Um lactente de 6 meses de idade, portador de síndrome
de Down, que nasceu com peso de 3.000 g, apresenta história de
cansaço às mamadas desde o primeiro mês de vida, infecções
respiratórias de repetição além de sudorese acentuada. No exame
físico, a criança pesa 3.800 g, tem saturação periférica de 95%,
apresenta frequência respiratória de 80 ir/m e cardíaca de
170 bpm. Ausculta cardíaca revela hiperfonese e desdobramento
da 2.ª bulha em foco pulmonar, além de sopro sistólico em
regurgitação +/6+ na borda esternal esquerda baixa. A pressão
arterial no braço direito era de 80 mmHg × 45 mmHg, e os pulsos
arteriais braquiais e femorais apresentavam-se com amplitude
normal. O eletrocardiograma mostrou eixo do QRS em +60o e
sinais de sobrecarga biventricular.
Diante desse quadro clínico, julgue os itens que se seguem.
Há sinais evidentes de hipertensão pulmonar, porém essa
hipertensão é decorrente de hiperfluxo pulmonar, não
havendo sinais de aumento significativo da resistência
vascular pulmonar.
Um lactente de 6 meses de idade, portador de síndrome
de Down, que nasceu com peso de 3.000 g, apresenta história de
cansaço às mamadas desde o primeiro mês de vida, infecções
respiratórias de repetição além de sudorese acentuada. No exame
físico, a criança pesa 3.800 g, tem saturação periférica de 95%,
apresenta frequência respiratória de 80 ir/m e cardíaca de
170 bpm. Ausculta cardíaca revela hiperfonese e desdobramento
da 2.ª bulha em foco pulmonar, além de sopro sistólico em
regurgitação +/6+ na borda esternal esquerda baixa. A pressão
arterial no braço direito era de 80 mmHg × 45 mmHg, e os pulsos
arteriais braquiais e femorais apresentavam-se com amplitude
normal. O eletrocardiograma mostrou eixo do QRS em +60o e
sinais de sobrecarga biventricular.
Diante desse quadro clínico, julgue os itens que se seguem.
O diagnóstico mais provável é de defeito total do septo
atrioventricular de forma balanceada.
Hipertensão pulmonar persistente no recém-nascido
caracteriza-se por um estado de resistência vascular
pulmonar elevada após o nascimento, associada à presença
de shunt direita-esquerda através de forame oval e canal
arterial.
O fechamento do canal arterial após o nascimento ocorre
pela ação constritora do oxigênio, de prostaglandinas e do
óxido nítrico na célula muscular lisa da parede do canal
arterial.
Logo após o nascimento e após as primeiras ventilações do
recém-nascido, observa-se uma rápida redução da resistência
vascular pulmonar e sistêmica, um aumento do fluxo
pulmonar e o fechamento funcional do forame oval e do
canal arterial.
No feto, os ventrículos direito e esquerdo trabalham em
paralelo. Diante disso, é correto afirmar que um só
ventrículo pode ser suficiente para manter a estabilidade
cardíaca fetal.
No feto, o ventrículo esquerdo é responsável pelo débito
cardíaco cefálico, coronariano e do segmento superior do
corpo, enquanto o ventrículo direito é responsável pelo
débito cardíaco pulmonar e do segmento inferior do corpo.
Em relação à anatomia cardíaca e à classificação morfológica das
cardiopatias congênitas, julgue os itens seguintes.
A transposição corrigida das grandes artérias é uma
cardiopatia congênita cianótica em que se observa uma
discordância atrioventricular associada a uma discordância
ventriculoarterial.
Em relação à anatomia cardíaca e à classificação morfológica das
cardiopatias congênitas, julgue os itens seguintes.
A via de entrada do ventrículo morfologicamente esquerdo
é composta pela valva mitral. A valva mitral é formada pelas
cúspides anterior e posterior, pelas cordas e por dois grupos
de músculos papilares, sendo eles o ântero-medial e o
póstero-lateral.
Em relação à anatomia cardíaca e à classificação morfológica das
cardiopatias congênitas, julgue os itens seguintes.
A forma de conexão atrioventricular na atresia tricúspide é
uma dupla via de entrada do ventrículo esquerdo, visto que
o fluxo dos dois átrios chega ao ventrículo esquerdo.