Paciente 22 anos, tercigesta, secundípara, 35ª semana de gravidez e chegou na emergência obstétrica referindo dor
em baixo ventre e perda de líquido amniótico. No cartão de pré-natal observa-se: tipagem sanguínea A negativo;
Coombs indireto positivo e glicemia jejum de 91 mg% (todos realizados no 1º trimestre de gravidez). O teste de
tolerância oral a glicose a 75 g foi realizada na 26ª semana com resultado GJ de 91 mg%, com 1h de 171 mg% e com
2h de 149 mg%. Ao exame obstétrico: dinâmica uterina ausente; altura de fundo uterino de 32cm; pressão arterial
de 100 x 60 mmHg; toque vaginal, com colo fechado, longo e posterior e feto alto e móvel, bolsa das águas rotas com
saída de líquido claro. A ultrassonografia realizada no momento do atendimento revelou: percentil de peso para
idade gestacional 89; dopplervelocimetria com índice de pulsatilidade na artéria umbilical de 1,20 e na artéria
cerebral média fetal de 2,10; pico sistólico da artéria cerebral média (ACM) fetal maior de 1,5 MoM para a idade
gestacional; e maior bolsão (MB) de 9,8cm. Nesta paciente, o que MELHOR pode representar a causa fisiológica do valor do MB do líquido amniótico?
Mulher de 28 anos, G2P2 (cesariana) procura a unidade básica de saúde em busca de método contraceptivo de
longa duração. Está amamentando um bebê de 4 meses, em aleitamento materno exclusivo. Nega comorbidades.
Refere que, após o parto, usou anticoncepcional combinado por 1 mês, mas interrompeu porque percebeu redução
da produção de leite. O exame físico é normal, não há história de trombose pessoal ou familiar. A paciente deseja
um método eficaz, seguro durante a amamentação e que não interfira na produção de leite. Qual é o método mais adequado nesse momento?
Paciente de 55 anos, G2P2 (cesariana), não amamentou. Procura a ginecologista com mama direita crescida e
assimétrica. No exame, foi evidenciada uma lesão de pele ulcerada em mama direita com sinais de dilatação venosa
importante no local da mama comprometida. Realizou-se biópsia que revelou comprometimento de tecido epitelial e
conjuntivo, além de projeções em forma de folhas no interior das cavidades císticas.
O quadro acima destaca o seguinte tipo de tumor mamário:
Paciente de 55 anos, G0 P0, menopausa há quatro anos, com queixas de sangramento genital moderado, vermelho
vivo, há uma semana. Nega dor ou mal cheiro. Exame físico sem alterações. USG TV: útero de 100 cm3, eco
endometrial de 0,9 cm, anexos diminuídos.
De acordo com o quadro acima, assinale a alternativa que destaca a melhor conduta.
Um casal procura atendimento por infertilidade há 24 meses. A mulher tem 32 anos, ciclos regulares de 28–30 dias,
sem dismenorreia significativa e sem histórico de cirurgia pélvica. IMC 23 kg/m². O parceiro tem 35 anos, sem
comorbidades e sem uso de medicamentos. USG TV com útero normal; contagem de folículos antrais de 18.TSH e
prolactina normais, histerossalpingografia com trompas pérvias. Hormônio Antimuleriano 2,8ng/mL.
Espermograma normal. Qual é a conduta inicial mais apropriada?
Uma mulher de 22 anos, previamente saudável, procura o pronto-atendimento com dor pélvica intensa há 3 dias,
pior à mobilização. Refere corrimento amarelado, febre de 38,5 °C e sangramento intermenstrual leve. Nega uso de
DIU. Ao exame físico, apresenta dor à mobilização do colo uterino, dor anexial bilateral e sensibilidade abdominal
inferior sem sinais de irritação peritoneal. Exames laboratoriais: leucócitos: 14.800/mm³, PCR: 6 mg/dL, β-hCG:
negativo, testes para clamídia e gonococo: coletados, resultado pendente. Ultrassonografia transvaginal com
espessamento das tubas uterinas, sem abscesso e leve líquido livre em fundo de saco. A paciente se mantém estável
hemodinamicamente e tolera via oral. Qual é a conduta mais adequada nesse momento segundo diretrizes atuais?
Uma mulher de 34 anos, nuligesta, procura atendimento por dispareunia profunda, dismenorreia progressiva e
desconforto pélvico crônico há 2 anos. Refere que, apesar do uso regular de anti-inflamatórios, a dor tem piorado.
Seu ciclo é regular. Ela tentou engravidar por um ano sem sucesso. Ao exame físico, apresenta sensibilidade
acentuada ao toque profundo do fundo de saco vaginal e nódulo palpável na região do ligamento uterossacro direito.
Foi realizado ultrassom transvaginal com preparo intestinal, que evidenciou espessamento fibromuscular
retrocervical com infiltração de 0,8 cm, ovário direito com endometrioma de 3,2 cm e mobilidade uterina diminuída. Considerando as recomendações clínicas atuais, qual é a melhor conduta inicial?
Uma paciente de 29 anos, G0P0, procura consulta relatando irritabilidade intensa, labilidade emocional, sensação
de “inchaço”, cefaleia e hipersensibilidade mamária que surgem regularmente cerca de 7 dias antes da menstruação
e cessam completamente no primeiro dia do fluxo. Refere prejuízo importante no trabalho e conflitos frequentes
com familiares nesse período. Seu ciclo menstrual é regular, 28/28 dias. Nega uso de medicamentos, não faz terapia e
não tem histórico psiquiátrico prévio. O quadro já permanece por alguns ciclos com impacto funcional significativo.
Considerando o quadro e as evidências atuais, qual é a conduta inicial mais adequada?
Paciente vai ao ginecologista com lesão cicatricial hipertrófica e retraída em região inguinal direita há um mês.
Informa ainda que há dois meses tinha realizado tratamento para “bulbão” no mesmo local da lesão atual com
sulfametoxazol e trimetoprim.
Considerando o quadro acima, qual o provável diagnóstico e a possível complicação destacada?