Foram encontradas 30 questões.
Leia a tirinha abaixo, de Peanuts, para responder à questão 10.

No segundo quadrinho há um ERRO de
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A função fática da linguagem tem como principal objetivo:
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Assinale a alternativa que apresenta o uso INCORRETO do hífen, conforme a norma-padrão da Língua Portuguesa.
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Leia o poema abaixo, intitulado “Poema da Necessidade”, de Carlos Drummond de Andrade.
É preciso casar João,
é preciso suportar Antônio,
é preciso odiar Melquíades
é preciso substituir nós todos.
É preciso salvar o país,
é preciso crer em Deus,
é preciso pagar as dívidas,
é preciso comprar um rádio,
é preciso esquecer fulana.
É preciso estudar volapuque,
é preciso estar sempre bêbado,
é preciso ler Baudelaire,
é preciso colher as flores
de que rezam velhos autores.
É preciso viver com os homens
é preciso não assassiná-los,
é preciso ter mãos pálidas
e anunciar O FIM DO MUNDO.
Disponível em: https://poetisarte.com/autores/carlos-drummond-de-andrade/poema-da-necessidade/
A repetição do termo “é preciso” no poema acima corresponde à seguinte figura de linguagem:
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Assinale a alternativa que apresenta a correta concordância verbal e/ou nominal, conforme a norma-padrão da Língua Portuguesa.
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Assinale a alternativa correta em relação ao uso da ênclise, conforme a norma-padrão da Língua Portuguesa.
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- MorfologiaVerbosConjugaçãoFlexão Verbal de ModoIndicativo
- MorfologiaVerbosConjugaçãoFlexão Verbal de ModoSubjuntivo
- MorfologiaVerbosConjugaçãoFlexão Verbal de TempoEmprego dos Tempos Verbais
Leia o texto abaixo para responder às questões de 1 a 4.
Besouro maldito
Preciso dizer que não sucumbirei ao telefone celular. O bom de se chegar a uma certa idade é que você pode dizer “nunca” com convicção, confiante de que não beberá mesmo dessa água ― não por firmeza de caráter, mas por falta de tempo. Não tenho e nunca terei um telefone celular. Quando preciso usar um, uso o da Lúcia. Mas segurando-o como se fosse um grande inseto, possivelmente venenoso, desconhecido da minha tribo.
Para começar, eu não saberia escolher a musiquinha que o identifica. Aquela que, quando toca, a pessoa diz “É o meu!”, e passa à tarefa frenética de localizar, desdobrar e ligar o celular, não ouvir nada, dizer “alô?” várias vezes, apertar botões errados, sacudir o desgraçado, desistir e desligar, depois fazer tudo de novo quando a musiquinha toca outra vez.
Não sei, a gente escolhe a musiquinha quando compra o celular?
― Tem aí um Beethoven?
― Não. Mas temos as quatro estações do Vivaldi.
― Manda a primavera.
Porque a musiquinha do seu celular também identifica você. Há uma enorme diferença entre uma pessoa cujo celular toca, digamos, Take Five e uma cujo celular toca Wagner. Você muitas vezes só sabe com quem realmente está quando ouve o seu celular tocar, e o som do seu celular diz mais a seu respeito do que você imagina. Se bem que, na minha experiência, a maioria das pessoas escolhe músicas galopantes ― como a introdução da Cavalleria Rusticana ou a ouverture do Guilherme Tell ― apenas para já colocá-la no adequado espírito de urgência, ou pânico controlado, que o celular exige.
Sei que alguns celulares ronronam e vibram, discretamente, em vez de desandarem a chamar seus donos com música. Infelizmente, os donos nem sempre mostram a mesma discrição. Não é raro você ser obrigado a ouvir alguém tratando de detalhes da sua intimidade ou dos furúnculos da Djalmira a céu aberto, por assim dizer. É como o que nos fazem os fumantes, só que em vez do nosso espaço aéreo ser invadido por fumaça indesejada, é invadido pela vida alheia. Que também pode ser tóxica.
Não dá para negar que o celular é útil, mas no caso a própria utilidade é angustiante. Estávamos num barco subindo o Rio Negro quando o celular da Lúcia tocou. Era alguém de Porto Alegre, um assunto menor, ou desproporcional a grandeza da paisagem. Quem chamara, provavelmente de outro celular, não tinha a menor ideia de onde nós estávamos, nem que sua voz também estava subindo o Rio Negro. O celular reduziu as pessoas a apenas extremos opostos de uma conexão, a pontos soltos no ar, sem contato com o chão. Onde você se encontra tornou-se irrelevante, o que significa que em breve ninguém mais vai se encontrar, e a palavra “incomunicável” perdera o sentido. Estar longe de qualquer telefone não é mais um sonho realizável de sossego e privacidade ― o telefone foi atrás. A tecnologia que permitiu que a voz chegasse de um besouro eletrônico em Porto Alegre a um besouro eletrônico no meio do Rio Negro também é angustiante. Eu conheço o princípio que a torna possível, o que não quer dizer que o aceite com tranquilidade.
Chega o momento em que cada nova perplexidade é uma afronta pessoal, ainda mais para quem ainda tem dificuldade em entender a torneira.
Estarei entre os últimos resistentes. Ouvi dizer que o celular destrói o cérebro aos poucos. Nos vejo ― os que não sucumbiram ― como os únicos sãos num mundo imbecilizado pelo micro-ondas de ouvido, com os quais as pessoas trocarão grunhidos pré-históricos, incapazes de um raciocínio ou de uma frase completa, mas ainda conectados. Seremos poucos, mas nos manteremos unidos, e trocaremos informações, usando sinais de fumaça.
Luís Fernando Veríssimo. Disponível em: https://docente.ifrn.edu.br/marcelmatias/Disciplinas/orientacoes/cronicas-de-l.-f.- verissimo
Leia o trecho abaixo, retirado do texto.
“Quem chamara, provavelmente de outro celular, não tinha a menor ideia de onde nós estávamos, nem que sua voz também estava subindo o Rio Negro.”
Os verbos em destaque no trecho acima estão conjugados, respectivamente, no
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Leia o texto abaixo para responder às questões de 1 a 4.
Besouro maldito
Preciso dizer que não sucumbirei ao telefone celular. O bom de se chegar a uma certa idade é que você pode dizer “nunca” com convicção, confiante de que não beberá mesmo dessa água ― não por firmeza de caráter, mas por falta de tempo. Não tenho e nunca terei um telefone celular. Quando preciso usar um, uso o da Lúcia. Mas segurando-o como se fosse um grande inseto, possivelmente venenoso, desconhecido da minha tribo.
Para começar, eu não saberia escolher a musiquinha que o identifica. Aquela que, quando toca, a pessoa diz “É o meu!”, e passa à tarefa frenética de localizar, desdobrar e ligar o celular, não ouvir nada, dizer “alô?” várias vezes, apertar botões errados, sacudir o desgraçado, desistir e desligar, depois fazer tudo de novo quando a musiquinha toca outra vez.
Não sei, a gente escolhe a musiquinha quando compra o celular?
― Tem aí um Beethoven?
― Não. Mas temos as quatro estações do Vivaldi.
― Manda a primavera.
Porque a musiquinha do seu celular também identifica você. Há uma enorme diferença entre uma pessoa cujo celular toca, digamos, Take Five e uma cujo celular toca Wagner. Você muitas vezes só sabe com quem realmente está quando ouve o seu celular tocar, e o som do seu celular diz mais a seu respeito do que você imagina. Se bem que, na minha experiência, a maioria das pessoas escolhe músicas galopantes ― como a introdução da Cavalleria Rusticana ou a ouverture do Guilherme Tell ― apenas para já colocá-la no adequado espírito de urgência, ou pânico controlado, que o celular exige.
Sei que alguns celulares ronronam e vibram, discretamente, em vez de desandarem a chamar seus donos com música. Infelizmente, os donos nem sempre mostram a mesma discrição. Não é raro você ser obrigado a ouvir alguém tratando de detalhes da sua intimidade ou dos furúnculos da Djalmira a céu aberto, por assim dizer. É como o que nos fazem os fumantes, só que em vez do nosso espaço aéreo ser invadido por fumaça indesejada, é invadido pela vida alheia. Que também pode ser tóxica.
Não dá para negar que o celular é útil, mas no caso a própria utilidade é angustiante. Estávamos num barco subindo o Rio Negro quando o celular da Lúcia tocou. Era alguém de Porto Alegre, um assunto menor, ou desproporcional a grandeza da paisagem. Quem chamara, provavelmente de outro celular, não tinha a menor ideia de onde nós estávamos, nem que sua voz também estava subindo o Rio Negro. O celular reduziu as pessoas a apenas extremos opostos de uma conexão, a pontos soltos no ar, sem contato com o chão. Onde você se encontra tornou-se irrelevante, o que significa que em breve ninguém mais vai se encontrar, e a palavra “incomunicável” perdera o sentido. Estar longe de qualquer telefone não é mais um sonho realizável de sossego e privacidade ― o telefone foi atrás. A tecnologia que permitiu que a voz chegasse de um besouro eletrônico em Porto Alegre a um besouro eletrônico no meio do Rio Negro também é angustiante. Eu conheço o princípio que a torna possível, o que não quer dizer que o aceite com tranquilidade.
Chega o momento em que cada nova perplexidade é uma afronta pessoal, ainda mais para quem ainda tem dificuldade em entender a torneira.
Estarei entre os últimos resistentes. Ouvi dizer que o celular destrói o cérebro aos poucos. Nos vejo ― os que não sucumbiram ― como os únicos sãos num mundo imbecilizado pelo micro-ondas de ouvido, com os quais as pessoas trocarão grunhidos pré-históricos, incapazes de um raciocínio ou de uma frase completa, mas ainda conectados. Seremos poucos, mas nos manteremos unidos, e trocaremos informações, usando sinais de fumaça.
Luís Fernando Veríssimo. Disponível em: https://docente.ifrn.edu.br/marcelmatias/Disciplinas/orientacoes/cronicas-de-l.-f.- verissimo
Assinale a alternativa cujo trecho retirado do texto apresenta o uso correto da crase, conforme a norma-padrão da Língua Portuguesa.
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Leia o texto abaixo para responder às questões de 1 a 4.
Besouro maldito
Preciso dizer que não sucumbirei ao telefone celular. O bom de se chegar a uma certa idade é que você pode dizer “nunca” com convicção, confiante de que não beberá mesmo dessa água ― não por firmeza de caráter, mas por falta de tempo. Não tenho e nunca terei um telefone celular. Quando preciso usar um, uso o da Lúcia. Mas segurando-o como se fosse um grande inseto, possivelmente venenoso, desconhecido da minha tribo.
Para começar, eu não saberia escolher a musiquinha que o identifica. Aquela que, quando toca, a pessoa diz “É o meu!”, e passa à tarefa frenética de localizar, desdobrar e ligar o celular, não ouvir nada, dizer “alô?” várias vezes, apertar botões errados, sacudir o desgraçado, desistir e desligar, depois fazer tudo de novo quando a musiquinha toca outra vez.
Não sei, a gente escolhe a musiquinha quando compra o celular?
― Tem aí um Beethoven?
― Não. Mas temos as quatro estações do Vivaldi.
― Manda a primavera.
Porque a musiquinha do seu celular também identifica você. Há uma enorme diferença entre uma pessoa cujo celular toca, digamos, Take Five e uma cujo celular toca Wagner. Você muitas vezes só sabe com quem realmente está quando ouve o seu celular tocar, e o som do seu celular diz mais a seu respeito do que você imagina. Se bem que, na minha experiência, a maioria das pessoas escolhe músicas galopantes ― como a introdução da Cavalleria Rusticana ou a ouverture do Guilherme Tell ― apenas para já colocá-la no adequado espírito de urgência, ou pânico controlado, que o celular exige.
Sei que alguns celulares ronronam e vibram, discretamente, em vez de desandarem a chamar seus donos com música. Infelizmente, os donos nem sempre mostram a mesma discrição. Não é raro você ser obrigado a ouvir alguém tratando de detalhes da sua intimidade ou dos furúnculos da Djalmira a céu aberto, por assim dizer. É como o que nos fazem os fumantes, só que em vez do nosso espaço aéreo ser invadido por fumaça indesejada, é invadido pela vida alheia. Que também pode ser tóxica.
Não dá para negar que o celular é útil, mas no caso a própria utilidade é angustiante. Estávamos num barco subindo o Rio Negro quando o celular da Lúcia tocou. Era alguém de Porto Alegre, um assunto menor, ou desproporcional a grandeza da paisagem. Quem chamara, provavelmente de outro celular, não tinha a menor ideia de onde nós estávamos, nem que sua voz também estava subindo o Rio Negro. O celular reduziu as pessoas a apenas extremos opostos de uma conexão, a pontos soltos no ar, sem contato com o chão. Onde você se encontra tornou-se irrelevante, o que significa que em breve ninguém mais vai se encontrar, e a palavra “incomunicável” perdera o sentido. Estar longe de qualquer telefone não é mais um sonho realizável de sossego e privacidade ― o telefone foi atrás. A tecnologia que permitiu que a voz chegasse de um besouro eletrônico em Porto Alegre a um besouro eletrônico no meio do Rio Negro também é angustiante. Eu conheço o princípio que a torna possível, o que não quer dizer que o aceite com tranquilidade.
Chega o momento em que cada nova perplexidade é uma afronta pessoal, ainda mais para quem ainda tem dificuldade em entender a torneira.
Estarei entre os últimos resistentes. Ouvi dizer que o celular destrói o cérebro aos poucos. Nos vejo ― os que não sucumbiram ― como os únicos sãos num mundo imbecilizado pelo micro-ondas de ouvido, com os quais as pessoas trocarão grunhidos pré-históricos, incapazes de um raciocínio ou de uma frase completa, mas ainda conectados. Seremos poucos, mas nos manteremos unidos, e trocaremos informações, usando sinais de fumaça.
Luís Fernando Veríssimo. Disponível em: https://docente.ifrn.edu.br/marcelmatias/Disciplinas/orientacoes/cronicas-de-l.-f.- verissimo
Assinale a alternativa que apresenta o sentido oposto da frase abaixo, retirada do texto.
“Preciso dizer que não sucumbirei ao telefone celular.”
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Leia o texto abaixo para responder às questões de 1 a 4.
Besouro maldito
Preciso dizer que não sucumbirei ao telefone celular. O bom de se chegar a uma certa idade é que você pode dizer “nunca” com convicção, confiante de que não beberá mesmo dessa água ― não por firmeza de caráter, mas por falta de tempo. Não tenho e nunca terei um telefone celular. Quando preciso usar um, uso o da Lúcia. Mas segurando-o como se fosse um grande inseto, possivelmente venenoso, desconhecido da minha tribo.
Para começar, eu não saberia escolher a musiquinha que o identifica. Aquela que, quando toca, a pessoa diz “É o meu!”, e passa à tarefa frenética de localizar, desdobrar e ligar o celular, não ouvir nada, dizer “alô?” várias vezes, apertar botões errados, sacudir o desgraçado, desistir e desligar, depois fazer tudo de novo quando a musiquinha toca outra vez.
Não sei, a gente escolhe a musiquinha quando compra o celular?
― Tem aí um Beethoven?
― Não. Mas temos as quatro estações do Vivaldi.
― Manda a primavera.
Porque a musiquinha do seu celular também identifica você. Há uma enorme diferença entre uma pessoa cujo celular toca, digamos, Take Five e uma cujo celular toca Wagner. Você muitas vezes só sabe com quem realmente está quando ouve o seu celular tocar, e o som do seu celular diz mais a seu respeito do que você imagina. Se bem que, na minha experiência, a maioria das pessoas escolhe músicas galopantes ― como a introdução da Cavalleria Rusticana ou a ouverture do Guilherme Tell ― apenas para já colocá-la no adequado espírito de urgência, ou pânico controlado, que o celular exige.
Sei que alguns celulares ronronam e vibram, discretamente, em vez de desandarem a chamar seus donos com música. Infelizmente, os donos nem sempre mostram a mesma discrição. Não é raro você ser obrigado a ouvir alguém tratando de detalhes da sua intimidade ou dos furúnculos da Djalmira a céu aberto, por assim dizer. É como o que nos fazem os fumantes, só que em vez do nosso espaço aéreo ser invadido por fumaça indesejada, é invadido pela vida alheia. Que também pode ser tóxica.
Não dá para negar que o celular é útil, mas no caso a própria utilidade é angustiante. Estávamos num barco subindo o Rio Negro quando o celular da Lúcia tocou. Era alguém de Porto Alegre, um assunto menor, ou desproporcional a grandeza da paisagem. Quem chamara, provavelmente de outro celular, não tinha a menor ideia de onde nós estávamos, nem que sua voz também estava subindo o Rio Negro. O celular reduziu as pessoas a apenas extremos opostos de uma conexão, a pontos soltos no ar, sem contato com o chão. Onde você se encontra tornou-se irrelevante, o que significa que em breve ninguém mais vai se encontrar, e a palavra “incomunicável” perdera o sentido. Estar longe de qualquer telefone não é mais um sonho realizável de sossego e privacidade ― o telefone foi atrás. A tecnologia que permitiu que a voz chegasse de um besouro eletrônico em Porto Alegre a um besouro eletrônico no meio do Rio Negro também é angustiante. Eu conheço o princípio que a torna possível, o que não quer dizer que o aceite com tranquilidade.
Chega o momento em que cada nova perplexidade é uma afronta pessoal, ainda mais para quem ainda tem dificuldade em entender a torneira.
Estarei entre os últimos resistentes. Ouvi dizer que o celular destrói o cérebro aos poucos. Nos vejo ― os que não sucumbiram ― como os únicos sãos num mundo imbecilizado pelo micro-ondas de ouvido, com os quais as pessoas trocarão grunhidos pré-históricos, incapazes de um raciocínio ou de uma frase completa, mas ainda conectados. Seremos poucos, mas nos manteremos unidos, e trocaremos informações, usando sinais de fumaça.
Luís Fernando Veríssimo. Disponível em: https://docente.ifrn.edu.br/marcelmatias/Disciplinas/orientacoes/cronicas-de-l.-f.- verissimo
De acordo com a leitura do texto, é correto afirmar que
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