trecho “dado que há discentes, já vi, que não sabem mandar um e-mail” (linhas 25 e 26) e suas implicações sintáticas, assinale a alternativa correta.
 

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"Tenho apenas uma hora livre por semana

para estudar. Não tenho tempo para ler materiais

acadêmicos. Não sei enviar um e-mail e tenho

dificuldades básicas com a norma culta da língua

portuguesa."

Temos a oportunidade perfeita e que encaixa

no seu perfil. Oferecemos uma graduação

inteiramente on-line em direito, sem necessidade de

prova para ingressar e por apenas 200 reais por mês.

Embora fictício, o diálogo acima revela uma

tendência real e preocupante no ensino superior

brasileiro: a banalização da formação, guiada por uma

parte da indústria privada de ensino superior que se

tornou fábrica de diplomas, em nome da inclusão

aparente.

Tudo que envolve o oferecimento de um

diploma universitário é positivo? Não.

Acredito que a inclusão passa por políticas de

cotas e reserva de vagas, para que o acesso de grupos

minoritários seja possível; por políticas de

permanência, como auxílio-transporte, moradia e

programas de bolsa; e também, por exemplo, pelo

oferecimento de cursos de reforço, como matemática

básica, gramática e até mesmo tecnologias digitais,

dado que há discentes, já vi, que não sabem mandar

um e-mail.

Por outro lado, indo pelo extremo oposto, não

passa por oferecer um diploma de médico para

alguém que nunca assistiu a uma aula, pois fez uma

graduação remota, e que não sabe fazer uma simples

regra de três; tampouco passa por oferecer uma

formação sem a mínima infraestrutura, dado que a

preocupação é unicamente com a escala e,

consequentemente, com o lucro.

Perdoem-me a franqueza, mas não acho que

estamos diante de um cenário em que essas

instituições estão com boas intenções, mas apenas

errando o tom. A verdade é que estamos diante de

uma estratégia deliberada, que maquia a falta de

responsabilidade e ética de inclusão e

democratização.

Primeiramente, precisamos pensar no grande

público-alvo dessa indústria de diplomas. São pessoas

de baixa renda, boa parte já inserida no mercado de

trabalho e com baixa remuneração, com pouca

proximidade com o ensino superior e grandes déficits

na educação básica, como leitura e raciocínio lógico.

De modo geral, "presas fáceis". Indivíduos que

sonham em ter alguma mobilidade social e a vida,

minimamente, mais confortável. A associação entre

esse progresso e o ensino superior os motiva, mas a

verdade é que a maioria nem sabe que há

universidades públicas, ou simplesmente não se acha

capaz de entrar em uma, ou nem entende os meios

de ingresso. Outra parte, infelizmente, dadas as

grandes lacunas na educação básica, teria grandes

dificuldades com o Enem e demais vestibulares e

acaba desistindo de ingressar em uma pública ou

privada de excelência e séria — ainda bem, ainda

existem — via sistemas de bolsa.

O ensino superior precisa, sim, ser acessível e

ter seu acesso democratizado. Mas é covardia — e

também maldade e falta de ética — construir uma

narrativa falaciosa, em nome da inclusão, cujo único

objetivo é o lucro pelo lucro. Não há nada de inclusivo

em abandonar a responsabilidade com as

consequências de formar mal quem mais precisa de

uma educação de qualidade. A grande ironia é que a

falsa inclusão é, na verdade, uma sofisticada forma de

exclusão.

Vinícius de Andrade. Indústria de diplomas e a falácia da inclusão. 12/6/2025. Internet: https://amp.dw.com (com adaptações).


Acerca das relações coesivas estabelecidas no texto, assinale a alternativa correta.
 

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"Tenho apenas uma hora livre por semana

para estudar. Não tenho tempo para ler materiais

acadêmicos. Não sei enviar um e-mail e tenho

dificuldades básicas com a norma culta da língua

portuguesa."

Temos a oportunidade perfeita e que encaixa

no seu perfil. Oferecemos uma graduação

inteiramente on-line em direito, sem necessidade de

prova para ingressar e por apenas 200 reais por mês.

Embora fictício, o diálogo acima revela uma

tendência real e preocupante no ensino superior

brasileiro: a banalização da formação, guiada por uma

parte da indústria privada de ensino superior que se

tornou fábrica de diplomas, em nome da inclusão

aparente.

Tudo que envolve o oferecimento de um

diploma universitário é positivo? Não.

Acredito que a inclusão passa por políticas de

cotas e reserva de vagas, para que o acesso de grupos

minoritários seja possível; por políticas de

permanência, como auxílio-transporte, moradia e

programas de bolsa; e também, por exemplo, pelo

oferecimento de cursos de reforço, como matemática

básica, gramática e até mesmo tecnologias digitais,

dado que há discentes, já vi, que não sabem mandar

um e-mail.

Por outro lado, indo pelo extremo oposto, não

passa por oferecer um diploma de médico para

alguém que nunca assistiu a uma aula, pois fez uma

graduação remota, e que não sabe fazer uma simples

regra de três; tampouco passa por oferecer uma

formação sem a mínima infraestrutura, dado que a

preocupação é unicamente com a escala e,

consequentemente, com o lucro.

Perdoem-me a franqueza, mas não acho que

estamos diante de um cenário em que essas

instituições estão com boas intenções, mas apenas

errando o tom. A verdade é que estamos diante de

uma estratégia deliberada, que maquia a falta de

responsabilidade e ética de inclusão e

democratização.

Primeiramente, precisamos pensar no grande

público-alvo dessa indústria de diplomas. São pessoas

de baixa renda, boa parte já inserida no mercado de

trabalho e com baixa remuneração, com pouca

proximidade com o ensino superior e grandes déficits

na educação básica, como leitura e raciocínio lógico.

De modo geral, "presas fáceis". Indivíduos que

sonham em ter alguma mobilidade social e a vida,

minimamente, mais confortável. A associação entre

esse progresso e o ensino superior os motiva, mas a

verdade é que a maioria nem sabe que há

universidades públicas, ou simplesmente não se acha

capaz de entrar em uma, ou nem entende os meios

de ingresso. Outra parte, infelizmente, dadas as

grandes lacunas na educação básica, teria grandes

dificuldades com o Enem e demais vestibulares e

acaba desistindo de ingressar em uma pública ou

privada de excelência e séria — ainda bem, ainda

existem — via sistemas de bolsa.

O ensino superior precisa, sim, ser acessível e

ter seu acesso democratizado. Mas é covardia — e

também maldade e falta de ética — construir uma

narrativa falaciosa, em nome da inclusão, cujo único

objetivo é o lucro pelo lucro. Não há nada de inclusivo

em abandonar a responsabilidade com as

consequências de formar mal quem mais precisa de

uma educação de qualidade. A grande ironia é que a

falsa inclusão é, na verdade, uma sofisticada forma de

exclusão.

Vinícius de Andrade. Indústria de diplomas e a falácia da inclusão. 12/6/2025. Internet: https://amp.dw.com (com adaptações).


Haja vista as características discursivas e a estruturação do texto apresentado, é correto enquadrá-lo no gênero
 

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para estudar. Não tenho tempo para ler materiais

acadêmicos. Não sei enviar um e-mail e tenho

dificuldades básicas com a norma culta da língua

portuguesa."

Temos a oportunidade perfeita e que encaixa

no seu perfil. Oferecemos uma graduação

inteiramente on-line em direito, sem necessidade de

prova para ingressar e por apenas 200 reais por mês.

Embora fictício, o diálogo acima revela uma

tendência real e preocupante no ensino superior

brasileiro: a banalização da formação, guiada por uma

parte da indústria privada de ensino superior que se

tornou fábrica de diplomas, em nome da inclusão

aparente.

Tudo que envolve o oferecimento de um

diploma universitário é positivo? Não.

Acredito que a inclusão passa por políticas de

cotas e reserva de vagas, para que o acesso de grupos

minoritários seja possível; por políticas de

permanência, como auxílio-transporte, moradia e

programas de bolsa; e também, por exemplo, pelo

oferecimento de cursos de reforço, como matemática

básica, gramática e até mesmo tecnologias digitais,

dado que há discentes, já vi, que não sabem mandar

um e-mail.

Por outro lado, indo pelo extremo oposto, não

passa por oferecer um diploma de médico para

alguém que nunca assistiu a uma aula, pois fez uma

graduação remota, e que não sabe fazer uma simples

regra de três; tampouco passa por oferecer uma

formação sem a mínima infraestrutura, dado que a

preocupação é unicamente com a escala e,

consequentemente, com o lucro.

Perdoem-me a franqueza, mas não acho que

estamos diante de um cenário em que essas

instituições estão com boas intenções, mas apenas

errando o tom. A verdade é que estamos diante de

uma estratégia deliberada, que maquia a falta de

responsabilidade e ética de inclusão e

democratização.

Primeiramente, precisamos pensar no grande

público-alvo dessa indústria de diplomas. São pessoas

de baixa renda, boa parte já inserida no mercado de

trabalho e com baixa remuneração, com pouca

proximidade com o ensino superior e grandes déficits

na educação básica, como leitura e raciocínio lógico.

De modo geral, "presas fáceis". Indivíduos que

sonham em ter alguma mobilidade social e a vida,

minimamente, mais confortável. A associação entre

esse progresso e o ensino superior os motiva, mas a

verdade é que a maioria nem sabe que há

universidades públicas, ou simplesmente não se acha

capaz de entrar em uma, ou nem entende os meios

de ingresso. Outra parte, infelizmente, dadas as

grandes lacunas na educação básica, teria grandes

dificuldades com o Enem e demais vestibulares e

acaba desistindo de ingressar em uma pública ou

privada de excelência e séria — ainda bem, ainda

existem — via sistemas de bolsa.

O ensino superior precisa, sim, ser acessível e

ter seu acesso democratizado. Mas é covardia — e

também maldade e falta de ética — construir uma

narrativa falaciosa, em nome da inclusão, cujo único

objetivo é o lucro pelo lucro. Não há nada de inclusivo

em abandonar a responsabilidade com as

consequências de formar mal quem mais precisa de

uma educação de qualidade. A grande ironia é que a

falsa inclusão é, na verdade, uma sofisticada forma de

exclusão.

Vinícius de Andrade. Indústria de diplomas e a falácia da inclusão. 12/6/2025. Internet: https://amp.dw.com (com adaptações).


Com base no texto apresentado, assinale a alternativa correta.
 

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4172413 Ano: 2026
Disciplina: Odontologia
Banca: Ibest
Orgão: SESC-DF
No contexto de urgências, o tratamento imediato de traumas dentários agudos é crucial para assegurar um prognóstico favorável. A pronta intervenção pode prevenir complicações sérias, como a necrose pulpar e a perda prematura de dentes, que podem ter repercussões duradouras na saúde oral e geral do paciente. Sobre os traumas dentários nas diferentes dentições, assinale a alternativa correta.
Questão Anulada

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4172412 Ano: 2026
Disciplina: Odontologia
Banca: Ibest
Orgão: SESC-DF
Pacientes gestantes podem e devem ser atendidas no consultório odontológico. O cirurgião-dentista tem um papel importante nesse período, preservando e mantendo a saúde bucal da mãe e promovendo educação em saúde na relação mãe e bebê que está sendo formada. Com relação ao cuidado odontológico na gestante, assinale a alternativa correta.
Questão Anulada

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Assinale a alternativa correta no que se refere ao filtro de manga, equipamento que pode ser empregado como método de controle das emissões de poluentes atmosféricos.
Questão Anulada

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4172410 Ano: 2026
Disciplina: Odontologia
Banca: Ibest
Orgão: SESC-DF
A nova classificação das doenças periodontais (2018) estabeleceu critérios objetivos para diferenciar saúde, gengivite e periodontite, especialmente em casos de periodonto reduzido. Com base nesses conceitos e na biologia do controle do biofilme, assinale a alternativa correta.
Questão Anulada

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Quanto à abordagem odontológica em pacientes com problemas sistêmicos, assinale a alternativa correta.
Questão Anulada

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Sabendo-se que as proposições “A alegria é amarela” e “A raiva é vermelha” são verdadeiras, assinale a alternativa que apresenta uma proposição falsa.
Questão Anulada

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